quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Lass


No dia de hoje, há 469 anos, nascia Mary Stuart, em Linlithgow, na Escócia, ou aquela que viria a ser mais tarde Mary, Queen of Scots. O pai, que viria a morrer seis dias depois dela nascer, comentou irritado, ao saber que lhe tinha nascido uma filha, a única legítima sobrevivente: "It came with a lass, it will pass with a lass!".

Perdão, mas se eu não estimular a economia, o que irei eu estimular?

Ah, tão frívola mas tão feliz, e antes frívola que frígida, meus filhos, remark my words.
Ora bem, nestes tempos medievos de profundas trevas troikianas e FMI’s e crise internacional, tem de haver um pequeno raio de sol, uma centelha de luz que alumie e que dê alegria a uma rapariga, verdade? Pois que ultimamente houve três objectos que me fizeram largamente ditosa e moderadamente fútil, mas sobretudo ditosa, dados os preços crise-friendly a que os adquiri. A saber:
- pumps nude (da Mango, já com desconto), que vão ficar a repousar nesta época de invernia, mas que na Primavera terão a sua monumental desforra. Uma peça nude já é fundamental no guarda-roupa de qualquer mulher desde a Primavera de 2010, mas pronto, penso que a Vogue me há-de perdoar este delay;








Assim:
Ou assim:

- sabrinas snake-print (da Lefties) porque eu já andava louca para ter um acessório com este padrão, sob pena de, se eu não o tivesse, o Universo ser destruído por forças cósmicas desconhecidas e nós não vamos querer que isso aconteça;
















Para usar exactamente assim:















- écharpe (da Pull & Bear), que vai assentar na perfeição conjugada com tons camel e preto.










Enquanto o nude é um tom neutro e discreto que vai bem com tudo, o laranja e o snake print são tendências deste Inverno que eu não adoro em peças mais destacadas. Por isso, escolho-os apenas em acessórios. Posto isto, vou ler Kierkegaard e reflectir sobre o conceito de culpa. Pronto, adeus.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Tout le monde a cherché quelque chose un jour






mais tout le monde ne l'a pas trouvé.

Instintos assassinos


Eles vieram-me ao de cima, não pude evitar. Tudo estava a correr bem, até que alguns dos meus colegas de trabalho se lembraram da hipocrisia natalícia dos "amigos secretos". Tão irónico.

Spin-off



A spin-off de uma amiga minha já nasceu.

A velha Europa e o velho Fabrizio

Apesar da histeria dos mercados, da crise da dívida soberana, do domínio tentacular germânico, da colagem conveniente à gaulesa, das reservas da pérfida Albion, como dizia o Eça, que aceita tudo desde que não lhe belisquem o conforto brumoso, apesar disso tudo, para a velha Europa, e como dizia o velho Fabrizio, é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma. A velha Europa de Alexandre o Grande, a velha Europa do império napoleónico, a velha Europa da Roma Antiga, a velha Europa palco das grandes guerras e cindida pela Cortina de Ferro, tudo projectos de unificação, tudo projectos que triunfaram e decaíram. Acredito profundamente na capacidade de reinvenção dos sistemas e na renovação dos equilíbrios de forças. Não há sistemas perfeitos, as crises são cíclicas e inevitáveis, a corda quebra sempre do lado mais fraco, como a História tem amplamente demonstrado. Não tenho qualquer permeabilidade aos arautos da desgraça europeia. São, apenas e só, sinais dos tempos.

Flash


















Declaro-me, desde já, inocente. Quando eu era pequena e assistia às paradas do render da Guarda em Gibraltar, incentivavam-me a ir pisar os militares para desafiar a rigidez da sua pose. Claramente, fizeram de mim um monstro. Hoje em dia, quando vejo estes senhores, tão quedos, tão extáticos, tão deliciosamente vulneráveis na sua imobilidade e no nobre cumprimento do dever, só me apetece levantar o top e flashar os pobres homens. Um monstro, eu sei.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Zozô knows good sex*





*(and isn´t afraid to ask.)




Ando a ver, tranquila e esporadicamente, a 4ª e a 5ª temporadas disto. E, como dizem os nossos sábios adolescentes, estou a curtir milhões.

Ainda que com uma década de atraso. Nunca tinha acompanhado esta série, imagine-se. Andei uma década meio perdida no female bonding das minhas amigas, sem partilhar as conversas e a sabedoria. Uma década como uma proscrita do gineceu. Uma década de extemporaneidade em relação à condição feminina dos anos 2000. Enfim, que heresia para as minhas irmãs-Mulheres de todo o Mundo. Nos dias de hoje, isto deve ser o equivalente da Antiguidade a ter perdido as fogueiras de Beltane ou a ter maculado a honra das Vestais. Ou a ter sido expulsa do santuário das hieródulas de Corinto ou, no plano mitológico, a ter caído do cavalo durante uma expedição com as Amazonas.
Mas pronto. Deve ser porque nunca fui precoce em nada. (Mas, como todas sabemos, o que é precoce também quase sempre não é bom.)
De modo que estou a curtir milhões.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

2011

2011

2011





Venha a nós o vosso reino

Por vezes, passam-se semanas em que as colecções da Zara me deixam tão indiferente quanto os resultados de um campeonato de futebol de salão no Quirguistão. De outras vezes, quando lá entro, parece que estou a ver um desfile de homens bonitos: quero levar tudo e não posso.

Gostava de ter isto tudo: lookbook de Novembro.



sábado, 3 de dezembro de 2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A terrible idea


"When I was a little girl I used to spend hours looking for ladybugs. Finally, I'd just give up and fall asleep in the grass. When I woke up, they were crawling all over me."

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Mais non, je suis l'élève







Suplício de Tântalo



Na vida há, de facto, coisas muito esquivas.

Transparências















Eu gosto muito de transparência, nas pessoas e em algumas peças de roupa. Por isso, achei sempre muita piada a estas saias, sobretudo se conjugadas com biker boots. Encontrei uma preta na Zara e comprei-a sem provar. Não correu bem. Fica tão bem as estas meninas das fotos e em mim não gostei nada de ver, parecia uma gótica ou do culto Wicca ou coisa que o valha (nada contra os góticos nem contra os Wiccas). Devolvi-a, com algum desgosto. Não fomos felizes para sempre.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A cor da vida

Quem disse que em 1907 não havia já fotografia a cor?

Membros da família Lumiére, muito imortalizada graças ao autochrôme dos irmãos Lumiére.
Assim, sim, as pessoas parece que viveram, amaram, sofreram, riram, choraram, e não estão somente cristalizadas na aura solene do p/b.
[post reeditado]

Malhação




Eu ainda gostava um dia de saber se é muito pouca sorte minha ou se é apenas uma maldição a que estou sujeita, a de em todos os ginásios que já frequentei haver sempre uma ou duas garotas tontas que, quando os professores de uma modalidade são homens, passam a vida a perturbar as aulas com gritinhos histéricos, uma tagarelice galinácea e numa excitação sem fim para captar a atenção deles que mete dó. Quer dizer, não me interpretem mal, também eu fico muito feliz por poder apreciar, semanalmente, aqueles corpos apolíneos, mas, enfim, pelo menos consigo controlar-me e aparentar alguma serenidade.

Novembro






Jogar à defesa. É cansativo.

“Sinto-me com sorte”

Às vezes, a vida devia ser como o Google.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Total black

Olivia Wilde


Clémence Poésy

Treat for the eyes








A minha amiga que se casou no Verão ligou-me, entre divertida e irritada, contando-me as arrelias que tem tido com as pessoas encarregadas de preparar o vídeo da cerimónia do casamento e, especialmente, com o rapaz que lhe filmou a boda. Parece que o cameraman, embriagado, senão de álcool talvez de paixão, encantou-se numa certa convidada (digamos que era a minha pessoa) e impregnou o vídeo com imagens minhas, deixando escapar, bom, digamos que alguns detalhes que os noivos consideravam importantes. Pobre homem. Quem é que o pode censurar? Resumindo, parece que a edição está a dar uma trabalheira desgraçada, sobretudo para retirar alguns grandes planos da minha tromba que frequentemente aparecem, no meio da emoção da mãe da noiva debulhada em lágrimas, dos enganos no discurso do padre (esse sim, embriagado a sério) e da sofreguidão histérica das solteiras a tentar apanhar o bouquet. E o mais trágico disto tudo é que nem sequer reparei se o rapaz era giro ou não. Que estúpida.