Numa publicidade de uma rede social fazem a seguinte pergunta: "És muito gira ou bonita?" Bom, não me detendo sequer na imensa profundidade da questão, aquele "ou" mata-me. Porque eu pensava que "gira" e "bonita" eram sinónimos, mas afinal parece que não.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Denominador comum
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Fotografia
Este é um dos meus sítios preferidos no Funchal, e sempre que lá estou faço questão de passar por lá. Photographia Vicente é uma casa muito antiga de fotografia (provavelmente uma das mais antigas do país) e lá pode-se tomar um café tranquilo, na companhia de fotos dos anos 20, de 1900 ou mais antigas, testemunhando a sépia o passar do tempo, a evolução dos trajes, as mudanças nas paisagens.
Rough, tough and ready

Num programa de televisão (creio que era sobre famílias desestruturadas naquilo a que chamaram de classe operária, em Inglaterra), perguntaram a uma senhora forte e muito loura, de fato de treino e com um cigarro ao canto da boca, de que tipo de homens ela gostava. E a resposta saíu muito rápida e muito clara: "Rough, tough and ready". Assim, tal e qual como no título do filme de 1945. Apreciei muito a precisão da ideia e a honestidade da resposta.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Taylorism is not dead

Ironicamente, numa fase em que faço parte de uma cadeia infernal de trabalho e que estou a contribuir à bruta para aumentar a riqueza do país (é isso, estou a produzir à bruta), terrivelmente cheia de trabalho a um ritmo instensíssimo, oiço uma música de chill out que se chama “It’s time to slow it down”. Claro.
Café del Mar, vai ver se eu estou ali na esquina.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Não gostei
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Miral







Miral, de Julian Schnabel (2010), com Freida Pinto, Willem Dafoe, Hiam Abass e Vanessa Redgrave.Sinceramente, estava à espera de um pouco mais neste filme. Não sei bem de quê, mas estava. De qualquer forma, será sempre um pungente testemunho real a quatro vozes palestinianas (femininas) da eterna ferida do conflito no médio oriente. E um ponto de partida para uma eventual reflexão sobre como o absurdo da guerra não é apenas fruto restrito de vectores político-militares estruturais, mas parte sobretudo de muitas circunstâncias quotidianas, no microscópico plano individual, familiar, diário, trivial.
E, como sempre no que me diz respeito à cultura mediterrânica, outros pormenores deste filme serão sempre de apreciar: a intensa luz, a paisagem seca e árida (a própria metáfora para a vida de muita daquela gente), as sonoridades e a música, e vislumbres rápidos mas vibrantes do mar. E a história (suspensa) de Hind Husseini e o Coronel Smith.
E, como sempre no que me diz respeito à cultura mediterrânica, outros pormenores deste filme serão sempre de apreciar: a intensa luz, a paisagem seca e árida (a própria metáfora para a vida de muita daquela gente), as sonoridades e a música, e vislumbres rápidos mas vibrantes do mar. E a história (suspensa) de Hind Husseini e o Coronel Smith.
A heterodoxia da minha análise a Scott Fitzgerald

E aquela Gloria Gilbert, hein? Pior que as maçanetas das portas, que já passaram pela mão de todos. Muito mau prenúncio, muito mau. Aliás, aquelas raparigas de Nova Iorque, em 1913, eram frescas, eram. Certamente, mil vezes mais frescas do que eu serei em 2013.
(E agora, pshiu, que vou retomar a minha leitura, e ainda nem vou a meio do livro.)
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Exércitos de Austen

Não é o Dr. House, é Mr. Palmer.
E há alturas, estou convicta, em que o único remédio é mesmo o regresso à velha Jane, às reconfortantes heroínas de sempre e respectivas provações.
Convoquemos, pois, exércitos (bem preparados e aguerridos) de Mariannes Dashwoods e as duras lições aprendidas com os Wiloughbys deste mundo (“But not enough. Not enough.”). Chamemos a nós hostes de Eleanors, com tácticas militares de estóica perseverança perante os enredos mais caprichosos desta vida; armemo-nos de perspicácia irónica e wise wit de Elizas Bennetts para defrontarmos as Misses Bingleys e Lucys Steels do mundo. Ataquemos, beligerantes, com trincheiras de Annes Elliots e dos seus oito anos de persuadida separação de Cmte. Wentworth, e também, porque não?, do ânimo bem humorado (todo o exército precisa de levantar a moral) de Emmas Woodhouses, enredadas em danças e contradanças de pares amorosos.
[post reeditado]
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Sobrelotado e mal distribuído
Ouvi na rádio que já somos 7 biliões de seres humanos neste planeta. (Acho que isto está a ficar um bocadinho overcrowded, mas tudo bem, nada contra a Bomba P., eu é que não contribuo para ela.) A este propósito, houve um representante do Vaticano que se pronunciou e que disse que era perfeitamente viável sermos 7 mil milhões, e que existem recursos suficientes para garantir a nossa existência numa base de sustentabilidade. Acrescentou ainda que os recursos são suficientes, estão é mal distribuídos. Achei isto irónico, vindo do Vaticano, um dos Estados que mais riqueza concentra no mundo, e cujo representante máximo vive num ambiente luxuoso, calça sapatos Prada e veste coisas debruadas a ouro. Mas tudo bem também.
I've got sunshine on a cloudy day
E cloudy days, meus filhos, é o que não falta em Londres, como se sabe. Esta música estava a tocar por acaso, no regresso, já a caminho de Heathrow. Foi certeira. Porque ali houve, de facto, sempre sol, mesmo em dias nublados. Um sol simbólico, um sol bom. (Obrigada. Sempre.)
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