quinta-feira, 22 de julho de 2010

In your face, menina da cidade








Alguém sabe onde fica Mões? Eu também não sabia. Distrito de Viseu, perto de Castro Daire. No Portugal profundo. Daquele do melhor, que, no mínimo, dava um interessantíssimo estudo sociológico. Só sei que, pelo segundo ano consecutivo, estive lá, com todo o gosto.


Também estive em Óbidos. Também é bom, noutra escala. Continuo a preferir Mões. Mões é que é. Mões rulezzz. Logo a seguir a NY, está Mões.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O sexo(zinho) e a aldeia

Tudo em miniatura.

O sexo e a universidade

"Um gajo entra lá ao engano. Todos te dizem que vai ser só gajas e afinal é tudo mentira."

(Um amigo meu desabafa, vários anos depois.)

O sexo às rodelas

No espaço de poucos dias, duas pessoas ofereceram-me pepinos. Não sei se é época deles ou se isto tem alguma mensagem implícita.
Aceitei.
Seja como for, dão sempre jeito no frigorífico de uma mulher. Uma espécie de sublimação.

terça-feira, 20 de julho de 2010

"Agitar antes de abrir"

De facto, os preliminares são importantes. Em tudo na vida.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Assim. Exactamente assim. Com The Strokes e tudo.

Como testar o seu italiano

Io Sono L'Amore (2009), de Luca Guadagnino, com Tilda Swinton.

É experimentando ver este filme sem rede. Que é como quem diz, sem legendas. Porque foi assim que mo arranjaram e não fui vê-lo ao cinema.

Falado integralmente em italiano, com uma ou duas frases ocasionais em inglês. E em russo (o que não ajuda grande coisa).

Mas o que eu queria realmente dizer é que é soberbo. Só tenho mesmo uma palavra para ele: soberbo.

(E, como eu já disse aqui uma vez, é sempre bom rever a Itália. Que saudades.)

(Mais um jovem admirador.)

domingo, 18 de julho de 2010

Afternoon / Girls


Tardes com as amigas. Risos, cinema, compras, gossiping. O que é que uma rapariga pode querer mais?

sábado, 17 de julho de 2010

Um post muito herético

Eu penso que, quando disse “Deixai vir a mim as criancinhas”, Cristo não acautelou a ocorrência de livres interpretações. Nomeadamente, sobre representações da sua imagem.
É que não deixa de ser divertido ouvir miúdos a dissertar:
“É aquele senhor de barbas, cabelo comprido e túnicas largas.”
“E sandálias de comunista.”
“Pois é. [Pausa] Jesus era um bocado hippie.”

Balzaquianas (32)

Zoe Saldana (n. 1978)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Tomara que caia

Quando se usa um cai-cai temos duas opções. Ou vestimos um casaco, ou andamos todo o dia ocupadas com a gestão do inevitável.

(Os brasileiros, ao menos, são sinceros nas designações que dão ao vestuário.)

I am so over you

Há coisas que, quando acabam, nos dão uma sensação de plenitude espiritual e de saciedade física. (Toda a gente sabe.)
E outras coisas há, na vida, que, quando acabam, são um verdadeiro, um incomensurável alívio. De certa forma, também quase orgástico.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Benfica enquanto plataforma (possível) de comunicação

Eu não ligo absolutamente nada a futebol. Mas se tiver que simpatizar com algum clube é com o Benfica. Até porque dá muito jeito.
Como quando estive na Alemanha, e um simpatiquíssimo casal de emigrantes de Pombal me deu boleia do aeroporto até à estação dos comboios de Estugarda.
Assim que entrei no BMW deles e reparei que estava ricamente decorado com bonequinhos do Benfica e almofadinhas bordadas a ponto cruz com motivos da águia benfiquista, percebi logo que tinha ali um manancial inesgotável de temas para falar.
Assim, quando já tínhamos esgotado todos os tópicos de conversa de circunstância sobre os sistemas de saúde e de segurança social alemães e portugueses, respirei fundo e lancei o repto, com uma frase que nunca na vida pensei que alguma vez iria proferir:

- Então e o nosso Benfica?

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Testosterona de luxo #13

Sam Worthington
(Ou, o encanto goofy de down under.)

A Mulher Invisível

Não é só o Quarteto Fantástico. Infelizmente, muitos de nós também temos os nossos próprios superpoderes.

Houve quem acreditasse (e o Carlos Marques deve estar a dar coices no túmulo)

- Ah, claro, "O Capital". Bem. O que é que eu posso dizer? Bela história. Depois de tantos obstáculos rocambolescos, o parzinho romântico fica junto no fim.

terça-feira, 13 de julho de 2010

(Teaser)

Descubro, mortificada, que o meu cinto de medalhas (igual ao dela) enferrujou.
Até cambaleei um bocadinho, com o choque.

Váginas Amarelas. Vá pelos seus dedos.

Quando os cortejos eram realmente bons. E as palavras de ordem ainda melhores.
Medicina, Coimbra, '97.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Dos olhos baixos até ao beijo



Do Mundial, em termos puramente futebolísticos, tenho a minha leitura, mas já de pouco serve e outros têm falado muito melhor do que eu falaria.

Do Mundial, a Espanha não era, nem nunca será, a minha favorita, mas isso também não interessa.

Do Mundial, retenho apenas o espaço, o tempo e as vicissitudes que vão de uns olhos baixos até um beijo.

Desde um tropeção inaugural, a derrota inesperada, com um adversário inesperado, a Suíça, passando pelas vitórias sucessivas, etapa a etapa, até à final.

Com todo o louvável trabalho de reerguer, todo o admirável esforço de elevação sobre aquele fracasso inicial.

La Roja não é a minha favorita, nem nunca o será. Mas tornou-se fonte de inspiração. Materializada nas emoções de Iker Casillas.


I want some more

A grande virtude da natureza humana é ao mesmo tempo o seu mais esmagador dilema. É este de querermos sempre mais. A permanente insatisfação, a inquietude, o desassossego.

Depois de alcançada uma etapa, um estádio da vida, irrompemos para outro.

Estamos sossegados nos 9 meses de vida intra-uterina, e algo nos empurra para fora. Estamos um ano no berço ou no colo e não descansamos enquanto não damos os primeiros passos.

E por aí fora. Numa espécie de sucessão insana de pequenas teses-antíteses-sínteses hegelianas.

Queremos sempre um pouco mais. Reféns desta condição. E é por ela que estamos vivos. Queremos sempre um pouco mais.

Não há lógica

(Graça Morais)


Em arte, apesar de tudo, gosto de pensar que não há, verdadeiramente, cânones, nem lógica, nem regras nem convenções. Não há espartilhos gramaticais como na escrita, não há rigidez de postulados ou de axiomas matemáticos.

Há, antes de mais, fluidez, emoção, livre arbítrio, afectividade. Tanto para quem a produz, como para quem a interpreta, mesmo sem apreciar. Há o que liberta e não o que aprisiona.

(José Malhoa)

domingo, 11 de julho de 2010

sábado, 10 de julho de 2010

Paixão e um mundo melhor







Com humor e verdades acutilantes, com exemplos de coragem e histórias verídicas, eis um vídeo que me despertou hoje de pensamentos minúsculos e de minúsculas contrariedades e situações da vida pessoal, para recordar que há coisas no Mundo realmente importantes.


Via Alice in my head. Obrigada, Ecila.

Provavelmente, a capa de disco mais serena do Mundo

Expect too much


"There will be little rubs and disappointments everywhere, and we are all apt to expect too much; but then, if one scheme of happiness fails, human nature turns to another; if the first calculation is wrong, we make a second better: we find comfort somewhere."

Mansfield Park, Cap. V, de Jane Austen

Via Team Jane

Esta música e um banho de espuma

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Um filme

Rabbit-Proof Fence (2002), de Phillip Noyce.

Não é um grande filme nem nada disso. Mas não é preciso ser um grande filme para ser um filme bom.
O primeiro ministro australiano pronunciou-se há uns tempos sobre isto e formalizou um pedido de desculpas. Pena que os pedidos de desculpas não tenham efeitos rectroactivos no sentido de sanar o mal que foi feito.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Erro fatal

O sistema informático com que habitualmente trabalho, apresentou-me constantemente este erro nos últimos dias: "Fatal error". Assim, a vermelho e tudo. Inviabilizando qualquer tentativa de trabalho. Impeditivo e incontornável.
Não sei se há alguma misteriosa interligação entre o sistema e a minha vida pessoal, mas, se assim fosse, já vinha tarde. Deveria ter-me alertado, isso sim, no ano passado. Mais especificamente, em Abril, em Junho, em Novembro e em Dezembro do ano passado.

terça-feira, 6 de julho de 2010

A praia é, antes de mais, uma experiência sensorial


Senão, vejamos. A luz forte e o azul do céu e do mar. O cheiro suave do protector solar. O toque acetinado do corpo descoberto. O som do vento e das ondas. O sabor a sal na pele.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Anti-clímax (3)

A mesma ideia, um bocadinho mais pictórica.

Anti-clímax (2)

Homens que fumam.

domingo, 4 de julho de 2010

sábado, 3 de julho de 2010

Balzaquianas (36)

Andrea Corr (n. 1974)

Tudo em família

Três gerações de britânicas, avó, filha e neta, embriagam-se alegremente no voo de Londres para Palma de Maiorca.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Tráfego emocional

(Calma, lá chegará o dia em que falarei de trânsito intestinal, mas ainda não é hoje.)
Às vezes, estamos bloqueados em termos afectivos e só vemos sentidos proibidos, limites de velocidade e proibitivos semáforos vermelhos. E é uma maçada quando vemos isso tudo mas só nos apetece carregar a fundo no acelerador e seguir sempre a abrir.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Apologia das magras

Quando me vejo no meio de um gineceu generoso em camadas adiposas sinto-me sempre uma marginal, uma outsider, uma traidora da fisionomia tradicional feminina e da boa imagem ancestral de fertilidade. Estou no limbo. Enfim, uma proscrita entre elas.

Por isso, volto sempre a este texto cru e incisivo do Eduardo n'A Sexta Coluna, que, apesar de ter quase quatro anos, ainda é reconfortante:

"Em Espanha, depois do fumo e da sesta, querem proibir a magreza das mulheres. Sou, como é óbvio, contra. Gosto de mulheres magras. De preferência, muito magras. Se possível, majestaticamente magras e curvilíneas. Contradição? Nem por isso. As curvas não têm nada a ver com o peso. Existem ou não existem. São um dote natural. Uma mulher sinuosa, magra ou gorda, é sempre uma mulher sinuosa. A magreza apenas realça ainda mais as curvas que já ostenta. Ao contrário, uma mulher sem curvas, por mais que amplie a massa corporal, está condenada a viver sem curvas. A gordura nunca se acomoda onde faz falta. A sua distribuição pelo corpo é dos fenómenos mais grosseiros da natureza. A gordura é infame. Assalta o pescoço, os braços, a cintura, os tornozelos, os pés. Deixa a mulher pesada e (afinal) sem forma.Por mais que tentem impingir às pessoas que o que interessa é o interior, a verdade é esta: em primeiro lugar, mulher magra e curvilínea; em segundo, exequo, mulher generosa e curvilínea e mulher magra e aplanada; último lugar: mulher gorda."

Que eu, nestas questões, admiro sempre os homens: não têm dilemas com o corpo e não alimentam essa construção social hipócrita da "beleza interior".

Técnicas de reanimação

O coração é um músculo, como outro qualquer. Quando esteve parado durante muito tempo e volta a ser trabalhado, dói.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Pelos céus fora

O meu desporto de Verão é ficar na areia, meio deitada, meio soerguida na toalha de praia, a assistir, divertida, e a esperar pela improbabilidade de um dia eles levantarem voo de uma vez por todas, e nunca mais ninguém os apanhar. Sou um caso irremediável de maldade(zinha).

É quase como vender a alma ao diabo

Amar tem contrapartidas, todos o sabemos.
Por exemplo, se queremos embarcar nisso do amor, e ter toda a felicidade associada, também temos de estar preparados para uma certa dose de sofrimento.

Seja antes de tudo começar (há processos de conquista que são autênticos partos dolorosos), seja durante (as célebres crises dos 3, dos 7, dos 10 anos, etc.), seja depois (quando tudo acaba).

Ou seja. Somos amados, mas sofremos um bocado. Mas somos amados. (Hum... Mas, lá está, sofremos um bocado.)

terça-feira, 29 de junho de 2010

Simetria

Quando se é perfeccionista incorrigível e um bocado control freak, tem-se imensa dificuldade em aceitar as incongruências da vida. Tais como uma boa parte do nosso percurso depender do puro acaso e, muitas das vezes, dos erros.
Quem procura seguir uma trajectória linear, certinha, sofre sempre de cada vez que há desvios imprevistos. A quem sempre adorou a simetria, o equilíbrio e as escolhas racionais, custa-lhe, quando se impõem as irregularidades das escolhas afectivas.

La famiglia




O prognatismo de D. Vito Corleone (aka Marlon Brando com algodões no interior das bochechas) é dos produtos cinematográficos mais tragicómicos que Hollywood jamais pariu.

Mas adiante.

A certa altura da vida, já todos nós conhecemos gente que se assemelha à da pandilha siciliana do Padrinho Corleone. Gente do piorio, mânfios de primeira apanha, mas, ai credo!, com grandes pruridos de honra e códigos “éticos” muito nobres, sempre muito enfiados na igreja e a benzerem-se todos.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A semana inteirinha nisto:

Anti-clímax

O que mais aprecio num homem é uma virtude rara.
Não é a beleza, nem o sentido de humor, nem tão pouco a inteligência.
É a bondade.

domingo, 27 de junho de 2010

Existencialismo e dança oriental clássica



Ah, pois. Pensava-se que isto era um blog muito clássico e sereno e tal, e afinal , vai-se a ver, tem um lado bimbo.
Aliás, eu diria mesmo que se pode falar em hipertrofia do lado bimbo.
Mas que querem? Em vez de me dedicar à angústia existencialista e ao solipsismo da alma nas quais se refugiou o meu filósofo Kierkegaard quando acabou tudo com a Regina Olsen, decidi dedicar-me à dança.
Não vou ficar para a História do moderno pensamento europeu, mas divirto-me muito mais do que ele.

Olha, esta menina dança (quase) tão bem como eu





É alemã e tem o meu estilo de dança preferido: sorridente, delicada, elegante e extremamente feminina.

No extremo oposto, mas igualmente perfeitas no que fazem, estão a Saida (voluptuosa, inflamada, mas um bocado pornostar), a Didem (exuberante, mas um pouco exagerada nas técnicas de percussão) e a sempre magnífica Rachel Brice (ainda que gótica e no seu próprio estilo de fusão tribal).

sábado, 26 de junho de 2010

Da intemporalidade

Uma princesa persa do século XVII, Arjumand Banu Begam, casou-se com Shah Jahan, imperador mongol. Shah Jahan, que recebeu todo o seu apoio e afecto em várias circunstâncias, e que a adorou em vida, ficou devastadíssimo com a sua morte. Encomendou então o mais belo túmulo que alguma vez havia sido erguido, e desenhou ele próprio o projecto, para homenagear para sempre a mulher da sua vida. Mesmo (ou sobretudo) depois de 14 filhos e quase vinte anos de vida em comum.

Balzaquianas (35)

Drew Barrymoore (n. 1975)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Testosterona de luxo #11


Príncipe Carl Philip da Suécia

Aqui está um garoto por quem eu não dava nadinha há uns anos, e que, afinal, aos 31, se tornou um belo homem. Aliás, um belo Príncipe.

Os suecos, por outro lado

Uma vez, um sueco disse-me que tinha estado no Porto. Quando lhe perguntei se tinha gostado, respondeu-me que tinha achado a cidade“muito comunista”.

Depreendi que ele não estivesse a falar da atmosfera ideológica da cidade ou das gentes, mas sim de similaridades estéticas (alguma degradação e obscuridade arquitectónicas e urbanísticas) entre o Porto e algumas cidades da velha Cortina de Ferro, por oposição às assépticas cidades nórdicas.

Decidi não lhe dar conversa. Não era muito giro, enfadou-me, e eu não o quis defraudar nas (muito baixas) expectativas que certamente tinha em relação às pessoas portuguesas.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Prazeres fonéticos

Bem, tudo aquilo no post anterior para dizer que há verdadeiros
deleites inexplicáveis.
Como o som gutural da língua sueca. Sons
ásperos que parecem ter estranhos laivos de idiomas asiáticos, que
parecem vir directamente e sem qualquer evolução da dos antigos
bárbaros vikingues e outros grupos tribais do Norte gelado. Uma língua
tão agreste que contrasta com a sofisticação do seu povo. E que,
apesar de indecifrável, proporciona um puro gozo auditivo.
Ora reparem:




Prazeres fonéticos (Preâmbulo)


A Suécia tem muita coisa boa. A comida não é uma delas.

Mas, por exemplo, a forma hábil com que se optimizou o potencial turístico do casamento da princesa Victoria é louvável, como aqueles cartazes todos à chegada ao aeroporto de Estocolmo a dizerem“Bem-vindos à cidade do amor”.

E também a forma como se incorporou logo o potencial simbólico dedemocracia e de sociedade sem grandes desníveis de classes sociais queo próprio casamento da Victoria consubstancia: o jovem personal trainer, empresário self made man, que se torna príncipe consorte dafutura rainha.

Potencial simbólico aquele que, na geração anterior, já havia sidoapanágio do casamento dos próprios pais de Victoria, unindo um jovem rei a uma rapariga plebeia de origem germânico-brasileira (coisa pela qual muito lutaram e que, por só por isso, não desculpa as resistências iniciais que colocaram à Victoria e ao seu Daniel, mas enfim).

A família real sueca é uma família jovem, simpática, moderna, que educou os filhos em escolas públicas até ao secundário, não tem grandes snobismos nem escândalos. E que, como se vê, consegue até conquistar simpatia junto de uma jovem republicana portuguesa.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Não, nunca morre

Era perito a escrever frases crípticas. O que ele não sabia é que ela tinha todo o prazer em despi-lo de enigmas.

Poder de síntese

Penso que a capacidade de síntese será uma qualidade importante nas pessoas, e sobretudo nos homens.
Um homem conciso (e com siso), portanto.
A menos que falemos de diálogos íntimos. Aí, ser prolixo será uma virtude maior.

À maneira dos ritmos sazonais oitocentistas

Ao longo do ano, e ao contrário do que agora é vigente (talvez por causa da praia e das festas de Verão), a sua vida social seguia mais ou menos a tendência da que antigamente era a da alta burguesia e da aristocracia do século dezanove.
Ou seja, o clímax é atingido nos rigores do Inverno (quando é uma tortura vestir um top leve e ousado), à semelhança do que dantes era a época dos salões de bailes, a saison, que reabria em Outubro e se prolongava até Março ou Abril.
Em chegando o tempo primaveril, menos inclemente, a vida social vai-se tornando menos frenética, e no Verão todos se dispersam nos seus retiros de campo ou na praia.
E tudo é bonito, luminoso, leve, cálido e langoroso como uma bela manhã de Verão. Socialmente, é uma grandesíssima seca.

Porque à mulher de César não basta sê-lo

Vou-me apercebendo que, infelizmente, aos olhos dos homens, há uma linha ténue (tenuíssima) entre considerarem-nos imaculadas ou putas.

Gerir esse frágil (fragilíssimo) equilíbrio pode ser um verdadeiro malabarismo circense.

Jam session

Bem. Improvisámos. Mas não correu mal. De todo.