segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um Verão escocês



Uma vez que por aqui nunca houve especial preferência pelo Verão, e que o mês de Agosto é execrável (seja a trabalhar, seja em férias) e devia ser banido do calendário, saúdo este belo tempo outonal que fez hoje. Que só faz lembrar o Verão na Escócia.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Minimalismo em duas frentes






Duas imagens (aparentemente) incongruentes. A crueza minimalista preto/branco da animação da iraniana Marjane Satrapi e o glamour da Chiara, sempre com o seu minimalismo elegante e discreto em tudo o que veste.



Persepolis, talvez o melhor filme de animação que vi até hoje (se não foi o melhor, foi o que mais gostei), e ainda por cima, sobre o Irão e a sua revolução de 1978, precedentes e consequências.



E a Mastroiani, que emprestou a sua voz, neste filme, à personagem principal.

Boas companhias




Os melhores gelados do mundo são os da Emanha, quando conjugados com uma bela esplanada à beira mar, na Figueira. E com boas companhias.



Quanto aos sabores, sou, desde pequena, sempre fiel, sempre clássica, sempre a mesma: pistacchio. (Só nunca sei como pronunciar o raio da palavra.) E amêndoa, só para acompanhar.




Enquanto as outras pessoas pedem uma bola, eu peço duas. E, a seguir, mais outras duas. Ao princípio, tinha vergonha da minha alarvidade. Agora já não.

Yes, week end








O lema do Obama aplicado à realidade empírica da Costa Turca.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Breaking the waves



Breaking the waves (1996), de Lars von Trier.






Peter Skarsgaard. Lars von Trier. Quakers (eram Quakers, não eram?). Paisagens agrestes da Escócia. Intensidade. Como é que deixei passar 15 anos sem nunca ter visto isto? É que tem lá tudo, caramba.

Hoje sim

Samba de Verão

Você viu só que amor nunca vi coisa assim
E passou nem parou mas olhou só pra mim
Se voltar vou atrás vou pedir vou falar
Vou contar que o amor foi feitinho pra dar

Olha é como o verão quente o coração
Salta de repente só pra ver a menina que vem
Ela vem sempre tem esse mar no olhar
E vai ver tem que ser nunca tem quem amar

Hoje sim diz que sim já cansei de esperar
Nem parei nem dormi só pensando em me dar
Peço mas você não vem
Deixo então falo só digo ao céu mas você vem

quarta-feira, 27 de julho de 2011

In your faces, Garance Doré, Leighton Meester e Lou Doillon




'Bora brincar hoje às fashionistas, com fotos de péssima qualidade? Ora vamos lá então.

Na senda do anterior "In your faces", vamos hoje debruçar-nos sobre a relevante (not!) temática de vestidos (e uma saia) que são alguns dos meus favoritos para este Verão.





Num estilo mais casual, saia em seda, top simples de algodão (para quebrar a formalidade da saia, que é um bocado vaporosa), e sandálias rasas.





Chapéu “gangster”. Vestido estilo anos 50, padrão floral. O vestido é daqueles que ficam muito bem às meninas voluptuosas, como a Scarlett Johansson, mas que eu também uso, pois também sou filha de Deus.


Vestido de ganga abotoado à frente, cinto com laço, sandálias camel. É um look muito Seventies, portanto, fica bem conjugado com acessórios em tom camel. Se lhe acrescentarem uma capeline, então, fica a matar.


Vestido em linho creme, para uma onda mais clássica e formal.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Cinema dos antípodas (4)














Bright Star (2009), de Jane Campion.


segunda-feira, 25 de julho de 2011

...






Oslo

Despojos do dia



De certas pessoas não sobra nada (de muito bom). Nem recordações, nem imagens, nem momentos. Como se não bastasse, ainda ficam com algo de bom que tínhamos. Às vezes, a esperança, o entusiasmo, a alegria, a ilusão, as expectativas.


Neste caso, foi um apenas um cd que, num impulso de partilha e generosidade, emprestei.


Não o vou voltar a ver.

A vida não é a direito

Há dias, celebrou-se numa bela praia a boda do Mark Vanderloo (aquele modelo giro, giro) com a mãe dos seus dois filhos, Robine. Conhecem-se desde o início dos anos 90. Chegaram, aliás, a sair juntos nessa altura. Separaram-se. (Ele, entretanto, esteve casado com outra modelo, Esther Cañadas.) Em 2003, Robine e Mark reencontraram-se e assumiram novamente uma relação, que culminou com o nascimento dos filhos e agora com a oficialização da união.

A vida nem sempre é a direito.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Petit ami









No Jardin du Luxembourg, Paris, num início de Outono












Em francês, uma das expressões para designar “namorado” é petit ami. Acho isto amoroso. Literalmente.

Super-poderes








Uma pessoa começa seriamente a desconfiar que é capaz de ter super-poderes quando um idiota completamente auto-centrado, presunçoso, arrogante, egocêntrico e convencido nos confessa: “Tu deixas-me nervoso.

Fascinada com os fascinators





Não sei se em português há um nome específico para estes belíssimos acessórios de cabelo (infelizmente tão pouco usado neste país à beira mar plantado), mas ando completamente ensandecida com eles.
Os da minha amiga Kate, as usual, são os meus preferidos. Não tenho culpa, o raio da mulher usa tudo o que eu gostaria de usar. (Até mesmo um príncipe, vejam bem, que é outro acessório belíssimo e dá bem com tudo.)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O Álvaro



Isto já aconteceu há algum tempo, mas ainda assim fica aqui registada a minha estupefacção.
Achei muito interessante o facto de neste país se fazer notícia de um assunto tão banal como o Ministro da Economia querer que as pessoas o tratem pelo nome próprio. Achei giro. Não por ele, que até parece bom moço e frequentou a minha faculdade e tudo (embora me custe a crer que tem apenas 39 anos, mas isso já serão contas de outro rosário. Note to self: recomendar o novo Sérum da Clinique ao senhor ministro), nem tão pouco o facto de ele querer que o chamem pelo nome. Acho fascinante é que se faça disto uma notícia de telejornal de horário nobre.
Tudo porque o Álvaro, que até tem um nome muito bonito e tudo, e começa por “Al” portanto deve ter raízes etimológicas árabes, o que só lhe fica bem, dizia eu, porque o Álvaro tinha em Inglaterra um professor que se chamava Mark, que por sua vez achava por bem que as pessoas o tratassem… rufem os tambores… simplesmente por Mark. Fantástico, esta coisa de as pessoas serem chamadas pelo nome que têm!
E então, os senhores jornalistas acharam por bem fazer disto uma notícia, e com direito a fazer perguntas ao Álvaro a propósito deste inaudito fenómeno e tudo! Fabuloso, esta prática exótica (mais uma esquisitice dos anglo-saxónicos!) estar a ser adoptada por um ministro português no ano da graça de 2011! Tão engraçado!
Enfim, acho tudo isto tão querido. E tão Terceiro Mundo. Assim uma coisa muito Portugalzinho dos Pequenitos. Assim muito Terceiro Mundozinho. Terceirozinho Mundozinho.

Também gosto muito daquelas pessoas que, numa carta, colocam o “Dr.” antes do seu nome. Ou colocam o nome e, depois de uma vírgula, colocam o “Dr.”. Tão lindo. E nada Terceiro Mundo. Nada!

A “pausa” hegeliana



Cerca de 15 anos em Oxford, como pacata esposa e mãe. Em fase embrionária estaria a líder política que respondeu ao apelo do seu país quando o momento (finalmente) chegou e se lançou na tentativa de o democratizar. E quanto mais não fosse, porque era filha do seu pai, o herói da independência nacional, assassinado aos 33 anos de idade.
Uma fase embrionária. Um estado latente (ao melhor estilo do devir hegeliano), que demorou 15 anos. 15 anos de espera, 15 anos de maturação. 15 anos de dúvidas também, com certeza (será para isto que estou destinada? serei para sempre a simples esposa de um académico oxfordiano? alguma vez voltarei ao meu país?). Mas, com a coincidência de estar no lugar certo, no momento certo (1988), estava na hora de romper com a espera e de responder a um desafio à sua altura.
Cerca de 15 anos foi também o tempo total de privação de liberdade a que foi condenada, repartidos por três períodos de detenção, boa parte deles em prisão domiciliária. Mais 15 anos de interrupção, 15 anos de injustiça, 15 anos de latente espera.
Porém, a “pausa” hegeliana, como sabemos, nunca foi passiva. O ser ontológico está em constante mutação, ainda que aparentemente suspenso. Portanto, os momentos de espera também são importantes. Os momentos de (aparente) pausa. Os momentos de (aparente) estagnação que nunca o são verdadeiramente. São apenas o tempo que leva para se tomar um novo (e mais forte) impulso.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Presentes envenenados








Desconfiar sempre de tudo o que parece simples demais, rápido demais, fácil demais.

La stanza del figlio (com spoiler e tudo)








La stanza del figlio (2001), de Nanni Moretti, com Nanni Moretti e Laura Morante.





(Apercebo-me agora que vi este filme há quase dez anos. Dez anos.)


As cenas finais deste filme são comoventes. A família vai de carro até uma localidade perto do mar, a viagem dura a noite toda. Mas no dia seguinte, de manhã muito cedo, na primeira luz da madrugada, chega ao seu destino e cumpre o seu propósito (o de deixar a ex-namorada do filho e o seu actual namorado). Gosto tanto desta metáfora. Depois da longa noite, a luz promissora da madrugada.

Imelda






Vera Drake (2004), de Mike Leigh, com Imelda Staunton e Jim Broadbent.





A Imelda Staunton é uma senhora que teve muito pouca sorte com o nome com que a baptizaram, mas é uma das melhores actrizes britânicas da actualidade. Neste filme que vi há uns anos (justamente quando a polémica sobre a despenalização do aborto em Portugal estava ao rubro), teve a oportunidade de interpretar mais um grande papel. Fabulosa.

A têmpera e a temperança