quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Uggs
A propósito deste post da Luna, tenho a dizer que usar estas botas não é abdicar de ter estilo. E digo já que não há ninguém que tenha um apreço mais elevado por sapatos de salto alto do que eu.
Porém, tal como a Giselle Bündchen (uma mulher alta) comprova, mas também, por exemplo, a Eva Longoria (uma mulher baixa), as Uggs são giras, quentes e confortáveis. Ou seja, cumprem cabalmente o propósito do calçado para Invernos muito rigorosos. Sobretudo, quando neva.
E nenhuma tentativa de contra-argumentar é válida. Sobretudo aquela de os homens acharem que é um calçado desinteressante ou pouco sexy. Os homens… Se, ao longo da História, as mulheres tivessem tido sempre em consideração o que os homens pensam, ainda hoje nenhuma de nós votava ou tinha ido à escola, caramba.
TPC
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Um homem interessante
Definitivamente, não é um sedutor: é alguém que age com naturalidade. Não precisa de ser bonito, mas tem ser atraente. É culto, sabe conversar e tem um fino sentido de humor (ironia).
É modesto - rara virtude. É intenso e viril interpares, mas, ainda assim, sabe ser educado e delicado no trato com uma mulher.
Não expõe gratuitamente a sua vida, as suas demonstrações de afecto ou os seus problemas: sabe gerir a fronteira entre o público e o privado.
É modesto - rara virtude. É intenso e viril interpares, mas, ainda assim, sabe ser educado e delicado no trato com uma mulher.
Não expõe gratuitamente a sua vida, as suas demonstrações de afecto ou os seus problemas: sabe gerir a fronteira entre o público e o privado.
É alguém generoso, não é auto-centrado - faz um elogio a uma mulher, com elegância, mas com simplicidade.
Tem alguma maturidade (a que for possível), embora conserve aquele brilho infantil que se torna irresistível no sexo masculino.
Enfim, é um homem raro.
Entardecer no Magreb
E tudo é quente e doce e calmo. No entardecer melancólico, os pássaros, pontualmente, às seis da tarde, quebram a quietude geral ao recolherem-se nas árvores com voos e cantares quase ensurdecedores. Música e espectáculo imperdíveis.
Quando está quase a cair a noite, o ar é morno. E de veludo. Docemente morno, agitado por um vento doce e seco. Ar seco, como pó dourado. Seco como as palmeiras e as tâmaras, como a pele das pessoas do deserto, como as cores térreas das casas que nos rodeiam. Tons ocres e rosados, que combinam com a calidez dos pôres-do-sol. Só os sons do ud, a entorpecer-nos os sentidos, contrastam com a aridez suave e boa deste quadro.
Fins de tardes que convidam a mil e uma noites.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
Frivolidades


Perdoem-me a frivolidade, mas, de vez em quando, é preciso fazer jus ao título do blogue. Para muitas mulheres, a obsessão é o calçado. A minha, é outra.
Sobretudo de Inverno: boinas, chapéus, gorros, uma prodigalidade.
De Verão, o meu desgosto é o de não ter comprado há dois anos um destes brancos com fita preta, e agora não os encontrar em lado nenhum.


sexta-feira, 26 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Fusões felizes
Às vezes, esta ideia (ironicamente) ocorre-me quando estou nos provadores da Zara, essa deliciosa catedral capitalista do consumo de vestuário desnecessário.
De facto, vivemos na cultura do consumismo e para isso somos impelidos
subrepticiamente, sobretudo nesta época natalícia. Aliás, estamos todos a embrutecer, de tanto que compramos e tão pouco que estimulamos outras aquisições, como o saber e a cultura.
De facto, vivemos na cultura do consumismo e para isso somos impelidos
subrepticiamente, sobretudo nesta época natalícia. Aliás, estamos todos a embrutecer, de tanto que compramos e tão pouco que estimulamos outras aquisições, como o saber e a cultura.
Mas, caramba, eu acredito que tudo isto teria solução, porque as pessoas comem o que se lhes põe à frente.
Por exemplo. Os húngaros nos tempos da Cortina de Ferro. Não tinham centros comerciais, não iam a cafés, a televisão era pura propaganda audiovisual. Ao invés disso, ao pequeno-almoço tocavam Paganini ou Dvorak, e liam Goethe e Feuerbach ao jantar.
E eu fico a pensar (enquanto olho para famílias que levam carrinhos de compras gigantescos como se o Mundo fosse acabar amanhã) se não será possível um caminho intermédio, um equilíbrio algures entre Dvorak e a Mango ou o Corte Inglès. Algures entre o consumismo exagerado e o cinzento do comunismo.
Regresso sempre a Copenhaga (e a Kierkegaard, claro)
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Urgente (e pedagógico)
Quando oiço o nosso primeiro ministro dizer que Portugal não precisa de ajuda de ninguém, só tem é que resolver alguns problemas internos, lembra-me aquelas mulheres que fingem (que coisa tão feia, fingir) para os seus parceiros não ficarem com o orgulho ferido.
Em ambos os casos é grave. Compõe-se toda uma mise-en-scéne que é falsa, apenas para não comprometer uma performance medíocre.
Assim, não, meus amigos. É urgente (e pedagógico) reconhecer os problemas e colocar o dedo na ferida (ou onde for necessário).
Em ambos os casos é grave. Compõe-se toda uma mise-en-scéne que é falsa, apenas para não comprometer uma performance medíocre.
Assim, não, meus amigos. É urgente (e pedagógico) reconhecer os problemas e colocar o dedo na ferida (ou onde for necessário).
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Antes da islamofobia instantânea
Despertou atenção quando ganhou o Prémio Nobel da Paz, em 2003. Shirin Ebadi, mulher, mãe, juíza, iraniana, muçulmana, defensora dos direitos humanos, autora de “O Despertar do Irão”, um livro que alguns como eu levam anos a tentar acabar (nem sempre se tem disponibilidade mental para uma narrativa emocionalmente intensa e violenta embora simples e interessante). Que não me curo deste estranho interesse pelo Irão, já se sabe.segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Cuba (revisitada pelos cinco sentidos)
Muita gente conhece a Cuba corriqueira de Varadero, vendida ao turismo massificado, a ilha dos resorts. Mas poucos provaram de uma verdadeira noite cubana.
Sentados em cadeirões de vime, na varanda de uma casa de estilo colonial, uma daquelas que têm eterna imponência decadente. A sentir o calor húmido e sufocante na pele, choveu há pouco tempo, ao entardecer. Aquele calor que solta sensualidades latentes.
O sabor agreste do rum na boca, que embriaga a desenvoltura. O cheiro doce e envolvente do puro que se fuma, paira no ar.
Vê-se pouco, à luz escassa da lua (vê-se o essencial: a visão é overrated). Mas se se apurar o ouvido, da varanda, ainda se consegue distinguir o som do desenrolar das ondas lânguidas lá em baixo, e, lá ao fundo, também se ouvem as notas desta música.
A eterna música que é a gota (de suor) que falta para transbordar no copo deste puzzle tropical nocturno.
domingo, 21 de novembro de 2010
Directamente
Já falei aqui várias vezes da Irlanda, não foi?
Esperar que a Irlanda solicite, de bom grado, ajuda financeira aos seus parceiros Europeus, é desconhecer por completo a identidade e a cultura de um povo. A Irlanda nem é a Grécia nem tampouco Portugal. Aliás, obrigar a Irlanda a aceitar uma ajuda financeira da UE é um pouco como obrigar Portugal a recusar uma ajuda financeira da UE -- É contra-natura.
(Do avisado Ega, uma vez mais).
Centenário da República
sábado, 20 de novembro de 2010
Ciumeira da Nata
Em boa verdade vos digo que os detractores da Cimeira da NATO têm é dor de cotovelo de certa "nata política" que só visto.
Não há nada a que não se possa juntar um “caralho”
«Não há nada a que não se possa juntar um “caralho”, funcionando este como verdadeira muleta oratória.» Do Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa (via Ega).
Muletas dessas, de facto há muitas. Não há nada (nem ninguém) que não se possa apoiar nelas.
(Ainda bem que não fui para Direito.)
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Cópia certificada

É uma proposta diferente, alternativa, criativa. Não me importava de, juntamente com um homem interessante, fingir durante um dia inteiro que formávamos os dois um casal. E esta é, basicamente, a sinopse deste filme de Abbas Kiarostami, com a Julliette Binoche. Tenho que ver isto.
Bellucci: maturidade e alguma inteligência

Monica Bellucci foi entrevistada pela Paris Match (Via French Kissin). Eis alguns excertos que eu destaco:
“La nature féminine est un abandon sans forme de résistance.” J’aime beaucoup cette phrase... C’est drôle, parce que j’ai écrit une préface et je parle justement de ça, de cet abandon nécessaire, de ce mélange d’abandon et de créativité qui est une forme de féminité, de confiance en la personne qui est derrière l’objectif ou la caméra.
Je n’ai jamais vécu la beauté comme un poids, parce que je sais bien que cela ne va pas durer, mais je ne crois pas que je vais vivre douloureusement le temps qui passe... La vie me fera découvrir d’autres choses. Sortir d’une espèce de carapace que donne la beauté. Sortir de la beauté biologique de la jeunesse. Je dois être prête à la voir partir. Avoir des enfants aide. J’ai envie d’être une femme bien dans sa peau avec le temps qui passe.
Il y a l’amour, on est ensemble depuis plusieurs années, la passion est là, toujours, sinon la vie est triste. Après, la passion se transforme en quelque chose de plus ouvert vers l’extérieur, sinon cela reste quelque chose d’enfantin. L’amour, au début, c’est un état d’ébriété qui est intéressant à condition d’évoluer sur autre chose.
Chaque âge a son charme.
Mais les images, ce n’est pas toi qui les crées, elles échappent au contrôle. C’est quelque chose qui ne t’appartient pas. Ils font ce qu’ils veulent de ça. C’est pour cela qu’il est très important de ne pas avoir une relation trop proche de son image. L’image, c’est aléatoire, chacun prend et fait ce qu’il veut avec. Il faut apprendre à faire la différence entre l’image et soi.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
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