



"Oh, those women! They nurse and cuddle their presentiments, and make darlings of their ugliest thoughts . . ." William Thackeray ("Vanity Fair")





Parece que está na ordem do dia, o assunto. Há tanto tempo que não via estas imagens, parece que foi ontem que passaram nos jornais, na televisão e na Forum Estudante, quem não se lembra da Forum Estudante naquela época. E desde que escrevi este post e revi algumas fotos, que me apetecia escrever isto, com ou sem Deolinda, de quem eu nem sequer gosto nem um pouco. "Não pagamos". As propinas, a PGA, eu sei lá. Tão querida, a geração rasca. 






O Jackinho tem aquele estilo muito calminho, e é girinho, e muito amiguinho da Mãe Natureza, e um dia estava a fazer surf e bateu com a sua cabecinha numa rochazinha e enquanto esteve doentinho começou a tocar e a cantar as suas musiquinhas, e é tão bonzinho que só pode ter algumas criancinhas enterradinhas no backyardzinho da sua casinha em North Shore.
Mas eu gosto dele, e esta é a mais doce música alguma vez feita sobre uma coisa tão amarga como uma ruptura.


Não tenho pressa. As coisas demoram o que tiverem de demorar, acontecem quando tiverem de acontecer, as oportunidades surgem quando surgirem. Sem forçar. Há um tempo para tudo. E aquela coisa de que a vida não é uma corrida, mas sim um tiro ao alvo, é, de facto, verdade. O que conta não é chegar mais depressa (seja ao que for), mas, sim, a capacidade de se alcançar um centro. A pontaria, mais do que a pressa, portanto.Ouvindo isto ad nauseam:
Ne dis rien, Serge Gainsbourg & Anna Karina
Sprout and the been, Joanna Newsom.
(Obrigada a um velho amigo.)

Sol quente e poeirento em Verões de dias intermináveis. Casas caiadas, gentes. Sortelha, Belmonte. Música tradicional. Uma linha de comboio. Linhares da Beira. A melhor gastronomia do mundo, do menos saudável e mais delicisosa que possa no mundo haver. Terras de Bouro. Pão e azeitonas sobre linho branco. Hospitalidade. Mirandela. Franqueza, modos rústicos, simplicidade. Acordeãos. Olhos castanhos risonhos. Castro Daire. Procissões, feiras, searas e oliveiras. Os campos, muito quietos. Broa, queijo, vinho e morcela. Ponte de Lima. Pequenas fragas. O toque dos sinos, lá em baixo. Abraços. Muito genuínos, tão nossos. Qualquer coisa de apaziguante. As melhores recordações. É saloio. pois é. Mas isto sim, é o que de melhor Portugal tem.
Agita-se a solidão cá no fundo, Fica-se sentado à soleira, A ouvir os ruídos do Mundo E entendê-los à nossa maneira.

Esta maravilhosa música ondulante passava como música de fundo numa daquelas campanhas de prevenção do Instituto de Socorros a Náufragos, num dos Verões escaldantes dos anos 90 (ou era 80?).

Vivien Leigh, em Anna Karenina