Ah, tão frívola mas tão feliz, e antes frívola que frígida, meus filhos, remark my words.
Ora bem, nestes tempos medievos de profundas trevas troikianas e FMI’s e crise internacional, tem de haver um pequeno raio de sol, uma centelha de luz que alumie e que dê alegria a uma rapariga, verdade? Pois que ultimamente houve três objectos que me fizeram largamente ditosa e moderadamente fútil, mas sobretudo ditosa, dados os preços crise-
friendly a que os adquiri. A saber:

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pumps nude (da Mango, já com desconto), que vão ficar a repousar nesta época de invernia, mas que na Primavera terão a sua monumental desforra. Uma peça nude já é fundamental no guarda-roupa de qualquer mulher desde a Primavera de 2010, mas pronto, penso que a Vogue me há-de perdoar este delay;
Assim:

Ou assim:

- sabrinas snake-print (da Lefties) porque eu já andava louca para ter um acessório com este padrão, sob pena de, se eu não o tivesse, o Universo ser destruído por forças cósmicas desconhecidas e nós não vamos querer que isso aconteça;

Para usar exactamente assim:

- écharpe (da Pull & Bear), que vai assentar na perfeição conjugada com tons camel e preto.

Enquanto o nude é um tom neutro e discreto que vai bem com tudo, o laranja e o snake print são tendências deste Inverno que eu não adoro em peças mais destacadas. Por isso, escolho-os apenas em acessórios. Posto isto, vou ler Kierkegaard e reflectir sobre o conceito de culpa. Pronto, adeus.