"I Am Love", com a Tilda Swinton (a nova Kristin Scott Thomas, arrisco-me a dizer...?)sábado, 24 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Terror psicológico
Forçosamente, ao longo da vida (e à medida que os outros nos vão atacando e transpondo os limites da nossa tolerância), vamos desenvolvendo e aperfeiçoando a nossa própria "Haka pessoal" para intimidar o "adversário".
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Sprint VS Maratona
A vida, convém não esquecer, obriga-nos sempre a curiosos exercícios de força de vontade e persistência.
Tal como num enorme puzzle - cuja figura final não nos apecebemos logo, e só podemos desfrutar com uma visão de conjunto -, importa sabermos que, mesmo que haja no presente coisas impensadas, impensáveis e sem sentido, no futuro, elas podem encaixar-se na perfeição, como peças compatíveis.
O que é preciso é (tal como os grandes estrategas ou os visionários homens de negócios fazem), nunca perder a capacidade de visão a longo prazo, mesmo num nebuloso momento presente.
Tudo depende se queremos ver da perspectiva imediata de uma sprintada ou da de resistência e endurance de uma maratona. A primeira pode ser mais desanimadora, tanto quanto a segunda pode afigurar-se mais reconfortante.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Desconstrução
A Heidi Klum é uma top model que diz aquelas trivialidades de top model. Tais como, ao referir-se ao Seal: "Eu estava à procura de um homem com quem eu pudesse ser eu própria, com quem pudesse rir-me."Na verdade, e como toda a gente sabe, o que a Heidi diz é banal, mas pode ter importância.
Porque esse tal jogo da sedução que toda a gente fala pode ser muito bonito e interessante, mas todos sabemos que é uma farsa.
Porque às vezes apetece abandonar os saltos altos punitivos e mandar à fava a falta de pontualidade feminina, e outros truques antigos.
Apetece trocar o discurso coerente e estudado, pela espontaneidade de um gracejo. Os olhares atravessados de carneiro-mal-morto por um olhar franco, frontal.
Às vezes, a uma pessoa apetece-lhe ser ela própria e descontruir toda uma encenação ridícula que se cultiva socialmente, trocá-la por naturalidade e autenticidade.
Sem teias tecidas para eles caírem, sem as artimanhas que elas nos aconselham. E que se foda o raio da sedução.
sábado, 17 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Estúpido
O Gonçalo Cadilhe, esse "iconoclasta da cultura mainstream" (como uma vez pomposamente o descreveram num site de surf), escreve razoavelmente bem, para "literatura de viagens". De forma escorreita, harmoniosa e reflexiva, por vezes, até quase poética. Acabei de ler mais um livro dele.
Sim, tem o seu mérito, é um verdadeiro globetrotter, e permite-nos viajar com ele através da sua escrita. O que me agrada, sendo eu uma fanática por viagens.
Mas eu um dia ainda faço 60 km até à Figueira da Foz de propósito para chamá-lo estúpido.
Não sei o que explica a mania dele permanentemente criticar Portugal e os Portugueses. A sério, não sei o que explica aquela sua irritaçãozinha turva, pessoal e constante em relação ao nosso País e à nossa gente.
É que o meu gosto pelas viagens no estrangeiro não é incompatível com a forma de eu apreciar o meu país; e, se me ajuda a ver com mais nitidez o que ele tem de mau, também me faz sempre recordar o que ele tem de mellhor. Ao Gonçalo não, pelos vistos.
terça-feira, 13 de abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Já que o flirt é um desporto,
deveria ser elevado à categoria de modalidade olímpica. Conheço muita gente que subiria ao pódium.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Sherlock Holmes VS Hercule Poirot (II)
Sherlock Holmes VS Hercule Poirot (I)

Acho que era mais ou menos assim.
Como formas de investigação, o Britânico usava o método indutivo, partindo dos factos tangíveis que recolhia no terreno para, posteriormente, ir dando consistência ao puzzle teórico que tentava reconstituir.
O Belga, por sua vez, partia de um esquema de raciocínio, que confirmava depois a nível empírico, usando um método dedutivo.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Not lovers town
Entre famílias multigeracionais inteiras, excursões com alunos e professores, pares de mães e filhas exploradoras e animados grupos de amigos, descubro o best of de Atenas: Não é, como tantas outras cidades por esse mundo fora, um destino dilecto de parzinhos românticos. Ou seja, finalmente, um sítio onde uma pessoa pode ver-se livre dessa praga.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Um poema em forma de filme
quarta-feira, 31 de março de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
O maravilhoso gineceu da Dança
Na dança, um sub-mundo essencialmente (mas não exclusivamente, thank God) feminino, muita coisa é similar ao micro-cosmos da moda. Para o espectador menos atento, há cor, movimento, coordenação, harmonia e sorrisos. Para o observador participante há um festim de intrigas, picardias, rivalidadezinhas e frivolidades de bastidores que só visto. Ainda bem que levo muito poucas coisas a sério na vida.
segunda-feira, 29 de março de 2010
domingo, 28 de março de 2010
sábado, 27 de março de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
Sophia e a Grécia
Sophia de Mello Breyner tinha uma paixão pela Grécia que eu não partilho mas acho ternurenta. À excepção dos seus feéricos livros infantis nunca li nada dela, mas lembrei-me muito desta autora enquanto estive em Atenas, talvez precisamente por não entender aquela sua paixão. Fez ao longo da sua vida muitas viagens, traçando um mapa pessoal afectivo intrincado, com muitos eixos entrecruzados, onde a Grécia omnipresente surge como ponto de partida ou de chegada.
Surpreendentemente (para mim) a Grécia foi o sítio onde, até hoje, mais encontrei similaridades com o nosso Portugal.
Qual Espanha, qual Itália, qual quê. Os Italianos são exuberantes e sofisticados, e os Espanhóis têm auto-estima (até demais), que são coisas que os portugueses não são nem têm. Temos muito mais traços em comum com os Gregos do que com qualquer outro povo europeu.
Fazendo parte de realidades geográficas peninsulares, temos uma contraditória e omnipresente relação com o Mar, e um exagerado orgulho no Passado. As fisionomias humanas duras, rudes, traços agrestes nos rostos das pessoas que passam nas ruas, e uma humildade que chega a ser comovente. Uma paisagem seca e um caos patente no trânsito e na desorganização urbanística, o alegre desrespeito pelas regras, que só cá em Portugal se encontra. Até as músicas que se ouvem nas rádios são iguaizinhas às nossas, e as mesmas roupas pardacentas no Inverno. E também aquele adorável desejo de ser agradável para com o forasteiro, a simplicidade resignada com o facto de se pertencer sempre à “cauda europeia”, uma austeridade aparente e a mania de se investir muito em coisas simbólicas, em gastar mais do que se pode (os Jogos Olímpicos e o Euro 2004). O machismo ainda muito presente (os cafés urbanos onde não se vê uma única presença feminina), a afabilidade das gentes e uma certa melancolia generalizada (que não tem nada a ver com a crise).
Surpreendentemente (para mim) a Grécia foi o sítio onde, até hoje, mais encontrei similaridades com o nosso Portugal.
Qual Espanha, qual Itália, qual quê. Os Italianos são exuberantes e sofisticados, e os Espanhóis têm auto-estima (até demais), que são coisas que os portugueses não são nem têm. Temos muito mais traços em comum com os Gregos do que com qualquer outro povo europeu.
Fazendo parte de realidades geográficas peninsulares, temos uma contraditória e omnipresente relação com o Mar, e um exagerado orgulho no Passado. As fisionomias humanas duras, rudes, traços agrestes nos rostos das pessoas que passam nas ruas, e uma humildade que chega a ser comovente. Uma paisagem seca e um caos patente no trânsito e na desorganização urbanística, o alegre desrespeito pelas regras, que só cá em Portugal se encontra. Até as músicas que se ouvem nas rádios são iguaizinhas às nossas, e as mesmas roupas pardacentas no Inverno. E também aquele adorável desejo de ser agradável para com o forasteiro, a simplicidade resignada com o facto de se pertencer sempre à “cauda europeia”, uma austeridade aparente e a mania de se investir muito em coisas simbólicas, em gastar mais do que se pode (os Jogos Olímpicos e o Euro 2004). O machismo ainda muito presente (os cafés urbanos onde não se vê uma única presença feminina), a afabilidade das gentes e uma certa melancolia generalizada (que não tem nada a ver com a crise).
Coimbra, 17 de Abril de 1969
O célebre momento em que o Presidente da Academia desafiou o outro Presidente, o Tomás (e toda a sua comitiva, e todo um sistema e um regime), e que despoletou o célebre luto académico.Porque hoje vi uma colecção de fotos (da Secção de Fotografia da AAC) memorável sobre a crise académica, e porque é sempre importante assinalar quem e o quê foi importante para o que (também) somos hoje.
quinta-feira, 25 de março de 2010
P(r)EC
Por estes dias, o plano de estabilidade e crescimento só me faz lembrar o estado calamitoso em que o país se encontrava nos tempos do PREC.
quarta-feira, 24 de março de 2010
My sad carreer as a match maker
Por vezes, dedico-me a reflexões muito profundas e pertinentes, tal como a Emma Woodhouse, essa adorável e frívola criação literária de Austen. Como quando vejo o George Clooney e a Elisabetta Canalis, e penso que quem ficava mesmo bem com ele era uma mulher com verdadeira classe, ou seja, a Tasha de Vasconcelos.
terça-feira, 23 de março de 2010
Ah, sim, é verdade, às vezes, cometo uma loucura e vou a 90 km/h na auto-estrada
Eu penso que algumas pessoas que me conhecem (mal) imaginam a minha vida envolta numa espiral de divertimento, excessos e noitadas.
Eu compreendo. As pessoas têm necessidade de fantasiar sobre as vidas dos outros, e de, nessas fantasias, exacerbarem, sem limites, o que lhes apetecer (ou o que mais lhes convém, enfim, o que melhor servir a perversidade secreta que todos alimentamos em doses variáveis).
Seria, pois, uma decepção informá-las da austeridade quase monacal da minha vida, a frugalidade dos meus serões a ler D.H. Lawrence e a ver filmes (soporíferos para muita gente) da Jane Campion.
domingo, 21 de março de 2010
A minha maior proeza na Grécia
Mas desta vez, consegui estar alguns dias no meio de estátuas e vasos com milhares de anos, e juro que não encalhei em nenhum deles, nem parti nada.
sábado, 20 de março de 2010
Lembrete: não ter preconceitos em relação ao Portugal profundo
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Evzones: fiquei fã (entre outras razões, porque deles fazem parte os poucos rapazes giros que vi em Atenas)
O amor na versão gótica
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
E se enfiassem o "desconto" e o "amor" pela outra extremidade do tubo digestivo acima?
Recebido ontem, por sms, de uma conhecida clínica de estética:
"O amor está no ar. Surpreenda a sua cara metade com 20% de desconto em todas as compras até 28/02/2010".
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Um tanto vazia
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Globalização
Ok, eu aceito que os Rubrik Applad e os Ektorp entrem pelas nossas casas adentro, e que o Ingvar Kamprad nos inunde com mobiliário a baixo preço.
Aceito que globalizem o design nórdico e que exportem o conceito escandinavo de conforto doméstico.
Mas, sub-repticiamente, impingirem-nos no IKEA salmão com funcho ou arenque fumado (e outras porcarias que se comem na Suécia) num país como Portugal, cuja gastronomia é das melhores do mundo, acho que é uma ambição descarada, que eu considero um insulto. E lanço um apelo ao boicote.
Há coisas cujo prazo de validade expira muito antes
Agora a sério. Penso que alguns homens deveriam saber coisas básicas. Tais como: se, depois de conhecerem uma rapariga, só lhe telefonarem 6 (seis, SEIS!) meses depois, arriscam-se seriamente a levar um corte (mas daqueles grandes, memoráveis, antológicos).
WITH PATIENCE
"There was a time when I thought that, with patience, you might be moulded into something worth while."
Carry on, Jeeves, de PH Wodehouse
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Da série Material Girl #1
Vou acabar com os posts pseudo-políticos, porque cansam muito a minha beleza. E uma rapariga não se pode dar a esse luxo.
Liberdade de expressão
Por estes dias, estamos com o Mário Crespo. Já não se pode publicar um artigo de opinião, que querem logo "silenciar" as pessoas. Que grande exercício de democracia.Como se já não bastasse aquela que muito me chateou da Inês de Medeiros, deputada pelo círculo de Lisboa, a receber ajudas de custos por viver em Paris, ou lá o que é.
Já estou como o Eça de Queirós: Portugal não é um país; é um local mal frequentado.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Jeeves/Ou de como eu adoro a simplicidade prática dos homens
Miss February
Carnaval e dia dos namorados no mesmo fim de semana, este ano. Está certo. Para quem está de fora, é tudo mais ou menos a mesma palhaçada.
A Suíça não é só para a neve, ok?
O Fórum Económico Mundial acabou ontem, em Davos. Boas notícias: parece que vai haver uma segunda edição do Fórum Social Mundial, também no Brasil. E Portugal devia mudar-se (literalmente) de armas e bagagens para o bloco das economias emergentes (o BRIC, certo?), se se quisesse safar.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Marketing grátis
Venho a saber por terceiros que certas pessoas - com quem tenho laços de amizade muito antigos - dizem tão bem de mim (claramente turvadas pelo carinho que me têm ou pelo grau de alcoolémia do momento) que chega a ser comovente. Ou seja, vendem tão bem o produto, que espero que, mais tarde, não os denunciem à DECO por publicidade enganosa.
Noite de poker
Dou por mim a pensar que, em questões sentimentais, o truque, no fundo, é também saber ir dizendo check ao longo do tempo, sem sair do jogo, até que tenhamos a grande e improvável sorte de um royal flush.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Equilíbrio de forças
Quando o aspecto exterior é um íman, pode usar-se a personalidade como um filtro.
Cortes orçamentais
Há um pequeno país onde os cortes nas despesas começam sempre na função pública, nunca começam pelo desbaste das mordomias e privilégios da classe política.
Se os membros do Governo fossem de metro para os seus gabinetes, todos os dias, como na Suécia, poupava-se que era um encanto. Ah, mas é claro. Os países escandinavos são países muito estranhos, onde há ministras que se demitem porque se descobriu que não pagaram à babysitter dos seus filhos, há não sei quanto tempo atrás. Gente mesmo muito esquisita.
Ternura
Lady Chatterley (2006)"Ele possuiu-a docemente e sentiu um fluxo de ternura que partia das sua entranhas e se transmitia à mulher, os dois em estado de paixão.
E compreendeu que era aquele o seu dever: um contacto terno com ela, sem que nada do seu orgulho, da sua dignidade e integridade de homem fosse afectado."
O Amante de Lady Chatterley, D.H. Lawrence (1928)
Mau perder
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Mas antes isso do que loba em pele de cordeiro
Indicaram-me uns tops feitos de tecido muito fino, que se moldam ao corpo na perfeição, adequados ao exercício físico, e que, no país de origem, lhes chamam "pele da loba".
No vestuário feminino, tal como na vida, há ironias muito boas.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Sintomas de privação
Há muito tempo, quando ouvia alguém falar sobre uma actividade ou desporto que praticava e de como isso o/a fazia esquecer-se dos problemas, abstrair e aguentar tudo o resto, eu ficava indiferente.
Uma vez fiquei um mês sem ir às aulas de dança. Já não consigo passar uma semana.
Na terra do Bob
Amizade em diferentes quadrantes
Os meus amigos do Bloco são tão engraçados. Mais ainda que os meus amigos de extrema direita, que fazem romarias à terra natal do Salazar. Isto, porque os primeiros nunca desistem de quererem fazer da vida uma coisa asséptica, mais cinzenta que uma cidade do Leste em Janeiro, nos tempos da Cortina de Ferro.Já me habituei a evitar palavras como "pretos", "ciganos", "maricas", etc. quando estou com eles. Agora, opinarem sobre destinos de férias é que não.
A igualdade e a tolerância começam com as práticas (e não tanto com o vocabulário). E, nisso, estou com absoluta consciência tranquila, porque tenho-as como princípios fundamentais de cidadania.
Aliás, o essencial (nunca me canso de dizer) é a coerência entre as práticas e as convicções.
Portanto, aconselho a esquecerem as férias burguesas dos outros durante um belo passeio na Coreia do Norte. Lá é que se deve estar bem.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Mas foi bom rever Keanu Reeves, Winona Ryder, Monica Belluci e Julianne Moore (com spoiler)
domingo, 24 de janeiro de 2010
Estratégias militares e (que se lixe) abordagens amorosas
sábado, 23 de janeiro de 2010
Lisa Ekdahl VS Herbie Hancock
Sim, eu já sei que há jazz para gajas e jazz para gajos.
E não posso fazer nada, porque nasci com cromossomas XX e não me dá jeito nenhum agora substituir um deles por Y.
Eh pá, foi a melhor solução terapêutica que encontrei
Camuflagem urbana
Perguntam-me como é que, tendo já viajado tanto, nunca tive grandes peripécias que costumam acontecer a turistas.
Pois é precisamente isso. Tento não parecer turista, para não ser enganada por taxistas, roubada nos preços, etc. E é por isso que vêm sempre falar comigo nos idiomas locais dos países onde vou.
Não tem truque nenhum. Gabardine e sabrinas em França, saia comprida e écharpe leve sobre o cabelo em países muçulmanos, trapos muito estilosos em Itália, 3 quilos de maquilhagem na cara em Espanha, and so on, and so on.
É tudo uma questão de nos camuflarmos com as paisagens humanas.
Voodoo people
Já não ia a um concerto de música muito pesada há muitos anos (aburguesei-me e comecei a usar sapatos altos e assim).
Mas tinham-me falado daquilo de tal maneira que, quando entrei na sala do concerto imaginava que me ia deparar com um cenário dantesco, preparei-me para entrar a antecâmara da morte, e pensei, ao passar pela revista dos seguranças, "Vou morrer, adeus mundo cruel".
No fim, adorei, e realço apenas a fauna muito diversificada que afluíu ao concerto, e que os miúdos de hoje em dia ouvem os mesmos grupos que eu ouvia, na minha adolescência nos meados dos anos 90.
Enfim, foi como quando andei de metro à noite em Praga ou quando entrei num bairro pobre em Havana. Toda a gente me prevenia para não ir e mesmo assim dei um passo em frente, e fui.
Deixem lá de me meter medo, pá.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



























