
quarta-feira, 20 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
Uma escabrosa verdade sobre mim
A subida aos infernos (um post levemente escatológico)
O fatídico “centro comercial” em Sousse (a.k.a. O Inferno Dos Tapetes)
Se um dia, por alguma razão do destino, alguma força cósmica, ou simplesmente pouca sorte, estiverem num centro comercial na Tunísia e vos "apetecer" vomitar, saibam que, para cumprirem o vosso excelso propósito, terão de superar alguns desafios.
Até chegarem às sublimes instalações sanitárias à vossa disposição terão de atingir o último de três pisos de um edifício arcaico e claustrofóbico. Sempre de escada rolante ex-tre-ma-men-te lenta e com muitas pessoas. Depois, no último piso, ziguezaguear por entre muitos, muitos, muitos tapetes que estão à venda no piso dos tapetes, tentando não tropeçar nem sujar nenhum tapete. E ainda enfrentar o olhar aturdido e paralisado dos fascinantes senhores que estão a vender os tapetes, que estão muito preocupados com a integridade dos seus tapetes (ameaçada pelo vosso iminente vómito), e que não vos indicam o caminho pelo meio dos tapetes.
No fim de tudo, valer-vos-á o olhar piedoso das senhoras dos teares (dos tapetes, what else?), que, condoídas com o vosso aspecto espectral, vos indicarão um arqueológico elevador, através do qual poderão libertar-se do pesadelo dos tapetes e ir para a rua.
Até chegarem às sublimes instalações sanitárias à vossa disposição terão de atingir o último de três pisos de um edifício arcaico e claustrofóbico. Sempre de escada rolante ex-tre-ma-men-te lenta e com muitas pessoas. Depois, no último piso, ziguezaguear por entre muitos, muitos, muitos tapetes que estão à venda no piso dos tapetes, tentando não tropeçar nem sujar nenhum tapete. E ainda enfrentar o olhar aturdido e paralisado dos fascinantes senhores que estão a vender os tapetes, que estão muito preocupados com a integridade dos seus tapetes (ameaçada pelo vosso iminente vómito), e que não vos indicam o caminho pelo meio dos tapetes.
No fim de tudo, valer-vos-á o olhar piedoso das senhoras dos teares (dos tapetes, what else?), que, condoídas com o vosso aspecto espectral, vos indicarão um arqueológico elevador, através do qual poderão libertar-se do pesadelo dos tapetes e ir para a rua.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
A sério, quando é que chega o Outono?
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Aliviar a tensão


No capítulo das comédias tolas, eu sou absolutamente fã do Ben Stiller (e da sua cómica cara de mártir). Sobretudo quando interpreta aquelas personagens muitíssimo pacientes, que fazem tudo para não entrarem em choque com os outros, mas que depois, ao longo do filme, vão entrando numa espiral de crescente insanidade, tantas que são as tropelias que tiveram de suportar.
A trilogia do Greg (Gaylord) Focker é exemplo disso, mas sobretudo este pequeno e simples filme de domingo: O Mal Casado. Ele era picuinhas com as mulheres, e, de tanto que era, acabou por se casar com a pior noiva de sempre. Interessante, além de muito divertido, porque reflecte alguns dilemas humanos e situações quotidianas, com os quais facilmente todos nos identificamos, de uma forma ou de outra.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Always
...
Thinking about you
Yesterday I saw the sun shining
And the leaves were falling down softly
My cold hands needed a warm, warm touch
And I was thinking about you
But here I am looking for signs to lead me
You hold my hand, but do you really need me
I guess it's time for me to let you go
But I've been thinking about you
I've been thinking about you
So when you sail across the ocean waters
And you reach the other side safetly
Could you smile a little smile for me
'Cuz I've been thinking about you
I've been thinking about you
I've been thinking about you
I've been thinking about you
Yesterday I saw the sun shining
And the leaves were falling down softly
My cold hands needed a warm, warm touch
And I was thinking about you
But here I am looking for signs to lead me
You hold my hand, but do you really need me
I guess it's time for me to let you go
But I've been thinking about you
I've been thinking about you
So when you sail across the ocean waters
And you reach the other side safetly
Could you smile a little smile for me
'Cuz I've been thinking about you
I've been thinking about you
I've been thinking about you
I've been thinking about you
A candura daqueles tempos

O verdadeiro desafio quando somos tocados por golpes e consequentes cicatrizes emocionais, é guardá-los na intimidade e convertê-los em aprendizagens pessoais, nunca em fontes de queixumes ou de amargura. E, acima de tudo, fazer um esforço sobre-humano para conservar sempre a frescura e a candura daqueles tempos em que ainda não tínhamos sido tocados por eles.
Mau demais para ser verdade
Mau demais para ser verdade. (Tenho um amigo que está sempre a utilizar esta expressão.)
Sabem aquelas pessoas que infelizmente se cruzam na nossa vida e são tão más, tão incrivelmente péssimas, que nos fazem relativizar e reconsiderar todas as outras pessoas que conhecemos e que achávamos menos boas?
Pois. Mau demais para ser verdade.
Exorcizar fantasmas
Uma pessoa escolhe, escolhe, escolhe. Tenta ponderar tudo correctamente. Minuciosa nos detalhes. Perfeccionista na análise e nas decisões. Criteriosa nas opções. Tudo para, depois, num impulso, arriscar e sair-lhe o pior do pior.
Nunca cessa o espanto

Nunca sabemos quando vão devassar a nossa vida, entrar por ela dentro da forma mais condenável e cobarde. Nunca sabemos quando vão atacar a nossa intimidade nem a sacralidade da dos nossos. Também é certo que quando nos expomos, arriscamos a nossa privacidade. Porém, na verdade, nunca cessa o espanto, nem o choque.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Associação de ideias
Metáfora das portas

Portas em Dublin
Eu dantes deixava sempre as portas trancadas. Seladas. Cimentadas. Não havia forma alguma de as voltar a abrir. Depois, com o tempo e com as voltas da vida, aprende-se a nunca dizer nunca. Que quem está vivo sempre aparece. Que o mundo afinal é pequeno. Que o tempo passa, não ao ritmo que gostaríamos, mas ao ritmo que tem de ser. Que as coisas levam tempo a consolidar-se. Que o agora, o já, o imediatamente, podem levar muitas semanas, meses, anos, uma década ou mais. Portanto, agora tento deixar as portas entreabertas. Encostadas. Ou, em alguns casos, só no trinco, vá. Haja um mínimo de flexibilidade. O que é preciso, para se saber viver, mais do que sapiência, é de um pouco de flexibilidade.
Um banco muito especial
Este post da Rita fez-me logo sorrir. E recordar esta agência do banco em questão, na Praça Dam de Amesterdão. Que fiz questão de fotografar quando lá estive, para posteriormente poder gozar à vontade. Enfim, coisas triviais com alguma piada, que não se pode dissertar apenas sobre temáticas seríssimas e profundas neste blog.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Um Pulitzer difícil


The Buccaneers (série televisiva de 1995), com Carla Gugino e Mira Sorvino.
Edith Wharton é um Pulitzer difícil. Os livros são complexos, o enredo intrincado, e há uma profunda densidade psicológica que caracteriza as personagens. “The Age of Innocence” é uma tremenda seca enquanto história. “The House of Mirth” é angustiante. E “The Buccaneers” parecia o mais promissor, mas a autora nunca o chegou a concluir.
No contexto de luxo, riqueza, extrema polidez e sofisticação da boa sociedade nova-iorquina do segundo quartel do século XIX, a hipocrisia e as aparências são absolutamente esmagadoras. Os círculos sociais conseguem asfixiar por completo a personagem feminina central, considerada “subversiva” e perturbadora da aparente e polida ordem (a “Condessa Olenska” ou “Lilly”). Há um impiedoso ostracismo reservado a estas mulheres (e homens).
E, sem se dar por isso, as histórias começam com aparente normalidade, mas desenvolvem-se, inexoráveis, até chegarem a um final silencioso, polido, convencional, mas desesperante. Como se nada se passasse – mas encerrando angustiantes clímaxes de derrota, de desistência, de conformismo em relação às regras exteriores.
No fundo, retrata-se o jugo das convenções sociais sobre genuínas aspirações e emoções no plano individual. A tremenda força de um pequeno grupo social sobre um sujeito singular (ou um casal apaixonado). As regras absurdas e a teia colectiva de intrigas, e a forma como socialmente tudo conspira para conduzir os “subversivos” à desistência, em detrimento da paz (podre) e da “tranquilidade”.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Toda eu sou coerência
Gostava tanto de ter um vestido Vivienne Westwood. Também gostava de passar uns dias num mosteiro budista.
Coisas do Sul
Confesso que até há bem pouco tempo nunca na minha vida tinha provado figos, sendo, no entanto, de uma terra onde eles abundam. Ainda assim, não fiquei fã do fruto, e, sinceramente,
não compreendo o porquê de tanto alvoroço em torno dele.
não compreendo o porquê de tanto alvoroço em torno dele.
Se é para falar de coisas boas do Sul, então falemos de um bom prato de caracóis com muito sabor a orégãos. Isso sim.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Afinal parece que não tenho uma pedra de gelo debaixo do esterno

É linda, tem dois anos, e é filha de uma amiga minha. Nunca me tinha visto.
Numa tarde de domingo, à beira mar, com amigos, cães e tudo. Primeiro tímida, muito doce e calma, depois já mais confiante. Anda por ali, sorri. E a certa altura anuncia que quer vir para o meu colo. Pronuncia o meu nome na perfeição (difícil de articular para quem tem 28 meses de vida) já com um adorável sotaque regional, e, espontaneamente, aninha-se no meu colo e abraça-me. Assim. Estende os bracinhos para mim, e abraça-me.
Oh pá. Eu não sou de lamechices. Mas isto foi coisa para me derreter o meu empedernido coração, por tempo indefinido.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
Tão pequena e já com grandes questões metafísicas
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Tinhas razão
Poder de síntese
- Vamos sair?
- Hum, estava aqui a ver um documentário sobre a Guerra Civil americana…
- Deixa-me abreviar-te a história: o Norte ganha. Vamos sair?
- Hum, estava aqui a ver um documentário sobre a Guerra Civil americana…
- Deixa-me abreviar-te a história: o Norte ganha. Vamos sair?
quinta-feira, 23 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
E pessoas inocentes também tiveram de presenciar isto
Uma amiga minha casou-se, em cerimónia religiosa, envergando um escaldante corpete cai-cai, de cabedal vermelho muito justo, e saia de tule à bailarina, a condizer.
Os túmulos de D. Inês de Castro e de D. Pedro tiveram de presenciar isto
Tive pena de não ir ao casamento de uma colega, em que o noivo desmaiou na hora de dizer o "sim". Ficou estendido no chão do altar e tiveram de lhe levantar as pernas para cima para reanimá-lo. A noiva, em grande solidariedade para com o homem que escolheu amar e respeitar para sempre, só se ria.
(Está certo que estavam 40 graus nesse dia de Agosto, mas dentro do Mosteiro de Alcobaça costuma estar fresquinho.)
Mais nervosa que a própria noiva

Recebi um convite para ir ao casamento de uma amiga.
Isto é tão inédito que, na minha idade adulta, só fui a um único casamento (os meus amigos não se casam, juntam-se. Ou nem isso). Os noivos conhecem-se há quatro meses. A cerimónia vai ser algo formal. Portanto, isto apanhou-me de surpresa, e agora estou muito entusiasmada e nervosa.
Dir-me-ão que este estado de excitação só se compreende na própria noiva. Quero lá saber. A noiva já tem o destino dela traçado para toda a vida. E eu ainda não. Logo, tenho de ser a convidada de casamentos mais gira e bem vestida de todo o sempre.
O que me remete para as seguintes questões prementes:
-- que vestido usar? em que loja o encontro? que sapatos escolher? que penteado levo? a que cabeleireiro vou? quem é que me vai maquilhar? onde é que encontro pochettes giras? será que posso levar um chapeuzinho à Kate Middleton?
Isto é muita pressão, e só tenho três meses para preparar tudo. Vou ali tomar quatro Valdisperts e deitar-me um bocadinho no sofá. Volto já.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Outras histórias do destino

Das histórias ditas "de amor" reais, há sempre uma que, em certos aspectos, supera as outras, porque geradora de perplexidades. Quem sabe um pouco da biografia de Karen Blixen (nascida em 1885), sabe do que falo.
A autora dinamarquesa do romance "África Minha" e do livro de contos "A festa de Babette e outras histórias do destino" teve uma ligação, irregular, de vários anos, com o britânico Dennis Finch-Hatton. O cenário da relação amorosa foi sempre o Quénia, onde ambos viveram a dada altura. Ela era (mal) casada, dona de uma fazenda de café pouco promissora. Ele era um drifter, um aventureiro.
Depois de uma adaptação a África e a um casamento falhado, após muitas dificuldades para salvar a sua fazenda, e depois de cerca de cinco anos de ligação e duas gravidezes falhadas, Karen soube que Dennis teve um acidente de aviação fatal, em 1931. Assim. Sem mais nem menos. Karen deixou o Quénia pouco depois, nunca se voltou a casar nem teve filhos, e sagrou-se como escritora mundialmente reconhecida.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Uma (rapariga) crítica



“A single man” (2010), de Tom Ford.
O ar blasé daquela «Lois» é antológico. E a androginia do amiguinho dela também. E a decadência desfeita da personagem da Julianne Moore? Magistral. O Colin, estava com énnui, como sempre (bom, portanto, mas sempre naquele registo de que todos lhe devem e ninguém lhe paga).
Serei só eu que achei demasiado evidentes… e até previsíveis aquelas mudanças cromáticas (a nível da fotografia do filme) consoante os estados de alma da personagem principal?
Sinopse
“Jack, o mais velho de três irmãos, cresce dividido entre duas visões divergentes da realidade: o autoritarismo de um pai, ambicioso e descrente, com quem vive em perpétuo conflito, e a generosidade e candura de uma mãe, que lhe dá conforto e segurança.”
Sinopse do filme “The Tree of Life” (2010), de Terrence Malick.
domingo, 19 de junho de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Panfleto turístico



Pode parecer um bocadinho bipolar em relação ao post abaixo (ah e tal, primeiro gozas, depois promoves), mas não é. Até acho que já disse isto aqui, se passarem um dia por Atenas, façam o favor de visitar o novo Museu da Acrópole. É um dos museus mais interessantes que alguma vez visitei.
(Só não o visitem depois de estarem duas horas a beber ouzo numa Taverna típica da Plaka.)
Do berço às ruínas: uma tragédia grega

Não me perguntem se este é o Teatro de Dionísio ou se é o Teatro de Herodes. São ruínas gregas e confundo sempre os dois. Sei que pertencem ambos ao grande conjunto de ruínas da Acrópole de Atenas, o famoso complexo arqueológico. Podem ser visitados, assistir-se a espectáculos usufruindo da sua esplêndida acústica, ou apenas admirá-los cá de cima, mesmo antes de passarmos pelos Propileus (guess what?, mais ruínas).
E só sei que qualquer um destes teatros seria o cenário perfeito para um belíssima representação trágica que se poderia intitular “De como passámos do “Berço da cultura europeia” para sermos a “Ruína do Banco Central Europeu»”.
É impossível ignorar a força simbólica (e irónica) da coisa. Tudo ruínas. Estes gregos só me dão (más) ideias. São uns castiços.
E só sei que qualquer um destes teatros seria o cenário perfeito para um belíssima representação trágica que se poderia intitular “De como passámos do “Berço da cultura europeia” para sermos a “Ruína do Banco Central Europeu»”.
É impossível ignorar a força simbólica (e irónica) da coisa. Tudo ruínas. Estes gregos só me dão (más) ideias. São uns castiços.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Perfect match (2)
Pode haver casais “perfeitos”, no sentido em que funcionam. Mas, de facto, relações perfeitas são uma quimera.
Must have been love
Sofia, a esposa de Tolstoi, copiou sete vezes à mão as mil páginas do manuscrito de “Guerra e Paz”. Isto, tal como plasmado na (sapientíssima e intensíssima) poesia das letras dos Roxette, deve ter sido amor.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
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