
"Oh, those women! They nurse and cuddle their presentiments, and make darlings of their ugliest thoughts . . ." William Thackeray ("Vanity Fair")



Salinha de Maria Antonieta, no Petit Trianon.
Daniel Day-Lewis, George Sands e Helena Bonham-Carter, em A Room With a View, de James Ivory (1985).
A grelha de leitura dos homens acerca da realidade, toda a gente o sabe, é bastante simples e directa, comparando com a das mulheres. Não estou a dizer que uma é mais verdadeira que a outra. São diferentes.
Retrato de uma Senhora (1996), de Jane Campion.
Já disse várias vezes que ninguém capta tão cabalmente bem a essência feminina como a neo-zelandesa Jane Campion.
Este filme é perfeito, desde as cenas e a música iniciais até ao final.
E depois há aqueles jovens cavalheiros muito cheios de prosápia, ligeiramente arrivistas e com ganas de alpinismo social. Daqueles que sobem na carreira agradando tiazorras decrépitas que os adoram e que os tratam como lacaios.
Daqueles que, com jactância, usam barbinha de dia e meio à Mark Vanderloo, são muito morenos por causa dos desportos radicalíssimos que fazem, têm dentes branco-fluorescentes e óculos de sol todos xpto. Dandies que usam camisinha azul com botão de punho e colarinho branco.
Que, quando vêem uma jovem bonita, tentam interpelá-la a qualquer custo, para terem mais uma sobre quem despejarem o seu jacto de vaidade.
E que, muito ufanos, injectam em qualquer conversa os temas do seu jipe, da sua mota, das suas idas a Chamonix.
Eu adoro estes gentis-homens.
Tanto, que dedico a todos eles esta bela música cantada pela Madame Sarkozy, “Le Plus Beau du Quartier”, e a todos eles digo: Ide-vos foder, palhaços, com as minhas mais cordiais saudações.