
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Planos quinquenais
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Retratos
A Grande Depressão dos anos 30 que se seguiu ao crash da Bolsa de Nova Iorque em 29, sucedeu, por sua vez, a uma época de grande euforia social, cultural e financeira, de ritmos frenéticos, enfim, a uma dessas épocas de excessos que prenunciam quase sempre uma eminente decadência. São recorrentes as imagens de longas filas da sopa dos pobres e de uma depauperação generalizada. Mas pode-se evocar uma outra imagem, a de Florence Owens, fotografada por Dorothea Lange, em 1931. Florence era uma mulher de 32 anos, mãe de sete filhos, californiana, num momento muito difícil da sua vida precária (depois de ficar viúva não tinha onde viver, mudava-se frequentemente em busca de trabalho em condições muito duras, nunca abandonou os filhos). O rosto, que parece ter o dobro da idade real, é indubitavelmente triste, mas sem deixar de transparecer tenacidade. Era lutadora, reconheceram os filhos mais tarde, e fez tudo por eles. Teve uma vida difícil e longa, morreu em 1983. Ao que parece, nunca desistiu.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
I will never be your stepping stone, take it all or leave me alone
Não querendo estabelecer comparações descabidas ou mesmo injustas, há um pensamento que me ocorre sempre que oiço músicas da Adele, da Duffy e da Amy Winehouse. (Bom, e da Pink também, mas não queria confessar aqui que presto atenção às letras desta. Mas se já confessei da Duffy também posso confessar desta. Adiante.) Note-se que não estou aqui a falar da qualidade musical de nenhuma delas. Mas o que afinal une esta trilogia de conspícuas vozes britânicas? Não é novidade nenhuma. Facilmente consegue-se detectar similaridades no teor das letras das músicas delas e distinguir um padrão. Todas foram escritas por mulheres jovens de vinte anos ou pouco mais, e todas elas repetem a mesma litania doentia:“Oh gajo, tu já não gostas de mim, não me ligas nenhuma e casaste-te com outra, I know it’s wrong hanging on too long, mas eu gosto de ti na mesma, e sofro, My tears dry on their own, e nunca te hei-de esquecer, e porque é que não me dás atenção, Never mind I’ll find someone like youuuuuuuuuuuuuu-uu, blá blá blá”.
Apetece dizer-lhes (bom, para a Amy, infelizmente, este espúrio conselho já não vai a tempo): Filhinhas, esqueçam lá isso. Arranjem um bom rapaz que vos mereça, que tenha alguma maturidade (enfim, a possível) e que vos dê toda a atenção necessária. (E giro, já agora. E que de vez em quando vos acompanhe a um bailado de Tchaikovsky, já que por ele vocês também apanham secas no Autódromo do Estoril ou no Estádio de Alvalade). Ou, se possível, joguem o olho ao pai divorciado do vosso anódino (ex-)namorado. Há cotas que até são jeitosos. E o que lhes falta em frescura e vigor sexual, sobra-lhes em estabilidade financeira e paciência para vos aturar as tonterías. Pronto.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Da sapiência
Numa publicidade de uma rede social fazem a seguinte pergunta: "És muito gira ou bonita?" Bom, não me detendo sequer na imensa profundidade da questão, aquele "ou" mata-me. Porque eu pensava que "gira" e "bonita" eram sinónimos, mas afinal parece que não.
Denominador comum
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Fotografia
Este é um dos meus sítios preferidos no Funchal, e sempre que lá estou faço questão de passar por lá. Photographia Vicente é uma casa muito antiga de fotografia (provavelmente uma das mais antigas do país) e lá pode-se tomar um café tranquilo, na companhia de fotos dos anos 20, de 1900 ou mais antigas, testemunhando a sépia o passar do tempo, a evolução dos trajes, as mudanças nas paisagens.
Rough, tough and ready

Num programa de televisão (creio que era sobre famílias desestruturadas naquilo a que chamaram de classe operária, em Inglaterra), perguntaram a uma senhora forte e muito loura, de fato de treino e com um cigarro ao canto da boca, de que tipo de homens ela gostava. E a resposta saíu muito rápida e muito clara: "Rough, tough and ready". Assim, tal e qual como no título do filme de 1945. Apreciei muito a precisão da ideia e a honestidade da resposta.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Taylorism is not dead

Ironicamente, numa fase em que faço parte de uma cadeia infernal de trabalho e que estou a contribuir à bruta para aumentar a riqueza do país (é isso, estou a produzir à bruta), terrivelmente cheia de trabalho a um ritmo instensíssimo, oiço uma música de chill out que se chama “It’s time to slow it down”. Claro.
Café del Mar, vai ver se eu estou ali na esquina.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Não gostei
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Miral







Miral, de Julian Schnabel (2010), com Freida Pinto, Willem Dafoe, Hiam Abass e Vanessa Redgrave.Sinceramente, estava à espera de um pouco mais neste filme. Não sei bem de quê, mas estava. De qualquer forma, será sempre um pungente testemunho real a quatro vozes palestinianas (femininas) da eterna ferida do conflito no médio oriente. E um ponto de partida para uma eventual reflexão sobre como o absurdo da guerra não é apenas fruto restrito de vectores político-militares estruturais, mas parte sobretudo de muitas circunstâncias quotidianas, no microscópico plano individual, familiar, diário, trivial.
E, como sempre no que me diz respeito à cultura mediterrânica, outros pormenores deste filme serão sempre de apreciar: a intensa luz, a paisagem seca e árida (a própria metáfora para a vida de muita daquela gente), as sonoridades e a música, e vislumbres rápidos mas vibrantes do mar. E a história (suspensa) de Hind Husseini e o Coronel Smith.
E, como sempre no que me diz respeito à cultura mediterrânica, outros pormenores deste filme serão sempre de apreciar: a intensa luz, a paisagem seca e árida (a própria metáfora para a vida de muita daquela gente), as sonoridades e a música, e vislumbres rápidos mas vibrantes do mar. E a história (suspensa) de Hind Husseini e o Coronel Smith.
A heterodoxia da minha análise a Scott Fitzgerald

E aquela Gloria Gilbert, hein? Pior que as maçanetas das portas, que já passaram pela mão de todos. Muito mau prenúncio, muito mau. Aliás, aquelas raparigas de Nova Iorque, em 1913, eram frescas, eram. Certamente, mil vezes mais frescas do que eu serei em 2013.
(E agora, pshiu, que vou retomar a minha leitura, e ainda nem vou a meio do livro.)
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Exércitos de Austen

Não é o Dr. House, é Mr. Palmer.
E há alturas, estou convicta, em que o único remédio é mesmo o regresso à velha Jane, às reconfortantes heroínas de sempre e respectivas provações.
Convoquemos, pois, exércitos (bem preparados e aguerridos) de Mariannes Dashwoods e as duras lições aprendidas com os Wiloughbys deste mundo (“But not enough. Not enough.”). Chamemos a nós hostes de Eleanors, com tácticas militares de estóica perseverança perante os enredos mais caprichosos desta vida; armemo-nos de perspicácia irónica e wise wit de Elizas Bennetts para defrontarmos as Misses Bingleys e Lucys Steels do mundo. Ataquemos, beligerantes, com trincheiras de Annes Elliots e dos seus oito anos de persuadida separação de Cmte. Wentworth, e também, porque não?, do ânimo bem humorado (todo o exército precisa de levantar a moral) de Emmas Woodhouses, enredadas em danças e contradanças de pares amorosos.
[post reeditado]
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Sobrelotado e mal distribuído
Ouvi na rádio que já somos 7 biliões de seres humanos neste planeta. (Acho que isto está a ficar um bocadinho overcrowded, mas tudo bem, nada contra a Bomba P., eu é que não contribuo para ela.) A este propósito, houve um representante do Vaticano que se pronunciou e que disse que era perfeitamente viável sermos 7 mil milhões, e que existem recursos suficientes para garantir a nossa existência numa base de sustentabilidade. Acrescentou ainda que os recursos são suficientes, estão é mal distribuídos. Achei isto irónico, vindo do Vaticano, um dos Estados que mais riqueza concentra no mundo, e cujo representante máximo vive num ambiente luxuoso, calça sapatos Prada e veste coisas debruadas a ouro. Mas tudo bem também.
I've got sunshine on a cloudy day
E cloudy days, meus filhos, é o que não falta em Londres, como se sabe. Esta música estava a tocar por acaso, no regresso, já a caminho de Heathrow. Foi certeira. Porque ali houve, de facto, sempre sol, mesmo em dias nublados. Um sol simbólico, um sol bom. (Obrigada. Sempre.)
domingo, 30 de outubro de 2011
Agenda política
Só mais esta, prometo (que isto quando eu começo a postar Pitagórica nunca mais páro, eu sei).
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Juramento hipócrita
Desconhecia este facto, mas parece que, por lei, se uma pessoa precisar de assistência médica urgente, num local público, por exemplo, tem que se chamar o INEM, obrigatoriamente, mesmo que a situação ocorra perto de um Centro de Saúde (e se isto não estiver completamente correcto, por favor, corrijam-me). Mas repito: mesmo que ocorra à frente de um Centro de Saúde cheio de médicos. Portanto, se alguém se sentir mal perto de um Centro de Saúde, não pode ser socorrido pelos profissionais de saúde que ali trabalham, mas sim esperar (calmamente) que os técnicos do INEM cheguem. Portanto, se houver por ali médicos, lá se vai por água abaixo a nobre atitude prevista no juramento de Hipócrates de salvar alguém em apuros seja onde for, e todos podem teoricamente assobiar para o lado enquanto a ambulância não chega. Portanto, digamos que a lei portuguesa força o juramento hipocrático a converter-se numa espécie de juramento hipócrita.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Estilo
De entre as mais carismáticas editoras-chefe da Vogue, há que se fazer justiça. Depois da pose agressiva de Anna Wintour, da altivez lady-like de Carine Roitfeld e do estilo carnavalesco de Anna De Lo Russo, é muito louvável a suavidade elegante e o ar doce de Emanuelle Alt, com o seu estilo make-up free, descontraído e juvenil, muitas vezes a roçar o glam-rock.
Os looks da nova editora da Vogue France têm tudo para servir de fonte de inspiração nesta nova estação. (E quando eu tiver 44 anos quero ser assim.)
Os looks da nova editora da Vogue France têm tudo para servir de fonte de inspiração nesta nova estação. (E quando eu tiver 44 anos quero ser assim.)






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