quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Flash


















Declaro-me, desde já, inocente. Quando eu era pequena e assistia às paradas do render da Guarda em Gibraltar, incentivavam-me a ir pisar os militares para desafiar a rigidez da sua pose. Claramente, fizeram de mim um monstro. Hoje em dia, quando vejo estes senhores, tão quedos, tão extáticos, tão deliciosamente vulneráveis na sua imobilidade e no nobre cumprimento do dever, só me apetece levantar o top e flashar os pobres homens. Um monstro, eu sei.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Zozô knows good sex*





*(and isn´t afraid to ask.)




Ando a ver, tranquila e esporadicamente, a 4ª e a 5ª temporadas disto. E, como dizem os nossos sábios adolescentes, estou a curtir milhões.

Ainda que com uma década de atraso. Nunca tinha acompanhado esta série, imagine-se. Andei uma década meio perdida no female bonding das minhas amigas, sem partilhar as conversas e a sabedoria. Uma década como uma proscrita do gineceu. Uma década de extemporaneidade em relação à condição feminina dos anos 2000. Enfim, que heresia para as minhas irmãs-Mulheres de todo o Mundo. Nos dias de hoje, isto deve ser o equivalente da Antiguidade a ter perdido as fogueiras de Beltane ou a ter maculado a honra das Vestais. Ou a ter sido expulsa do santuário das hieródulas de Corinto ou, no plano mitológico, a ter caído do cavalo durante uma expedição com as Amazonas.
Mas pronto. Deve ser porque nunca fui precoce em nada. (Mas, como todas sabemos, o que é precoce também quase sempre não é bom.)
De modo que estou a curtir milhões.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

2011

2011

2011





Venha a nós o vosso reino

Por vezes, passam-se semanas em que as colecções da Zara me deixam tão indiferente quanto os resultados de um campeonato de futebol de salão no Quirguistão. De outras vezes, quando lá entro, parece que estou a ver um desfile de homens bonitos: quero levar tudo e não posso.

Gostava de ter isto tudo: lookbook de Novembro.



sábado, 3 de dezembro de 2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A terrible idea


"When I was a little girl I used to spend hours looking for ladybugs. Finally, I'd just give up and fall asleep in the grass. When I woke up, they were crawling all over me."

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Mais non, je suis l'élève







Suplício de Tântalo



Na vida há, de facto, coisas muito esquivas.

Transparências















Eu gosto muito de transparência, nas pessoas e em algumas peças de roupa. Por isso, achei sempre muita piada a estas saias, sobretudo se conjugadas com biker boots. Encontrei uma preta na Zara e comprei-a sem provar. Não correu bem. Fica tão bem as estas meninas das fotos e em mim não gostei nada de ver, parecia uma gótica ou do culto Wicca ou coisa que o valha (nada contra os góticos nem contra os Wiccas). Devolvi-a, com algum desgosto. Não fomos felizes para sempre.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A cor da vida

Quem disse que em 1907 não havia já fotografia a cor?

Membros da família Lumiére, muito imortalizada graças ao autochrôme dos irmãos Lumiére.
Assim, sim, as pessoas parece que viveram, amaram, sofreram, riram, choraram, e não estão somente cristalizadas na aura solene do p/b.
[post reeditado]

Malhação




Eu ainda gostava um dia de saber se é muito pouca sorte minha ou se é apenas uma maldição a que estou sujeita, a de em todos os ginásios que já frequentei haver sempre uma ou duas garotas tontas que, quando os professores de uma modalidade são homens, passam a vida a perturbar as aulas com gritinhos histéricos, uma tagarelice galinácea e numa excitação sem fim para captar a atenção deles que mete dó. Quer dizer, não me interpretem mal, também eu fico muito feliz por poder apreciar, semanalmente, aqueles corpos apolíneos, mas, enfim, pelo menos consigo controlar-me e aparentar alguma serenidade.

Novembro






Jogar à defesa. É cansativo.

“Sinto-me com sorte”

Às vezes, a vida devia ser como o Google.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Total black

Olivia Wilde


Clémence Poésy

Treat for the eyes








A minha amiga que se casou no Verão ligou-me, entre divertida e irritada, contando-me as arrelias que tem tido com as pessoas encarregadas de preparar o vídeo da cerimónia do casamento e, especialmente, com o rapaz que lhe filmou a boda. Parece que o cameraman, embriagado, senão de álcool talvez de paixão, encantou-se numa certa convidada (digamos que era a minha pessoa) e impregnou o vídeo com imagens minhas, deixando escapar, bom, digamos que alguns detalhes que os noivos consideravam importantes. Pobre homem. Quem é que o pode censurar? Resumindo, parece que a edição está a dar uma trabalheira desgraçada, sobretudo para retirar alguns grandes planos da minha tromba que frequentemente aparecem, no meio da emoção da mãe da noiva debulhada em lágrimas, dos enganos no discurso do padre (esse sim, embriagado a sério) e da sofreguidão histérica das solteiras a tentar apanhar o bouquet. E o mais trágico disto tudo é que nem sequer reparei se o rapaz era giro ou não. Que estúpida.

Recomeçar


Recomeça...
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
(…)

Miguel Torga

Fim-de-semana


Aproveitando um invulgar intervalo de clemência climatérica, este fim-de-semana inspirei-me na Kate Moss, num estilo muito simples que aprendi a explorar: misturar riscas navy, jeans, casaco vermelho e botins camel. Ficou bem. Melhor ficaria se eu tivesse podido aproveitar estes dias de sol. Mas não. Pronto, antes assim, fashion e sem tempo para nada, do que não-fashion a andar por aí à solta. Como vêem, na vida há que ser modesta, coerente e saber definir prioridades. E saber acabar posts completamente inúteis com uma componente moralizante.

sábado, 26 de novembro de 2011

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Siameses

Chris Martin


James Morrison


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Planos quinquenais




Na Rússia de Estaline foram um intrumento da economia planificada para se criar as bases da economia socialista. Na vida pessoal de alguns, surgem, imprevistos, e impõem-se, mas precisam de ser reconhecidos, delineados e controlados. E retirar-se as algemas. Enough is enough.