Um fim de semana no Palace Hotel da Curia deixa qualquer um tão encantado que merece ser partilhado. A experiência até me fez reviver o livro da Alice Vieira, "Águas de Verão", que tinha lido em pequena. A acção do livro não é situada cronologicamente num ano específico mas deve decorrer entre os anos 40 e 50, já perto da decadência da época áurea do termalismo. Que agora está a ser recuperada e readaptada com os conceitos de SPA, de saúde e de bem estar.
É o caso deste Hotel inaugurado em 1926 que, só por si, já merece uma visita, se se gosta de História, arquitectura e arte do início do século XX. É um festim para os olhos, em forma de Art Nouveau. É a materialização arquitectónica da Belle Époque. Tem todo o glamour de uma época passada. Ali respira-se ainda o fausto e a ambiência de outros tempos, que depois viram o seu declínio quando as praias substituiram a prática social estival de se ir às Termas.
Ainda se consegue facilmente imaginar ali as festas, os vestidos, os automóveis antigos, as senhoras e os cavalheiros que frequentavam e animavam aquele edifício enorme há muitas décadas. Pode-se ver ainda o elevador antiquíssimo (uma relíquia já desactivada, claro), a antiga central telefónica (deliciosa), postais, panfletos, fotografias dos anos 30, 40 e 50, os salões de baile e de leitura, e muito mais.
E tudo isto com... quartos com decoração muito moderna, um SPA maravilhoso, com todo o tipo de tratamentos possíveis e imagináveis, campos de golfe e até um mini-zoológico com fauna local. Gente simpática e todo um ambiente de traquilidade só possível na Curia. Enfim, é como aquele grande hotel do "Shining", mas em bom. Em bom, repito. (Não tem o Jack Nicholson, nem garotos a andar de triciclo nos corredores.)
(Este post pode parecer um bocado panfletário, mas asseguro-vos que ninguém me pagou para isto.)






An American Girl in Italy (1951). 

































