segunda-feira, 4 de junho de 2012
Um hábito que só faz o monge

Hoje vamos falar de pessoas que, ao pegarem em vários papéis, têm o hábito pouco higiénico de lamberem o dedo e vá de folhear, muito contentes, para depois entregarem a outras pessoas os papéis impregnados com a saliva delas.
Acontece-me muito partilhar uma impressora com alguém e depois de eu fazer uma vã e inglória maratona para apanhar os meus papéis recém-imprimidos antes de qualquer outra pessoa, já lá chegou alguém antes de mim, e já lá está muito sorridente e muito diligentemente a lamber o dedo e a passá-lo nos papéis, prontinhos para virem para as minhas mãos com fluidos salivares alheios. Ora, é desagradável. E, não estando eu interessada em fazer nenhuma recolha de ADN desta gente, não percebo porque é que os meus documentos têm de ir sempre carimbados com o seu, enfim, selo branco pessoal.
É que, a montante de ser uma esquisitice minha, e a jusante de ser uma questão, digamos, de saúde pública, vou passar a recordar estas pessoas que era assim que os monges morriam assassinados em “O Nome da Rosa”. A ver se os assusto.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Dull, dull, dull

O Robert Pattinson veio esta semana a Portugal. Eu não gosto muito do Robert pattinson. E, felizmente, não sei como é o Robert Pattinson a representar na Saga Twilight (não tenho a mínima paciência para vampiros). Nem no Cosmopolis. Mas vi o Bel Ami (queria ver o filme porque tenho ainda menos paciência para Guy de Maupassant do que a que tenho para vampiros). E só tenho duas coisas a dizer: inexpressivo e pouco talentoso. Todo ele é um longo bocejo. Todo ele é um grande aborrecimento a representar (deve ter pedido dicas à Kirstin Stewart; e depois enamoraram-se, e felizmente, porque assim só se estraga uma casa). Very dull, como os britânicos costumam dizer. Não é ele que é britânico? Lá está.
Perder uma ou outra gotinha

Parece que por aqui, depois do calor abrasador dos últimos dias, a temperatura máxima vai descer cerca de dez graus no fim-de-semana. Humpf.
Desgraçadamente, também parece que vai haver chuviscos. A indecisão do tempo primaveril parece aquelas pessoas nos anúncios das cuecas para incontinentes: quando menos se espera, também perde uma ou outra gotinha.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Suffered & endured
terça-feira, 29 de maio de 2012
Pasión por la hípica
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Break up, break down

"It always fascinated me how people go from loving you madly to nothing at all, nothing. It hurts so much. When I feel someone is going to leave me, I have a tendency to break up first before I get to hear the whole thing. Here it is. One more, one less. Another wasted love story. I really love this one. When I think that its over, that I'll never see him again like this... well yes, I'll bump into him, we'll meet our new boyfriend and girlfriend, act as if we had never been together, then we'll slowly think of each other less and less until we forget each other completely. Almost. Always the same for me. Break up, break down. Drunk up, fool around. Meet one guy, then another, fuck around. Forget the one and only. Then after a few months of total emptiness start again to look for true love, desperately look everywhere and after two years of loneliness meet a new love and swear it is the one, until that one is gone as well. There's a moment in life where you can't recover any more from another break-up. And even if this person bugs you sixty percent of the time, well you still can't live without him. And even if he wakes you up every day by sneezing right in your face, well you love his sneezes more than anyone else's kisses."
2 Days in Paris (2007), um filme de Julie Delpy.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Crime e castigo
Quando estive em Atenas passei vários dias a fazer crudelíssimas observações sobre a fealdade dos gregos em geral.
Em troca, sempre que alguém me interpelou, foi, invariavelmente, em grego. Como se eu também fosse grega, portanto.
Bem feita.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Más traduções

Ando a ler (enlevada) Reviver o Passado em Brideshead, mas tropeço a cada instante numa tradução mazinha. Frases mal construídas, expressões idiomáticas mal traduzidas ou traduzidas literalmente, gralhas no texto, enfim, de tudo um pouco. O livro é da Editora Relógio D'Água, com uma "Tradução (Revisão)" [sic] por uma tal Ana Rabaçal. Pois eu penso que não devia ser da Relógio D'Água mas da Relógio de Vinho, porque água foi coisa que a Ana Rabaçal não bebeu quando "traduziu/reviu" o texto, só pode ter sido a beber vinho e bem bêbeda que fez o trabalho.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Cannes
Uma belíssima proposta a integrar nos programas partidários das próximas eleições autárquicas

Eu sugeria que, por todo o meu Portugal, de Vila Real de Santo António a Monção, se arrancasse a calçada portuguesa pela raíz, como uma erva daninha. E que ela fosse substituída por belíssimos pavimentos de cimento, aplanados e muito lisinhos. Vamos lá pensar nisto a sério.
(Mais uma vez, hoje caí redonda no chão em via pública. Como o povo diz, custa ao princípio, mas uma pessoa depois habitua-se.)
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Que raio
Já depois de tomar oficialmente posse do seu novo cargo, François Hollande rumou a Berlim para se encontrar com a Merkel. Não chegou logo, porque o avião foi atingido por um raio. Teve de regressar a Paris e tomar um segundo voo para chegar à capital alemã. Da ironia já não se livra; mas, será também um prenúncio?
Coisas que não compreendo

É que já nem comparo com o Pitt ou o Clooney, porque esses, pura e simplesmente, não existem em Portugal. Mas, pronto, vamos mencionar, sei lá, um João Adelino Faria, um José Eduardo Agualusa, um Rodrigo Guedes de Carvalho, homens de quarenta e tal, cinquenta anos, que são minimamente bem apessoados, vá. Agora... o Raposo? Quarenta e nove anos de... puro charme e encanto varonil!? Pronto, não digo mais nada, porque qualquer dia, para castigo, fico apanhadinha por um fabuloso octogenário desdentado e ainda vou ter de engolir estas palavras. Com ou sem dentes.
terça-feira, 15 de maio de 2012
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Mais vale ter graça que ser engraçado
Amigos Improváveis, de Olivier Nakache e Eric Toledano (2011).
Foi o pensamento que me ocorreu ao ver este filme, baseado numa história verídica, e que, além de ser imperdível, tem uma óptima banda sonora.
Por vezes, tudo o que precisamos na vida, e sejam quais forem os problemas que tenhamos, é de nos cruzarmos com alguém especial que marque a diferença, e que, por casualidade, nos conduza a outra etapa, e vice-versa. Com muito sentido de humor, de preferência.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Orgulho
Descer do salto
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