segunda-feira, 14 de maio de 2012

Mais vale ter graça que ser engraçado



Amigos Improváveis, de Olivier Nakache e Eric Toledano (2011).






Foi o pensamento que me ocorreu ao ver este filme, baseado numa história verídica, e que, além de ser imperdível, tem uma óptima banda sonora.



Por vezes, tudo o que precisamos na vida, e sejam quais forem os problemas que tenhamos, é de nos cruzarmos com alguém especial que marque a diferença, e que, por casualidade, nos conduza a outra etapa, e vice-versa. Com muito sentido de humor, de preferência.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Já parece Verão





Isabel II, a bordo do Britannia, nos anos 50.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Sometimes we catch a glimpse of perfect happiness





Orgulho



Quando uma pessoa é muito orgulhosa, anda só meio caminho. E dois orgulhosos, já se sabe, não vão a lado nenhum.

Descer do salto



Pronto, finalmente. Felizmente, este agora já pode despedir-se da Merkel, tirar os sapatos de tacão alto e ir para casa com a Carla Bruta. A ver se ela agora se dá conta de que ele só lhe chega à cintura.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

(E vá-se lá saber porquê)




Ando fascinada com a Volvo Ocean Race, com a ajuda da nossa RTP2, que é amiguinha.

(No final deste mês passam por Portugal.)

Mal resolvidos

Como se já não bastasse a menina Adelaide a gritar a toda a hora We could have had it all e Nevermind I'll find someone like you, agora temos a Lana Del Rey a ganir I will love you till the end of time. Muito gostaria eu que estas vacas que têm assuntos mal resolvidos deixassem em paz as pessoas que têm assuntos mal resolvidos.

Romance



E eu que passei tanto tempo sem saber o que oferecer ao meu amigo V. pelos anos.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Um Grão de areia

E ainda na rubrica de coisas importantíssimas e da realeza: parece que vai haver um casamento real este ano, desta feita no Grão-Ducado do Luxemburgo. A boa notícia é que, finalmente, vamos poder apreciar dois noivos reais que não são irritantemente bonitos nem perfeitos. Pelo contrário.




Para além disso, estes felizes nubentes são a engraçada prova de que os mais pequeninos são sempre os que almejam as grandezas. Senão vejamos: as grandes monarquias europeias casam-se com raparigas da classe média trabalhadora, com ex-personal trainers, com ex-jornalistas divorciadas, com ex-empregadas de mesa, etc. etc. Já no grãozinho de areia que é este pequeno Grão-Ducado prefere-se, obviamente, a condessa nariguda à mistura com a plebe.

How to catch a prince (Lesson nr. 134)

Kate Middleton e o príncipe William, numa foto captada em 2007.


Andar atrás do namorado, pelos campos gelados fora, carregando pássaros mortos.


(Lá dizia o bom Darwin: os que vencem são aqueles que se adaptam.)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Pingo Amargo



Ainda um pouco aturdida com o que se passou neste 1º de Maio, Dia do Trabalhador, e saltando as observações óbvias em relação ao dia, à comemoração em causa, às lutas que se travam actualmente face a um contexto de crise, e à bela iniciativa de uma grande superfície, só digo uma coisa: tenho medo do povo português.





Um povo universalmente conhecido por ser tão afável, tão pacífico, de tão brandos costumes, e que depois limpa prateleiras de supermercados com uma voracidade aterrorizante e que anda à pancada nas lojas a ponto de ter que se chamar as forças de segurança, como se o mundo fosse acabar amanhã.





Olhem, Deus nos livre de um dia haver uma guerra aqui. Tenho menos medo das amarguras da guerra do que do monstro sanguinário em que o povo português se transforma quando há aquisição de bens em causa.

Tirar a pantufa e sair de casa




Eu, com o passar do tempo, cada vez gosto mais de sair de casa, para grande desgosto dos senhores do Ikea que andam sempre a enviar mensagens subliminares para as pessoas se enfiarem em casa.


Eu cá gosto de sair, ver pessoas diferentes, ter reencontros imprevistos, conhecer gente inesperadamente. E pessoalmente, destesto todas as coisas que, na modernidade, "conspiram" para que fiquemos em casa, a sedentarizarmo-nos e a estupidificarmo-nos.


Já nem falo da televisão com 56389 canais e do dvd que substituíu o cinema. Vou apenas destacar, por exemplo, aquelas maquinetas de café infernais que são uma praga em casa de todos os meus amigos (e que ainda por cima nem sequer vêm com um clone do Clooney para consolo, é só mesmo a maquineta). Agora a moda já não é ir ao café com os amigos, agora é ficar em casa (whatelse?) a tomar também o diacho do café.


Como se já não bastasse a detestável doença dos jantares em casa que começa a atacar as pessoas a partir dos trinta/quarenta anos (seja lá pela crise ou pelo comodismo ou pelo prazer sádico de ver a mulher do anfitrião cheia de stress e trabalho para cozinhar pro bono para tanta gente, e para limpar tudo, que é a parte pior).


Acho aborrecido, até porque uma pessoa já passa quase todo o dia dentro de uma casa (excepto os que trabalham ao ar livre), e agora com essa do jantarinho/cafezinho em casa é que uma pessoa se trama. Já nem se pode ver nem ser vista, que era um dos maiores prazeres de se sair. Por muito boa que seja a companhia, fica-se ali, dentro do mesmo círculo de pessoas, e nem hipótese há para o imprevisto, para conhecer sítios novos, para desfrutar de lugares agradáveis ao ar livre.



Da mesma forma, detesto as máquinas de desporto que as pessoas têm em casa (oiço muito a minha vizinha de cima a correr na passadeira que nem louca; felizmente ela só se lembra de a usar poucos meses antes do Verão). São algo que nunca poderá substituir uma arejada corrida no parque, ou até mesmo no ginásio, onde sempre se vê outras pessoas, convive-se, e a pessoa é estimulada a tirar o pijama e a arranjar-se de forma diferente.


Como não podia deixar de ser também não gosto do célebre campo semântico: trabalhar/em casa/pantufas. Há os grandes apologistas deste método, e há os grandes cépticos. Estou entre os segundos. Trabalhar em casa com portátil e net, pontualmente, dá jeito, sim. Mas por sistema, acho que daria comigo em doida. É salutar ter um horário para cumprir. Ter um dia estruturado. Ver e falar com colegas (por muito chatos que sejam). Sair-se de casa todos os dias com o estímulo de vestir adequadamente, em vez de se andar enfiado em pantufas como se todos os dias fossem domingo de manhã.


A mim ninguém me domestica. Pronto.

Está tudo bem, Enid



A maravilhosa Helena Bonham-Carter no papel da não-tão-maravilhosa-assim Enid Blyton, ou da senhora que em casa oferecia lanches aos seus pequenos leitores nos quais não deixava as filhas participar, em Enid, de James Hawes (2009).



Dos meus longínquos onze ou doze anos, recordo que sempre achei um pouco estranho aquele desprendimento com que as alunas do colégio das Quatro Torres ou de Santa Clara se despediam dos pais quando iam, de comboio, começar mais um ano lectivo. Costumava atribuir isso à habitual fleuma britânica. Mas agora está tudo explicado.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Just somebody I used to know

Bruno Aleixo



Já toda a gente conhece isto, obviamente, mas eu, que sou como o corno e sou sempre a última a saber de tudo, andei nas trevas da ignorância tanto tempo, até que o Edgar, benzódeus, me fez ver a luz.
Ainda por cima, o autor desta pequena maravilha é um produto dessa excelsa (cof cof) instituição que é a Universidade de Coimbra. Tudo em bom.
Vejo e revejo estes scketches milhentas vezes e nunca me canso de rir: o sotaque da Beiras, o ambiente muito salazarento, todo aquele tom naïf e malicioso ao mesmo tempo, enfim, isto é do melhor que se fez nos últimos tempos. Os meus preferidos são sempre os do Bruno na escola.

Panaceia para todos os males




Adoro (na medida em que me proporcionam momentos de puro gozo) aquelas pessoas que encaram o casamento e o ter filhos como a solução para todos os (seus) males.