Isto são três das minhas bandas sonoras preferidas, para ouvir do princípio ao fim. A toada profunda e perturbante da do Twin Peaks acompanhou-me há muitos anos numa longa viagem de carro por uma ilha. Há dias li que não sei quem andava com a banda sonora do filme La Reine Margot no Ipod e achei curioso, porque eu também, já há muito tempo (Ofra Haza e Goran Bregovic). Idem para a excelente do filme Marie Antoinette, da Sofia Coppola (aqui, "Hong Kong Garden", Siouxsie and the Banshees, e a minha favorita de todas "Kings of the wild frontier", Adam and the Ants). A dos filmes Before Sunrise/Before Sunset é outro clássico das minhas preferências, com este surpreendentemente bom "Je t'aime tant", composto e cantado em francês pela actriz Julie Delpy.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
A minha homenagem a Anna Karenina
É um bicho? É uma bola de pêlo? Não, mas está algures entre essas duas coisas: é um gorro faux fur, e foi a minha melhor aquisição dos últimos tempos. Que melhor homenagem (frívola e) pessoal posso eu dar à monumental obra de Tolstoi, que é também a minha preferida? Um gorro de pêlo ao melhor estilo das russas, compradinho em Oxford Street por apenas 20 libras. Bem sei que cá não faz o frio glaciar de São Petersburgo. So what? Mais um adereço controverso para o meu guarda-roupa. Vá, quando é que chega Dezembro?

quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Dégas e Veermer ao almoço
Se eu alguma vez trabalhasse perto de Trafalgar Square, juro-vos: era certo e sabido onde iria passar todos os minutos que me sobrassem da minha hipotética hora de almoço.
É já um cliché, mas sinceramente, nunca cessa de me causar um profundo espanto a proximidade e a naturalidade do contacto com o legado de génios artísticos, em sítios abençoados como a National Gallery (ou similiares).
Basta apenas querer, dar um passo e entrar num edifício para que (de forma completamente gratuita), eu, uma pessoa anónima, de nacionalidade portuguesa, igual a todas as outras pessoas vulgares deste mundo, possa ter a dois palmos do meu nariz as eternas bailarinas de Dégas, as cores aveludadas de um quadro de Veermer, os contornos indefinidos de um Renoir, os milhentos pontinhos de Seurat ou os contrastes de sombras e luzes de um Caravaggio.
Continuo a achar isto extraordinário, after all these years.
Primeiro estranha-se, depois entranha-se
Também podia aqui debruçar-me circunspectamente sobre a séria e actual crise de transição de regime na Líbia. No entanto, e com a devida vénia à sacralidade deste assunto, vou debruçar-me (mas não muito, que tenho vertigens e posso cair lá para baixo e agora não me dá jeito) sobre a questão dos meus Ray Ban 3025, tal e qual como os que a Aniston aqui usa. É que foi coisa que comecei a usar no início do Verão, primeiro timidamente, depois de forma mais arrojada e, agora, completamente audaciosa, já não ando sem eles. É que primeiro estranhei (muito) este formato de óculos de sol . Depois entranhou-se(-me).
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Quem te cortou as asas, paloma?
Uma versão muito diferente da mais comum (destaque para a qualidade das vozes) de um tema tradicional e popular boliviano, tão conhecido por essa América Latina fora.
Música (nitidamente) de intervenção, claro. Gosto da mensagem subliminar.
Dos palomitas, se lamentaban
llorando...
Y una a la otra se consolaban,
diciendo:
Quién te ha cortado tus bellas alas
paloma...
o algún falsario ha sorprendido
tu vuelo
Ay, Ay, Ay... paloma...
o algún falsario ha sorprendido
tu vuelo.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
No calor da tarde: a loucura em Estocolmo
Clicar para ver melhor. Fulanas muito bêbedas, que vão fora do carro a gritar, agitando a bandeira sueca. Não sei o que pensar disto. Talvez seja orgulho nacional exacerbado.
Ora, os suecos até são anfitriões de nights relativamente soft, que acabam cedo, mesmo nos bares mais badalados. A questão é que em todos os dias passados em Estocolmo, ao fim da tarde, era a loucura vespertina: camiões cheios de jovens muito alcoolizados, com música aos berros, e a fazerem todo o tipo de disparates, numa espécie de cortejo da Queima em plena Sergels Torg. No entanto, nunca chegámos a perceber que festa era aquela afinal. Alguém que esteja familiarizado com a Suécia poderia ter a gentileza de explicar? Debbie, queres dar uma ajudinha?
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Estilos
Palavra de honra: encontra-se nas ruas de Estocolmo muito mais criatividade, arrojo e estilo na forma de vestir do que nas ruas de Londres, ou mesmo de Paris. Não estou a falar de elegância ou do convencional “bom gosto”. É certo que há ali gostos muito discutíveis, e nada é convencional. Mas nunca tinha visto um tão puro statement, irreverência, e afirmação da identidade pessoal através de roupas e acessórios. Aliás, uma coisa interessante a fazer é a pessoa sentar-se uma tarde, por dez minutos, nas movimentadíssimas Drottninggatan ou Sergels Torg, para se ser brindado com um verdadeiro desfile de moda e de estilos alternativos. Nem de propósito, o Scott do Sartorialist fez há pouco tempo uma série de posts acerca da sua recente passagem por Estocolmo (obviamente com fotos e momentos captados muito melhores que os meus), pelo que vale a pena uma espreitadela ao blog, porque ilustra devidamente este tema.
Skansen
Imagine-se uma floresta muito bonita e muito grande numa ilha, para onde foram transladadas, peça por peça até ao mínimo parafuso, várias casas típicas de todos os cantos do país. E que tudo isso forma um enorme museu ao ar livre (o primeiro museu ao ar livre do mundo), que pretende recriar a vida da Suécia rural dos finais do século XIX, com figurantes vestidos à época e a executar actividades desenvolvidas naquele tempo. Figurantes que estão sempre prontos a dar uma explicação histórica sobre tudo o que estamos a ver. Com tudo muito organizado, muito composto e recriado ao ínfimo pormenor, por dentro e por fora das casas, com objectos, quinta com animais, alfaias agrícolas, móveis, máquinas, instrumentos, etc., tudo daquela época. E onde não falta nada: a casa do mestre-escola, a pequena igreja, o posto dos correios, a leitaria, a casa senhorial, a quinta dos camponeses, a loja de tecidos, etc., etc., etc. E aí têm o Skansen, esta pequena maravilha, em Estocolmo.
Veneza portuguesa

Fim de semana em Aveiro. Muito sol, muito perto do mar da Barra e da Costa Nova, e um ar muito fresco, muito típico dali (e alguém a perguntar, ao sair do carro, quem é que pôs o ar condicionado tão frio?). Já há uns bons anos que vou a Aveiro de vez em quando, e vejo como se tornou uma grande cidade, simpática, bonita, organizada, muito dinâmica e bastante desenvolvida, para além de ser um excelente exemplo de bom planeamento urbano e de aproveitamento racional dos melhores recursos de uma terra. Para além de que tem sempre uma boa movida by night. É sempre tão bom dar lá um salto, mesmo aqui ao lado.
Crimes em série
Como sempre, a divulgação das séries da RTP 2 é tão discreta que eu nem dou pelas boas séries começarem. Temos, pois, que andava na mais santa ignorância a respeito da nova da BBC, Emma, tal como andei a ver navios quando deu o Orgulho e Preconceito, A Loja de Antiguidades, a Jane Eyre, etc., etc. Isto não se faz, meus amigos.
Anyway, vi ontem, por pura casualidade, o que eu penso ser o segundo episódio da série. Acho que a Romola Garay está muitíssimo bem, mas não sei se supera a Gwyneth Paltrow no filme homónimo (1996). Bem sei que uma série televisiva não tem o formato nem ritmo do cinema, mas de qualquer forma...
E pronto, fica aqui, definitivamente, vinculada a minha imagem de croma, porque as únicas séries que me fazem deitar-me à impensável hora das 23h30 são as séries de qualidade da BBC, já que os Dexters, e os Losts, e as Glee, que toda a gente acompanha religiosamente, passam-me todos ao lado, motivo pelo qual já sou sobejamente motivo de uma suave chacota no meu grupo de amigos (e não só, porque eles já se encarregaram de divulgar também o facto a desconhecidos).
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Valhelhas, Hong Kong, Budapeste
que são (quase) tão giros como os da Falésia, em Vilamoura
(ou então, não).
Onde fica Valhelhas? Bom. Confesso a minha (anterior) ignorância geográfica. Fica no concelho da Guarda. E, digo-vos, pode não ser o lugar mais fashion ou glamouroso do mundo, podem por ali andar inúmeras opções estéticas muito discutíveis (digamos assim), a Beira Alta pode não ser a minha região preferida, por ser árida e pedregosa, mas posso garantir que gente mais genuína, simpática, franca, simples, generosa, cativante e amável, não há em muito mais lugares na Terra.
E ir à praia fluvial de Valhelhas? Bom. Outra confissão: foi um desafio para mim o confronto com a fauna (humana) local e com o próprio sítio em si (parecia uma experiência sociológica). Mas, com uma boa dose de bom humor e de bons amigos, consegue-se sempre apreciar o que há de melhor (por exemplo, água límpida e translúcida - mas um bocado fria - da muito próxima nascente do Zêzere) e falar da Beira Interior com tanto entusiasmo como falo de Hong Kong ou de Budapeste.
E ir à praia fluvial de Valhelhas? Bom. Outra confissão: foi um desafio para mim o confronto com a fauna (humana) local e com o próprio sítio em si (parecia uma experiência sociológica). Mas, com uma boa dose de bom humor e de bons amigos, consegue-se sempre apreciar o que há de melhor (por exemplo, água límpida e translúcida - mas um bocado fria - da muito próxima nascente do Zêzere) e falar da Beira Interior com tanto entusiasmo como falo de Hong Kong ou de Budapeste.
Homens suecos
Obviamente que na Suécia, em termos de beleza, me debrucei muito mais sobre o tema da beleza masculina (mas não me debrucei demasiado, que isto uma pessoa quando se debruça revela o decote e não convém).
Ora, eis um tema que muito me apraz. Pois está claro que na capital sueca houve direito a overdose de gajos bons, que causa uma previsível ressaca quando se aterra de novo em Lisboa, cidade onde há também alguns gajos bons, mas francamente em muito menor quantidade e qualidade. Desta vez, não fotografei suecos à descarada, como fiz em Copenhaga ou em Roma, porque me deu vergonha. (Devo estar a ganhar juízo, ou coisa parecida.)
Ora, eis um tema que muito me apraz. Pois está claro que na capital sueca houve direito a overdose de gajos bons, que causa uma previsível ressaca quando se aterra de novo em Lisboa, cidade onde há também alguns gajos bons, mas francamente em muito menor quantidade e qualidade. Desta vez, não fotografei suecos à descarada, como fiz em Copenhaga ou em Roma, porque me deu vergonha. (Devo estar a ganhar juízo, ou coisa parecida.)
Nota: atenção, que a beleza dos nórdicos é coisa para apreciar, não necessariamente para provar. É assim uma beleza gourmand, que se aprecia de longe, de muito longe, só com olhos, sem mãos, sem língua, sem nada.
Os Suecos: não é um mito, é mesmo verdade
Apesar de sabermos que a mera menção a “suecos” ou “suecas” é suficiente para activar as glândulas salivares de muito boa gente lusitana por aí, eu (que sou uma autoridade neste assunto, cof cof) confirmo: na Suécia, toda a gente é linda de morrer. Os homens. As mulheres. As crianças. Todos lindos, lindos, lindos. Para além de, na grande generalidade, muito altos e elegantes. Temos, portanto, que a Suécia (à semelhança da Dinamarca e, num registo mais meridional, a insuperável e incomparável Itália) conquistou o prémio “País com Selo de Qualidade Zozô”. Très bien.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Sushi nórdico
Se alguém pensa que são só os japoneses que comem peixe cru, estais muito enganados, minha boa gente. No Vasa Museet (que tem um restaurante muitíssimo simpático e com uma vista muito agradável da ilha de Djurgärden) tive a oportunidade de degustar este prato típico sueco de salmão cru (não é fumado, é mesmo cru), apenas temperado com limão, sal, pimenta e funcho, acompanhado de batatas cozidas com um molho que não consegui decifrar até hoje (mas era bom). E esta que aqui vos escreve garante-vos: soube-me pela vida.
Vasa Museet, na ilha de Djurgärden
Ora bem. Os rapazes costumam gostar deste museu. Não, não vou dizer que tem gajas nuas. Mas tem a segunda coisa que mais capta o interesse dos homens neste mundo, para além do futebol: coisas de guerra.
O Vasa era um navio sueco de guerra do século XVII que se afundou na sua viagem inaugural, em Estocolmo, pouco depois de ter zarpado. (Olha que pouca sorte, caramba, coitados. A parte boa é que não tem o Leonardo di Caprio nem a Kate Winslet pendurados na proa.)
Após vários séculos nas profundezas do mar, foi completamente resgatado à água no século XX, trazido para terra, recuperado e restaurado, e o museu foi construído com todo o seu espólio (desde roupas dos marinheiros a instrumentos de medicina e utensílios de cozinha e muito mais). Aliás, toda a estrutura do museu foi concebida e construída para albergar a própria embarcação, que é enorme. Este museu está classificado como um dos mais interessantes do mundo. Pretty cool.
O Vasa era um navio sueco de guerra do século XVII que se afundou na sua viagem inaugural, em Estocolmo, pouco depois de ter zarpado. (Olha que pouca sorte, caramba, coitados. A parte boa é que não tem o Leonardo di Caprio nem a Kate Winslet pendurados na proa.)
Após vários séculos nas profundezas do mar, foi completamente resgatado à água no século XX, trazido para terra, recuperado e restaurado, e o museu foi construído com todo o seu espólio (desde roupas dos marinheiros a instrumentos de medicina e utensílios de cozinha e muito mais). Aliás, toda a estrutura do museu foi concebida e construída para albergar a própria embarcação, que é enorme. Este museu está classificado como um dos mais interessantes do mundo. Pretty cool.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


