sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Sweet taste of Ireland (10)

The Peasant Wedding, de Pieter Brueghel
Os quadros de Brueghel são uma delícia para quem gosta de captar pequenos detalhes. E para quem gosta de comprovar que na Idade Média havia grandes folguedos, e não eram poucos…

Esta pequena maravilha está em exposição na National Gallery em Dublin.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Sweet taste of Ireland (9)

O que eu adoro tabernas medievais. Enfim, de tabernas em geral. Daquelas obscuras, cheias de humidade e tectos baixos.
The Brazen Head, em Dublin (na foto) não é assim, mas dizem que data do ano de 1198, e devia ser uma taberna muito animada naquele tempo, porque hoje ainda o é.

Na Idade Média é que a malta se sabia divertir à grande, pá. Bebia-se muito e bem, e havia muitos folguedos (adoro esta palavra).
Tal como o demonstra este excerto (dos meus preferidos) dos textos medievais que inspiraram o Carl Orff para compor a Carmina Burana:

Tam pro papa quam pro rege bibunt omnes sine lege. Bibit hera, bibit herus, bibit miles, bibit clerus, bibit ille, bibit illa, bibit servus cum ancilla, bibit velox, bibit piger, bibit albus, bibit niger, bibit constans, bibit vagus, bibit rudis, bibit magus, Bibit pauper et aegrotus, bibit exul et ignotus, bibit puer, bibit canus, bibit praesul et decanus, bibit soror, bibit frater, bibit anus, bibit mater, bibit ista, bibit ille, bibunt centum, bibunt mille.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Sweet taste of Ireland (8)

A doce e bucólica costa sul.




terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sweet taste of Ireland (7)

Enfim, tudo o que eu disse nos últimos posts sobre homens irlandeses fica sem efeito.
À noite, nos pubs, e com umas pints no bucho, anda o diabo à solta e eles ficam uns porreiraços. (Muito, mesmo muito, alcoolizados, mas, ai, tão engraçados.)

Sweet taste of Ireland (6)

Mas os homens irlandeses, em geral, são relativamente inibidos em relação ao sexo oposto. (Quando estão sóbrios.)
Não têm tanta necessidade de manifestarem a virilidade em todo o lado, nas ruas, nos cafés, nas esplanadas, ou simplesmente quando se cruzam com uma mulher numa tarde de Verão, como os latinos fazem.
Não têm o irritante hábito cultural do olhar prolongado do macho lusitano (e dos homens do Magreb, que são parecidos), um olhar fixo, de tarado, transbordando de baba.
Penso que os irlandeses são assim devido àquela questão da herança cultural celta, o matriarcado, o culto da Deusa-Mãe, o poder da fertilidade e da capacidade de gerar vida, blá blá blá e essas tretas todas que se aprendem lendo “As Brumas de Avalon” na adolescência, mas isto já são as minhas teorias idiotas.

Sweet taste of Ireland (5)

Olha, genuínos betinhos da Trinity, tão lindinhos apesar de franganotes. Um deles é o lovely & funny Steven, que nem sonha que eu lhe estou a fazer esta maldade.

E agora, um pouco de National Geographic:
Na costa sudeste da Irlanda é possível encontrarem-se alguns espécimes masculinos esteticamente muito razoáveis. Não é nada de cair para o lado como na Escandinávia, e há muitos ruivos sardentos, mas, ainda assim, bem melhor do que no extremo oeste da Península Ibérica (o que não é difícil).

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sweet taste of Ireland (4)

E pronto, amanhã ou depois vamos continuar a dissecar a Irlanda (e os irlandeses, ai o que eu gosto de dissecar os irlandeses muito bem dissecadinhos), e por agora vou descansar de tanta emoção.

Sweet taste of Ireland (3)

Ora aqui estão alguns sítios, no Temple Bar (e não só), em Dublin, muito bons para se esquecer os problemas da vida. (Nalguns casos, também muito bons para se esquecer do nome e da morada do hotel onde se está hospedado.)

Ponho aqui algumas fotos tiradas de dia, porque temos que manter a reputação de blog asseado. As que foram tiradas de noite ficaram… hum… tremidas. Pois, foi isso. Tremidas.

















Sweet taste of Ireland (2)

AVISO: quem não gostar de de lendas celtas, de céili, de craic, de bodráhns, do infame Strongbow, de flautas uilleán, de the luck of the Irish, do Sugar Loaf, de Guinness, de Glendalough, de Dundrum, de Oscar Wilde, do trevo e da cor verde em geral, não leia este blog durante os próximos tempos.

É que é disto que se vai falar. Estive na Irlanda, logo, vamos dissecá-la aqui no blog.
E eu sei que tenho leitores na Irlanda, portanto, se eu disser alguma coisa mal, façam o favor de me corrigirem severamente.

Sweet taste of Ireland

Sai-se de Lisboa com 42 graus e um calor do c******. Chega-se a Dublin e temos chuva e um frio do c******.

domingo, 1 de agosto de 2010

domingo, 25 de julho de 2010

Que é como quem diz, até já


Eh pá e tal, sim senhor.

Os homens, para mim, são sempre um insondável mistério, quando não são monolíticos monstros insensíveis (não me venham cá com coisas, que eles é que me fazem vê-los assim, quem me dera conhecer algum que me fizesse pensar o contrário).
Mas, finalmente, algumas coisas que eu queria saber estão aqui. Eis um estilo de escrita na medida exacta (e até ver). Da afectividade sem implicar lamechice, algo masculino sem ser Neanderthal, e (até) com alguns rasgos de elegância na escrita.
Gostei deste blogue e vou passar a lê-lo com atenção.

Penso que uma pessoa apaixonar-se, depende muito do outro existir ou não. Há mulheres e homens que nunca conheceram uma paixão intensa porque nunca conheceram ninguém que lhes provocasse isso. Não tem a ver com algo de errado que tenham, como serem frios, demasiado exigentes ou estarem numa fase de ressaca de relação. Isso é indiferente. É uma questão de probabilidades e, claro, de estar atento e procurar. Podemos admitir que alguém que está sem confiança (como aquele meu amigo do online dating) tem muito menos probabilidades de se apaixonar porque não conhece quase ninguém e é muito pouco social ou extrovertido. Mas quanto à facilidade de se apaixonar, essa ele deve ter e, como o exemplo que contei, até demais. O que também não depende de nós é a capacidade para deixarmos que gostem de nós a sério, que se apaixonem por nós e que isso contribua para a nossa felicidade. Para mim, custava ser-me bastante indiferente.

sábado, 24 de julho de 2010

Outras razões para gostar de Mões: coisas boas envolvidas em cabedal preto



A treat for the eye, girls.

Sintomas de privação

Há questões do foro pessoal que são importantes para o País. Porque, se eu estou aborrecida, isso afecta a minha produtividade e a rentabilidade do meu trabalho, o que, mais cedo ou mais tarde, tem consequências na economia nacional. E o efeito-borboleta e essas coisas todas.

Isto é. De que serve um bom bronzeado e vestidos bonitos, se os jovens homens que trabalham no edifício do meu trabalho estão de férias e não estão lá para me admirarem, de cada vez que nos cruzamos no elevador ou na rua?

É o mesmo que aquela questão: se uma árvore cai numa floresta densa e ninguém a ouve cair, houve som? Houve ruído? Ou não?

Isto de termos admiradores (não tão secretos quanto isso), não haja dúvidas, é como a espiral de escalada da droga, estou certa de que qualquer rapariga concorda comigo. Uma pessoa habitua-se a ter uns quantos, e depois quer mais e depois já não passa sem eles.

Uma maçada.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

In your face, menina da cidade








Alguém sabe onde fica Mões? Eu também não sabia. Distrito de Viseu, perto de Castro Daire. No Portugal profundo. Daquele do melhor, que, no mínimo, dava um interessantíssimo estudo sociológico. Só sei que, pelo segundo ano consecutivo, estive lá, com todo o gosto.


Também estive em Óbidos. Também é bom, noutra escala. Continuo a preferir Mões. Mões é que é. Mões rulezzz. Logo a seguir a NY, está Mões.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O sexo(zinho) e a aldeia

Tudo em miniatura.

O sexo e a universidade

"Um gajo entra lá ao engano. Todos te dizem que vai ser só gajas e afinal é tudo mentira."

(Um amigo meu desabafa, vários anos depois.)

O sexo às rodelas

No espaço de poucos dias, duas pessoas ofereceram-me pepinos. Não sei se é época deles ou se isto tem alguma mensagem implícita.
Aceitei.
Seja como for, dão sempre jeito no frigorífico de uma mulher. Uma espécie de sublimação.

terça-feira, 20 de julho de 2010

"Agitar antes de abrir"

De facto, os preliminares são importantes. Em tudo na vida.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Assim. Exactamente assim. Com The Strokes e tudo.

Como testar o seu italiano

Io Sono L'Amore (2009), de Luca Guadagnino, com Tilda Swinton.

É experimentando ver este filme sem rede. Que é como quem diz, sem legendas. Porque foi assim que mo arranjaram e não fui vê-lo ao cinema.

Falado integralmente em italiano, com uma ou duas frases ocasionais em inglês. E em russo (o que não ajuda grande coisa).

Mas o que eu queria realmente dizer é que é soberbo. Só tenho mesmo uma palavra para ele: soberbo.

(E, como eu já disse aqui uma vez, é sempre bom rever a Itália. Que saudades.)

(Mais um jovem admirador.)

domingo, 18 de julho de 2010

Afternoon / Girls


Tardes com as amigas. Risos, cinema, compras, gossiping. O que é que uma rapariga pode querer mais?

sábado, 17 de julho de 2010

Um post muito herético

Eu penso que, quando disse “Deixai vir a mim as criancinhas”, Cristo não acautelou a ocorrência de livres interpretações. Nomeadamente, sobre representações da sua imagem.
É que não deixa de ser divertido ouvir miúdos a dissertar:
“É aquele senhor de barbas, cabelo comprido e túnicas largas.”
“E sandálias de comunista.”
“Pois é. [Pausa] Jesus era um bocado hippie.”

Balzaquianas (32)

Zoe Saldana (n. 1978)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Tomara que caia

Quando se usa um cai-cai temos duas opções. Ou vestimos um casaco, ou andamos todo o dia ocupadas com a gestão do inevitável.

(Os brasileiros, ao menos, são sinceros nas designações que dão ao vestuário.)

I am so over you

Há coisas que, quando acabam, nos dão uma sensação de plenitude espiritual e de saciedade física. (Toda a gente sabe.)
E outras coisas há, na vida, que, quando acabam, são um verdadeiro, um incomensurável alívio. De certa forma, também quase orgástico.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Benfica enquanto plataforma (possível) de comunicação

Eu não ligo absolutamente nada a futebol. Mas se tiver que simpatizar com algum clube é com o Benfica. Até porque dá muito jeito.
Como quando estive na Alemanha, e um simpatiquíssimo casal de emigrantes de Pombal me deu boleia do aeroporto até à estação dos comboios de Estugarda.
Assim que entrei no BMW deles e reparei que estava ricamente decorado com bonequinhos do Benfica e almofadinhas bordadas a ponto cruz com motivos da águia benfiquista, percebi logo que tinha ali um manancial inesgotável de temas para falar.
Assim, quando já tínhamos esgotado todos os tópicos de conversa de circunstância sobre os sistemas de saúde e de segurança social alemães e portugueses, respirei fundo e lancei o repto, com uma frase que nunca na vida pensei que alguma vez iria proferir:

- Então e o nosso Benfica?

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Testosterona de luxo #13

Sam Worthington
(Ou, o encanto goofy de down under.)

A Mulher Invisível

Não é só o Quarteto Fantástico. Infelizmente, muitos de nós também temos os nossos próprios superpoderes.

Houve quem acreditasse (e o Carlos Marques deve estar a dar coices no túmulo)

- Ah, claro, "O Capital". Bem. O que é que eu posso dizer? Bela história. Depois de tantos obstáculos rocambolescos, o parzinho romântico fica junto no fim.

terça-feira, 13 de julho de 2010

(Teaser)

Descubro, mortificada, que o meu cinto de medalhas (igual ao dela) enferrujou.
Até cambaleei um bocadinho, com o choque.

Váginas Amarelas. Vá pelos seus dedos.

Quando os cortejos eram realmente bons. E as palavras de ordem ainda melhores.
Medicina, Coimbra, '97.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Dos olhos baixos até ao beijo



Do Mundial, em termos puramente futebolísticos, tenho a minha leitura, mas já de pouco serve e outros têm falado muito melhor do que eu falaria.

Do Mundial, a Espanha não era, nem nunca será, a minha favorita, mas isso também não interessa.

Do Mundial, retenho apenas o espaço, o tempo e as vicissitudes que vão de uns olhos baixos até um beijo.

Desde um tropeção inaugural, a derrota inesperada, com um adversário inesperado, a Suíça, passando pelas vitórias sucessivas, etapa a etapa, até à final.

Com todo o louvável trabalho de reerguer, todo o admirável esforço de elevação sobre aquele fracasso inicial.

La Roja não é a minha favorita, nem nunca o será. Mas tornou-se fonte de inspiração. Materializada nas emoções de Iker Casillas.


I want some more

A grande virtude da natureza humana é ao mesmo tempo o seu mais esmagador dilema. É este de querermos sempre mais. A permanente insatisfação, a inquietude, o desassossego.

Depois de alcançada uma etapa, um estádio da vida, irrompemos para outro.

Estamos sossegados nos 9 meses de vida intra-uterina, e algo nos empurra para fora. Estamos um ano no berço ou no colo e não descansamos enquanto não damos os primeiros passos.

E por aí fora. Numa espécie de sucessão insana de pequenas teses-antíteses-sínteses hegelianas.

Queremos sempre um pouco mais. Reféns desta condição. E é por ela que estamos vivos. Queremos sempre um pouco mais.

Não há lógica

(Graça Morais)


Em arte, apesar de tudo, gosto de pensar que não há, verdadeiramente, cânones, nem lógica, nem regras nem convenções. Não há espartilhos gramaticais como na escrita, não há rigidez de postulados ou de axiomas matemáticos.

Há, antes de mais, fluidez, emoção, livre arbítrio, afectividade. Tanto para quem a produz, como para quem a interpreta, mesmo sem apreciar. Há o que liberta e não o que aprisiona.

(José Malhoa)

domingo, 11 de julho de 2010

sábado, 10 de julho de 2010

Paixão e um mundo melhor







Com humor e verdades acutilantes, com exemplos de coragem e histórias verídicas, eis um vídeo que me despertou hoje de pensamentos minúsculos e de minúsculas contrariedades e situações da vida pessoal, para recordar que há coisas no Mundo realmente importantes.


Via Alice in my head. Obrigada, Ecila.

Provavelmente, a capa de disco mais serena do Mundo

Expect too much


"There will be little rubs and disappointments everywhere, and we are all apt to expect too much; but then, if one scheme of happiness fails, human nature turns to another; if the first calculation is wrong, we make a second better: we find comfort somewhere."

Mansfield Park, Cap. V, de Jane Austen

Via Team Jane

Esta música e um banho de espuma

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Um filme

Rabbit-Proof Fence (2002), de Phillip Noyce.

Não é um grande filme nem nada disso. Mas não é preciso ser um grande filme para ser um filme bom.
O primeiro ministro australiano pronunciou-se há uns tempos sobre isto e formalizou um pedido de desculpas. Pena que os pedidos de desculpas não tenham efeitos rectroactivos no sentido de sanar o mal que foi feito.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Erro fatal

O sistema informático com que habitualmente trabalho, apresentou-me constantemente este erro nos últimos dias: "Fatal error". Assim, a vermelho e tudo. Inviabilizando qualquer tentativa de trabalho. Impeditivo e incontornável.
Não sei se há alguma misteriosa interligação entre o sistema e a minha vida pessoal, mas, se assim fosse, já vinha tarde. Deveria ter-me alertado, isso sim, no ano passado. Mais especificamente, em Abril, em Junho, em Novembro e em Dezembro do ano passado.

terça-feira, 6 de julho de 2010

A praia é, antes de mais, uma experiência sensorial


Senão, vejamos. A luz forte e o azul do céu e do mar. O cheiro suave do protector solar. O toque acetinado do corpo descoberto. O som do vento e das ondas. O sabor a sal na pele.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Anti-clímax (3)

A mesma ideia, um bocadinho mais pictórica.

Anti-clímax (2)

Homens que fumam.