
terça-feira, 21 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Uma (rapariga) crítica



“A single man” (2010), de Tom Ford.
O ar blasé daquela «Lois» é antológico. E a androginia do amiguinho dela também. E a decadência desfeita da personagem da Julianne Moore? Magistral. O Colin, estava com énnui, como sempre (bom, portanto, mas sempre naquele registo de que todos lhe devem e ninguém lhe paga).
Serei só eu que achei demasiado evidentes… e até previsíveis aquelas mudanças cromáticas (a nível da fotografia do filme) consoante os estados de alma da personagem principal?
Sinopse
“Jack, o mais velho de três irmãos, cresce dividido entre duas visões divergentes da realidade: o autoritarismo de um pai, ambicioso e descrente, com quem vive em perpétuo conflito, e a generosidade e candura de uma mãe, que lhe dá conforto e segurança.”
Sinopse do filme “The Tree of Life” (2010), de Terrence Malick.
domingo, 19 de junho de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Panfleto turístico



Pode parecer um bocadinho bipolar em relação ao post abaixo (ah e tal, primeiro gozas, depois promoves), mas não é. Até acho que já disse isto aqui, se passarem um dia por Atenas, façam o favor de visitar o novo Museu da Acrópole. É um dos museus mais interessantes que alguma vez visitei.
(Só não o visitem depois de estarem duas horas a beber ouzo numa Taverna típica da Plaka.)
Do berço às ruínas: uma tragédia grega

Não me perguntem se este é o Teatro de Dionísio ou se é o Teatro de Herodes. São ruínas gregas e confundo sempre os dois. Sei que pertencem ambos ao grande conjunto de ruínas da Acrópole de Atenas, o famoso complexo arqueológico. Podem ser visitados, assistir-se a espectáculos usufruindo da sua esplêndida acústica, ou apenas admirá-los cá de cima, mesmo antes de passarmos pelos Propileus (guess what?, mais ruínas).
E só sei que qualquer um destes teatros seria o cenário perfeito para um belíssima representação trágica que se poderia intitular “De como passámos do “Berço da cultura europeia” para sermos a “Ruína do Banco Central Europeu»”.
É impossível ignorar a força simbólica (e irónica) da coisa. Tudo ruínas. Estes gregos só me dão (más) ideias. São uns castiços.
E só sei que qualquer um destes teatros seria o cenário perfeito para um belíssima representação trágica que se poderia intitular “De como passámos do “Berço da cultura europeia” para sermos a “Ruína do Banco Central Europeu»”.
É impossível ignorar a força simbólica (e irónica) da coisa. Tudo ruínas. Estes gregos só me dão (más) ideias. São uns castiços.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Perfect match (2)
Pode haver casais “perfeitos”, no sentido em que funcionam. Mas, de facto, relações perfeitas são uma quimera.
Must have been love
Sofia, a esposa de Tolstoi, copiou sete vezes à mão as mil páginas do manuscrito de “Guerra e Paz”. Isto, tal como plasmado na (sapientíssima e intensíssima) poesia das letras dos Roxette, deve ter sido amor.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Outros vestidos
Clicar nas imagens para ver melhor.
Uma coisa é entrar no escritório de Napoleão em Fontainebleau, ou no quarto do Rei Sol em Versalhes, e tentar imaginar a atmosfera que os rodeava.
Outra coisa, com ainda mais autenticidade e subjectividade, é estar perante uma peça pessoal de vestuário que atravessou os séculos, um fragmento de História anónimo, privado, particular. Um objecto dentro do qual alguém, respirou, suspirou, se emocionou, falou, pensou, amou, viveu. Conseguiremos imaginar o que sentiu uma princesa nórdica do século XVIII quando se vestiu para o dia do seu casamento? Sentir-se-ia um joguete no xadrês político europeu? Ou uma simples adolescente nervosa com a proximidade da noite de núpcias?
Foi isto que pensei quando vi estes dois vestidos magnificamente preservados, em exposição em Copenhaga. E foi isto que recentemente tão bem me recordou a Carina, que, além de ter um dos meus blogues favoritos, partilha comigo esta peculiaridade de admirar preciosidades que um dia alguém envergou.
Quando vi as peças das fotos acima, o coração quase me parava: nem sabia que se podia ver ao vivo vestuário tão precioso e tão bem restaurado. E, no meio da emoção, e por entre muitas manobras de diversão para conseguir registá-los em fotografia (daí a pouca qualidade das imagens), ainda consegui reter que o vermelho é um vestido de gala do século XIX e o prateado é o vestido de casamento de uma princesa dinamarquesa com um monarca sueco, de 1705 (não, não é uma cómoda com uma colcha por cima).
Estes também não estão nada mal, pois não, Carina? :)
Outra coisa, com ainda mais autenticidade e subjectividade, é estar perante uma peça pessoal de vestuário que atravessou os séculos, um fragmento de História anónimo, privado, particular. Um objecto dentro do qual alguém, respirou, suspirou, se emocionou, falou, pensou, amou, viveu. Conseguiremos imaginar o que sentiu uma princesa nórdica do século XVIII quando se vestiu para o dia do seu casamento? Sentir-se-ia um joguete no xadrês político europeu? Ou uma simples adolescente nervosa com a proximidade da noite de núpcias?
Foi isto que pensei quando vi estes dois vestidos magnificamente preservados, em exposição em Copenhaga. E foi isto que recentemente tão bem me recordou a Carina, que, além de ter um dos meus blogues favoritos, partilha comigo esta peculiaridade de admirar preciosidades que um dia alguém envergou.
Quando vi as peças das fotos acima, o coração quase me parava: nem sabia que se podia ver ao vivo vestuário tão precioso e tão bem restaurado. E, no meio da emoção, e por entre muitas manobras de diversão para conseguir registá-los em fotografia (daí a pouca qualidade das imagens), ainda consegui reter que o vermelho é um vestido de gala do século XIX e o prateado é o vestido de casamento de uma princesa dinamarquesa com um monarca sueco, de 1705 (não, não é uma cómoda com uma colcha por cima).
Estes também não estão nada mal, pois não, Carina? :)
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Não se começa uma casa pelo telhado
Romy Schneider e Alain Delon, no início dos anos 60O lendário laivo trágico que pontua, não raras vezes, a trajectória pessoal de algumas mulheres de grande beleza física e de exposição mediática mundial, tem sempre algo de comovente. (A beleza envolve sempre finitude, fragilidade e algo de comovente.)
E mais ainda, quando é nítido que, a somar a uma sucessão de infelizes acasos e de homens indesejáveis, a estrutura psicológica também não é muito resistente a grandes actividades sísmicas, em termos emocionais.
E mais ainda, quando é nítido que, a somar a uma sucessão de infelizes acasos e de homens indesejáveis, a estrutura psicológica também não é muito resistente a grandes actividades sísmicas, em termos emocionais.
sábado, 4 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Vestidos de culto - Parte II
Dificilmente considero qualquer evento social português digno de nota, e sobretudo em termos de moda ou de estilo, uma vez que a saloiada nacional atinge por vezes dimensões insuperáveis, senão mesmo inimagináveis, quer a nível de roupa quer a nível de quem a usa.
No entanto, este ano (e, como se pode ver, muito tardiamente), concedi alguma atenção ao que se passou nessa desgraça mediática que são os Globos de Ouro.
O resultado foram três vestidos (e respectivos looks), os únicos que considero merecedores de atenção e que se destacam em termos de grande elegância.
São eles o refinadíssimo BCBG da Sónia Balacó, o fabuloso Carolina Herrera da Sofia Carvalho, e o sublime estilo ballerina da Maria João Bastos.


quinta-feira, 2 de junho de 2011
Jack the stripper
Certas ocasiões, mais ou menos solenes, talvez não sejam os momentos mais adequados para um lapsus linguae. O que torna tudo mais hilariante é que acontece precisamente às pessoas mais pudicas.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Travesti
Um pouco na sequência do post anterior: estou em choque. Uma pessoa que conheço utilizava correcta e regularmente um aparentemente fiável método contraceptivo de uso bastante generalizado e, que diacho!, está grávida.
Digo-vos, há espermatozóides que não são gâmetas: são o Mafarrico himself, travestido de célula sexual.
Digo-vos, há espermatozóides que não são gâmetas: são o Mafarrico himself, travestido de célula sexual.
Darwinismo feminino
Monica Belluci, aos 44.
Rachida Dati, aos 42.
Penelope Cruz, aos 36.
Ouvi dizer há dias, por uma profissional de saúde, que a idade reprodutora ideal para uma mulher é por volta dos 25 anos, quando estão reunidas todas as condições biológicas para se gerar um filho. Porque, certamente, a Natureza é autista e está-se nas tintas para contratos de trabalho a termo certo ou para o preço das consultas de pediatria.
Como boa rapariga das ciências sociais que sou, puxo a corda do outro lado. Que é, basicamente: a biologia que se foda. Os contextos socio-económicos (e culturais, também, porque não) sempre foram muito mais determinantes do que meros impulsos fisiológicos.
Há todo um novo darwinismo emergente: a maioria dos organismos femininos (para não dizer quase todos) vão simplesmente ter que se adaptar aos novos tempos e ritmos sociais, e a principal fase de fertilidade desliza para a faixa dos 34-45 anos. Remark my words. Tal e qual como aconteceu com a obsolescência dos dentes do siso.
terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Semear para (muito) mais tarde colher
Há quem aprenda na escola da vida. Eu ando a aprender talvez com o Borda d'Água da vida.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
We could have had it all
Ironicamente, a música da Adele tem esta particularidade de costumar
passar na rádio nos momentos-chave.
Obrigada, Adele.
passar na rádio nos momentos-chave.
Obrigada, Adele.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Subscrever:
Mensagens (Atom)































