terça-feira, 23 de novembro de 2010

In your faces, Sartorialist, Sorrenti, Testino e Kierkegaard.


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Antes da islamofobia instantânea

Despertou atenção quando ganhou o Prémio Nobel da Paz, em 2003. Shirin Ebadi, mulher, mãe, juíza, iraniana, muçulmana, defensora dos direitos humanos, autora de “O Despertar do Irão”, um livro que alguns como eu levam anos a tentar acabar (nem sempre se tem disponibilidade mental para uma narrativa emocionalmente intensa e violenta embora simples e interessante). Que não me curo deste estranho interesse pelo Irão, já se sabe.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Mark Zuckerberg likes this


O nerd que nunca mais terá problemas em engatar miúdas. (Terá outras dores de cabeça, certamente.)

Cuba (revisitada pelos cinco sentidos)


Muita gente conhece a Cuba corriqueira de Varadero, vendida ao turismo massificado, a ilha dos resorts. Mas poucos provaram de uma verdadeira noite cubana.

Sentados em cadeirões de vime, na varanda de uma casa de estilo colonial, uma daquelas que têm eterna imponência decadente. A sentir o calor húmido e sufocante na pele, choveu há pouco tempo, ao entardecer. Aquele calor que solta sensualidades latentes.

O sabor agreste do rum na boca, que embriaga a desenvoltura. O cheiro doce e envolvente do puro que se fuma, paira no ar.

Vê-se pouco, à luz escassa da lua (vê-se o essencial: a visão é overrated). Mas se se apurar o ouvido, da varanda, ainda se consegue distinguir o som do desenrolar das ondas lânguidas lá em baixo, e, lá ao fundo, também se ouvem as notas desta música.

A eterna música que é a gota (de suor) que falta para transbordar no copo deste puzzle tropical nocturno.



...that vanity and happiness are incompatible

As Ligações Perigosas, de Stephen Frears (1988).

domingo, 21 de novembro de 2010

Directamente

The Duchess, de Saul Dibb (2008).


(Georgiana) - Pensas em mim, quando não estou presente?

(Charles) - (...)

(Georgiana) - Hesitaste.

(Charles) - Não, eu penso em ti. Mas não estou habituado a que me perguntem isso directamente.

Jardins de música

Já falei aqui várias vezes da Irlanda, não foi?


(Do avisado Ega, uma vez mais).

Centenário da República



Podia ser o 5 de Outubro, 1910-2010, implantação da República Portuguesa.

Mas não é.

É mais um aniversário (todos os anos centenário) de uma república de estudantes.

(O que se vê na foto e parece que é, é mesmo.)

sábado, 20 de novembro de 2010

Ciumeira da Nata

Em boa verdade vos digo que os detractores da Cimeira da NATO têm é dor de cotovelo de certa "nata política" que só visto.

Não há nada a que não se possa juntar um “caralho”

«Não há nada a que não se possa juntar um “caralho”, funcionando este como verdadeira muleta oratória.» Do Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa (via Ega).

Muletas dessas, de facto há muitas. Não há nada (nem ninguém) que não se possa apoiar nelas.
(Ainda bem que não fui para Direito.)

Porque é preciso darmos tréguas a nós próprios








Tudo isto é Powerscourt. E tudo isto são tréguas.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Cópia certificada


É uma proposta diferente, alternativa, criativa. Não me importava de, juntamente com um homem interessante, fingir durante um dia inteiro que formávamos os dois um casal. E esta é, basicamente, a sinopse deste filme de Abbas Kiarostami, com a Julliette Binoche. Tenho que ver isto.

Será que não podemos esquecer a emancipação feminina e os direitos das mulheres só por um segundo?


Sheik Hamdan, do Dubai

Ou: de como o binómio "belo e extremamente abastado" pode ser tentador (e, direi mesmo, diabólico).

Bellucci: maturidade e alguma inteligência


Monica Bellucci foi entrevistada pela Paris Match (Via French Kissin). Eis alguns excertos que eu destaco:

“La nature féminine est un abandon sans forme de résistance.” J’aime beaucoup cette phrase... C’est drôle, parce que j’ai écrit une préface et je parle justement de ça, de cet abandon nécessaire, de ce mélange d’abandon et de créativité qui est une forme de ­féminité, de confiance en la personne qui est derrière l’objectif ou la caméra.

Je n’ai jamais vécu la beauté comme un poids, parce que je sais bien que cela ne va pas durer, mais je ne crois pas que je vais vivre ­douloureusement le temps qui passe... La vie me fera découvrir d’autres choses. Sortir d’une espèce de carapace que donne la beauté. Sortir de la beauté biologique de la jeunesse. Je dois être prête à la voir partir. Avoir des enfants aide. J’ai envie d’être une femme bien dans sa peau avec le temps qui passe.

Il y a l’amour, on est ensemble depuis plusieurs années, la passion est là, toujours, sinon la vie est triste. Après, la passion se transforme en quelque chose de plus ouvert vers l’extérieur, sinon cela reste quelque chose d’enfantin. L’amour, au début, c’est un état d’ébriété qui est intéressant à condition d’évoluer sur autre chose.

Chaque âge a son charme.

Mais les images, ce n’est pas toi qui les crées, elles échappent au contrôle. C’est quelque chose qui ne t’appartient pas. Ils font ce qu’ils veulent de ça. C’est pour cela qu’il est très important de ne pas avoir une relation trop proche de son image. L’image, c’est aléatoire, chacun prend et fait ce qu’il veut avec. Il faut apprendre à faire la différence entre l’image et soi.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Fifties (3)



Fifties (2)






Fifties



Todos sabemos que Mona Lisa Smile (2003) é um filme fraquinho e muito mauzinho. Mas esteticamente ele está bem. Lembrei-me disto na sequência da actual febre com a série Mad Men, e de como, a partir dela, o espectacular estilo fifties se começou a definir como tendência de moda.

Mona Lisa Smile é um filme simples com um casting acertado. Acima de tudo, em termos de rostos. Todo o filme é um gineceu de rostos certos.

Ao contrário da nossa época, em que o culto e a importância do corpo são exacerbados, na época em que o filme se enquadra a exposição física feminina era menor (embora muito bem vincada). Portanto, o que sobressai são os rostos.

Assim, exceptuando a presença da Julia Roberts (obviamente, um erro de casting), todas as outras personagens femininas revelam estética e fisicamente uma perfeita harmonia com o ambiente dourado dos anos 50 ali recriados.

Não há fisionomias mais fifties que estas da KirstenDunst (a conservadora), Maggie Gyllenhall (a judia liberal), Laura Allen, e sobretudo da Ginnifer Goodwin (a ingénua) e da(sensata) Julia Stiles (esta última tem sido algo subvalorizada como actriz).




quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Let's dance, darling (Boogie Woogie)

Let's dance, darling (Swing)


Let's dance, darling (Charlston)


Não gosto de dançar, mas, assim de repente, imagino-me a dançar isto com o Nelson Évora

Dançar, em 2010

Nunca gostei da forma como hoje em dia se dança (sem prejuízo para o facto de eu própria já ter dançado milhares de vezes da forma como mais adiante vou descrever).

Ou seja, a forma como se dança mais ou menos desde os anos 70 ou 80: as pessoas abanam o corpo e a cabeça e deixou-se de se dançar a pares, o que é uma tristeza porque favorecia a conversa, a proximidade e ocontacto físico com o sexo oposto, e com um belíssimo pretexo: a dança.

Com as mudanças sociais e a emancipação feminina, a dança desestruturou-se, deixou de haver o convite formal para dançar a pares (que acabou para aí com o twist na década de 60), e começou-se a dançar à maluca como os hippies em Woodstock, a febre do disco sound, punks dos eighties… e foi até hoje.

(Ah e tal, mas tens a valsa e kizomba e a salsa e essas coisas latinas que agora andam para aí na moda. ALTO! Abomino danças de salão. Alémde fazerem do par masculino uma entidade ligeiramente grotesca e efeminada, são, justamente, para um “ambiente artificial”, ou seja, só se dança assim em contextos específicos.)

Portanto, tirando as danças de salão e “étnicas” (chamemos-lhes assim), temos, essencialmente, a forma como hoje se dança nas discotecas. Ou seja, uma coisa que, vista de fora, é altamente ridícula (mais uma vez, contra mim falo, pois também ando nestas figuras às vezes), e que se resume assim:

- As mulheres formam um círculo ou semi-círculo e sacodem-se e saltam que nem doidas, voltadas umas para as outras e de costas para os homens;
- Os homens, menos histéricos e com um copo na mão, formam uma fila ou um semi-círculo exterior ao das raparigas, e abanam-se ligeiramente ao som da música, com uma proximidade estudada para dupla finalidade: avaliarem os rabos delas e estarem atentos à eventual oportunidade de se roçarem nelas.

De modo que me parece tudo muito idiota e é uma pena enorme. E tenho secretamente um grande desgosto de já não se dançar como nos anos 20 o charlston, nos anos 40 o swing, ou nos anos 50 o rock ou o boogiewoogie. Danças frenéticas, ritmadas, fixes, pá! Que davam para ambos os sexos dançarem em grupo, mas sempre a dois.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Do polvo que é a indústria farmacêutica

O Fiel Jardineiro (2005), de Fernando Meirelles.


Ficar doente em países árabes pode ser um aborrecimento. Para já, porque não se pode fazer mais nada a não ser ficar em casa a ver telenovelas do MBC arabic channel. (Não queiram ter esta experiência. São tão más, que exercem sobre nós um terrível fascínio e damos por nós viciados e a querer saber qual é a cor do hajib que a Khadijah vai usar ou se a Nahzirah se vai vingar do sogro. Ainda por cima, alguns fulanos dos Emiratos são mesmo bonitos. Hum. Adiante.)

Ah, mas não tem que ser um pesadelo. Quando se pensa que nos vão trazer um curandeiro e mezinhas feitas com derivados de camelo (tão eurocêntrica) descobre-se que afinal nos trazem um cocktail terapêutico de medicamentos da Pfizer, da Sanofi-Aventis, GlaxoSmithKline, Janssen-Cilag. E sentimo-nos logo em casa.

Que pena não ter sido eu a lembrar-me de dizer isto

Cherie Blair, a mulher do ex-primeiro ministro britânico, ironizou recentemente que o mundo talvez não estivesse hoje mergulhado numa profunda crise financeira “se a Lehman Brothers fosse a Lehman Sisters”.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Tiago VS Gonçalo


Se uma das coisas que mais gosto de fazer é viajar (e de ler) a chamada “literatura de viagens” teria inevitavelmenteque vir parar à minha mesa de cabeceira. Li outros, mas falo hoje sobre dois jovens viajantes e jornalistas, mais ou menos da mesma geração, e sobre o que os diferencia. Isto porque li há pouco “Viagens Sentimentais” do Tiago Salazar, e lembrei-me do Gonçalo Cadilhe. Ambos escrevem de forma escorreita, quase lírica por vezes, mas arejada. No entanto, uma coisa fundamental separa os dois. O (bom) humor do Tiago é subtil, inteligente, irónico, e acima de tudo frequente. Já o do Gonçalo, hum, nem por isso.


É que o Tiago Salazar tem uma particularidade que o diferencia. Por exemplo, não se envergonha de pernoitar, por vezes, em hotéis de charme europeus, não considera abjecto frequentar bons restaurantes de nouvelle cuisine em Beirute, não tem nojo de resorts, não acha que viajar de avião é contra-natura.


Já para o Cadilhe, viajar é só percursos alternativos (ignorando aEuropa), é andar em África em autocarros pré-históricos, com pessoas transpiradas e galinhas lá dentro, todo ele é pernoitar em espeluncassul-americanas. Enfim. Não nego que sejam realidades interessantes eque o mundo, de facto, tem muita pobreza e precaridade. Mas não haverá no Gonçalo Cadilhe uma espécie de “Cristo indie”? Alguém que gosta deenveredar sempre pelo caminho pior para mostrar quão alternativo se é? Para exibir quão execráveis são o sistema capitalista e o turismo de massas? Para alardear que se é muito neo-hippie?


Penso que sim. E creio que é isso que dá ao Gonçalo alguns “maus fígados”, e que, enfim, é por isso que ele tem muito pouco humor nos seus relatos de viagens. E ainda por cima com tendência grave para falar mal de Portugal a toda a hora, que é uma coisa que lhe fica, digamos, mal. É que isto de sermos “iconoclastas da cultura mainstream”, de chamar porcos capitalistas aos que preferem o Alfa Pendular a comboios apinhados de gente na Índia, resulta num mau humor e numa carantonha parecida à do Jerónimo de Sousa, a achar que o mundo é todo um inferno de injustiças e maldade.


O Tiago, pelo contrário, com bom senso e equilíbrio, alterna sabiamente as privações de uma tenda nos Himalaias com uma mansão colonial em Goa, e por aí fora. São estas opções diversificadas que lhe conferem uma saudável bonomia, uma ironia versátil e um estilo de escrita atento, mostrando o que há de bom e de mau, sem nunca cair na superficialidade. Tão diferente da desnecessária auto-flagelação em pensões colombianas ranhosas.

domingo, 14 de novembro de 2010

Mais uma pertinente análise social


Desta feita, sobre a importantíssima temática das tascas tradicionais arrasadas pelos gigantes capitalistas da alimentação. Uma tragédia.

sábado, 13 de novembro de 2010

Balzaquianas (35)

Charlize Theron (n. 1975)

Simpatias

Confesso que tenho alguma simpatia por países relativamente pequenos, discretos, maioritariamente católicos, com gente simpática, que estão um pouco na sombra de outros gigantes económicos, vizinhos geográficos. Estou a lembrar-me da Polónia. Simpatizo com a Irlanda. Adoro a Hungria. Lembram-me vagamente Portugal.

Um chá no deserto (3)

Dizem que é impossível passar-se pelo deserto ou no seu limiar e ficar-se indiferente. A vastidão e aridez confronta-nos com os nossos próprios desertos pessoais, interiores.
A travessia do deserto. Um oásis no deserto. As miragens do deserto. Tudo metáforas úteis que vêm do extraordinário e que se aplicam muito bem ao banal, ao quotidiano.

Bah. Quem é que eu estou a querer enganar? O que é bom mesmo é que em terras desérticas há um clima quente e seco, onde o cabelo não fica hirsuto nem do tamanho de uma juba, como sucede nos húmidos climas tropicais.

Qualquer rapariga que se preze compreende isto. E o resto são cantigas.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Porto sentido



O Porto é uma cidade que terá, eternamente, as suas peculiaridades. Uma delas é fazer uma mulher que passa na rua sentir-se como na Sicília dos anos 40.

BBC Vida Selvagem


Portanto, em férias, já me aconteceu tudo, em hotéis e em quartos de hotéis (não, não é o que vós estais a pensar, depravados). Senão, vejamos.

Um morcego poisado na porta do quarto (fiquei conhecida como "the girl who stares at the door").
Um lacrau (hediondo) à porta do quarto (estando eu do lado de dentro).
Uma iguana a rastejar calmamente no corredor.
Uns lagartos piquenos na varanda do quarto (na foto).
Um senhor a esgalhar uma à entrada do hotel, às oito da manhã (na Grécia, wherelse?).

Estou em crer que é um complot de toda a fauna selvagem contra a minha pessoa.

Pernas magras



Keira Knightley e Kate Bosworth

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Surf fluvial


Fotos (lindas) estrategicamente subtraídas ao blog da Luna

Eu já sabia que havia quem surfasse a Pororoca, mas sucedeu-me uma história que só com este post da Luna vi esclarecida cabalmente.

Há uns anos conheci um rapaz austríaco, muito alto, bonito, estonteantes olhos azuis, num voo Lisboa-Viena, com escala em Munique. Tanto num voo como noutro os nossos lugares eram na mesma fila, com outra pessoa no meio. E fomos sorrindo um para o outro, pedindo licença quando alguém tinha de se levantar, ele ajudou-me a desvendar o que é que a hospedeira queria dizer com “jamón”. Um amor.

Apesar de ele se mostrar simpático e de eu estar bem impressionada, não lhe liguei muito. (Que estúpida, Zozô, pensavas que ao longo da vida te ias cruzar com muitos austríacos, belos e louros, era?).

Quando aterrámos, ele lá puxou conversa, que vivia perto de Viena, e que tinha estado em Portugal a fazer surf, na Ericeira, que ele adoravelmente pronunciava Erriçérría. Eu estranhei, perguntei-lhe como é que uma pessoa de um país que não tem mar pratica um desporto desses, não lhe dei grande crédito, e disse para comigo “há-de ser, há-de”. Resumindo, nem sequer soube o nome dele.

Mas com estas fotos tiradas em Munique, está esclarecido, o homem até era capaz de estar a dizer a verdade. Aliás, o meu amiguinho pode estar neste momento, não em Teahupoo, nem em Mundaka ou Jeffreys, mas sim a cavalgar as ondas do Danúbio azul.

E eu podia estar agora cheia de frio no Prater ou em Schönbrunn. Mas não, estou aqui, estoicamente, com muito sol e rodeada de lusitanos homens feios (sorry, Andorinha, são mesmo feios).

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Fazei como a Pitagórica, meus amigos. Com a direita, com a esquerda ou com as duas






Por vezes, ela fica a assistir (como se estivesse de fora), a ver até onde eles vão ao tentarem ter sorte. Acha muita piada àqueles que pensam que as mulheres são tolas, que não percebem para onde as querem levar.


Ela gosta de lhes dar muita corda para se enforcarem. Deixa-os falar, deixa-os esforçarem-se, deixa-os esticarem-se todos. É um espectáculo lindo.


Só é superável pela cara que eles fazem quando percebem que não vão ter sobremesa. Que foi só mesmo um café ou uma conversa. Que, afinal, não.


Just you and your hand tonight, como diz a outra. E aqui fica um bom e sintético manual teórico (manual, que palavra tão adequada).

Uma dica: os canhotos podem sempre tentar com a mão direita para trabalharem o hemisfério esquerdo do cérebro.


E tudo isto é triste, meus amigos. Não é fado, mas é triste.


Da ira


Se eu tivesse de escolher um pecado mortal para me caracterizar, seria, provavelmente, a ira (apesar de cometer, com mais frequência do que gostaria de admitir, alguns dos outros seis).

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O Segredo



Fazer como a Valeria Mazza e a Heidi Klum. Lindas mulheres já entradotas para modelos (38 e 37 anos, respectivamente), que arranjaram maridos muito, mas mesmo muito feios.
(Mas que as veneram como deusas e as transformam em férteis progenitoras de extensas proles.)

Personagem por encomenda



O que eu gostava mesmo era que houvesse escritores que nos retratassem num livro (a nós, pessoas vulgares) com beleza e poesia e lirismo e estilo, nem que fosse a troco de dinheiro (provavelmente, teria que ser, que os escritores não vivem do ar.)

Tal como quando vamos ao fotógrafo e ele nos tira imagens que se perpetuam. Tal como quando pedimos a um artista qualquer para fazer o nosso retrato ou um busto esculpido ou sei lá. Que houvesse escritores que, a um pedido nosso, fizessem o nosso esboço escrito e depois escrevessem sobre nós, que nos transformassem numa personagem.

Não era preciso ser uma personagem magnífica, inesquecível. Era só uma personagem fiel à realidade que nós somos, mas retratada com estilo e elegância, fixada para sempre na escrita. Haverá melhor homenagem a uma pessoa?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

The Putado na Assembleia



Uma abordagem isenta e lúcida do actual panorama político pelo agrupamento com mais problemas de sanidade mental do Mundo.

(Do qual, por pura e enormíssima coincidência, fizeram parte alguns amigos meus.)

Escolhê-las a dedo



Há muito daqueles homens que têm uma inteligência um bocadinho acima da média, são pessoas muito actualizadas, cultas e politizadas, que apreciam uma boa conversa sobre literatura clássica ou bom cinema, sabem falar sobre todos os temas e mais algum, alguns eu até poderia descrever como intelectuais, com gostos culturais perfeitamente irrepreensíveis, mas que depois escolhem para esposas completas nulidades ignorantes, criaturas de uma passividade exasperante, que não abrem a boca num jantar de amigos para falar de nada (pois nada sabem). Escolhem-nas assim para manterem a sua aura de superioridade e não terem ninguém que os conteste em casa. Espertos.

"Uma excelente interlocutora"



Por vezes, não é tanto as saudades dos momentos que vivemos com a outra pessoa. Há também muito as saudades daquilo que nós éramos com essa pessoa.

Possessão


Como (quase) sempre, o filme não é nem uma sombra do livro: Possessão, de A.S. Byatt.

O livro é uma sátira inteligente ao mundo académico da literatura e dos professores de Letras, e uma, ou melhor, duas histórias de amor desfasadas no tempo, porém muito bem entrelaçadas.

E mesmo que não tivesse ganho o Booker Prize de 1990 (mas ganhou), são quase 900 páginas que não custam nada a ler.


domingo, 7 de novembro de 2010

Testosterona de luxo #17



Gaspard Ulliel
(Um pouco de charme francês e de lábios sensuais, como procedimentos terapêuticos.)

Crime e castigo



Para quem tem vestidos muito frescos, mas bonitos, (a Suri Cruise tem 953; eu tenho um, novinho em folha), o frio de Novembro é um mero pormenor meteorológico, por ocasião de uma efemeridade de sábado à noite.


(Obviamente, hoje, domingo, estamos a pagar a factura da vaidade com a doença.)