sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Cocoon


O Jackinho tem aquele estilo muito calminho, e é girinho, e muito amiguinho da Mãe Natureza, e um dia estava a fazer surf e bateu com a sua cabecinha numa rochazinha e enquanto esteve doentinho começou a tocar e a cantar as suas musiquinhas, e é tão bonzinho que só pode ter algumas criancinhas enterradinhas no backyardzinho da sua casinha em North Shore.
Mas eu gosto dele, e esta é a mais doce música alguma vez feita sobre uma coisa tão amarga como uma ruptura.

Egos

Vi-me há uns tempos presa, perdão, como convidada, num jantar só de raparigas. Digo-vos, minha gente, que mereço no mínimo o Prémio Nobel da Paciência, por esta dura prova superada. Não é que ali faltasse inteligência ou temas interessantes e até muito divertidos. Muito pelo contrário. Cada uma daquelas pessoas é perfeitamente suportável, desde que tomadas isoladamente. Pessoas toleráveis, interessantes, bem dispostas e até muito afáveis. Agora, quando se aglomeram em grandes quantidades, os seus egos, já de si bastante inflamados, crescem, crescem, crescem, como que insuflados, e entram numa espiral de competição, que só visto. É que nem é uma questão de falarem alto (porque não falam), é mais cada uma a achar que é a mais atraente e a mais bem vestida e a melhor e a mais espectacular, e todas elas se esticam para se evidenciarem, e sei lá que mais, que, senhores, ajudem-me, que eu saio dali com uma dor de cabeça terrível, nem a excelência da cuisine do chef me cai bem, e a meio do jantar já só aceno com a cabeça e apresento um sorriso cansado, e os meus olhos procuram ansiosamente os sinais da saída de emergência.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Atilhos



O que é que estas imagens têm em comum? Pois está bom de ver, para olho treinado, que é o calçado. Morro de paixão por estes sapatos com atilhos, e apelo à caridade dos prezados leitores e pessoas em geral que aqui venham parar, que, se virem alguma coisa parecida a este calçado em alguma loja, que façam o obséquio de me informarem. É que gostava mesmo muito de atar estas coisas aos meus tornozelos na próxima Primavera. Muito agradecida.

Razoabilidade

Continuando a prestar culto às frivolidades deste mundo (ou a honrar a criatividade, como queiram) -- e se o facto de ainda estarmos no Inverno de 2011 não contribuir para agravar suspeitas sobre a minha falta de razoabilidade --, devo confessar que me é muito penoso disfarçar o entusiasmo que já me provoca a nova colecção da Donna Karan para o próximo Outono/Inverno de 2011-2012 (tende misericórdia de mim, minha gente, que os poemas da Sylvia Plath seguem dentro de momentos, prometo).

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

(Comentários)

Tenho tido aqui no blogue algumas dificuldades na moderação e publicação de comentários, mas é só para dizer que leio-os todinhos (e agradeço), pode demorar um pouco mais do que seria desejável mas respondo a todos logo que posso.

Beatriz e o Plátano


Ilse Losa tem um conto infantil com este título. Acho-o tão lindo. O título, não o livro, porque apesar de o cnhecer desde pequena, nunca o li.

Gosto de árvores. Isto soa (propositadamente) infantil mas é assim mesmo. Há coisas que nos remetem sempre, inevitavelmente, para a memorabilia de infância. Como o cheiro a roupa lavada acabada de passar a ferro.

Gosto de árvores. Abertas, frondosas, troncos rugosos e largos, copas majestosamente verdes (ou castanhas e douradas, no Outono). Gosto de árvores. Não sei explicar.

Pontaria

Não tenho pressa. As coisas demoram o que tiverem de demorar, acontecem quando tiverem de acontecer, as oportunidades surgem quando surgirem. Sem forçar. Há um tempo para tudo. E aquela coisa de que a vida não é uma corrida, mas sim um tiro ao alvo, é, de facto, verdade. O que conta não é chegar mais depressa (seja ao que for), mas, sim, a capacidade de se alcançar um centro. A pontaria, mais do que a pressa, portanto.

Fifties (7)

Ou, traduzido para linguagem punk dos anos 80: I want candy.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A desfolhada infernal

Aborrecem-me homens que dizem "Eu estive a desfolhar o jornal", ou "Por acaso, já desfolhei o livro", e há-os p'raí aos montes.
Primeiro, porque, já se sabe, não é desfolhar, mas sim folhear. E depois porque só a ideia me causa arrepios, dado que desfolhar é arrancar folhas e arrancar folhas é estragar livros. E com os preços proibitivos a que hoje estão as publicações isto não pode ser, meus amigos. E depois porque desconfio de gente que utiliza mal a língua portuguesa. Dá-me logo vontade de realmente desfolhar um jornal e fazê-los engolir as páginas, sem água para acompanhar nem nada.
É isso, e um rapaz dizer-me "Há-des ver, há-des reparar". O Hades é o inferno, era um inferno mitológico. Na verdade, é o inferno onde esta gente nos mete.

Room with a view

Não há nada que exalte mais os sentidos e que mais desate a volúpia do que um terraço para o Mediterrâneo. (Não é para nos atirarmos dali para baixo, minha boa gente: é para nos atirarmos para outras coisas, bem entendido. Vejam lá.)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Suis-moi jusqu'au bout de la nuit, jusqu'au bout de ma folie. Laisse le temps, oblie demain. Oublie tout, ne pense plus à rien.




Ouvindo isto ad nauseam:

Ne dis rien, Serge Gainsbourg & Anna Karina

Eu também queria ser um alvo feliz da serendipidade

Olho para a minha secretária de trabalho, atolada e caótica por estes dias, e espero um milagre. Não um religioso, bastante pelo contrário, mas daqueles trespassados de conhecimento científico. Como aconteceu ao Alexander Flemming quando, na confusão e caos do laboratório, descobriu por acaso a penicilina (e ainda mais outra coisa qualquer que me esqueci, que ele tinha era mais sorte que juízo).

Testosterona de luxo #22

Ian Thorpe (nos bons tempos).

domingo, 16 de janeiro de 2011

Trilogia pessoal 2010

Grécia. (Escaramuças graves.) Irlanda. (Escaramuças mais leves.) Tunísia. (A coisa está muito feia.)

sábado, 15 de janeiro de 2011

A harpa, a voz, a harpa (should we go outside?)

Sprout and the been, Joanna Newsom.

(Obrigada a um velho amigo.)

Swinging London (2)

Swinging London

Twiggy

Check

Somewhere (2010), de Sofia Coppola.
Como sempre: silêncios habilmente tecidos, quietamente eloquentes.



You'll meet a tall dark stranger (2010), de W. Allen.
Hum. Pois. E...?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Síntese/ Abstract/ Résumé





Polémicas, vergonhas (dúvidas, indecisões).

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011