segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Denominador comum

Karlie Kloss, Kasia Struss, Karolina Kurkova, Gia Coppola, Alexa Chung e mais umas quantas. Somos tão poucas, pá.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Amigas do peito



Algumas amigas minhas (muito poucas ainda) começaram a procriar. E, concomitantemente, também a amamentar. [Pausa dramática.]
Posto isto, lá chegou o dia em que tive de ouvir delas, na primeira pessoa, histórias dessa odisseia maravilhosa que é o processo de amamentação. Como tal, tenho assistido a relatos de delícias múltiplas acerca da transcendental ligação mãe-filho, mas infelizmente também ando a assistir a um cenário mais sangrento que o da 2ª Guerra Mundial. É que aquelas encantadoras histórias são paralelas a narrações sangrentas de mamilos mordidos, gretados, ensanguentados, obstruídos, com pus, em chaga, e ainda caídos. Leram bem, mamilos caídos, despregados do sítio original, como um fruto maduro que caíu da árvore, com a diferença que não é sumarento e doce, mas sim sanguinolento e amargo, resultante de uma ferida.
Ora bem. Isto também estaria tudo muito bem, porque isto é uma coisa que lhes acontece a elas, às minhas amigas, e é uma cena que não me assiste a mim. Infelizmente, deixa-me muito impressionada, e, para grande perplexidade minha, todos estes relatos são algo contraditórios porque, por um lado, há muitas delícias e por outro há demasiado sangue e dor e pus, que são coisas a modos que pouco deliciosas. E no meio de tudo isto, as minhas amigas tentam ter um discurso convincente, que ter os mamilos naquele estado deplorável é uma alegria muito grande, e eu sempre muito perplexa e a só querer os meus no sítio certo, intactos e de preferência suaves ao toque, e não louca de alegria com a possibilidade de hipotecar a delicada integridade deles às mãos (ou à boca) de neófitos inclementes.
E pronto, hoje é só isto, minha gente. Estou muito impressionada, e espero ter-vos impressionado também, porque eu cá não gosto de sofrer sozinha. Vão pela sombra.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Óleo de fígado de bacalhau

O óleo de fígado de bacalhau é, como todos sabemos, uma desgraçada fatalidade que, um dia, mais tarde ou mais cedo, se cruza ou cruzou com a nossa infância, num cruzamento digamos que amargo e inesquecível, mas, felizmente, penso que também à luz de uma questão geracional.
A minha geração, felizmente, escapou por um triz a essa fatalidade com intenso sabor a entranhas de peixe podre, e conheceu-a apenas já sob a forma de xaropes com aroma ou, maravilha das maravilhas, sob a forma limpa e inócua de cápsulas. O problema, meus amigos, reside agora na gestão (e não necessariamente na ingestão) da cápsula. Que pode ser muito infeliz e dramática, digo-vos já.
Para vos poupar a descrições escatológicas de sabores hediondos (a questão do peixe podre, lá está), vou só aconselhar-vos a não (in)gerirem a cápsula como se fosse um rebuçado, deixando-a derreter e tomarem contacto com o líquido, como eu inadvertidamente fiz. Posto isto, nem sei como não encontramos o óleo de fígado de bacalhau naquelas exposições de instrumentos de tortura, porque enfiar aquilo pelas goelas abaixo acho que pode ter um diabólico potencial persuasivo. Os nossos avós tinham razão, aquele óleo é, de facto, o demónio para quaisquer papilas gustativas.

Vestidos de culto - Parte V

Ora, tardou mas aqui vai o primeiro post do ano desta série frívola, e penso que não começamos mal. Um sortido muito variado de vestidos de noite, para todos os gostos e feitios. Eu não me consigo decidir por nenhum porque adoro todos (embora o Emilio Pucci da Diane Kruger e o Versace da Charlize Theron - 5º e 7º a contar de cima - apelem muito ao meu fútil e perdulário coração). Dream on.
















quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Les uns et les autres





Há dois tipos de pessoas. As que enfrentaram sinuosidades diversas por causa de outros, e aquelas abençoadas que, felizmente, tiveram percursos afectivos aplanados, pulcros, pouco acidentados. Estas últimas são insípidas, ao passo que aquelas outras têm sempre mais textura, mais densidade, são mais tangíveis e mais reais.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

C & C





Por vezes, os casos de reincidência e de maior resiliência, transversais ao tempo e às vicissitudes, são também os mais polémicos, os mais censuráveis ou mesmo os mais caricaturáveis. Ainda assim, não é por isso que são menos válidos, menos genuínos, menos nobres ou menos prementes.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

2012 - Année neurotique






Já o grande Gainsbourg foi arauto, no ano da graça de 1969, dando-lhe o epíteto de "69 - Année erotique".



Para mim, o nosso 2011 foi o ano "2011 - Année eurotique", com a crise do euro na berlinda.



Este ano que agora começa vai ser "2012 - Année neurotique", não se iludam, porque é desta que vamos pifar de vez.



(Perdoem-me o pessimismo forjado, mas é que são trocadilhos tão irresistíveis.)

O novo acordo ortográfico e a mini-saia

Anda Twiggy, mostra-lhes como dantes é que era bom.


Quando uma mini-saia era uma mini-saia.




Ainda não aderi ao novo acordo ortográfico. Ando a resistir até mais não poder. Tal como com a transição para a TDT, que ainda não me dignei a comprar o adaptador e o diabo a sete, e há-de ser como a ultilização do euro como moeda, em 2002, em que fiquei fiquei até à última a usar escudos. (Que querem? Eu tenho cá os meus anacronismos. O euro não me parecia dinheiro de verdade, parecia dinheiro dos jogos da Majora, ou coisa que o valha. E reparem como sou visionária, aquilo já me cheirava a prenúncio de que, dez anos depois, o euro iria enfrentar uma crise destas).




Anyway, com o novo acordo ortográfico, a palavra mini-saia passa a ser escrita minissaia. Acho isto um absurdo. Fica maior a palavra do que a saia.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

I want candy



Twiggy e um Beatle, na Swinging London dos anos 60

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O pão nosso de cada dia

Ao ouvir ontem que (mais) um autocarro de adeptos de um clube de futebol português tinha sido apedrejado por adeptos adversários, e tendo constatado, horas antes, que o estádio onde tinha decorrido o jogo estava cheio (em tempo de crise), só me ocorreram as palavras do sábio Norbert Elias. O futebol, entre outros fenómenos sociais, é um interessante dispositivo de controlo social, sendo, simultaneamente, um reflexo das tensões sociais e um mecanismo atenuante das mesmas. Só isso explica que toda aquela gente jovem não utilize a energia transbordante que tem, por exemplo, para se mobilizar contra a classe política miserável que a governa ou contra toda a série de medidas injustas que tem vindo a sofrer na pele. Não. É sempre mais giro aplicar a fúria e o entusiasmo destrutivo no imediatismo de apedrejamentos e insultos num contexto pseudo-desportivo. Porque afinal de contas é o futebol que lhes põe o pão na mesa, com certeza.

Ca(belo)



Detecto alguns traços de bipolaridade no meu cabelo. Ora está selvagem e indomável, ora manso que nem um cordeiro. Onde é que eu já vi isto.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Moi aussi

I miss my bed all the time





Autrefois

Catherine Deneuve e Marcello Mastroianni


Bonnie Parker e Clyde Barrow


Sophia Loren e Carey Grant



Johnny Cash e June Carter

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Agenda para 2012 (3)




The Great Gatsby, de Baz Luhrmann (2012), com Leonardo DiCaprio, Carey Mulligan e Tobey Macguire.
E, já agora, também isto.

Agenda para 2012 (2)








Belle de Seigneur, de Glenio Bonder (2012), com Jonathan Rys-Meyers, Natalia Vodianova e Marianne Faithfull.




Parece-me que vou querer muito ver isto.

Agenda para 2012

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Querido não mudou a casa





O Querido Líder foi-se, não tendo mudado a casa que lhe deixou o pai, e o novo Querido também não há-de mudar a que lhe foi deixada (o novo Querido que não é o que tentou escapar em 2001 para a Disneylândia no Japão, claro, será outro talvez menos familiarizado com o Mickey.). Uma casa muito feia, muito fechada, muito violenta, muito militarizada e muito repressiva, e também muito dada ao culto da imagem (e a excentricidades de toda a espécie, do cinema, aos pijamas e às lagostas), enfim, uma casinha que já precisava de um extreme make-over. Às tantas, convinha chamar o Ty.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Opening scene


Um dos melhores e mais sensíveis créditos iniciais do cinema. Era difícil conseguir algo mais distante e aparentemente discordante da história que é contada a seguir e, ao mesmo tempo, algo tão profunda e intimamente transversal.

A tia Simone é que nunca imaginou o que a Victoria poderia fazer com o segundo sexo



A produção de um dos paradoxos mais desconcertantes da História da Humanidade está ao alcance da mais comum das mortais. É só encetar a leitura de "O Segundo Sexo" envergando isto.

Victoria´s Secret e filosofia kantiana: o regresso da aliança invencível

Modus operandi: envergar isto e ler "A Paz Perpétua e Outros Opúsculos", do bom velho de Konigsberg, à lareira. Só é preciso cuidado para não chamuscar nada. (Que isto os livros precisam de ser estimados.)

Some sisters of that sisterhood







Sempre fui fiel à irmandade do khôl, não era agora que ia enfatizar la bouche.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Corpo fechado

Podia ser uma espécie de imunidade, mas é outra coisa.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

“Things are going to get much better now”






"Charlie and the Chocolate Factory", de Tim Burton (2005).

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Canja de cisne





Era para ter ido ver O Lago dos Cisnes, mas, como estive muito constipada, perdi o espectáculo. Investi na canja de calinha para o corpo, mas faltou-me a canja de cisne para a alma.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Slowly. Slowly.

Kerry Walker no papel de "Aunt Morag" em O Piano (1993), de Jane Campion.


Comme un boomerang

Em modo Paris






Tanto e tão pouco.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Lass


No dia de hoje, há 469 anos, nascia Mary Stuart, em Linlithgow, na Escócia, ou aquela que viria a ser mais tarde Mary, Queen of Scots. O pai, que viria a morrer seis dias depois dela nascer, comentou irritado, ao saber que lhe tinha nascido uma filha, a única legítima sobrevivente: "It came with a lass, it will pass with a lass!".

Perdão, mas se eu não estimular a economia, o que irei eu estimular?

Ah, tão frívola mas tão feliz, e antes frívola que frígida, meus filhos, remark my words.
Ora bem, nestes tempos medievos de profundas trevas troikianas e FMI’s e crise internacional, tem de haver um pequeno raio de sol, uma centelha de luz que alumie e que dê alegria a uma rapariga, verdade? Pois que ultimamente houve três objectos que me fizeram largamente ditosa e moderadamente fútil, mas sobretudo ditosa, dados os preços crise-friendly a que os adquiri. A saber:
- pumps nude (da Mango, já com desconto), que vão ficar a repousar nesta época de invernia, mas que na Primavera terão a sua monumental desforra. Uma peça nude já é fundamental no guarda-roupa de qualquer mulher desde a Primavera de 2010, mas pronto, penso que a Vogue me há-de perdoar este delay;








Assim:
Ou assim:

- sabrinas snake-print (da Lefties) porque eu já andava louca para ter um acessório com este padrão, sob pena de, se eu não o tivesse, o Universo ser destruído por forças cósmicas desconhecidas e nós não vamos querer que isso aconteça;
















Para usar exactamente assim:















- écharpe (da Pull & Bear), que vai assentar na perfeição conjugada com tons camel e preto.










Enquanto o nude é um tom neutro e discreto que vai bem com tudo, o laranja e o snake print são tendências deste Inverno que eu não adoro em peças mais destacadas. Por isso, escolho-os apenas em acessórios. Posto isto, vou ler Kierkegaard e reflectir sobre o conceito de culpa. Pronto, adeus.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Tout le monde a cherché quelque chose un jour






mais tout le monde ne l'a pas trouvé.

Instintos assassinos


Eles vieram-me ao de cima, não pude evitar. Tudo estava a correr bem, até que alguns dos meus colegas de trabalho se lembraram da hipocrisia natalícia dos "amigos secretos". Tão irónico.

Spin-off



A spin-off de uma amiga minha já nasceu.