quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Diabetes
A gente não lê (2)
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
A gente não lê
Sol quente e poeirento em Verões de dias intermináveis. Casas caiadas, gentes. Sortelha, Belmonte. Música tradicional. Uma linha de comboio. Linhares da Beira. A melhor gastronomia do mundo, do menos saudável e mais delicisosa que possa no mundo haver. Terras de Bouro. Pão e azeitonas sobre linho branco. Hospitalidade. Mirandela. Franqueza, modos rústicos, simplicidade. Acordeãos. Olhos castanhos risonhos. Castro Daire. Procissões, feiras, searas e oliveiras. Os campos, muito quietos. Broa, queijo, vinho e morcela. Ponte de Lima. Pequenas fragas. O toque dos sinos, lá em baixo. Abraços. Muito genuínos, tão nossos. Qualquer coisa de apaziguante. As melhores recordações. É saloio. pois é. Mas isto sim, é o que de melhor Portugal tem.
Agita-se a solidão cá no fundo, Fica-se sentado à soleira, A ouvir os ruídos do Mundo E entendê-los à nossa maneira.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
E o prémio para marido mais pragmático vai para...

sábado, 8 de janeiro de 2011
Gerontofilia
Não tenho nada contra os padrões etários (nem estéticos) da conjugalidade. Só acho é que há coisas que não deveriam chegar até nós sem uma anestesia.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Penso, meu caro Eça, que, hoje em dia, será talvez o contrário
Eça de Queiroz, "José Matias".
Fifties (6)
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Victoria´s Secret e moral kantiana: uma parceria improvável
Há mar e mar
Esta maravilhosa música ondulante passava como música de fundo numa daquelas campanhas de prevenção do Instituto de Socorros a Náufragos, num dos Verões escaldantes dos anos 90 (ou era 80?).
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Areia
O passeio das virtudes
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Fio dental

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Apostar na prevenção
Vivien Leigh, em Anna KareninaDesde Emma Bovary, na adolescência, passando por Connie (Lady
Chatterley, para os amigos) no tempo da faculdade, de Kitty Fane (a de
Maugham, não a do blog) a Anna Karenina, já em jovem adulta.
Muito más companhias. Todas elas maridos desesperantes, todas elas traições, todas elas
casamentos disfuncionais, enfim, todas elas adúlteras.
Isto deve ter algum sentido. Só espero é que não seja uma premonição.
Porque, pelo sim, pelo não, não me caso.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Estamos quase na Primavera

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Deitar fora o bebé com a água do banho
O género telenovela é um produto de entretenimento muito ingrato, porque é menosprezado e subvalorizado. Talvez seja por serem obras de longo fôlego, por durarem muito tempo e desgastarem a imagem dos actores, por os exporem durante meses a fio, talvez pelo seu ritmo frenético e se sujeitarem à tirania das audiências ou simplesmente pela mediocridade de alguns enredos. De qualquer forma, entre os culebrones latino-americamos, as coisas medonhas da TVI e as novelas da Globo, venham estas últimas. São, sem dúvida, as que têm mais qualidade, tanto em termos técnicos como artísticos.
Mas, no meio disto tudo, quando se fala de novelas caímos no erro de deitar fora o bebé com a água do banho (expressão inglesa muito do meu agrado: throw out the baby with the bath water). Ou seja, acabamos por nem dar o devido valor à enorme qualidade de certas interpretações: é o caso da actriz brasileira Cássia Kiss, na novela Paraíso, que passou recentemente. É que ela é de uma fidelidade à figura que pretende caricaturar (a beata do interior do Brasil, de há trinta anos atrás) e absorve de tal forma o seu papel, que chega a ser assustador. Chamo a isto porosidade representativa. O exagero emocional, os gestos, os tiques e as expressões, ora trágicas ora rocambolescas, fazem da personagem "Dona Mariana" uma das melhores coisas que já vi em termos de representação. E isto não é coisa para se ignorar.


