quinta-feira, 30 de setembro de 2010

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Big fish


Big Fish, de Tim Burton (2003).

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Honni soit qui mal y pense

Vou imprimir esta frase numa t-shirt e exibi-la com orgulho aos meus detractores (nesse dia, usarei um Wonderbra).

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Alea jacta est

Por muito incongruente que nos possa parecer, há coisas que não têm nada a ver com meritocracia, justiça, capacidades pessoais, esforço, empenho.
Por muito injusto que possa parecer, infelizmente há coisas (demasiadas coisas na vida, demasiado importantes) que dependem tão simplesmente de se ter ou não sorte.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Chateia-me homens muito bonitos

Não gosto que me roubem o protagonismo, pá.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Balzaquianas (38)

Cameron Diaz (n. 1972)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Categorias humanas insuportáveis

- grupos de adolescentes espanhóis histéricos, a cantar e a gritar, metidos num voo entre Lisboa e Dublin;
- homens de negócios do Porto, em plena crise da meia idade, cada um a falar mais alto e a achar-se mais engraçado que o outro, num voo de 2 horas para Barcelona;
- casalinhos saloios em lua de mel, que nunca fizeram uma viagem senão quando se casam, e não se sabem comportar fora do país.

Era regá-los com gasolina e (ups!) deixar cair um fósforo aceso.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Fast-forward!


Taquicardia. Mãos suadas. Ansiedade. Insónias. Esta é a sintomatologia da paixão.

Pergunta: não se pode passar directamente da excitação do primeiro beijo para o tranquilo serão de domingo no sofá?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Defina: Cartel (2)

A vida afectiva de alguém também pode ser lida através da grelha de leitura do cartel. Concorrentes que coordenam acções implícitas ou explícitas, concertadas, no sentido de eliminar a concorrência e promover monopólios em prejuízo de outros.
Grandes putas.

Defina: Cartel

"Cartel é um acordo explícito ou implícito entre concorrentes para, principalmente, fixação de preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação ou, por meio da ação coordenada entre os participantes, eliminar a concorrência e aumentar os preços dos produtos, obtendo maiores lucros, em prejuízo do bem-estar do consumidor.
A formação de cartéis teve início na Segunda Revolução Industrial, na segunda metade do século XIX.
Cartéis normalmente ocorrem em mercados oligopolísticos, nos quais existe um pequeno número de firmas, e normalmente envolve produtos homogéneos. Na prática o cartel opera como um monopólio, isto é, como se fosse uma única empresa."

domingo, 22 de agosto de 2010

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Trompe l’oeil

Se os homens tivessem uma pequena ideia de o quanto do que vêem que é puro engano.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Cavalheirismo fisiológico

Quando eu passo, põem-se todos em pé.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Línguas bífidas

Há coisas que não são aconselháveis a públicos mais sensíveis. É impressionante o potencial efeito devastador quando se ouve conversas condimentadas com veneno.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Plano B

1. Casar com um sueco
2. Arranjar um amante italiano

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Route 666

Por vezes, na vida, enveredo por um caminho dos diabos.

domingo, 15 de agosto de 2010

Cinema dos antípodas (2)



Retrato de uma Senhora (1996), de Jane Campion.

A perfeição, até no final em aberto.

Cinema dos antípodas



Retrato de uma Senhora (1996), de Jane Campion.

Já disse várias vezes que ninguém capta tão cabalmente bem a essência feminina como a neo-zelandesa Jane Campion.
Este filme é perfeito, desde as cenas e a música iniciais até ao final.

sábado, 14 de agosto de 2010

Balzaquianas (34)

Diane Kruger (n. 1976)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Welcome to the jungle

A escritora Marie Darrieussecq tem um pequeno livrinho intitulado “Le Bébé”, que recolhe (sem qualquer tipo de lamechices) as suas impressões enquanto mãe de um pequeno bebé.
Lembro-me que, a propósito de ter deixado pela primeira vez o filho na creche, a frase inicial que ela escreveu foi: “A creche, a selva”.
Verdade incontornável. A entrada para a escola primária, a selva. A sobrevivência num liceu povoado de adolescentes patéticos, a selva. A competição atroz na luta por um emprego, a selva. A tentativa de subir na carreira, a selva. As rivalidades no “mercado” afectivo e matrimonial, a selva. O trânsito urbano, a selva. Arranjar um lugar na praia, em Agosto, a selva.
Vivemos e nunca deixámos de viver na selva, que ninguém se iluda.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Sweet taste of Ireland (11)



Ora bem. Em St. Patrick’s há uma história verídica engraçada.
Algures no século XV, Lord Kilmore e Lord Ormond andavam sempre em querelas um com o outro.
(Nas minhas fantasias eram ambos jovens, bonitos, e brigavam por causa de uma donzela parecida comigo, a Lady Zozô.)
Uma vez, Kilmore e a sua pandilha perseguiram Ormond. Este e os seus homens barricaram-se na Casa do Capítulo, na velha Catedral. Kilmore (que, na minha mente perturbada, era o mais bonito e com os bíceps mais salientes), num gesto digno e exemplar, mandou serrar um buraco na porta (tal como se vê na foto), meteu o braço no buraco e propôs um aperto de mãos com o seu rival, que simbolizasse o final das disputas.
Em St. Patrick’s, eu enfiei o braço no buraco desta mesma porta e pedi que me tirassem uma foto. Retiram-se daqui as ilações óbvias.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Le petit chéri de toutes ces dames



E depois há aqueles jovens cavalheiros muito cheios de prosápia, ligeiramente arrivistas e com ganas de alpinismo social. Daqueles que sobem na carreira agradando tiazorras decrépitas que os adoram e que os tratam como lacaios.
Daqueles que, com jactância, usam barbinha de dia e meio à Mark Vanderloo, são muito morenos por causa dos desportos radicalíssimos que fazem, têm dentes branco-fluorescentes e óculos de sol todos xpto. Dandies que usam camisinha azul com botão de punho e colarinho branco.
Que, quando vêem uma jovem bonita, tentam interpelá-la a qualquer custo, para terem mais uma sobre quem despejarem o seu jacto de vaidade.
E que, muito ufanos, injectam em qualquer conversa os temas do seu jipe, da sua mota, das suas idas a Chamonix.
Eu adoro estes gentis-homens.
Tanto, que dedico a todos eles esta bela música cantada pela Madame Sarkozy, “Le Plus Beau du Quartier”, e a todos eles digo: Ide-vos foder, palhaços, com as minhas mais cordiais saudações.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Pirâmide de Maslow

Tendo ao nosso alcance a satisfação de necessidades básicas, sente-se a urgência de realização a outros níveis mais abstractos, mais elevados.
Tão verdade, amigo Maslow, tão verdade.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sisters of loose virtue

Encaixe. Poder de encaixe. O que é preciso é ter poder de encaixe.
É esse o verdadeiro desafio da Humanidade em geral, e da anatomia feminina em particular.

domingo, 8 de agosto de 2010

Folguedos (3)

Eu quero um penteado assim.





Folguedos (2)


Folguedos




Desta vez, em Santa Maria.

Balzaquianas (35)

Marion Cottillard (n. 1975)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Super Irish Testosterone DELUXE

Jonathan Rhys Meyers
(Made in Ireland, of course.)

Sweet taste of Ireland (10)

The Peasant Wedding, de Pieter Brueghel
Os quadros de Brueghel são uma delícia para quem gosta de captar pequenos detalhes. E para quem gosta de comprovar que na Idade Média havia grandes folguedos, e não eram poucos…

Esta pequena maravilha está em exposição na National Gallery em Dublin.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Sweet taste of Ireland (9)

O que eu adoro tabernas medievais. Enfim, de tabernas em geral. Daquelas obscuras, cheias de humidade e tectos baixos.
The Brazen Head, em Dublin (na foto) não é assim, mas dizem que data do ano de 1198, e devia ser uma taberna muito animada naquele tempo, porque hoje ainda o é.

Na Idade Média é que a malta se sabia divertir à grande, pá. Bebia-se muito e bem, e havia muitos folguedos (adoro esta palavra).
Tal como o demonstra este excerto (dos meus preferidos) dos textos medievais que inspiraram o Carl Orff para compor a Carmina Burana:

Tam pro papa quam pro rege bibunt omnes sine lege. Bibit hera, bibit herus, bibit miles, bibit clerus, bibit ille, bibit illa, bibit servus cum ancilla, bibit velox, bibit piger, bibit albus, bibit niger, bibit constans, bibit vagus, bibit rudis, bibit magus, Bibit pauper et aegrotus, bibit exul et ignotus, bibit puer, bibit canus, bibit praesul et decanus, bibit soror, bibit frater, bibit anus, bibit mater, bibit ista, bibit ille, bibunt centum, bibunt mille.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Sweet taste of Ireland (8)

A doce e bucólica costa sul.




terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sweet taste of Ireland (7)

Enfim, tudo o que eu disse nos últimos posts sobre homens irlandeses fica sem efeito.
À noite, nos pubs, e com umas pints no bucho, anda o diabo à solta e eles ficam uns porreiraços. (Muito, mesmo muito, alcoolizados, mas, ai, tão engraçados.)

Sweet taste of Ireland (6)

Mas os homens irlandeses, em geral, são relativamente inibidos em relação ao sexo oposto. (Quando estão sóbrios.)
Não têm tanta necessidade de manifestarem a virilidade em todo o lado, nas ruas, nos cafés, nas esplanadas, ou simplesmente quando se cruzam com uma mulher numa tarde de Verão, como os latinos fazem.
Não têm o irritante hábito cultural do olhar prolongado do macho lusitano (e dos homens do Magreb, que são parecidos), um olhar fixo, de tarado, transbordando de baba.
Penso que os irlandeses são assim devido àquela questão da herança cultural celta, o matriarcado, o culto da Deusa-Mãe, o poder da fertilidade e da capacidade de gerar vida, blá blá blá e essas tretas todas que se aprendem lendo “As Brumas de Avalon” na adolescência, mas isto já são as minhas teorias idiotas.

Sweet taste of Ireland (5)

Olha, genuínos betinhos da Trinity, tão lindinhos apesar de franganotes. Um deles é o lovely & funny Steven, que nem sonha que eu lhe estou a fazer esta maldade.

E agora, um pouco de National Geographic:
Na costa sudeste da Irlanda é possível encontrarem-se alguns espécimes masculinos esteticamente muito razoáveis. Não é nada de cair para o lado como na Escandinávia, e há muitos ruivos sardentos, mas, ainda assim, bem melhor do que no extremo oeste da Península Ibérica (o que não é difícil).

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sweet taste of Ireland (4)

E pronto, amanhã ou depois vamos continuar a dissecar a Irlanda (e os irlandeses, ai o que eu gosto de dissecar os irlandeses muito bem dissecadinhos), e por agora vou descansar de tanta emoção.

Sweet taste of Ireland (3)

Ora aqui estão alguns sítios, no Temple Bar (e não só), em Dublin, muito bons para se esquecer os problemas da vida. (Nalguns casos, também muito bons para se esquecer do nome e da morada do hotel onde se está hospedado.)

Ponho aqui algumas fotos tiradas de dia, porque temos que manter a reputação de blog asseado. As que foram tiradas de noite ficaram… hum… tremidas. Pois, foi isso. Tremidas.

















Sweet taste of Ireland (2)

AVISO: quem não gostar de de lendas celtas, de céili, de craic, de bodráhns, do infame Strongbow, de flautas uilleán, de the luck of the Irish, do Sugar Loaf, de Guinness, de Glendalough, de Dundrum, de Oscar Wilde, do trevo e da cor verde em geral, não leia este blog durante os próximos tempos.

É que é disto que se vai falar. Estive na Irlanda, logo, vamos dissecá-la aqui no blog.
E eu sei que tenho leitores na Irlanda, portanto, se eu disser alguma coisa mal, façam o favor de me corrigirem severamente.

Sweet taste of Ireland

Sai-se de Lisboa com 42 graus e um calor do c******. Chega-se a Dublin e temos chuva e um frio do c******.

domingo, 1 de agosto de 2010

domingo, 25 de julho de 2010

Que é como quem diz, até já


Eh pá e tal, sim senhor.

Os homens, para mim, são sempre um insondável mistério, quando não são monolíticos monstros insensíveis (não me venham cá com coisas, que eles é que me fazem vê-los assim, quem me dera conhecer algum que me fizesse pensar o contrário).
Mas, finalmente, algumas coisas que eu queria saber estão aqui. Eis um estilo de escrita na medida exacta (e até ver). Da afectividade sem implicar lamechice, algo masculino sem ser Neanderthal, e (até) com alguns rasgos de elegância na escrita.
Gostei deste blogue e vou passar a lê-lo com atenção.

Penso que uma pessoa apaixonar-se, depende muito do outro existir ou não. Há mulheres e homens que nunca conheceram uma paixão intensa porque nunca conheceram ninguém que lhes provocasse isso. Não tem a ver com algo de errado que tenham, como serem frios, demasiado exigentes ou estarem numa fase de ressaca de relação. Isso é indiferente. É uma questão de probabilidades e, claro, de estar atento e procurar. Podemos admitir que alguém que está sem confiança (como aquele meu amigo do online dating) tem muito menos probabilidades de se apaixonar porque não conhece quase ninguém e é muito pouco social ou extrovertido. Mas quanto à facilidade de se apaixonar, essa ele deve ter e, como o exemplo que contei, até demais. O que também não depende de nós é a capacidade para deixarmos que gostem de nós a sério, que se apaixonem por nós e que isso contribua para a nossa felicidade. Para mim, custava ser-me bastante indiferente.

sábado, 24 de julho de 2010

Outras razões para gostar de Mões: coisas boas envolvidas em cabedal preto



A treat for the eye, girls.

Sintomas de privação

Há questões do foro pessoal que são importantes para o País. Porque, se eu estou aborrecida, isso afecta a minha produtividade e a rentabilidade do meu trabalho, o que, mais cedo ou mais tarde, tem consequências na economia nacional. E o efeito-borboleta e essas coisas todas.

Isto é. De que serve um bom bronzeado e vestidos bonitos, se os jovens homens que trabalham no edifício do meu trabalho estão de férias e não estão lá para me admirarem, de cada vez que nos cruzamos no elevador ou na rua?

É o mesmo que aquela questão: se uma árvore cai numa floresta densa e ninguém a ouve cair, houve som? Houve ruído? Ou não?

Isto de termos admiradores (não tão secretos quanto isso), não haja dúvidas, é como a espiral de escalada da droga, estou certa de que qualquer rapariga concorda comigo. Uma pessoa habitua-se a ter uns quantos, e depois quer mais e depois já não passa sem eles.

Uma maçada.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

In your face, menina da cidade








Alguém sabe onde fica Mões? Eu também não sabia. Distrito de Viseu, perto de Castro Daire. No Portugal profundo. Daquele do melhor, que, no mínimo, dava um interessantíssimo estudo sociológico. Só sei que, pelo segundo ano consecutivo, estive lá, com todo o gosto.


Também estive em Óbidos. Também é bom, noutra escala. Continuo a preferir Mões. Mões é que é. Mões rulezzz. Logo a seguir a NY, está Mões.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O sexo(zinho) e a aldeia

Tudo em miniatura.

O sexo e a universidade

"Um gajo entra lá ao engano. Todos te dizem que vai ser só gajas e afinal é tudo mentira."

(Um amigo meu desabafa, vários anos depois.)

O sexo às rodelas

No espaço de poucos dias, duas pessoas ofereceram-me pepinos. Não sei se é época deles ou se isto tem alguma mensagem implícita.
Aceitei.
Seja como for, dão sempre jeito no frigorífico de uma mulher. Uma espécie de sublimação.

terça-feira, 20 de julho de 2010

"Agitar antes de abrir"

De facto, os preliminares são importantes. Em tudo na vida.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Assim. Exactamente assim. Com The Strokes e tudo.

Como testar o seu italiano

Io Sono L'Amore (2009), de Luca Guadagnino, com Tilda Swinton.

É experimentando ver este filme sem rede. Que é como quem diz, sem legendas. Porque foi assim que mo arranjaram e não fui vê-lo ao cinema.

Falado integralmente em italiano, com uma ou duas frases ocasionais em inglês. E em russo (o que não ajuda grande coisa).

Mas o que eu queria realmente dizer é que é soberbo. Só tenho mesmo uma palavra para ele: soberbo.

(E, como eu já disse aqui uma vez, é sempre bom rever a Itália. Que saudades.)