sábado, 10 de setembro de 2011

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Fim de Verão








Gosto tanto tanto tanto deste estilo que vou (tentar) copiá-lo descaradamente ainda este mês, em jeito de despedida do Verão.

Victoria Bekham



Kate Winslet no Festival de Veneza 2011



Eu não digo? A Victoria Beckham pode ser uma gaja inqualificável, mas lá que se está a sair muito bem na área da moda, lá isso está.


(Passada a febre dos desfiles de moda internacional, prometemos que este blog voltará ao seu registo normal. Só não sabemos quando.)

Gucci

A Gucci já no Verão nos tinha brindado com uma colecção de cores fortes e de contrastes improváveis, mas que resultavam sabiamente. Neste Outono/Inverno, foi ainda mais longe, e apresentou conjugações cromáticas absolutamente deliciosas. Quase não cabem em descrições, as imagens falam por si. A moda italiana é assim: pura ousadia e sensualidade. Quando não é através das cores é através do corte. Que sirvam de inspiração.











































Lanvin

Como não podia deixar de ser, adoro as capelines Lanvin da nova estação.














Altuzarra






A allure intemporal de Altuzarra.




Arte







Eu penso que os criadores artísticos da casa Alexander McQueen sabem interpretar exactamente o que um certo tipo de moda deve ser: criatividade e pura arte. Gosto muito deste vestido.

Aprumo

Como hoje me apetece continuar a falar de moda, porque adoro sempre as estações Outono/Inverno, vamos seguir para a Carolina Herrera, que é outra senhora abençoada, que desenha roupas de uma sofisticação e uma feminilidade suaves e inexcedíveis. As criações têm sempre uma aura de aprumo impecável e uma sobriedade que nunca chega a ser monótona.









quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Homens que gostam de mulheres

Peter Dundas






Eu gosto dos homens que gostam de mulheres. E, em termos de moda, sou muito sincera: não gosto muito daqueles designers que enfarpelam as mulheres em trapos disformes, que lhes retiram a elegância, as formas e, sobretudo, a feminilidade. De vez em quando, sim, gosto de alguma roupa que brinca com a fronteira da androginia, ou de roupas cuja elegância não evidencia nem expõe demasiado o corpo feminino. Certo. Tudo é necessário para haver equilíbrio. Mas do que eu gosto mesmo é de homens que desenham roupas para mulheres e que sabem tirar partido das curvas e das particularidades do corpo feminino, sem o tornarem vulgar. O Peter Dundas (director artístico da marca Emilio Pucci) e o Elie Saab são dois designers assim. Muito masculinos, e ambos com um charme discreto e muito viril, sabem desenhar roupa feminina absolutamente deslumbrante. Homens que gostam de mulheres. Gosto de homens assim.






Elie Saab

Homens que gostam de mulheres (2)

A ilustrar o post anterior, criações de Elie Saab (as duas últimas fotos) e de Peter Dundas para Emilio Pucci, Outono Inverno 2011/2012:


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Já não sei andar de bicicleta



Humpf. Não consigo andar de bicicleta. Não sei o que se passou, mas, em toda a minha idade adulta, nunca consegui andar de bicicleta. E no entanto, em pequena, andava perfeitamente (sem rodinhas nem nada, minha gente).
Aliás, há uns anos, numa viagem a Espanha, todos os meus amigos foram dar uma volta de bicicleta até à praia menos eu (e umas miúdas que estavam doentes) porque aluguei, tal como eles, uma bicicleta, e depois não consegui andar com ela. (Não tenho culpa! Era uma cidade com um relevo muito acidentado!) Para cúmulo, há uma triste fotografia dessa ocasião, em que um amigo meu está a tentar ensinar-me a conduzir aquele veículo do demónio, tal e qual como se faz com as crianças. (Note to self: destruir o registo com urgência.)



De modo que já estou habituada às frases de gozo “Ah, ah, andar de bicicleta é como o sexo, nunca se esquece”. Ah, ah. Que piada. Pois. Mas eu continuo a não conseguir a andar de bicicleta. E estou profundamente convicta de que o problema não está em mim. (Estou a falar de bicicletas.) Mas ninguém me acredita. Ou têm o guiador muito à frente, ou o selim muito alto, ou são pesadas demais, ou sei lá. Ora, há coisas que têm que estar física e anatomicamente adequadas a nós, certo? (Ainda estou a falar de bicicletas.) Portanto, digam-me, o problema não tem que ser forçosamente nosso, pois não? Tudo depende do que estamos a montar, certo? (Continuo a falar de bicicletas.)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Suécia, a nova geração




A nova geração sueca: as crianças suecas são alegres e bem dispostas, mas calmíssimas, ordeiras, sossegadas. Não sei se estarão todos drogados com o Calpol que administravam à Maddie McCann, mas é incrível, de facto, a calma, a educação e a disciplina destas crianças. Nas excursões das escolas, caminham pelas ruas ordeiramente, envergando pequenos coletezinhos reflectores. Não falam aos gritos, nem correm tresloucados como os garotos em Portugal. E os adolescentes, em geral, não boicotam as visitas de estudo a locais culturais.
Aliás, é raríssimo ver, mesmo numa grande cidade como em Estocolmo, a balbúrdia e a vozearia que os nossos diabretes, perdão, garotos costumam protagonizar, com as célebres birras na rua, centros comerciais e restaurantes, os palcos preferidos para os seus espectáculos.


Mas também é verdade que esta generalizada calma sueca deve, provavelmente, começar logo na fase intra-uterina, com mães com licenças de maternidade generosas e extensas, padrões culturais e uma moral protestante (ai, meu querido Max Weber) onde se cultiva alguma contenção e discrição, um óptimo nível de vida, uma assistência social invejável, níveis elevados de segurança nas ruas, baixas taxas de criminalidade e um Estado-Providência que já conheceu melhores dias mas que, ainda assim, é bem melhor do que alguma vez o foi em Portugal, por exemplo. Enfim, tudo o que pode tornar pequenas crianças em anjinhos e um país numa espécie de um dos últimos “oásis sociais”, como eu lhes chamo (não são perfeitos, claro, mas estão lá perto).

Render da Guarda(-Roupa)




Trocar a roupa leve e fresca por uma bela gabardine (ou trench-coat, se quisermos ser mais ranhosazitas). Interromper meses solarengos por uns dias de chuva very british indeed e um londrino céu nublado.



Confesso que já tinha (algumas) saudades.

Bandas sonoras

Isto são três das minhas bandas sonoras preferidas, para ouvir do princípio ao fim. A toada profunda e perturbante da do Twin Peaks acompanhou-me há muitos anos numa longa viagem de carro por uma ilha. Há dias li que não sei quem andava com a banda sonora do filme La Reine Margot no Ipod e achei curioso, porque eu também, já há muito tempo (Ofra Haza e Goran Bregovic). Idem para a excelente do filme Marie Antoinette, da Sofia Coppola (aqui, "Hong Kong Garden", Siouxsie and the Banshees, e a minha favorita de todas "Kings of the wild frontier", Adam and the Ants). A dos filmes Before Sunrise/Before Sunset é outro clássico das minhas preferências, com este surpreendentemente bom "Je t'aime tant", composto e cantado em francês pela actriz Julie Delpy.






segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A minha homenagem a Anna Karenina





É um bicho? É uma bola de pêlo? Não, mas está algures entre essas duas coisas: é um gorro faux fur, e foi a minha melhor aquisição dos últimos tempos. Que melhor homenagem (frívola e) pessoal posso eu dar à monumental obra de Tolstoi, que é também a minha preferida? Um gorro de pêlo ao melhor estilo das russas, compradinho em Oxford Street por apenas 20 libras. Bem sei que cá não faz o frio glaciar de São Petersburgo. So what? Mais um adereço controverso para o meu guarda-roupa. Vá, quando é que chega Dezembro?




quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Dégas e Veermer ao almoço




Se eu alguma vez trabalhasse perto de Trafalgar Square, juro-vos: era certo e sabido onde iria passar todos os minutos que me sobrassem da minha hipotética hora de almoço.


É já um cliché, mas sinceramente, nunca cessa de me causar um profundo espanto a proximidade e a naturalidade do contacto com o legado de génios artísticos, em sítios abençoados como a National Gallery (ou similiares).


Basta apenas querer, dar um passo e entrar num edifício para que (de forma completamente gratuita), eu, uma pessoa anónima, de nacionalidade portuguesa, igual a todas as outras pessoas vulgares deste mundo, possa ter a dois palmos do meu nariz as eternas bailarinas de Dégas, as cores aveludadas de um quadro de Veermer, os contornos indefinidos de um Renoir, os milhentos pontinhos de Seurat ou os contrastes de sombras e luzes de um Caravaggio.


Continuo a achar isto extraordinário, after all these years.

Primeiro estranha-se, depois entranha-se




Também podia aqui debruçar-me circunspectamente sobre a séria e actual crise de transição de regime na Líbia. No entanto, e com a devida vénia à sacralidade deste assunto, vou debruçar-me (mas não muito, que tenho vertigens e posso cair lá para baixo e agora não me dá jeito) sobre a questão dos meus Ray Ban 3025, tal e qual como os que a Aniston aqui usa. É que foi coisa que comecei a usar no início do Verão, primeiro timidamente, depois de forma mais arrojada e, agora, completamente audaciosa, já não ando sem eles. É que primeiro estranhei (muito) este formato de óculos de sol . Depois entranhou-se(-me).

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Quem te cortou as asas, paloma?

Uma versão muito diferente da mais comum (destaque para a qualidade das vozes) de um tema tradicional e popular boliviano, tão conhecido por essa América Latina fora.


Música (nitidamente) de intervenção, claro. Gosto da mensagem subliminar.

Dos palomitas, se lamentaban
llorando...

Y una a la otra se consolaban,
diciendo:

Quién te ha cortado tus bellas alas
paloma...

o algún falsario ha sorprendido
tu vuelo

Ay, Ay, Ay... paloma...
o algún falsario ha sorprendido
tu vuelo.

N.º 2 na lista de coisas que não compreendo


Podia confessar aqui que não entendo grande coisa de taxas de Ray Ting, ai espera lá, é rating, afinal não é um sucedâneo da Ray Ban, é outra coisa menos gira, pronto. Mas não. Confesso apenas que o sucesso desta Pippa é uma coisa que não me assiste. E tira-me muitas horas de sono.