
Era uma rapariga como tantas outras. Tratava os homens como brinquedos. E os brinquedos também se estragam. Ups.
"Oh, those women! They nurse and cuddle their presentiments, and make darlings of their ugliest thoughts . . ." William Thackeray ("Vanity Fair")



A Ronda da Noite, Rembrandt (1606 - 1669)
Ah, sim, o vernáculo pode ser tão catárctico, mesmo que em pensamento. Sobretudo, quando alguém se vai a sentir nas alturas, do alto dos seus pumps azuis vertiginosos, tão alta, tão linda, tão fantástica, e inesperadamente se cede à força da gravidade em frente a uma esplanada cheia.O meu coração também é de vidro.
Mas não esqueçamos que o vidro, antes de solidificar, já foi matéria derretida quando submetida a elevadas temperaturas.
Quando já se tem Iranianos conhecidos, pode-se finalmente começar a planear a concretização de um estranho sonho de ir à antiga Pérsia.
Não há modelos sócio-económicos perfeitos, nem há sistemas eternos, isso toda a gente sabe. Agora temos este, há uns séculos, e temos que lhe suportar os defeitos e as birras. Que é como quem diz, as crises cíclicas. Até ao "colapso final" que alguns andam a agoirar há tanto tempo, mas que ainda assim não se concretizou. (Lixaram-se, a utopia socialista expirou muito antes.) E desde o grande crash da 5ª Feira Negra quem se trama sempre é o trabalhador por conta de outrem, meus amigos. Faz lembrar o Azeite Gallo.
Elisabeth da Áustria, também conhecida por Sissi, foi uma vez a um baile de máscaras em Viena, incógnita. Tinha trinta e seis anos e era casada há vinte com o Imperador Franz Joseph. Nesse baile, conheceu um jovem funcionário da Corte, dez anos mais novo, com quem dançou algumas valsas, mas a quem nunca deu a conhecer a sua verdadeira identidade. Nunca mais se encontraram, mas durante vários anos mantiveram uma romântica correspondência secreta. Ele só soube da verdade muito tempo mais tarde, muito depois de ela ter sido assassinada na Suíça por um anarquista italiano.
Edgar Dégas (1834-1917)