sábado, 11 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
É o que eu digo sempre: a macro-cefalia anda de mãos dadas com o terceiro-mundismo
Um post com o alto patrocínio da Victoria's Secret e da filosofia existencialista
Então envergue isto:
Quando o seu companheiro chegar a casa, ignore-o ostensivamente.
Se Gaugain e Brel foram, porque não haverei eu de ir?
Quero ir ao Thaiti. E vou aprender a dançar isto.
Voltar aos clássicos
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Da modéstia

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Haverá coisa melhor que isto?
Melhor que ouvir Ella e Louis em Dezembro, só se for chegar a casa, depois de ter estado a trabalhar num feriado, tomar um banho quente e ver um clássico com a Audrey Hepburn.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Opções estético-filosóficas de uma brunette convicta

Não era o meu estimado Soren Kierkegaard que, no seu existencialismo solipcista, dizia que o Estágio Estético era o primeiro e o mais básico da existência, marcado pelo "desejo" como móbil de actuação e de pensamento, e o qual não nos levava a nenhum nível de realização pessoal? E que o ser humano só se superaria e redimiria após passar pelo Estágio Ético, atingindo por fim, e só com muita abnegação, o Estágio Religioso, onde reside a solução existencial?...
Mas, certamente, Kierkegaard nunca teve umas calças brancas básicas para conjugar com um top de cortar a respiração.
Hey sweet man
Hey Sweet Man, por Madeleine Peyroux.
Ela chama:
Hey sweet man. Who you give your lovin' to? Hey momma's child,
Ain't you been waitin' for me?
E alguém lhe responde:
Hey sweet woman. Ain't no man that love you
Hold on, pretty momma
Someday he'll be searchin' too
Well we need some lovin'
We need it oh-so-bad
Cause it's bad lovin', momma
It's the only thing we ever had
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Metáfora da trave
Fazia lembrar uma ginasta de alta competição.Exímia nos movimentos. Isometria e perfeição. Todo o gesto articulado, corpo anguloso, numa precisão milimétrica. Sem lugar para um passo em falso. A um tempo, forte e frágil. O corpo, uma haste flexível.
Rigidez: a expressão facial fechada, na tentativa de superação de si mesma. Cabelo severamente aprisionado em elásticos e ganchos. As mãos ressequidas, mergulhadas em pó. A adiada feminilidade concentrada na maquilhagem exagerada. Fato justo e reduzido: invólucro brilhante para um pequeno corpo musculado, deformado, peito liso – o corpo como tela das opções de uma vida; uma escolha vincada no corpo.
Na excelência, o seu auge é breve. Aos vinte anos será velha. A trave estreita (demasiado estreita) é o palco do seu equilíbrio acrobático e precário.
domingo, 5 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
Rid of me
PJ Harvey
Há, seguramente, quinze anos que não ouvia isto. E, subitamente, faz todo o sentido.
Das pessoas que se regeneram
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Bela forma de estimular a economia nacional
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
É oficial:
Uggs
TPC
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Um homem interessante
É modesto - rara virtude. É intenso e viril interpares, mas, ainda assim, sabe ser educado e delicado no trato com uma mulher.
Não expõe gratuitamente a sua vida, as suas demonstrações de afecto ou os seus problemas: sabe gerir a fronteira entre o público e o privado.
Enfim, é um homem raro.
Entardecer no Magreb
E tudo é quente e doce e calmo. No entardecer melancólico, os pássaros, pontualmente, às seis da tarde, quebram a quietude geral ao recolherem-se nas árvores com voos e cantares quase ensurdecedores. Música e espectáculo imperdíveis.
Quando está quase a cair a noite, o ar é morno. E de veludo. Docemente morno, agitado por um vento doce e seco. Ar seco, como pó dourado. Seco como as palmeiras e as tâmaras, como a pele das pessoas do deserto, como as cores térreas das casas que nos rodeiam. Tons ocres e rosados, que combinam com a calidez dos pôres-do-sol. Só os sons do ud, a entorpecer-nos os sentidos, contrastam com a aridez suave e boa deste quadro.
Fins de tardes que convidam a mil e uma noites.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
Frivolidades




sexta-feira, 26 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Fusões felizes
De facto, vivemos na cultura do consumismo e para isso somos impelidos
subrepticiamente, sobretudo nesta época natalícia. Aliás, estamos todos a embrutecer, de tanto que compramos e tão pouco que estimulamos outras aquisições, como o saber e a cultura.
Mas, caramba, eu acredito que tudo isto teria solução, porque as pessoas comem o que se lhes põe à frente.
Por exemplo. Os húngaros nos tempos da Cortina de Ferro. Não tinham centros comerciais, não iam a cafés, a televisão era pura propaganda audiovisual. Ao invés disso, ao pequeno-almoço tocavam Paganini ou Dvorak, e liam Goethe e Feuerbach ao jantar.
E eu fico a pensar (enquanto olho para famílias que levam carrinhos de compras gigantescos como se o Mundo fosse acabar amanhã) se não será possível um caminho intermédio, um equilíbrio algures entre Dvorak e a Mango ou o Corte Inglès. Algures entre o consumismo exagerado e o cinzento do comunismo.
Regresso sempre a Copenhaga (e a Kierkegaard, claro)
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Urgente (e pedagógico)
Em ambos os casos é grave. Compõe-se toda uma mise-en-scéne que é falsa, apenas para não comprometer uma performance medíocre.
Assim, não, meus amigos. É urgente (e pedagógico) reconhecer os problemas e colocar o dedo na ferida (ou onde for necessário).
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Antes da islamofobia instantânea
Despertou atenção quando ganhou o Prémio Nobel da Paz, em 2003. Shirin Ebadi, mulher, mãe, juíza, iraniana, muçulmana, defensora dos direitos humanos, autora de “O Despertar do Irão”, um livro que alguns como eu levam anos a tentar acabar (nem sempre se tem disponibilidade mental para uma narrativa emocionalmente intensa e violenta embora simples e interessante). Que não me curo deste estranho interesse pelo Irão, já se sabe.segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Cuba (revisitada pelos cinco sentidos)
domingo, 21 de novembro de 2010
Directamente
Já falei aqui várias vezes da Irlanda, não foi?
(Do avisado Ega, uma vez mais).




























