sexta-feira, 13 de julho de 2007

Cansei de ser sexy

Um belo dia, cansou-se. Foi quando descobriu esse curioso projecto musical de umas miúdas brasileiras, num voo intercontinental, e se identificou com o nome.
Estava cansada de vida plástica. O corpo, mero objecto maleável ao serviço da criatividade e rasgo artístico dos outros. Um cabide humano, no final de contas, maquilhado de glamour, disfarçado pelo verniz superficial das festas privadas pós-desfile. Cansada dos castings humilhantes, das rivalidades de bastidores, do book incessantemente submetido a apreciação. Fatigada, trés fatiguée, das escalas em Heathrow, em Frankfurt, em Fiumicino, no Charles de Gaulle. Da vida pessoal dobrada na mala sempre pronta a partir, da vida social perdida no tráfego aeroportuário e nos fusos horários. Da luz opressora dos projectores dos estúdios fotográficos. A pose, a pose. Strike the pose. As cidades do mundo que desfilam pela impessoalidade das janelas dos quartos de hotel, um windowshopping de cosmopolitismo. Os países que nunca há tempo para visitar. A tirania do tempo – contra-relógio – numa actividade de desgaste rápido.
Cansou-se num voo de longa duração, e esse foi o seu verdadeiro regresso a casa.

Dem lille Havfrue



Solitária e melancólica, a figura esguia criada por H. C. Andersen (ou melhor, por Carl Jacobsen) pousa o olhar no horizonte marítimo, indiferente à agitação que a rodeia. Aguarda o seu príncipe perdido, espera o príncipe que nunca voltará.
A piquena sereia somos todas nós.

Este blog andou atracado num belo porto de mercadores

Nos últimos tempos estivemos, portanto, num reino muito antigo, na terra do Patinho Feio, do Lego, da Bang & Olufsen, do castelo de Hamlet, do arquitecto da Ópera de Sidney, dos vikingues, do berço do design nórdico: uma terra de príncipes e princesas. Onde me senti em casa.

The June sessions

Ou: uma evasão meridional o mais real possível.
Muito sol, calor seco, mar e mar, alimentação mediterrânica com muito peixe grelhado, azeite e pão do Sul, noites quentes e estreladas, perfumes doces, entardeceres lânguidos. O mês de Junho, encerrei-o em beleza.

Às vezes,

o mundo é [mesmo] o sítio mais triste do mundo, como alguém dizia.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Nørdic Mist (2)

Københaven é a nova menina dos meus olhos.

Ralações humanas

É no que se tornam, ao fim e ao cabo, algumas relações humanas.

Nørdic Mist ®

Dizia que pedir água tónica tinha reminiscências vagamente coloniais – que era coisa de inglês na Índia.

Pobre menina rica

Era um pouco de auto-comiseração para a Barbara Hutton da mesa 8, se faz favor.

"O verdadeiro windowshopping"

Os cómicos relatos de um amigo acerca de como deambulou pelo Red Light District de Amesterdão.

Cartão de visita

Dos amigos do sexo oposto, com homossexualidade mal resolvida, recebia convites sociais simpáticos, condescendentes: uma jovem com bom aspecto é sempre um agradável cartão de visita em redes de sociabilidade ambíguas.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Próximo destino: a terra do meu amigo Søren Kierkegaard

De malas feitas, para mais uns dias aqui.
Até já.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Copenhaga, há uns dias

A Nova Ópera, do lado de lá, Amalienborg do lado de cá e, ao fundo, a Ponte de Oresund e a Suécia.

Bom senso bíblico

Por mais que custe, não olhes para trás, ou transformas-te em sal, como a mulher de Lot.

Bons vícios (3)

Os álbuns “Return of the Mac” e “Year Zero” – The Prodigy e Nine Inch Nails

Bons vícios (2)

O “Back to Black” da (muito viciada) Amy Winehouse.

Bons vícios (1)

A banda sonora original do filme “Marie Antoinette”, de Sofia Coppola (2006).
The Cure, The Radio Dept., Bow Wow Wow, New Order, Siouxsie & the Banshees, The Strokes, etc.
Résumé/Abstract: anos 80 sim, mas (só) dos bons.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Quarto com vista sobre a cidade (e o Tivoli)


Thin red line

O mundo divide-se, isso sim, entre quem vai à Suécia e quem nunca lá esteve.

Oh, I don't like it like this

I’m dying here
And you keep walking

(“I don’t like it like this”, The Radio Dept.)