terça-feira, 23 de agosto de 2011
Eu precisava de espairecer
Há quem vá ver o mar para espairecer. Eu também vou ver o mar, mas em Estocolmo.
(Atenção, que o que se segue nas próximas semanas são, entre outros disparates que para aqui destilo, vários – eu diria bastantes, até, - posts sobre os suecos, Estocolmo e a Suécia em geral. Portanto, o melhor é voltarem aqui ao blog lá para 2012.)
Pequenos prazeres
Começar um período de férias com uma volta pela Baixa, compras no Chiado, um gelado delicioso no Santini (que, ainda assim, não supera a Emanha da Figueira, até porque não está à beira mar) e encontrar numa loja e-xac-ta-men-te o que se procurava há meses e já não se esperava encontrar. Gozar, de passagem, um pouco do sol e calor lisboetas, antes de partir para paragens mais frias. E saber que no dia seguinte as aventuras, passeios e descobertas vão realmente começar.
Arriverdeci Roma
Aforismo do desencanto
O verdadeiro problema, hoje em dia, é que os homens maus e estúpidos estão sempre cheios de prosápia, e os homens bons e inteligentes estão sempre cheios de dúvidas.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Bons companheiros de viagem
“Um prazer, pelo menos, lhe estava garantido: o de ter bons companheiros de viagem, saudáveis e empreendedores para suportar os pequenos contratempos, bem humorados para realçar todos os prazeres e afectuosos e inteligentes de modo a sugerirem novas distracções, caso deparassem com decepções no caminho.”
Jane Austen, “Pride and Prejudice”.
Só há dois tipos de homens heterossexuais
Os que, nas mulheres, gostam mais de apreciar mamas e os que preferem apreciar os rabos delas. Pessoalmente, prefiro os primeiros.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Autos-de-fé
Tentar converter pessoas intrinsecamente más (seja por influência, persuasão ou transmissão de bons exemplos) é coisa da mais vã inutilidade. O tempo das conversões é coisa de cristãos-novos do século XVI. O que fazia falta a muito boa gente (má) eram uns autozinhos-de-fé à boa maneira antiga.
Frivolidades – Parte n.º 21547
Ando em êxtase. Finalmente, consegui decidir-me a comprar uns óculos de sol estilo rétro, muito parecidos aos que a Isabelli Fontana usa na fota acima, mas da El Caballo (vá lá, não troquem b's por r's como um amigo meu costuma fazer). Não sabia que a El Caballo também tinha gafas. Gosto muito da palavra gafas. Aliás, o castelhano é um idioma que tem vocábulos a que frequentemente acho muita piada.
Não contente com esta aquisição, adquiri igualmente uns clássicos Wayfarer, aos quais já andava a fazer a corte há bastante tempo. Já tenho os óculos das estrelas de Hollywood, portanto.
É ou não um bom motivo para andar a cantarolar o dia inteiro “Os meus óculos de sol, uh, uh…”? Bem, talvez não seja.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Marés vivas (vivíssimas)
("Meu, quase parecia um resort caribenho.")
Breve nota pessoal: os Nadadores Salvadores da Praia da Rocha Baixinha, perto da Falésia, Vilamoura, no Algarve, são uma classe profissional muito louvável e que eu muito respeito, pelo enorme esmero e profissionalismo com que desempenham as suas nobilíssimas funções, e, sobretudo, pelos elevados padrões de beleza física que consubstanciam, os quais, de ano para ano, aumentam e se traduzem em:
1) rostos muito agradáveis;
2) rabos fabulosamente aprazíveis;
3) e peitorais extasiantes.
Bom trabalho, rapazes.
(E os meus cumprimentos à malta do recrutamento de pessoal do empreeendimento que gere Vilamoura.)
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Acredita
terça-feira, 16 de agosto de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
I have a dream
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Saciedade de consumo
À saída de uma conhecida loja de roupa cara, em Lisboa, uma senhora (que ia muito carregada com sacos de compras) diz para quem estava a acompanhá-la: “Paciência, depois poupa-se na comida!”.
Fantástico. Esta senhora, sem o saber, comprova empiricamente que Weber e a teoria da relação entre a ética protestante e o capitalismo não estão ultrapassados. E, tal como ela, muitos portugueses que não têm aquela moral espartana, racional, comedida, sóbria, têm as suas prioridades todas trocadas. Essencialmente, em função de um estilo de vida de aparências, de manifestações exteriores de riqueza que não existe e em ostentação que se banha em dívidas. (Ainda dizem que Weber está ultrapassado. Não, meus amigos. Ah, Weber está vivo e bem vivo, como o Elvis.)
Fez-me lembrar aquela tira muito gira da Mafalda, do Quino, sobre a sociedade de consumo, e sobre quando é que se atingiria a saciedade do consumo. Pelos vistos, nunca. Pois se até se pode cortar na comida, o que, assim como assim, até ajuda à dieta e tudo.
Fantástico. Esta senhora, sem o saber, comprova empiricamente que Weber e a teoria da relação entre a ética protestante e o capitalismo não estão ultrapassados. E, tal como ela, muitos portugueses que não têm aquela moral espartana, racional, comedida, sóbria, têm as suas prioridades todas trocadas. Essencialmente, em função de um estilo de vida de aparências, de manifestações exteriores de riqueza que não existe e em ostentação que se banha em dívidas. (Ainda dizem que Weber está ultrapassado. Não, meus amigos. Ah, Weber está vivo e bem vivo, como o Elvis.)
Fez-me lembrar aquela tira muito gira da Mafalda, do Quino, sobre a sociedade de consumo, e sobre quando é que se atingiria a saciedade do consumo. Pelos vistos, nunca. Pois se até se pode cortar na comida, o que, assim como assim, até ajuda à dieta e tudo.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Super Bock
Há vários anos que admiro a publicidade da Super Bock. É incrível como, a partir de uma mensagem tão simples e de imagens muito simples do produto, a imaginação e a imensa criatividade fazem tudo o resto. Quando penso que já não há muito mais para inventarem, a cada época do ano vêm com novas ideias, quase sempre temáticas, quase sempre associadas à sazonalidade. E ocorre-me sempre: é tão simples, como é que nunca pensei nisto antes? Brilhante.
A little encouragement
- Por que razão se mostrou tão tímido comigo na primeira vez que nos visitou e, depois, quando aqui jantou? E, sobretudo, porque conservava uma atitude tão distante e fria?
- Porque também você se mantinha grave e silenciosa e não me deu qualquer encorajamento.
- Mas eu estava embaraçada.
- E eu também.
- Podia ter procurado conversar mais comigo, quando veio jantar.
- Um homem menos apaixonado que eu talvez o tivesse feito.
Jane Austen, “Pride and Prejudice”
- Porque também você se mantinha grave e silenciosa e não me deu qualquer encorajamento.
- Mas eu estava embaraçada.
- E eu também.
- Podia ter procurado conversar mais comigo, quando veio jantar.
- Um homem menos apaixonado que eu talvez o tivesse feito.
Jane Austen, “Pride and Prejudice”
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Ainda dizem que temos o sangue quente dos latinos. Só se for para manobras de sedução, porque, para protestos, temos sangue morninho, quase frio
Em Londres acontece o que já aconteceu em Paris há uns anos; as manifestações também já aqueceram (e bem) em Atenas e Madrid, como sabemos. Claro que o que está a acontecer em Londres, ultrapassa muito o protesto e a dimensão de tensões raciais, e explode em simples e gratuito vandalismo. Mas é um facto que à medida que os cortes financeiros são aplicados, o mal-estar social faz-se sentir um pouco por toda a Europa. Imagino o que seria de nós, em Portugal, se tivessemos um bocadinho mais de consciência cívica e de capacidade de mobilização e de protesto (e um bocadinho mais de têmpera), com a nossa economia no estado em que está, e com os crimes que esta desgraçada classe política tem vindo sucessivamente a cometer. Mas não, Portugal está adormecido ao sol de Agosto, como já dizia o Eça. Somos um povo tão meias-tintas, tão brando, tão fixe. Que bom.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Diferente delas

- Agora seja sincero: foi pela minha impertinência que me admirou?
- Admirei-a pela vivacidade do seu espírito.
- Ou impertinência, como queira. Pouco menos era do que isso. O que é certo é que estava farto de amabilidades, deferências e atenções. Desdenhava todas aquelas mulheres que falavam, agiam e pensavam com o único fito de o conquistar. Despertei a sua atenção porque eu era diferente delas. Se não tivesse um fundo realmente bom, ter-me-ia odiado. (…)
Jane Austen, “Pride and Prejudice”
- Admirei-a pela vivacidade do seu espírito.
- Ou impertinência, como queira. Pouco menos era do que isso. O que é certo é que estava farto de amabilidades, deferências e atenções. Desdenhava todas aquelas mulheres que falavam, agiam e pensavam com o único fito de o conquistar. Despertei a sua atenção porque eu era diferente delas. Se não tivesse um fundo realmente bom, ter-me-ia odiado. (…)
Jane Austen, “Pride and Prejudice”
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Testosterona de luxo #27

Niall Matter
Cá está o regresso desta bela rubrica, desta vez com o alto patrocínio da queridíssima Andorinha, que me apresentou a esta criatura maravilhosa. Com os desejos de um excelente fim de semana para todos vós, ide em paz e que (este) senhor vos acompanhe, minha gente.
Atrasos estruturais (analogias simplistas que não interessam para nada)
Há pessoas que têm um profundo atraso estrutural em termos emocionais, tal como Portugal ou a Grécia em termos económicos.
Há pessoas que, à semelhança daquele acelerado desenvolvimento da Irlanda a partir dos anos 90, conseguem (fugazmente) superar o atraso estrutural, para, tempos depois, ficarem outra vez na mesma (ou, se calhar, pior).
Há pessoas que são verdadeiros PIGS nas suas vidas sentimentais.
Há pessoas que, à semelhança daquele acelerado desenvolvimento da Irlanda a partir dos anos 90, conseguem (fugazmente) superar o atraso estrutural, para, tempos depois, ficarem outra vez na mesma (ou, se calhar, pior).
Há pessoas que são verdadeiros PIGS nas suas vidas sentimentais.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Filmezinhos que eu gostaria de ver em breve, ou, vá, quando fosse possível
Vestidos de culto - Parte IV
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Uma descida aos infernos
Uns posts mais abaixo, e aí estava eu a relatar o meu pequeno inferno pessoal num armazém (pseudo-centro comercial) na Tunísia. No entanto, devo ser justa: nas Galerias La Fayette também houve problema. Desta vez, não foi uma subida aos infernos, mas sim uma descida. Desta vez, nada relacionado com vómitos, mas apenas claustrofobia e um certo ataque de pânico, associados a mais de meia hora sem encontrar a saída. Definitivamente, tenho um problema com grandes armazéns, mesmo que sejam todos art déco, e que estejam a transbordar de artigos Chanel, no coração de Paris. Ou terei eu eficazes mecanismos fisiológicos e psicológicos impeditivos de gastar dinheiro em compras? Um bom tema para reflexão.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Um Verão escocês
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Minimalismo em duas frentes


Duas imagens (aparentemente) incongruentes. A crueza minimalista preto/branco da animação da iraniana Marjane Satrapi e o glamour da Chiara, sempre com o seu minimalismo elegante e discreto em tudo o que veste.
Persepolis, talvez o melhor filme de animação que vi até hoje (se não foi o melhor, foi o que mais gostei), e ainda por cima, sobre o Irão e a sua revolução de 1978, precedentes e consequências.
E a Mastroiani, que emprestou a sua voz, neste filme, à personagem principal.
Boas companhias
Os melhores gelados do mundo são os da Emanha, quando conjugados com uma bela esplanada à beira mar, na Figueira. E com boas companhias.
Quanto aos sabores, sou, desde pequena, sempre fiel, sempre clássica, sempre a mesma: pistacchio. (Só nunca sei como pronunciar o raio da palavra.) E amêndoa, só para acompanhar.
Enquanto as outras pessoas pedem uma bola, eu peço duas. E, a seguir, mais outras duas. Ao princípio, tinha vergonha da minha alarvidade. Agora já não.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Breaking the waves
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