segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Skansen

























































































































































Imagine-se uma floresta muito bonita e muito grande numa ilha, para onde foram transladadas, peça por peça até ao mínimo parafuso, várias casas típicas de todos os cantos do país. E que tudo isso forma um enorme museu ao ar livre (o primeiro museu ao ar livre do mundo), que pretende recriar a vida da Suécia rural dos finais do século XIX, com figurantes vestidos à época e a executar actividades desenvolvidas naquele tempo. Figurantes que estão sempre prontos a dar uma explicação histórica sobre tudo o que estamos a ver. Com tudo muito organizado, muito composto e recriado ao ínfimo pormenor, por dentro e por fora das casas, com objectos, quinta com animais, alfaias agrícolas, móveis, máquinas, instrumentos, etc., tudo daquela época. E onde não falta nada: a casa do mestre-escola, a pequena igreja, o posto dos correios, a leitaria, a casa senhorial, a quinta dos camponeses, a loja de tecidos, etc., etc., etc. E aí têm o Skansen, esta pequena maravilha, em Estocolmo.

Veneza portuguesa







Fim de semana em Aveiro. Muito sol, muito perto do mar da Barra e da Costa Nova, e um ar muito fresco, muito típico dali (e alguém a perguntar, ao sair do carro, quem é que pôs o ar condicionado tão frio?). Já há uns bons anos que vou a Aveiro de vez em quando, e vejo como se tornou uma grande cidade, simpática, bonita, organizada, muito dinâmica e bastante desenvolvida, para além de ser um excelente exemplo de bom planeamento urbano e de aproveitamento racional dos melhores recursos de uma terra. Para além de que tem sempre uma boa movida by night. É sempre tão bom dar lá um salto, mesmo aqui ao lado.

Crimes em série



Como sempre, a divulgação das séries da RTP 2 é tão discreta que eu nem dou pelas boas séries começarem. Temos, pois, que andava na mais santa ignorância a respeito da nova da BBC, Emma, tal como andei a ver navios quando deu o Orgulho e Preconceito, A Loja de Antiguidades, a Jane Eyre, etc., etc. Isto não se faz, meus amigos.



Anyway, vi ontem, por pura casualidade, o que eu penso ser o segundo episódio da série. Acho que a Romola Garay está muitíssimo bem, mas não sei se supera a Gwyneth Paltrow no filme homónimo (1996). Bem sei que uma série televisiva não tem o formato nem ritmo do cinema, mas de qualquer forma...


E pronto, fica aqui, definitivamente, vinculada a minha imagem de croma, porque as únicas séries que me fazem deitar-me à impensável hora das 23h30 são as séries de qualidade da BBC, já que os Dexters, e os Losts, e as Glee, que toda a gente acompanha religiosamente, passam-me todos ao lado, motivo pelo qual já sou sobejamente motivo de uma suave chacota no meu grupo de amigos (e não só, porque eles já se encarregaram de divulgar também o facto a desconhecidos).

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Valhelhas, Hong Kong, Budapeste









Nadadores salvadores de Valhelhas,




que são (quase) tão giros como os da Falésia, em Vilamoura




(ou então, não).




Onde fica Valhelhas? Bom. Confesso a minha (anterior) ignorância geográfica. Fica no concelho da Guarda. E, digo-vos, pode não ser o lugar mais fashion ou glamouroso do mundo, podem por ali andar inúmeras opções estéticas muito discutíveis (digamos assim), a Beira Alta pode não ser a minha região preferida, por ser árida e pedregosa, mas posso garantir que gente mais genuína, simpática, franca, simples, generosa, cativante e amável, não há em muito mais lugares na Terra.

E ir à praia fluvial de Valhelhas? Bom. Outra confissão: foi um desafio para mim o confronto com a fauna (humana) local e com o próprio sítio em si (parecia uma experiência sociológica). Mas, com uma boa dose de bom humor e de bons amigos, consegue-se sempre apreciar o que há de melhor (por exemplo, água límpida e translúcida - mas um bocado fria - da muito próxima nascente do Zêzere) e falar da Beira Interior com tanto entusiasmo como falo de Hong Kong ou de Budapeste.

Homens suecos




Obviamente que na Suécia, em termos de beleza, me debrucei muito mais sobre o tema da beleza masculina (mas não me debrucei demasiado, que isto uma pessoa quando se debruça revela o decote e não convém).
Ora, eis um tema que muito me apraz. Pois está claro que na capital sueca houve direito a overdose de gajos bons, que causa uma previsível ressaca quando se aterra de novo em Lisboa, cidade onde há também alguns gajos bons, mas francamente em muito menor quantidade e qualidade. Desta vez, não fotografei suecos à descarada, como fiz em Copenhaga ou em Roma, porque me deu vergonha. (Devo estar a ganhar juízo, ou coisa parecida.)





Nota: atenção, que a beleza dos nórdicos é coisa para apreciar, não necessariamente para provar. É assim uma beleza gourmand, que se aprecia de longe, de muito longe, só com olhos, sem mãos, sem língua, sem nada.


Os Suecos: não é um mito, é mesmo verdade



Apesar de sabermos que a mera menção a “suecos” ou “suecas” é suficiente para activar as glândulas salivares de muito boa gente lusitana por aí, eu (que sou uma autoridade neste assunto, cof cof) confirmo: na Suécia, toda a gente é linda de morrer. Os homens. As mulheres. As crianças. Todos lindos, lindos, lindos. Para além de, na grande generalidade, muito altos e elegantes. Temos, portanto, que a Suécia (à semelhança da Dinamarca e, num registo mais meridional, a insuperável e incomparável Itália) conquistou o prémio “País com Selo de Qualidade Zozô”. Très bien.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Sushi nórdico



Se alguém pensa que são só os japoneses que comem peixe cru, estais muito enganados, minha boa gente. No Vasa Museet (que tem um restaurante muitíssimo simpático e com uma vista muito agradável da ilha de Djurgärden) tive a oportunidade de degustar este prato típico sueco de salmão cru (não é fumado, é mesmo cru), apenas temperado com limão, sal, pimenta e funcho, acompanhado de batatas cozidas com um molho que não consegui decifrar até hoje (mas era bom). E esta que aqui vos escreve garante-vos: soube-me pela vida.

Vasa Museet, na ilha de Djurgärden








Ora bem. Os rapazes costumam gostar deste museu. Não, não vou dizer que tem gajas nuas. Mas tem a segunda coisa que mais capta o interesse dos homens neste mundo, para além do futebol: coisas de guerra.
O Vasa era um navio sueco de guerra do século XVII que se afundou na sua viagem inaugural, em Estocolmo, pouco depois de ter zarpado. (Olha que pouca sorte, caramba, coitados. A parte boa é que não tem o Leonardo di Caprio nem a Kate Winslet pendurados na proa.)
Após vários séculos nas profundezas do mar, foi completamente resgatado à água no século XX, trazido para terra, recuperado e restaurado, e o museu foi construído com todo o seu espólio (desde roupas dos marinheiros a instrumentos de medicina e utensílios de cozinha e muito mais). Aliás, toda a estrutura do museu foi concebida e construída para albergar a própria embarcação, que é enorme. Este museu está classificado como um dos mais interessantes do mundo. Pretty cool.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sol, calor, calma e felicidade. Caraíbas? Não. Suécia.







Quando faz bom tempo, é Verão, e há muito, muito sol, os suecos conseguem ser um povo afável, muitíssimo educado e simpático (muito diferentes dos dinamarqueses, que me perdoem os vikings). Toda a gente amável. De entre centenas de pessoas, só me cruzei com duas mulheres um pouco menos bem dispostas (e ambas até tinham razão, porque as ciclovias não são lugares para peões, e num museu quando se diz que é proibido fotografar, é porque não se pode mesmo tirar fotos. Confere.).
Dizia eu, toda, mas toda a gente simpática, educada e agradável, sem nada de manifestações exuberantes, é claro. Sempre prestáveis, sempre com um sorriso, sempre dispostos a ajudar com gentileza. Nos cafés. Nos barcos. Nas ruas. Nas bilheteiras. Em locais culturais ou turísticos.
Pode ser ingenuidade, superficialidade ou uma impressão (obviamente) repassada de subjectividade, mas fiquei com a sensação de que as pessoas ali devem ser felizes. Pelo menos, felizes quando a um excelente nível de vida se alia um sol deslumbrante.

(Disse-me um rapaz sueco que era muito raro fazer assim tanto calor em Estocolmo. Simplesmente espectacular.)

Estocolmo, 30 graus

Uma das muitas ilhas à volta de Estocolmo, vista do barco que se apanha para a ilha de Lovön.

(Como se pode ver, as pessoas estão... na praia!)






In Here It's Always Friday, um bar em Stureplan (só o nome já nos põe bem dispostos, adorei.)



Stureplan



(Um monumento visto do terraço do Palácio Real, do lado de Gamla Stan,


a parte antiga da cidade, também situada numa ilha.)




Aterra uma pessoa em Arlanda com gabardine, écharpe e botins, salvaguardando-se da hipótese de um maravilhoso friozinho de Verão nórdico, e, afinal, está um calor dos trópicos. O piloto anuncia que estão 30 graus pouco antes da aterragem, e uma pessoa fica em êxtase. (Um êxtase controlado, é óbvio, porque, afinal, estamos no meio de nórdicos, e os nórdicos não se extasiam por dá cá aquela palha, nem que chovessem notas de 1000 coroas.)
Bom. De modo que a Suécia, enquanto lá estive, foi um pequeno paraíso: tudo o que podemos esperar da civilização, educação e organização de um país nórdico, com um sol e um calor verdadeiramente mediterrânicos. É ou não é o Éden? É, pois.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O elemento água, sempre presente em Estocolmo








Esta maravilhosa cidade é, na verdade, um conjunto enorme de ilhas interligadas, com canais tão limpos que é possível nadar e fazer praia em algumas zonas.



Aliás, toda a Suécia está tão limpa e organizada que eu creio mesmo que nem existem as palavras "poluição" ou "sujidade" em sueco. Meus amigos, aquilo é um país por onde passou uma gigantesca mão cheia de Sonasol e ficou tudo a brilhar e desinfectadinho.



PS: perdoem-me a má qualidade das fotos, sem técnica nenhuma e muito atabalhoadas, mas eu realmente sou inversamente proporcional à qualidade da minha máquina. Pronto.

De como o Vomidrine se pode tornar no nosso melhor amigo em Estocolmo










Eu precisava de espairecer






Há quem vá ver o mar para espairecer. Eu também vou ver o mar, mas em Estocolmo.







(Atenção, que o que se segue nas próximas semanas são, entre outros disparates que para aqui destilo, vários – eu diria bastantes, até, - posts sobre os suecos, Estocolmo e a Suécia em geral. Portanto, o melhor é voltarem aqui ao blog lá para 2012.)

Pequenos prazeres

Começar um período de férias com uma volta pela Baixa, compras no Chiado, um gelado delicioso no Santini (que, ainda assim, não supera a Emanha da Figueira, até porque não está à beira mar) e encontrar numa loja e-xac-ta-men-te o que se procurava há meses e já não se esperava encontrar. Gozar, de passagem, um pouco do sol e calor lisboetas, antes de partir para paragens mais frias. E saber que no dia seguinte as aventuras, passeios e descobertas vão realmente começar.

Arriverdeci Roma




Audrey Hepburn e Gregory Peck, na escadaria da Praça de Espanha, Roma, nas filmagens de "Roman Holiday" (1953).

Aforismo do desencanto

O verdadeiro problema, hoje em dia, é que os homens maus e estúpidos estão sempre cheios de prosápia, e os homens bons e inteligentes estão sempre cheios de dúvidas.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sai do quadro de referências

[E eu saí.]






Bons companheiros de viagem




Um prazer, pelo menos, lhe estava garantido: o de ter bons companheiros de viagem, saudáveis e empreendedores para suportar os pequenos contratempos, bem humorados para realçar todos os prazeres e afectuosos e inteligentes de modo a sugerirem novas distracções, caso deparassem com decepções no caminho.”





Jane Austen, “Pride and Prejudice”.

Só há dois tipos de homens heterossexuais

Os que, nas mulheres, gostam mais de apreciar mamas e os que preferem apreciar os rabos delas. Pessoalmente, prefiro os primeiros.

A um passo




sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Autos-de-fé

Tentar converter pessoas intrinsecamente más (seja por influência, persuasão ou transmissão de bons exemplos) é coisa da mais vã inutilidade. O tempo das conversões é coisa de cristãos-novos do século XVI. O que fazia falta a muito boa gente (má) eram uns autozinhos-de-fé à boa maneira antiga.

Les petits mouchoirs
















Les petits mouchoirs (2010), de Guillaume Canet.

Frivolidades – Parte n.º 21547

Ando em êxtase. Finalmente, consegui decidir-me a comprar uns óculos de sol estilo rétro, muito parecidos aos que a Isabelli Fontana usa na fota acima, mas da El Caballo (vá lá, não troquem b's por r's como um amigo meu costuma fazer). Não sabia que a El Caballo também tinha gafas. Gosto muito da palavra gafas. Aliás, o castelhano é um idioma que tem vocábulos a que frequentemente acho muita piada.
Não contente com esta aquisição, adquiri igualmente uns clássicos Wayfarer, aos quais já andava a fazer a corte há bastante tempo. Já tenho os óculos das estrelas de Hollywood, portanto.
É ou não um bom motivo para andar a cantarolar o dia inteiro “Os meus óculos de sol, uh, uh…”? Bem, talvez não seja.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Marés vivas (vivíssimas)










("Meu, quase parecia um resort caribenho.")










Breve nota pessoal: os Nadadores Salvadores da Praia da Rocha Baixinha, perto da Falésia, Vilamoura, no Algarve, são uma classe profissional muito louvável e que eu muito respeito, pelo enorme esmero e profissionalismo com que desempenham as suas nobilíssimas funções, e, sobretudo, pelos elevados padrões de beleza física que consubstanciam, os quais, de ano para ano, aumentam e se traduzem em:



1) rostos muito agradáveis;



2) rabos fabulosamente aprazíveis;



3) e peitorais extasiantes.



Bom trabalho, rapazes.





(E os meus cumprimentos à malta do recrutamento de pessoal do empreeendimento que gere Vilamoura.)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Acredita






Isto está inscrito em latim num mural de Pompeia. A tal que foi engolida pela lava de um enfurecido Vesúvio. Tem mais de dois mil anos. Uma frase assim só pode revestir-se de sabedoria, para além do inevitável bom senso. Quanto mais não seja pela ancestralidade.



terça-feira, 16 de agosto de 2011

Capri(chos)












Ontem sonhei com Capri. Isto só pode querer dizer alguma coisa.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

I have a dream





O lema de Luther King (ou dos Abba, se quisermos ir pela onda mais disco e mais prosaica) aplicado a devaneios pessoais.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Coisas pequenas



E hoje foi dia de sol, de calor e de almoço tranquilo à beira-rio. Tão bom.

Saciedade de consumo












À saída de uma conhecida loja de roupa cara, em Lisboa, uma senhora (que ia muito carregada com sacos de compras) diz para quem estava a acompanhá-la: “Paciência, depois poupa-se na comida!”.
Fantástico. Esta senhora, sem o saber, comprova empiricamente que Weber e a teoria da relação entre a ética protestante e o capitalismo não estão ultrapassados. E, tal como ela, muitos portugueses que não têm aquela moral espartana, racional, comedida, sóbria, têm as suas prioridades todas trocadas. Essencialmente, em função de um estilo de vida de aparências, de manifestações exteriores de riqueza que não existe e em ostentação que se banha em dívidas. (Ainda dizem que Weber está ultrapassado. Não, meus amigos. Ah, Weber está vivo e bem vivo, como o Elvis.)
Fez-me lembrar aquela tira muito gira da Mafalda, do Quino, sobre a sociedade de consumo, e sobre quando é que se atingiria a saciedade do consumo. Pelos vistos, nunca. Pois se até se pode cortar na comida, o que, assim como assim, até ajuda à dieta e tudo.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Super Bock









Há vários anos que admiro a publicidade da Super Bock. É incrível como, a partir de uma mensagem tão simples e de imagens muito simples do produto, a imaginação e a imensa criatividade fazem tudo o resto. Quando penso que já não há muito mais para inventarem, a cada época do ano vêm com novas ideias, quase sempre temáticas, quase sempre associadas à sazonalidade. E ocorre-me sempre: é tão simples, como é que nunca pensei nisto antes? Brilhante.