quinta-feira, 13 de maio de 2010

Do oficial e do oficioso

Elisabeth da Áustria, também conhecida por Sissi, foi uma vez a um baile de máscaras em Viena, incógnita. Tinha trinta e seis anos e era casada há vinte com o Imperador Franz Joseph. Nesse baile, conheceu um jovem funcionário da Corte, dez anos mais novo, com quem dançou algumas valsas, mas a quem nunca deu a conhecer a sua verdadeira identidade. Nunca mais se encontraram, mas durante vários anos mantiveram uma romântica correspondência secreta. Ele só soube da verdade muito tempo mais tarde, muito depois de ela ter sido assassinada na Suíça por um anarquista italiano.

Serenata

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Political statement

Apercebi-me recentemente que ele caiu em desuso nos últimos 10 ou 15 anos, e que por isso é raro ver raparigas novas a usá-lo com a segurança da Vanessa Paradis. Eu vou usá-lo neste Verão.
Mas isto é só para quem os tiver no sítio. Os lábios, claro.

terça-feira, 11 de maio de 2010

O país de que toda a gente fala (2)





















O país de que toda a gente fala


Percorrer o labirinto do bairro Anafiotika, subir ao Monte Lycavittus, passear na Praça Syntagma, explorar Monastikari, ir até ao Keramikos, e à Platia Omonia também, descobrir a boa surpresa do Museu da Acrópole, posar para a foto em frente às Cariátides do Erecteion, apreciar o templo de Zeus, deambular pelas ágoras romana e grega, descer o Aerópago, perder-se na Plaka, sempre, sempre, com o raio desta musiquinha a soar na cabeça.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O Samuel Beckett é uma maçada

O dramaturgo irlandês conforta-nos com o seu Ever tried/ever failed/no matter/try again/fail again/ fail better, e isto é tudo muito lindo, muito apaziguante, muito humano, muito processo construtivo de aprendizagem, e até vem estampado em t-shirts da Zara e tudo, mas, na verdade, é filosofia de perdedores.
Porque eu estou um bocado farta de derrotas e sou impaciente e queria era sentir o sabor doce da vitória. Já.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Porque é Queima (e eu tenho MUITAS saudades)

Nunca pensei que um nórdico pudesse lixar-me os planos

Eyjafjallajokull

Dégas

Que soube, como ninguém, retratar os bastidores da dança.

A vida tem muito mais imaginação que nós

Edgar Dégas (1834-1917)
Quem, a um dado momento, passa a dedicar-se à dança (tal como a um desporto), sabe que ela materializa na nossa vida uma busca de evasão, de um espaço/tempo em que se foge à disciplina imposta do dia a dia, em que o corpo (espartilhado por regras sociais e rigidez auto-imposta) se solta, ganha flexibilidade, movimento, ritmo, liberdade, improviso.

Inaugura-se uma nova relação com o corpo, ganha-se (ou recupera-se) a consciência dele, a exposição física dá o mote e a expressão corporal dita as regras.

A vida nunca se cansa de nos trazer supresas, por mais tempo que passe.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Solidez

A actriz Maria Luísa Mendonça deu há muitos, muitos anos uma entrevista, da qual nunca me esqueci desta frase simples: "A minha filha estrutura-me".
De facto, as pessoas muito importantes na nossa vida reflectem essa imagem de solidez, de sustentáculo, de perenidade: uma estrutura, um alicerçe, um pilar, uma âncora.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Antecipar dias quentes #2

Bom som e bom feeling.

Antecipar dias quentes

A ouvir estes sons salpicados de sal de águas mornas. Do mar cabo-verdiano.

Muito barulho por nada


Já li (finalmente, e depois de toda a gente, claro).
Transbordante de ironia. E pouco mais. Foi só pegar simplesmente nas histórias do Antigo Testamento mais polémicas, picantes ou que chocam o actual sistema de valores, e vá de impregná-las de ironia e alguma imaginação. Não percebo qual foi o motivo de tanta polémica na altura.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Amigos, amigos, políticas sociais à parte

Fui jantar com um amigo, e, casualmente, a conversa desemboca sobre opiniões políticas e sociais. Ele sabe que eu sou de esquerda e mais liberal em muitas questões, eu sei que ele é mais conservador no acto eleitoral e que se identifica com a direita.
No final do jantar, porém, constatamos que é ele afinal quem defende o Rendimento Social de Inserção e que sou eu que defendo a esterilização compulsiva de determinadas minorias étnicas que vivem à custa de subsídios, exigem direitos de cidadania mas não cumprem com os seus deveres. (eu, e as minhas posições muito éticas, nada polémicas e nada radicais).

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Direito de veto

Em 2009, vetaram-me o ano todo. Em 2010, veto eu. A torto e a direito.

domingo, 2 de maio de 2010

Papéis "secundários"

A parte boa de se estar doente dois dias em casa é podermos actualizar a nossa cinefilia, entre a toma de um antibiótico e a seguinte. Vi (finalmente) An Education (2009).
Para além do bom exercício de reflexão e rectrospectivo sobre o papel da Mulher na sociedade e isso tudo que já sabemos e que outras pessoas são capazes de escrever melhor do que eu, o que me surpreendeu (bom, não muito) foi a qualidade do elenco de suporte às duas personagens principais.

Dominic Cooper (giro, além do resto), Emma Thompson (claro), Olivia Williams, Alfred Molina e Rosamund Pike, todas óptimas interpretações, sim senhor.

Testosterona de luxo #4

Nelson Évora. (Pai cabo-verdiano, mãe costa-marfinense.)

sábado, 1 de maio de 2010

Britishness #3


Pronto, confesso que o que eu queria mesmo era ter um bikini com o padrão da Union Jack.

(Agora que já tenho um com padrão camuflado, que também era um sonho muito antigo.)

Britishness #2

Coming out of the closet: assumidamente anglófila.



sexta-feira, 30 de abril de 2010

Britishness

Não há hipótese, sou uma admiradora confessa da cultura britânica e da Grã-Bretanha em geral, digam o que disserem da estupidez e arrogância dos ingleses.
Admiro-os, desde a fleuma nacional ao humor peculiar dos Monty Python e da sua capacidade de se rirem de si próprios como mais ninguém; desde o processo (não perfeito, mas exemplar) de descolonização da Índia à forma como em qualquer ponto do Mundo recriam logo a sua Ilha e o seu sentido incomparável de home, seja em Gibraltar, em Malta ou em Hong Kong.
Por isso, e apesar de ter deixado passar o dia 3 de Abril, assinalo hoje a Boat Race deste ano, em que Cambridge ganhou mais uma vez.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

terça-feira, 27 de abril de 2010

Ross VS Chandler

Já dizia o outro, no Up in the air, que o estereótipo não é redutor nem discriminatório. Estereotipar é, antes de mais, simplificar.
Entre um homem meigo, culto e giro (mas picuinhas, chato e choramingas), e um outro não tão bonito, atrapalhado e imaturo (mas easy going e um bocado push over), eu prefiro a segunda categoria.
(Mas eu sou um bocado estranha, lá dizem as minhas amigas.)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

La petite robe drapée

O que eu queria nesta Primavera era tão somente este vestidinho Lanvin, que custa apenas uns dois ou três milhares de euros.

domingo, 25 de abril de 2010

sábado, 24 de abril de 2010

Eu também não vi, mas também gostei

"I Am Love", com a Tilda Swinton (a nova Kristin Scott Thomas, arrisco-me a dizer...?)

Deste filme (via Vidro Duplo, e no Indie Lisboa '10).

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Terror psicológico

Forçosamente, ao longo da vida (e à medida que os outros nos vão atacando e transpondo os limites da nossa tolerância), vamos desenvolvendo e aperfeiçoando a nossa própria "Haka pessoal" para intimidar o "adversário".

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sprint VS Maratona

A vida, convém não esquecer, obriga-nos sempre a curiosos exercícios de força de vontade e persistência.
Tal como num enorme puzzle - cuja figura final não nos apecebemos logo, e só podemos desfrutar com uma visão de conjunto -, importa sabermos que, mesmo que haja no presente coisas impensadas, impensáveis e sem sentido, no futuro, elas podem encaixar-se na perfeição, como peças compatíveis.
O que é preciso é (tal como os grandes estrategas ou os visionários homens de negócios fazem), nunca perder a capacidade de visão a longo prazo, mesmo num nebuloso momento presente.
Tudo depende se queremos ver da perspectiva imediata de uma sprintada ou da de resistência e endurance de uma maratona. A primeira pode ser mais desanimadora, tanto quanto a segunda pode afigurar-se mais reconfortante.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Desconstrução

A Heidi Klum é uma top model que diz aquelas trivialidades de top model. Tais como, ao referir-se ao Seal: "Eu estava à procura de um homem com quem eu pudesse ser eu própria, com quem pudesse rir-me."
Na verdade, e como toda a gente sabe, o que a Heidi diz é banal, mas pode ter importância.
Porque esse tal jogo da sedução que toda a gente fala pode ser muito bonito e interessante, mas todos sabemos que é uma farsa.
Porque às vezes apetece abandonar os saltos altos punitivos e mandar à fava a falta de pontualidade feminina, e outros truques antigos.
Apetece trocar o discurso coerente e estudado, pela espontaneidade de um gracejo. Os olhares atravessados de carneiro-mal-morto por um olhar franco, frontal.
Às vezes, a uma pessoa apetece-lhe ser ela própria e descontruir toda uma encenação ridícula que se cultiva socialmente, trocá-la por naturalidade e autenticidade.
Sem teias tecidas para eles caírem, sem as artimanhas que elas nos aconselham. E que se foda o raio da sedução.

sábado, 17 de abril de 2010

Faz hoje 41 anos




Crise académica de 1969, em Coimbra.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Estúpido

O Gonçalo Cadilhe, esse "iconoclasta da cultura mainstream" (como uma vez pomposamente o descreveram num site de surf), escreve razoavelmente bem, para "literatura de viagens". De forma escorreita, harmoniosa e reflexiva, por vezes, até quase poética. Acabei de ler mais um livro dele.
Sim, tem o seu mérito, é um verdadeiro globetrotter, e permite-nos viajar com ele através da sua escrita. O que me agrada, sendo eu uma fanática por viagens.
Mas eu um dia ainda faço 60 km até à Figueira da Foz de propósito para chamá-lo estúpido.
Não sei o que explica a mania dele permanentemente criticar Portugal e os Portugueses. A sério, não sei o que explica aquela sua irritaçãozinha turva, pessoal e constante em relação ao nosso País e à nossa gente.
É que o meu gosto pelas viagens no estrangeiro não é incompatível com a forma de eu apreciar o meu país; e, se me ajuda a ver com mais nitidez o que ele tem de mau, também me faz sempre recordar o que ele tem de mellhor. Ao Gonçalo não, pelos vistos.

terça-feira, 13 de abril de 2010

domingo, 11 de abril de 2010

É que não tem explicação o quanto eu gosto disto

Goldfrapp, "Cologne Cerrone Houdini"

Um bocadinho bipolar #2

Debaixo do braço, o Finantial Times e a Vogue francesa.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Já que o flirt é um desporto,

deveria ser elevado à categoria de modalidade olímpica. Conheço muita gente que subiria ao pódium.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Sherlock Holmes VS Hercule Poirot (II)


Quando se trata de conhecer pessoas novas, e sem abandonar totalmente as deduções puras, tenho de começar a dar um pouco mais de espaço ao Sherlock que há em mim. Ainda que aquelas nos poupem decepções, este último permite muito mais espontaneidade (e boas surpresas) na descoberta do Outro.

Sherlock Holmes VS Hercule Poirot (I)



Acho que era mais ou menos assim.

Como formas de investigação, o Britânico usava o método indutivo, partindo dos factos tangíveis que recolhia no terreno para, posteriormente, ir dando consistência ao puzzle teórico que tentava reconstituir.

O Belga, por sua vez, partia de um esquema de raciocínio, que confirmava depois a nível empírico, usando um método dedutivo.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Damage control

Será que ainda vou a tempo?

sábado, 3 de abril de 2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Not lovers town

Atenas é árida e dura e monocromática, mas o melhor dela afinal é o que ela não é.
Entre famílias multigeracionais inteiras, excursões com alunos e professores, pares de mães e filhas exploradoras e animados grupos de amigos, descubro o best of de Atenas: Não é, como tantas outras cidades por esse mundo fora, um destino dilecto de parzinhos românticos. Ou seja, finalmente, um sítio onde uma pessoa pode ver-se livre dessa praga.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Um poema em forma de filme

Bright Star (2009)
(Nota-se muito que eu gostei de um filme que a maior parte das pessoas recomendaria a gente que sofre de insónias?)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Amor & orgulho

Como água e azeite. Não combinam.

terça-feira, 30 de março de 2010

O maravilhoso gineceu da Dança

Na dança, um sub-mundo essencialmente (mas não exclusivamente, thank God) feminino, muita coisa é similar ao micro-cosmos da moda. Para o espectador menos atento, há cor, movimento, coordenação, harmonia e sorrisos. Para o observador participante há um festim de intrigas, picardias, rivalidadezinhas e frivolidades de bastidores que só visto. Ainda bem que levo muito poucas coisas a sério na vida.

segunda-feira, 29 de março de 2010

sábado, 27 de março de 2010

Ice Age (2002)

Isto, não é um bicharoco de animação. Isto, é um exemplo de tenacidade, determinação e persistência.
Um exemplo que muita gente deveria seguir (e sobretudo eu).

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sophia e a Grécia

Sophia de Mello Breyner tinha uma paixão pela Grécia que eu não partilho mas acho ternurenta. À excepção dos seus feéricos livros infantis nunca li nada dela, mas lembrei-me muito desta autora enquanto estive em Atenas, talvez precisamente por não entender aquela sua paixão. Fez ao longo da sua vida muitas viagens, traçando um mapa pessoal afectivo intrincado, com muitos eixos entrecruzados, onde a Grécia omnipresente surge como ponto de partida ou de chegada.
Surpreendentemente (para mim) a Grécia foi o sítio onde, até hoje, mais encontrei similaridades com o nosso Portugal.
Qual Espanha, qual Itália, qual quê. Os Italianos são exuberantes e sofisticados, e os Espanhóis têm auto-estima (até demais), que são coisas que os portugueses não são nem têm. Temos muito mais traços em comum com os Gregos do que com qualquer outro povo europeu.
Fazendo parte de realidades geográficas peninsulares, temos uma contraditória e omnipresente relação com o Mar, e um exagerado orgulho no Passado. As fisionomias humanas duras, rudes, traços agrestes nos rostos das pessoas que passam nas ruas, e uma humildade que chega a ser comovente. Uma paisagem seca e um caos patente no trânsito e na desorganização urbanística, o alegre desrespeito pelas regras, que só cá em Portugal se encontra. Até as músicas que se ouvem nas rádios são iguaizinhas às nossas, e as mesmas roupas pardacentas no Inverno. E também aquele adorável desejo de ser agradável para com o forasteiro, a simplicidade resignada com o facto de se pertencer sempre à “cauda europeia”, uma austeridade aparente e a mania de se investir muito em coisas simbólicas, em gastar mais do que se pode (os Jogos Olímpicos e o Euro 2004). O machismo ainda muito presente (os cafés urbanos onde não se vê uma única presença feminina), a afabilidade das gentes e uma certa melancolia generalizada (que não tem nada a ver com a crise).

Coimbra, 17 de Abril de 1969

O célebre momento em que o Presidente da Academia desafiou o outro Presidente, o Tomás (e toda a sua comitiva, e todo um sistema e um regime), e que despoletou o célebre luto académico.

Porque hoje vi uma colecção de fotos (da Secção de Fotografia da AAC) memorável sobre a crise académica, e porque é sempre importante assinalar quem e o quê foi importante para o que (também) somos hoje.

quinta-feira, 25 de março de 2010

P(r)EC

Por estes dias, o plano de estabilidade e crescimento só me faz lembrar o estado calamitoso em que o país se encontrava nos tempos do PREC.

quarta-feira, 24 de março de 2010

My sad carreer as a match maker

Por vezes, dedico-me a reflexões muito profundas e pertinentes, tal como a Emma Woodhouse, essa adorável e frívola criação literária de Austen. Como quando vejo o George Clooney e a Elisabetta Canalis, e penso que quem ficava mesmo bem com ele era uma mulher com verdadeira classe, ou seja, a Tasha de Vasconcelos.

terça-feira, 23 de março de 2010

Ah, sim, é verdade, às vezes, cometo uma loucura e vou a 90 km/h na auto-estrada

Eu penso que algumas pessoas que me conhecem (mal) imaginam a minha vida envolta numa espiral de divertimento, excessos e noitadas.
Eu compreendo. As pessoas têm necessidade de fantasiar sobre as vidas dos outros, e de, nessas fantasias, exacerbarem, sem limites, o que lhes apetecer (ou o que mais lhes convém, enfim, o que melhor servir a perversidade secreta que todos alimentamos em doses variáveis).
Seria, pois, uma decepção informá-las da austeridade quase monacal da minha vida, a frugalidade dos meus serões a ler D.H. Lawrence e a ver filmes (soporíferos para muita gente) da Jane Campion.

domingo, 21 de março de 2010

A minha maior proeza na Grécia

Sou conhecida por criar alguns incidentes diplomáticos internacionais. Digamos que entre eles constam ter embebedado dois Iranianos aquando da sua estadia no nosso País (eu não tive culpa, eles é que quiseram comer pela primeira vez uma sapateira - enfim, não foi o alcool, mas sim o marisco que lhes fez mal).

Mas desta vez, consegui estar alguns dias no meio de estátuas e vasos com milhares de anos, e juro que não encalhei em nenhum deles, nem parti nada.

sábado, 20 de março de 2010

Lembrete: não ter preconceitos em relação ao Portugal profundo

De um concelho bucólico, recôndito (e frio como o caraças) do interior do País, irrompem sedas, cores vivas, jovens mulheres sorridentes, shimmies, brilhos e sons exóticos.

E o público não só gostou como até colaborou.

Paris é bon chic bon genre. Londres é glam rock.


Keira Knightley e o seu (muito louro e um bocado esquisito) namorado.