Atonement (2007)Li, há uns anos, de um fôlego só, o livro do Ian McEwan (Comprei-o num impulso pueril por causa da epígrafe, com uma citação de
Northanger Abbey, da minha Jane Austen.)
Anyway. Uma escrita sempre forte, sem perder o ritmo narrativo, que impele para os ambientes que constituem o cenário (tantas vezes sufocante de privação de liberdade ou esmagador de remorso) das personagens, e que provoca sensações físicas semelhantes às delas (a fome durante um contexto bélico-militar, a libido de um encontro íntimo, a tensão latente num dia quente de Verão).
Acima de tudo, é muito Virginia Woolf, pela densidade psicológica com que acompanha e descreve o curso solto dos pensamentos, associações de ideias, angústias e conflitos interiores das personagens.
No filme, de 2007, a reter: a interpretação exímia do jovem (escocês, claro) James McAvoy e aquele vestido.
Ai, aquele vestido. Aquele vestido é O Vestido.