Hoje só uma breve nota sobre vestuário de férias. Atenção, não é um discurso moralizador. E que fique bem claro que ninguém é mais apologista de decotes, calções, bikinis e vestidos curtos do que eu. No entanto, a razoabilidade e o bom senso nunca são demais no que toca à relação vestuário/destino de férias. Pensava eu que isto era óbvio para todos. Mas parece que não é.
Oiço algumas mulheres que regressam das suas férias em países muçulmanos horrorizadas com o assédio dos homens autóctones, que não lhes deram tréguas. Depois, vi fotos, fiz perguntas, tirei conclusões. Estas pessoas envergam roupas mínimas, mais apropriadas para a descontraída realidade social e cultural das Caraíbas do que para um país muçulmano.
Claro que não tem de haver um código estipulado. Mas entendo o vestuário como uma questão de sensatez, de respeito pela cultura local e até de harmonia com a paisagem humana e geográfica que nos acolhe. É compreensível que no Brasil uma turista use mini-saia, fio dental e havaianas. Que no Sul de França ou nas Ilhas Gregas use um estilo um pouco mais sofisticado, vestidos fluidos e sandálias estilizadas. Que no Senegal use tons-terra, t-shirt e corsários à militar. As diferenças são óbvias:




Ora bem, em alguns países árabes, não será preciso burka, mas uma saia comprida ou uma
écharpe a cobrir os ombros nunca fizeram mal a ninguém, e ninguém morre se usar roupas mais sóbrias durante uma semana. Nunca me canso de dizer que a discrição é fundamental em viagem. Poupa muitos dissabores, choques culturais e... até assaltos. Mas isto sou eu, pronto.