sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Todos temos a nossa religião. Mesmo os que se declaram agnósticos, ateus e afins. Uns, chamam-lhe catolicismo, outros, chamam-lhe Benfica, outros, ainda, cocaína, e por aí fora.

Esta, senhores, é a minha. A que estrutura o meu sistema de crenças, o meu universo valorativo, o meu padrão de culto, o meu ópio que Marx supunha do povo. Senhores, a colecção Primavera/Verão 2011 da Carolina Herrera.


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Mediterrâneo extemporâneo

Andas a pedi-las, Mediterrâneo. Andas, andas.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Erros de casting

Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton (2010).

Amanda Seyfried disse numa entrevista, com os seus imensos olhos, que se tinha candidatado ao papel de Alice, para o filme de Tim Burton. Não foi escolhida, como se sabe. Tem-se queixado que tem feito demasiadas comédias românticas e que, depois do sucesso de Mamma Mia!, ficou colada a esse registo. A vida é injusta, Amanda.

Após ver o filme, e a expressão inócua da Mia Wasikowzka, penso que houve mesmo uma escolha que não foi a mais acertada para o papel de protagonista. Ou então sou eu que não gosto de pessoas (actores) com olhos inexpressivos.

Mineiros


Eu pensava que estes gajos se iam estraçalhar uns aos outros para serem os primeiros a sair. Afinal, parece que havia discórdia era em relação a quem seria o último. Generosidade? Vaidade? Desejo de fama? Idiotice?
Menos mal. Pelos menos, não haverá perigo de nenhum deles sair esmagando os outros, agitando os braços e gritando: "Primeiras, primeiras!".

Ah, pois é. Isso era se fosse o Cláudio Ramos a sair.
(Pensando melhor. Trinta homens. Mina. Cláudio Ramos. É óbvio que ele nunca quereria sair. Ai que feia, Zozô, que homófoba.)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sono da beleza



falei aqui extensamente que ter frio não está na moda. Agora debruço-me sobre outro relevante tema que também foi excluído da lista daquilo que é "in".
Não está na moda ter sono, nem deitar relativamente cedo (22,23h), nem dormir de noite, nem várias horas. Isso é coisa de cromos.

É uma questão social e cultural, claro, porque tudo começa tarde e com atrasos, e tudo acaba tarde neste país, desde a vida nocturna, aos jantares e às reuniões de trabalho.

E o que eu reparo nas pessoas é que mesmo que tenham de se levantar cedo no dia seguinte e ir trabalhar, o que é "fixe" e "fashion" é deitar-se de madrugada, e fazer-se gala de que só se precisa de dormir 3 ou 4 horas por noite, e, de que se faz directas, até.

É tudo gente que nunca dorme, e muito menos dorme de noite. Porque a noite é para se fazer tudo, menos para dormir. Ir para os copos. Ficar dez horas seguidas na net. Papar todas as séries televisivas da moda que passam às cinco da manhã. As noites, para dormir? Isso é para os fracos.

E eu, sinto-me amordaçada e oprimida, e não me atrevo sequer a confessar que não pratico nenhuma dessas loucuras. Ora, sendo alguém que sempre cultivou o gosto de uma boa noite de sono (deitar cedo e dormir oito horas) este assunto apoquenta-me sobremaneira.

Esta gente não imagina o deleite e o bem-estar (e uma pele luminosa) que uma noite bem dormida proporciona. Deixa-os estar. (Depois, aos fins de semana à tarde, fazem a coisa mais decadente que um ser humano pode fazer: adormecem no sofá).

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Boudoir

Salinha de Maria Antonieta, no Petit Trianon.
Creio que muitos dos meus problemas se poderiam resolver se eu tivesse um closet, com tudo a que tem direito. Um closet, meus amigos, não era pedir muito.
Um quarto grande com janela, decoração em tons pastel, uma inevitável chaise-longue, um pufe pequenino para se apoiar os pés, um espelho veneziano grande e oval comme il faut, música suave em fundo, uma mesa pequenina para apoiar uma chávena de chá e um livro, e, claro, um imenso guarda-fatos onde roupas e acessórios estivessem todos alinhadinhos, de acordo com a estação do ano e por cores (há sempre um traçozinho obsessivo nestes sonhos de consumo femininos), e um outro armário onde todo o tipo de calçado estivesse aprumadamente exposto e organizado.
Não sendo possível nada disto, tenho que me contentar com sapatos guardados em caixas e com um guarda roupa selvagem. Que me geram momentos muito énnuie.

sábado, 9 de outubro de 2010

Testosterona de luxo #16

Collin Farrell

(Made in Ireland, of course.)

Mundo piqueno

É uma turista portuguesa encontrar em Dublin o seu antigo professor de faculdade dinamarquês.
Ou é, algures no Norte de África, encontrar aquele que parece que é o novo ódio de estimação dos pseudo-intelectuais, o José Luís Peixoto (the man himself, com todas as suas tatuagens e uma garota mal saída da adolescência como amante. Ele é ainda mais feio ao vivo.).
Era só isto.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Mais papistas que o Papa

A falta de humor de algum pessoal de uma certa esquerda e extrema esquerda é proverbial. Mas também preocupante. Eu já disse isto algumas vezes, é uma nova forma subtil de ditadura que alguns grupos querem impor, nomeadamente, na linguagem corrente, e sob o pretexto do politicamente correcto.
Começa a não ter graça e, sinceramente, retira o sal da vida, que é o mais grave. O sal da vida que é a subjectividade, a parcialidade, e, sim, o politicamente incorrecto. Senão, somos todos robots, ou seres em laboratórios assépticos.
Não se pode dizer nada em privado, a brincar, (sem ser provocante nem directamente ofensivo para ninguém) sobre determinados grupos sociais ou étnicos, já não se pode dizer preto, paneleiro, bêbedo ou cigano, que os censores saltam logo em cima dos outros, com rigores e pruridos.
Um mundo cinzento, é o que esta gente quer.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Leituras de Outono/Inverno

Então vamos lá ler isto.
(Depois conto, com spoilers, desmancha-prazeres e tudo.)



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Segunda geração

Perante o nascimento dos filhos de pessoas conhecidas deparo-me com uma sensação inesperada. São as primeiras crianças a cujo nascimento assisto de perto. E desconcertam-me algumas coisas.
Sempre se soube disto, mas só agora, é que me apercebo realmente da quantidade de crianças que não resultam de pequenos milagres, de um desejo genuíno de concepção de um novo ser, de uniões especiais, como eu no fundo ingenuamente pensava que ia acontecer com as pessoas à minha volta, mas sim de quecas ocasionais, quecas acidentais, quecas circunstanciais, quecas banais. Enfim, de quecas, fundamentalmente.
Apercebo-me disto agora, depois de assistir, durante anos, ao início, construção e consolidação de vários namoros e relações que agora tiveram fruto. Relações tantas vezes irregulares, acidentadas, turbulentas, improváveis, resultantes de acasos, de conveniências, de ocasiões.
Já que as uniões são tão banais, resta-me pensar na força sacralizadora das próprias crianças que vão nascendo.

Cru

Closer, de Mike Nichols (2004).

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

100 metros barreiras

Daniel Day-Lewis, George Sands e Helena Bonham-Carter, em A Room With a View, de James Ivory (1985).

Romeu Montecchio, no início, estava interessado em Rosalina. Julieta Capuletto, antes de o conhecer, estava noiva de Páris. Lady Chatterley e Mellors eram ambos casados. Até Lucy Honeychurch celebrou o seu noivado com Cecil Vyse, mesmo depois de conhecer George.

Na vida, como na ficção literária. Todos temos um passado, outras pessoas, triângulos, obstáculos, empecilhos.

domingo, 3 de outubro de 2010

A Mulher-Troféu


Pode ser uma má sina. Pode ser, simplesmente, um estilo de vida como outro qualquer.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Versatilidade (2)


O mesmo sucede com Daniel Day-Lewis. Não reconhecemos actualmente no seu atormentado "Guido Contini" (2009) o fleumático e cómico "Cecil Vyse" de 1985.
Ah. Parecem duas pessoas diferentes.
E são. A isto se chama "ser actor".

Versatilidade


Quando penso em Christian Bale e na sua dramática figura n'O Maquinista e não reconheço o impecável e simpático rapaz que interpretou o papel de "Laurie" em 1994, penso que isto sim, são actores, isto sim, é versatilidade e qualidade.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O trio de ouro Merchant Ivory (anglofilia incorrigível)


Howards End (1992)
Remains of the Day (1993)

A Room With a View (1985)

Uma grelha de leitura muito máscula

A grelha de leitura dos homens acerca da realidade, toda a gente o sabe, é bastante simples e directa, comparando com a das mulheres. Não estou a dizer que uma é mais verdadeira que a outra. São diferentes.
Aliás, eu admiro profundamente a maravilhosa clareza e limpidez do discurso e da lógica masculinos, sobretudo em matérias sentimentais.
Por exemplo, quando pergunto a um dos meus amigos homens a opinião acerca da pouca sorte afectiva desta ou daquela amiga nossa, qualquer um me explica, muito prestável e elucidativo: "Sabes, ela é muito simpática, mas eh pá, não é isso que um gajo quer. Digam o que disserem, pá, um gajo quer é mamas grandes, pernas altas e um rabo jeitoso. E ela... não tem nada disso. Temos pena, pá." Quantas de nós já não ouviram esta pérola?
Ora bem. Muitas vezes, também me apetece aplicar-lhes a eles, homens, as suas próprias fórmulas de interpretação de certas situações, quando estão (também eles) mal de amores.
Ou seja, em vez de embalar a todo o gás na proverbial paciência e compreensão femininas, e usar e abusar de lenitivos e eufemismos (como "Deixa lá, hás-de encontrar alguém que realmente te merece"), despertá-los com a água fria do seu próprio viril realismo.
Enfim, dizer-lhes: Não, o teu problema é que tu és feio, mas só gostas de mulheres deslumbrantes, e portanto é claro que não consegues arranjar nenhuma (sim!, surpresa!, não são só os homens os nazis exigentes da beleza e da estética!, as mulheres também o são!). E mesmo que elas acedam a aturar-te, não aguentam muito tempo, porque tu tens a mania que és pseudo-intelectualóide, e os pseudos são chatos e têm mau feitio, e nem todos os pseudos têm a sorte que o feioso do Arthur Miller teve com a Marilyn Monroe! Percebes?!?
The End.
Fim do desabafo.

Do tempo




quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Big fish


Big Fish, de Tim Burton (2003).

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Honni soit qui mal y pense

Vou imprimir esta frase numa t-shirt e exibi-la com orgulho aos meus detractores (nesse dia, usarei um Wonderbra).

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Alea jacta est

Por muito incongruente que nos possa parecer, há coisas que não têm nada a ver com meritocracia, justiça, capacidades pessoais, esforço, empenho.
Por muito injusto que possa parecer, infelizmente há coisas (demasiadas coisas na vida, demasiado importantes) que dependem tão simplesmente de se ter ou não sorte.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Chateia-me homens muito bonitos

Não gosto que me roubem o protagonismo, pá.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Balzaquianas (38)

Cameron Diaz (n. 1972)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Categorias humanas insuportáveis

- grupos de adolescentes espanhóis histéricos, a cantar e a gritar, metidos num voo entre Lisboa e Dublin;
- homens de negócios do Porto, em plena crise da meia idade, cada um a falar mais alto e a achar-se mais engraçado que o outro, num voo de 2 horas para Barcelona;
- casalinhos saloios em lua de mel, que nunca fizeram uma viagem senão quando se casam, e não se sabem comportar fora do país.

Era regá-los com gasolina e (ups!) deixar cair um fósforo aceso.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Fast-forward!


Taquicardia. Mãos suadas. Ansiedade. Insónias. Esta é a sintomatologia da paixão.

Pergunta: não se pode passar directamente da excitação do primeiro beijo para o tranquilo serão de domingo no sofá?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Defina: Cartel (2)

A vida afectiva de alguém também pode ser lida através da grelha de leitura do cartel. Concorrentes que coordenam acções implícitas ou explícitas, concertadas, no sentido de eliminar a concorrência e promover monopólios em prejuízo de outros.
Grandes putas.

Defina: Cartel

"Cartel é um acordo explícito ou implícito entre concorrentes para, principalmente, fixação de preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação ou, por meio da ação coordenada entre os participantes, eliminar a concorrência e aumentar os preços dos produtos, obtendo maiores lucros, em prejuízo do bem-estar do consumidor.
A formação de cartéis teve início na Segunda Revolução Industrial, na segunda metade do século XIX.
Cartéis normalmente ocorrem em mercados oligopolísticos, nos quais existe um pequeno número de firmas, e normalmente envolve produtos homogéneos. Na prática o cartel opera como um monopólio, isto é, como se fosse uma única empresa."

domingo, 22 de agosto de 2010

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Trompe l’oeil

Se os homens tivessem uma pequena ideia de o quanto do que vêem que é puro engano.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Cavalheirismo fisiológico

Quando eu passo, põem-se todos em pé.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Línguas bífidas

Há coisas que não são aconselháveis a públicos mais sensíveis. É impressionante o potencial efeito devastador quando se ouve conversas condimentadas com veneno.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Plano B

1. Casar com um sueco
2. Arranjar um amante italiano

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Route 666

Por vezes, na vida, enveredo por um caminho dos diabos.

domingo, 15 de agosto de 2010

Cinema dos antípodas (2)



Retrato de uma Senhora (1996), de Jane Campion.

A perfeição, até no final em aberto.

Cinema dos antípodas



Retrato de uma Senhora (1996), de Jane Campion.

Já disse várias vezes que ninguém capta tão cabalmente bem a essência feminina como a neo-zelandesa Jane Campion.
Este filme é perfeito, desde as cenas e a música iniciais até ao final.

sábado, 14 de agosto de 2010

Balzaquianas (34)

Diane Kruger (n. 1976)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Welcome to the jungle

A escritora Marie Darrieussecq tem um pequeno livrinho intitulado “Le Bébé”, que recolhe (sem qualquer tipo de lamechices) as suas impressões enquanto mãe de um pequeno bebé.
Lembro-me que, a propósito de ter deixado pela primeira vez o filho na creche, a frase inicial que ela escreveu foi: “A creche, a selva”.
Verdade incontornável. A entrada para a escola primária, a selva. A sobrevivência num liceu povoado de adolescentes patéticos, a selva. A competição atroz na luta por um emprego, a selva. A tentativa de subir na carreira, a selva. As rivalidades no “mercado” afectivo e matrimonial, a selva. O trânsito urbano, a selva. Arranjar um lugar na praia, em Agosto, a selva.
Vivemos e nunca deixámos de viver na selva, que ninguém se iluda.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Sweet taste of Ireland (11)



Ora bem. Em St. Patrick’s há uma história verídica engraçada.
Algures no século XV, Lord Kilmore e Lord Ormond andavam sempre em querelas um com o outro.
(Nas minhas fantasias eram ambos jovens, bonitos, e brigavam por causa de uma donzela parecida comigo, a Lady Zozô.)
Uma vez, Kilmore e a sua pandilha perseguiram Ormond. Este e os seus homens barricaram-se na Casa do Capítulo, na velha Catedral. Kilmore (que, na minha mente perturbada, era o mais bonito e com os bíceps mais salientes), num gesto digno e exemplar, mandou serrar um buraco na porta (tal como se vê na foto), meteu o braço no buraco e propôs um aperto de mãos com o seu rival, que simbolizasse o final das disputas.
Em St. Patrick’s, eu enfiei o braço no buraco desta mesma porta e pedi que me tirassem uma foto. Retiram-se daqui as ilações óbvias.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Le petit chéri de toutes ces dames



E depois há aqueles jovens cavalheiros muito cheios de prosápia, ligeiramente arrivistas e com ganas de alpinismo social. Daqueles que sobem na carreira agradando tiazorras decrépitas que os adoram e que os tratam como lacaios.
Daqueles que, com jactância, usam barbinha de dia e meio à Mark Vanderloo, são muito morenos por causa dos desportos radicalíssimos que fazem, têm dentes branco-fluorescentes e óculos de sol todos xpto. Dandies que usam camisinha azul com botão de punho e colarinho branco.
Que, quando vêem uma jovem bonita, tentam interpelá-la a qualquer custo, para terem mais uma sobre quem despejarem o seu jacto de vaidade.
E que, muito ufanos, injectam em qualquer conversa os temas do seu jipe, da sua mota, das suas idas a Chamonix.
Eu adoro estes gentis-homens.
Tanto, que dedico a todos eles esta bela música cantada pela Madame Sarkozy, “Le Plus Beau du Quartier”, e a todos eles digo: Ide-vos foder, palhaços, com as minhas mais cordiais saudações.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Pirâmide de Maslow

Tendo ao nosso alcance a satisfação de necessidades básicas, sente-se a urgência de realização a outros níveis mais abstractos, mais elevados.
Tão verdade, amigo Maslow, tão verdade.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sisters of loose virtue

Encaixe. Poder de encaixe. O que é preciso é ter poder de encaixe.
É esse o verdadeiro desafio da Humanidade em geral, e da anatomia feminina em particular.

domingo, 8 de agosto de 2010

Folguedos (3)

Eu quero um penteado assim.





Folguedos (2)


Folguedos




Desta vez, em Santa Maria.

Balzaquianas (35)

Marion Cottillard (n. 1975)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Super Irish Testosterone DELUXE

Jonathan Rhys Meyers
(Made in Ireland, of course.)

Sweet taste of Ireland (10)

The Peasant Wedding, de Pieter Brueghel
Os quadros de Brueghel são uma delícia para quem gosta de captar pequenos detalhes. E para quem gosta de comprovar que na Idade Média havia grandes folguedos, e não eram poucos…

Esta pequena maravilha está em exposição na National Gallery em Dublin.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Sweet taste of Ireland (9)

O que eu adoro tabernas medievais. Enfim, de tabernas em geral. Daquelas obscuras, cheias de humidade e tectos baixos.
The Brazen Head, em Dublin (na foto) não é assim, mas dizem que data do ano de 1198, e devia ser uma taberna muito animada naquele tempo, porque hoje ainda o é.

Na Idade Média é que a malta se sabia divertir à grande, pá. Bebia-se muito e bem, e havia muitos folguedos (adoro esta palavra).
Tal como o demonstra este excerto (dos meus preferidos) dos textos medievais que inspiraram o Carl Orff para compor a Carmina Burana:

Tam pro papa quam pro rege bibunt omnes sine lege. Bibit hera, bibit herus, bibit miles, bibit clerus, bibit ille, bibit illa, bibit servus cum ancilla, bibit velox, bibit piger, bibit albus, bibit niger, bibit constans, bibit vagus, bibit rudis, bibit magus, Bibit pauper et aegrotus, bibit exul et ignotus, bibit puer, bibit canus, bibit praesul et decanus, bibit soror, bibit frater, bibit anus, bibit mater, bibit ista, bibit ille, bibunt centum, bibunt mille.