domingo, 7 de novembro de 2010

Testosterona de luxo #17



Gaspard Ulliel
(Um pouco de charme francês e de lábios sensuais, como procedimentos terapêuticos.)

Crime e castigo



Para quem tem vestidos muito frescos, mas bonitos, (a Suri Cruise tem 953; eu tenho um, novinho em folha), o frio de Novembro é um mero pormenor meteorológico, por ocasião de uma efemeridade de sábado à noite.


(Obviamente, hoje, domingo, estamos a pagar a factura da vaidade com a doença.)

Diferenças culturais


Cultural Differences Noticed at the G20 meeting in Toronto ...
The Canadian: Self-absorbed and disconnected from reality.
The American: Businesslike, unwilling to be distracted.
The French and the Italian: "LOOK AT THAT ASS!"

Era mesmo-mesmo isto, obrigada, Luna

Por vezes aparecem pessoas que nos vão envolvendo devagarinho, não sei se consciente ou inconscientemente, mas, como quem não quer a coisa, nos vão cozinhando em banho-maria, uma pitada de sal aqui, uma de pimenta ali, umas ervas ou especiarias acolá, e assim nos vão mantendo, sempre sem levantar fervura, nada explícito, nada concreto, só leves sugestões e ambiguidades, enquanto decidem se sim se sopas. E depois lá decidem e apagam o lume, e uma pessoa fica ali a boiar, mal passada, sem perceber muito bem o que aconteceu, que estava tão sossegadinha no seu canto, para que a foram desassossegar, duvidando de si, da sua lucidez, se terá interpretado mal, se era fantasia, se terá imaginado tudo, se era só coisa da sua cabeça. Depois, claro, é deixar arrefecer, voltar ao normal, temperatura ambiente, pois, sim, amigos como antes, reset, que afinal nem sequer há certezas que justifiquem mais explicações. A incomodar só fica mesmo a puta da dúvida: não era da minha cabeça, pois não?
No blogue da Luna.

sábado, 6 de novembro de 2010

Da sensatez

Prefiro pagar um bilhete de comboio do que andar de graça de carro em auto-estradas portuguesas.
No Verão, não ponho os pés no Algarve (tendo casa lá).
Não piso um único centro comercial desde o início de Dezembro até ao fim da época dos saldos de Fevereiro.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Emancipação masculina

Eu falo com os homens como se fossem iguais a mim.
Falo com eles de igual para igual.
E acredito que um dia eles vão ter os mesmos direitos que nós.
Eu acredito na emancipação masculina.

Não é deliciosa, esta completa subversão do discurso?

Corte de cabelo

O amigo -- Queria cortar o cabelo à nazi.

Ela-- Meu querido, há barbeiros que te resolvem isso, não sei se sabes.

O amigo -- Eles não sabem como é.

Ela -- Mas não basta recorrer à máquina zero?

O amigo- Não, isso é à neo-nazi.

Ela-- (*suspiro*) Ah, já percebi.


Justaposição

John Lennon e Yoko Ono, fotografados por Annie Leibovitz.


É uma posição justa, como outra qualquer.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Medidas de austeridade


À semelhança do que sucedeu com Portugal, também ela gastara mais do que devia. Gastou o que de melhor havia em si (graça, humor, espírito, sedução, ironia, alegria, charme) com pessoas que não mereciam, que não valiam nada.

Agora, submetia-se à contenção e sobriedade necessárias, porque as reservas de energia estavam gastas. Medidas de austeridade que se aplicavam a todos, sem excepção.

Os que tinham valor que a perdoassem, mas paga o justo pelo pecador, costuma ser assim. Dela, sobrara apenas uma mulher (demasiado) serena.

Outono (3)


Galanteria

D. Manuel II e a a princesa Victoria de Hohenzollern.

É uma palavra já muito pouco usada. O que é uma pena.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Gosto de biografias tortuosas, que levaram muitas voltas (mas que levaram a algum sítio). Gosto de vencedores.



Um dia destes, falo aqui sobre a Dilma. Por agora, fica só o link para isto:


Dilma Rousseff: a mulher a quem Lula deu o Brasil

I'm so indie

Eu gosto muito de gente "indie", que venera bandas e músicas e festivais e estações de rádio que mais ninguém conhece. Adoro.

Pessoas que, quando se fala sobre música comercial, são autênticos Robespierres a guilhotinar toda a gente.
Pessoas que querem a morte dos desgraçados que ouvem grupos musicais populares e a quem chamam desprezivelmente de "escumalha mainstream".
Pessoas, que, se fossem eles a mandar, enviariam para campos de concentração todos os infelizes que ouvem os Black Eyed Peas, a Diana Krall e a Mega FM.
Pessoas a quem Pierre Bourdieu (se fosse tão espirituoso como eu) chamaria, sei lá, os «nazis do gosto».

Enfim, tenho pena. Em geral é gente que estagnou na adolescência, que é quando se cataloga os outros de acordo com as preferências musicais. Gente que tem de hipervalorizar coisas como o gosto musical para disfarçar o tédio pobrezinho do dia a dia.

Um chá no deserto (2)






















terça-feira, 2 de novembro de 2010

Hoje apetecia-me voltar a (Amesterdão)

Temporalidade (Post reeditado)


Edwina Mountbatten, última vice-rainha da Índia – de quem se especulou ter vivido um romance com Nehru – manteve, já depois de ter regressado a Inglaterra no pós-1947 e até ao último dia da sua vida, o seu relógio de pulso acertado pela hora indiana.
(Já reeditei este post umas quantas vezes: penso que é o meu preferido, em quase seis anos de blogues individuais e colectivos.)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Não é lamentável que já não se possa guilhotinar pessoas?

Quando penso em certos gestores públicos actuais (enfim, um em particular), e nas suas pandilhas (eles não podem fazer nada sozinhos), e nas iniciativas perfeitamente perdulárias e inúteis que promovem nos serviços (públicos), assim de repente lembro-me de uma história muito linda, de um reino com pessoas muito pobres, que morriam de fome, e umas poucas muito ricas, que ainda se divertiam à grande e… à francesa:


Latitudes familiares

Isto é uma família típica dinamarquesa em Copenhaga , que leva os filhos a passear de bicicleta ao parque, num domingo de sol de Primavera (11 graus de temperatura exterior).


Extremamente parecida com a família portuguesa que leva o BMW para dentro do shopping, onde passam todo o domingo lá dentro enfiados, a endividar-se, quando estão uns gélidos 23 graus lá fora.

Bleu Blanc Rouge


Trois Couleurs, de Krzysztof Kieslowski (1994)

Sanum Per Aqua

Há uma era A.M.T. e uma era D.M.T. Ou seja, antes da massagem tailandesa e depois da massagem tailandesa.
Já posso dizer que experimentei. É de ir ao céu e voltar (e dispensando o sexo).

Responsabilidade social

Porque nunca é de mais falar de responsabilidade social das empresas.

domingo, 31 de outubro de 2010

Bíblia/Torah/Corão

Eu desconfio seriamente de todas as pessoas que não têm leituras de mesa de cabeceira.
(En français, mes chères amies. Toujours en français, bien sûr.)

Do tempo (2)

Um chá no deserto

Nancy Ajram, Mo'gabah

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ter a Noruega em casa

A Noruega é aquilo a que se chama em linguagem técnica, um “país mete-nojo”.

É mete-nojo, pronto. Aquela mania de ter superavits em vez de ter deficits, de ser um paraíso para a inserção social exemplar de imigrantes, refugiados (enfim, se calhar já foi melhor, mas ainda assim), de não ter muita corrupção, etc.

E aquela coisa irritante de ter um povo organizado, pragmático e escrupuloso com a “res publica” e em termos de cidadania. Ainda por cima poupadinho, com uma inflexível moral protestante que modela práticas de consumo racionais, que só o Weber conseguia explicar (em contraste com a espectacular capacidade latina de se ser ostensivo, exuberante, endividado).

E, dizia eu, tudo isto no meio de um cenário quase feérico de beleza natural esmagadora, fiordes, sol da meia-noite e afins:



Para quem é, como eu, fanático pela Escandinávia, há um blogue simples e adorável sobre a Noruega, com um interessante caleidoscópio de muitas vertentes (social, familiar, e até política, etc.): My little Norway.

A feira das vaidades


Pela quarta vez consecutiva fui convocada para um evento (pseudo-social) ligado ao meu meio profissional. Recusei.
A única vez que aceitei ir foi há dois anos. Infelizmente, a minha presença foi aquilo que outros consideraram um (involuntário) «sucesso», que se traduziu em me ver rodeada de vampiros sociais, fotografada até à alma e filmada até à medula.

E eu, que nunca fui "party animal", vi a minha vida pessoal (previsivelmente) ser escrutinada e fantasiada por meia dúzia de putéfias despeitadas e um gay invejoso.
Em suma, os ganhos são mínimos, e os transtornos consideráveis.
Feiras de vaidades? Não, só no título do blogue, obrigada.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Música Tradicional Portuguesa

Deixo só aqui mais uns exemplos de boa música tradicional portuguesa (com alguns vídeos de má qualidade), esperando que ninguém pense que eu sou comunista ou que me confunda com os senhores que eu vi num (excelente) espectáculo chamado "Sementes de um Povo que Canta" (e, pior que tudo, que não pensem que eu uso aquelas sandálias que os comunistas costumam usar. Hum. A ironia é uma coisa tão burguesa.)







Fado VS Música Tradicional Portuguesa (2)

Assim, para mim, aquela que deveria representar Portugal como música
típica não é fado nenhum, mas sim a música tradicional portuguesa.
Essa que tem uma raíz comum antiquíssima, ouve-se em todas as regiões
do País, e está consagrada no cancioneiro popular onde, por exemplo, o Michel
Giacometti (um estrangeiro) fez o favor de coligir e perpetuar todo esse vasto
património cultural popular.

O reflexo do nosso povo é essa música em geral alegre, vibrante e
cheia de vitalidade que é a música tradicional portuguesa, com
sonoridades celtas, gaitas de foles, adufes, sanfonas, cantares
ancestrais. Rico, diversificado, enérgico. Não é uma música como o
fado, chorona, melancólica, que dá sempre ideia de um povo desgraçado e
enfadonho.





Fado VS Música Tradicional Portuguesa



Embirro com o fado de Lisboa. Pronto, crucifiquem-me. Não gosto, e o espectro dos meus adjectivos para o descrever vai de“muito deprimente” até “alegrete, mas ainda assim tristonho”.

Não falo do fado de Coimbra porque esse é todo um universo à parte. E além disso, o fado de Coimbra não comporta a veleidade idiota de o alargarem a todo o país e de o projectarem como «música nacional», a eterna figura musical representativa de «todo o sentir português», blá blá blá.

Não. O «sentir português» não é o fado, e a riqueza do que musicalmente é «típico português» não pode ser reduzida ao fado. Ainda por cima, uma canção que não é o reflexo genuíno do viver e das raízes de um povo, mas que é algo “fabricado” e aperfeiçoado desde o século XIX para turista ver (nisto tenho de concordar com o José HermanoSaraiva).

Por muito honrosas ou culturalmente complexas que sejam as origens dofado, ele reflecte um universo (ainda por cima urbano) de um contexto específico (certos bairros lisboetas), e um universo que não é aquele com que um beirão ou um transmontano se identifica. Não há casas de fado em Cinfães, em Arouca ou em Celorico de Basto.

E esta mania de se impor tudo o que vem de Lisboa ao resto do País também me irrita um bocadinho.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Bosch é bom



Cozinhas equipadas & subidas meteóricas na carreira.
Há pessoas tão engraçadas.

É oficial: hoje estamos fashion-victim

Tanto que a pobre Coco Chanel batalhou para nos libertar dos espartilhos e entregar-nos às formas andróginas dos anos 20, e andaram as loucas dos anos 60 e 70 a queimar soutiens (que crime). Fizeram de tudo para nos desprenderem do que vincasse formas e corpos, tudo o que simbolizasse repressão e "moralidade", e nós, alegremente, damos graças à Balmain e aos seus magníficos corpetes para o próximo Verão de 2011.
(Para não confessar que sou absolutamente fascinada pelos espartilhos Storytailors.)

Balmain, colecção Primavera/Verão 2011



Barbara Bui, colecção Primavera/Verão 2011

(Também gosto tanto do estilo safari sofisticado.)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

É como em Portugal

Os ministros deixarão de ter um motorista particular para conduzir o seu carro, «salvo em circunstâncias muito excepcionais». O Secretário do Tesouro britânico, David Laws, que quando assumiu o cargo abdicou do seu Jaguar com motorista, disse mesmo esperar que os ministros vão para o trabalho «a pé ou de transporte público sempre que possível».

No Público on line, há uns dias.

Injustiça e desigualdades



Hoje, pode não parecer, mas não é o Jerónimo de Sousa que vos fala, camaradas, sou eu.

E falo para vos dizer que, nestas coisas do amor, camaradas, à semelhança do que se passa com a riqueza, não há falta de caras-metades. Há é uma (muito) má distribuição das caras-metades na sociedade.

E, eventualmente, uma grande falta de oportunidades no acesso a (determinadas) caras-metades.

Feitiçaria (e o diabo a sete)

Sou fã dos livros do Harry Potter e (assumo-o sem pejo) li-os todos duas vezes, já na idade adulta. Vibrei com a queda do "Quem Nós Sabemos" (ai, spoiler!!) e lamentei muito o que aconteceu à Tonks e ao Lupin.

Aceito que cada um tenha a sua opinião sobre esta colecção de livros e que nem todos gostem. Mas transtornam-me as atitudes fanáticas e diabolizadoras. Ouvi recentemente uma alminha (uma versão mais feia da Sarah Palin) dizer que tentara dissuadir os sobrinhos desta leitura porque incitava à feitiçaria.

Ou seja, gente que se esquece que cresceu em toda uma matriz de pedagogia infantil ocidental onde abundam as histórias mais fantásticas e irreais. Onde pululam bruxas, caldeirões e feiticeiros, com os nobres contributos de Perrault, H.C. Andersen e os irmãos Grimm.
Sim, histórias crudelíssimas de madrastas que se transformam em bruxas e envenenam as enteadas com maçãs. Bruxas que rogam pragas a princesas para que elas morram aos 16 anos, picando-se com o fuso de uma roca. Lobos que devoram avós e netas e depois são esventrados para elas saírem da sua barriga.

Pensava que o fanatismo era só coisa de evangélicos fanáticos norte-americanos e que a Inquisição já tinha sido extinta há muito. Mas afinal ainda andam por aí muitas mentes medievais, que querem ver muito livrinho a constar na lista do Index e a arder. Enfim. O Salman Rushdie e o Saramago que o digam.

Bem. Eu sei que devia era de ser sanguínea num ataque a obras ao meuTolstoi ou a Balzac. Só que o conde Vronski e a Eugénie Grandet não precisam da nossa ajuda, estão consagrados há muito.
Mas o Harry Potter, precisa. Porque ele salvou-nos a todos do Voldemort (e ainda tinha que ir às aulas e fazer os trabalhos de casa).

segunda-feira, 25 de outubro de 2010



O meu obrigada por esta amável referência feita pela Carla, no seu Bomba inteligente.

Pensei em fazer uma vénia, mas este senhor aqui da foto fá-la por mim, e com mais graciosidade.

Politiquices

Os especialistas em psicologia infantil, de um modo muito abreviado, defendem que ter um progenitor muito rígido e outro que é demasiado tolerante gera crianças inseguras.
Como eu já disse aqui várias vezes, uma boa parte dos meus amigos é de extrema-esquerda (mas não usam aquelas sandálias de comuna, só fatos Dolce e Gabbana em saldos), e a outra parte é de extrema-direita (os tais que fazem romarias a Santa Comba e ressuscitam a Lei 2105 de 06 de Junho de 1960). Felizmente nenhum deles sabe deste blogue.
Ora eu, que sempre tive o péssimo hábito de ser diplomática e conciliadora, sinto-me muito bombardeada, e sobretudo muito confusa, minha gente.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Um assunto extremamente pertinente e nada extemporâneo


Há toda uma espécie de geoestratégia associada às deslocações da parte superior de um bikini, enquanto tomamos banhos de sol.
Tenho que passar a gerir isto melhor, já que os banhos de mar são uma causa perdida.


Fiquem vocês com o Outono.
Eu volto já.

Quando os EUA espirram, a Europa constipa-se

E agora parece que estamos todos com uma global gripe A.
Ninguém mais do que eu acredita e defende a Europa social do Jacques Delors. Também acredito firmemente na capacidade de regeneração que a Europa sempre demonstrou. Inclusive, depois do flagelo das guerras mundiais (hum, pois, com a mãozinha dos americanos).
Mas, infelizmente, há um momento para nos darmos a luxos idealistas, e há momentos em que temos que nos resignar. A História também explica isto.
Este post é um reflexo de que estou com falta de descanso e já não digo coisa com coisa.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Os meus ataques de fúria são lendários

Os de ternura também.

Macro




In Bruges, de Martin McDonah (2008).

(Ray) - Que interesse tem a História? É só um monte de coisas que já aconteceram.




Que mania que certas pessoas têm de pensar que algumas coisas eram evitáveis no curso da História. Que raio de autismo é este que leva gente a ter pretensões sobre factos e mudanças incontornáveis, alegando que não são irreversíveis, mas que ocorrem por questões pessoais?


A evolução dos sistemas políticos e económicos não se compadece de ninguém e não se prende por minudências, há que haver um bocadinho de hegelianismo nestas coisas. Senão, ainda estávamos no Antigo Regime, no despotismo grego dePéricles, nos sistemas das primeiras cidades mesopotâmicas ou mesmo nos galhos das árvores.


As pessoas têm que se convencer de que não vale a pena remar contra a maré. Têm que se convencer de que há sistemas caducos, decadentes, anacrónicos. Tal e qual como a guerra colonial, o império dos Habsburgos às portas da primeira Grande Guerra, o Estado Novo, a revolução francesa, a queda da monarquia. Sistemas que já funcionaram, não funcionam mais.

Mas não. Insiste-se numa falta de lucidez histórica e política que dá dó.


A História tem ensinado isso tudo, mas ah e tal é chato ler História política e económica mundial, e sobre os grandes trends económicos, é chato optar por uma leitura macro, e mais maçudo é ainda tentar interpretar essas coisas todas.

Este post, pode não parecer, mas tem um sentido.

domingo, 17 de outubro de 2010

Uma questão que salta à vista


Uma coisa é ser Sophia Loren. Outra é ser Jayne Mansfield.

Not my friend


Norah Jones, Not my friend

Help me breathe

Help me believe

You seem really glad that I am sad

You are not my friend

I cannot pretend that you are

sábado, 16 de outubro de 2010

Outono (2)

Esta manhã acordei ao som da melodia sempre repetida do amolador, ao fundo da rua. Não ouvia isto há anos.

Outono


Há várias semanas que tenho vontade de comer castanhas. Assadas. Cozidas. Cruas. Qualquer coisa. É uma lacuna sazonal a colmatar rapidamente.

Trabalho, rigor, excelência, beleza



Aurélie Dupont (n. 1973), bailarina étoile da Ópera de Paris

Coisas que aprecio e cultivo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Portugal não é um país, é um local mal frequentado


"É uma dor de alma", ouvi(mos) este homem dizer.

"É uma dor de alma", repito eu.

Emergência ortográfica





Neste post escrevi "homófoba" em vez de "homofóbica". Portanto, além de preconceituosa, sou estúpida.

Mas ninguém me corrigiu.

Além de muito envergonhada pelo meu erro ortográfico, estou severamente desiludida com os meus leitores.

Todos temos a nossa religião. Mesmo os que se declaram agnósticos, ateus e afins. Uns, chamam-lhe catolicismo, outros, chamam-lhe Benfica, outros, ainda, cocaína, e por aí fora.

Esta, senhores, é a minha. A que estrutura o meu sistema de crenças, o meu universo valorativo, o meu padrão de culto, o meu ópio que Marx supunha do povo. Senhores, a colecção Primavera/Verão 2011 da Carolina Herrera.


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Mediterrâneo extemporâneo

Andas a pedi-las, Mediterrâneo. Andas, andas.