segunda-feira, 9 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Desafio literário
Ora bem, recebi o desafio da queridíssima Andorinha, e ela não podia ter feito melhor que lançar-me este réptil, porque não há coisa que eu mais adore do que ler livros (pronto, talvez haja... enfim, é ex-aequo). Sou uma possidónia dos clássicos, como poderão ver.1 - Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
Qualquer um da Jane Austen, ou do Eça.
2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Siiiiiimmmm.... as mil páginas do "Guerra e Paz"... Mas, também, aos 17 anos é um pouco indigesto. Em vez de andar a curtir com gajos giros, andava a ler Tolstoi. Claramente, hoje penso que deveria escolhido ler a revista Ragazza.
Também nunca consegui acabar "A Loja de Antiguidades" do Dickens -- aquela crueldade vitoriana dá-me cabo dos nervos.
3 - Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?
Muito difícil. Talvez o "O Último Cais", "A Deusa Sentada" ou "Terceiras Pessoas", todos da Helena Marques.
4 - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
Eh pá, muitos. "A Rainha Margot", do Alexandre Dumas. "Crime e Castigo" e os "Irmãos Karamazov", do velho Fiódor. "Em Busca do Tempo Perdido", de Proust. "Terna é a noite" do S. Fitzgerald. "Retrato de uma Senhora", de Henry James. Ah, e o Kama Sutra, que era capaz de me ensinar coisas jeitosas que eu certamente ignoro. Mas tenho vergonha de levá-lo pela FNAC fora até à caixa, lá está.
5- Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?
Outra difícil. Talvez "A Ilustre Casa de Ramires", quando, no último parágrafo, Eça descreve Portugal, através da caracterização de uma das personagens. (Escolhi esta porque não me lembro de mais nenhuma.)
6- Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Era um rato de biblioteca (não vou dizer no feminino, que parece mal). Aliás, ainda sou, mas muito menos que dantes. Em pequena lia o que todas as miúdas liam: Enid Blyton, Sophia de Mello Breyner, Alice Vieira, as colecções "Uma Aventura", "Viagens no Tempo" e "Triângulo Jota", e a boa velha Sofie Rostopchine (Condessa de Ségur pr'ós amigos).
7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
A "Eugénie Grandet", do Balzac. E "A Idade da Inocência". Porque a Edith Wharton é um prémio Pulitzer interessante, mas difícil... zzz... complexo e um tanto ou quanto booooooring.....zzzz zzzz.... Não gosto de deixar livros a meio.
8. Indica alguns dos teus livros preferidos.
Ui, tantos. "Anna Karenina", do Tolstoi. "O Monte dos Vendavais", da Emily Brontë. "Jane Eyre", de Charlotte Brontë. A tetralogia da Luísa Beltrão "Os Pioneiros", "Os Impetuosos", "Os Bem Aventurados" e "Os Mal amados". "A Valsa Inacabada" e "A Viagem de Théo", de Catherine Clément. "O Véu Pintado", do Somerset Maugham. "Possessão", de AS Byatt. "Quarto com Vista", de EM Forster. "Até ao Fim" e "Para Sempre", do Vergílio Ferreira. "Expiação", de Ian MacEwan. "O Amante de Lady Chatterley", de DH Lawrence. E ficava aqui o dia inteiro.
9. Que livro estás a ler neste momento?
Acabei há pouco tempo "O Grande Gatsby" do S. Fitzgerald, e agora ando a reler "Orgulho e Preconceito", da Jane Austen, como já deu para reparar pelas frequentes quotes aqui no blog.
E pronto, caríssimos, a correntezinha fica-se por aqui, que eu sou uma malvada fura-correntes.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Um estranho 2 em 1
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Maio (2)
Ninguém descreveu tão bem o encanto de (uma certa) Coimbra comoVergílio Ferreira. Nos seus romances, a cidade surge, ela própria, como mais uma personagem, descobrindo-se, aqui e ali, como quem levanta discretamente um véu diáfano. E é tão bom sentir-lhe ageografia velada das ruas, dos monumentos, de locais específicos, desfiada por tão bela narrativa:
“Apertei-te a mão e tu apertaste a minha e eu tive a evidência de quenada nos podia separar. Agora um estudante cantava uma balada –“morrer é passar um dia inteiro sem te ver”. Como é triste pensá-lo. Sem te ver. Vejo-nos aos dois no fundo do largo, só a fachada da Sé se destaca, batida de um facho luminoso, com os estudantes nos degraus, até que a balada se findou. Mas tudo fica em silêncio, não se ouve um aplauso sequer.”
Vergílio Ferreira, “Cartas a Sandra”
terça-feira, 3 de maio de 2011
Maio
“O Rodrigo Xavier contou-me quanto o entusiasmava tocarem os dois, o meu pai violino e ele viola para acompanhar ou também cantar. Porque o Rodrigo tinha uma voz suficiente, segundo me disse, para cantar fados de Coimbra que o meu pai preferia chamar baladas, porque o fado lembrava-lhe o de Lisboa, com as suas vielas e uma certa “relice”, a começar pelo primarismo das suas músicas. Mas exceptuava algumas da Amália que ele dizia, aliás, terem uma certa afinidade com as baladas coimbrãs. E esse gosto dessas baladas durou-lhe toda a vida.”
Vergílio Ferreira, “Cartas a Sandra”
Vergílio Ferreira, “Cartas a Sandra”
A alcunha

A namorada de um rapaz que eu conheço tem umas sobrancelhas esquisitas. Parece que tem um arbusto em cima dos olhos. Claro que eu, com a minha transbordante criatividade (e alguns laivos de traquinice, bem sei) já tratei de a baptizar com uma maravilhosa alcunha. Ela não sabe da alcunha. Mas todos os meus amigos aderiram com espantosa rapidez à alcunha. Tanto que já nem nos lembramos do verdadeiro nome dela. Obviamente, não vou dizer aqui qual é. Só vou dizer que ela ainda tem de... ganhar Kahlo no que diz respeito à área da depilação facial. (Como sou magnânima, no Natal, oferecer-lhe-ei uma pinça e um espelhinho. Ou uma tesoura de podar. Ou um corta-relva.)
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Reencontros
Claudia Cardinale, como Angelica em "Il Gattopardo"Angelica, no romance de Tommaso di Lampedusa, "O Leopardo", tinha 17 anos quando se reencontrou com a família Salina.
Da última vez que a tinham visto, era apenas uma garota de 13, que passava despercebida, meio encardida, meio saloia. Acontece que o tempo, a idade e uma série de felizes situações confluíram para uma significativa alteração da sua imagem, aquando do decisivo reencontro com a família de D. Fabrizio. E, em especial, com um membro da família, o sobrinho Tancredi...
Quem não saboreou já (nem que fosse uma vez na vida), o pueril triunfo de ler nos olhos incrédulos dos outros a supresa e o choque de uma mudança feliz, sublinhada por vários anos de ausência?
Route 66(6)
Uma década
domingo, 1 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Dou-lhes 10, 15 anos




Não sei como é que, depois do tremendo fiasco da maior parte dos grandes casamentos reais do século passado, ainda há margem para euforia colectiva. Porém, "pão e circo" é o que o povo gosta, já diziam os nossos sábios amigos Romanos.

Mas, enfim, como é sempre necessário um herdeiro para o trono, eu até gosto dos chapéus dela e ele até parece bom rapazinho (é pena é aquele degradante problema de calvície de que padece), até aposto que isto é capaz de durar uns 10 ou 15 anos, tendo em conta a década que já levam de namoro. O que, dado o meu proverbial cepticismo em relação ao sagrado matrimónio, até é um vaticínio (fabulosamente) optimista.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
O look perfeito

E depois há destas Camerons Diaz, que chegam e arrasam as outras todas. Eu gosto de pessoas que mostram ao mundo como, aos 39 anos, se pode dar uma lição de estilo, beleza e bom gosto. Maquilhagem suave e perfeita, cabelo muito natural, vestidinho indefectível (como diriam os Skank), não se sobrecarrega de acessórios e o calçado é elegantíssimo. Tudo, tudo, tão perfeito, que chega a ser irritante.
O look sóbrio
O look panda
Não tínhamos falado de pandas há dias? Aqui está um fofinho. A Kirsten Dunst por acaso é simpática, excelente actriz e tem bom gosto. Mas, neste dia, lá está, dormiu em casa do namorado, que é certamente um rapaz que não lê este blogue e portanto não dispõe de um bom desmaquilhante nos seus aposentos. De resto está bem, o vestido, está apropriado para a ocasião, que era uma soirée em Paris. quarta-feira, 27 de abril de 2011
O que poderia ter acontecido
terça-feira, 26 de abril de 2011
Os 30 são os novos 20
Wentworth Miller, 38 Ouve-se dizer que ter hoje 30 anos é como antigamente ter 20. Estuda-se até mais tarde, entra-se mais tarde no mercado de trabalho, casa-se mais tarde, tem-se filhos mais tarde. Óptimo sinal, porque significa que também nos divertimos até um pouco mais tarde, sem as obrigações, deveres e tarefas que dantes sobrecarregavam as pessoas logo aos 18 ou 20 anos.
Para quem não tem pressa, e para quem faz questão de saborear a vida mais devagar, a fase entre os 30 e os 30 e tal, pode, portanto, ser vivida de forma absolutamente positiva. Ainda não se tem as responsabilidades nem o tédio da meia idade, mas também (em geral) já não há tanto a dependência financeira nem as incertezas dos 20.
Aos 30 ainda se pode correr riscos, aceitar-se um novo desafio profissional no estrangeiro, viajar pelo mundo, sair à noite com os amigos, namorar muito. E isto é tudo tão bom, mas tão bom, que é de celebrar o facto de os 30 serem os novos 20. E nunca hei-de entender porque é que algumas pessoas, assim que se aproximam dos 30 anos, têm tanto desespero e urgência em vestir o uniforme cinzento da idade (mais) adulta, sedentarizar-se e fossilizar-se.
Charlize Theron, 35 quarta-feira, 20 de abril de 2011
Na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença

É por estas e por outras que eu desconfio de casamentos. Seja entre pessoas, seja entre estados-membros ou o que for. Supostamente, existe um compromisso formalmente celebrado e uma estratégia comum. Haja o que houver. Quando um cai em desgraça, supostamente, é apoiado pelo(s) outro(s). Porém, isto é tudo muito bonito quando há prosperidade, juventude e tudo corre bem. Quando chegam as espondiloses ou os resgates financeiros, aí é que se vê quem são as Finlândias desta vida.
Procrastinar
terça-feira, 19 de abril de 2011
Regency girl power (2)
"São poucas as pessoas de quem eu gosto, e mais restrito ainda o número daquelas de quem eu faço um bom juízo. Quanto mais conheço o mundo, maior é o meu descontentamento por ele; e cada dia confirma a minha crença na inconsistência de todos os caracteres humanos e na pouca confiança susceptível de ser depositada na aparência quer do mérito como do bom senso." Jane Austen, "Orgulho e Preconceito", Cap. XXIV.
PS: notar-se-á muito que ando a reler "Orgulho e Preconceito"?
Memórias do cárcere
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Ângulo morto
Na vida, por vezes, bem tentamos olhar e controlar tudo em nosso redor. Mas existe sempre um ângulo que escapa ao nosso escrutínio, um qualquer pormenor fora do nosso campo visual e da nossa atenção. Por muito que nos esforcemos, não vemos o perigo aproximar-se.
Ângulo giro
Quando tentamos que a nossa vida dê uma volta significativa mas constatamos que, nas suas muitas reviravoltas, ela descreveu um ângulo de 360º. E, afinal, voltámos ao ponto de partida. (A geometria explica tudo.)
domingo, 17 de abril de 2011
sábado, 16 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Testosterona de luxo #24


Jamie Dornan
(Tenham um bom fim de semana, vão em paz e que este senhor vos acompanhe.)
Humpf, "corte império"
Que me perdoem as fãs, mas eu tenho um ódio visceral ao "corte império", muito semelhante ao ódio que o João Jardim nutre pelos jornalistas.
Não acho que favoreça a silhueta nem as curvas femininas, e as pessoas parvas têm tendência para nos perguntar se estamos grávidas. O que é suficiente para me estragar logo o dia.
Infelizmente (para mim) ele veio para ficar. Há já umas quantas estações que só vejo vestidos e tops e blusas com este corte. O que é feito dos vestidos com corpete justo, que demarcam a cintura, e realçam peito e ancas, tudo ao mesmo tempo?
Isto parece-me aqueles complots dos costureiros gays e designers de moda gays que fazem para nós, mulheres, roupa larga, de linhas direitas e masculinas, para que os homens straight não olhem para nós. Humpf.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
14 de Abril
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