Fotos: Andorinha
Fotos (lindas) estrategicamente subtraídas ao blog da Luna
Eu já sabia que havia quem surfasse a Pororoca, mas sucedeu-me uma história que só com este post da Luna vi esclarecida cabalmente.
Há uns anos conheci um rapaz austríaco, muito alto, bonito, estonteantes olhos azuis, num voo Lisboa-Viena, com escala em Munique. Tanto num voo como noutro os nossos lugares eram na mesma fila, com outra pessoa no meio. E fomos sorrindo um para o outro, pedindo licença quando alguém tinha de se levantar, ele ajudou-me a desvendar o que é que a hospedeira queria dizer com “jamón”. Um amor.
Apesar de ele se mostrar simpático e de eu estar bem impressionada, não lhe liguei muito. (Que estúpida, Zozô, pensavas que ao longo da vida te ias cruzar com muitos austríacos, belos e louros, era?).
Quando aterrámos, ele lá puxou conversa, que vivia perto de Viena, e que tinha estado em Portugal a fazer surf, na Ericeira, que ele adoravelmente pronunciava Erriçérría. Eu estranhei, perguntei-lhe como é que uma pessoa de um país que não tem mar pratica um desporto desses, não lhe dei grande crédito, e disse para comigo “há-de ser, há-de”. Resumindo, nem sequer soube o nome dele.
Mas com estas fotos tiradas em Munique, está esclarecido, o homem até era capaz de estar a dizer a verdade. Aliás, o meu amiguinho pode estar neste momento, não em Teahupoo, nem em Mundaka ou Jeffreys, mas sim a cavalgar as ondas do Danúbio azul.
E eu podia estar agora cheia de frio no Prater ou em Schönbrunn. Mas não, estou aqui, estoicamente, com muito sol e rodeada de lusitanos homens feios (sorry, Andorinha, são mesmo feios).



































