segunda-feira, 16 de julho de 2012

Cascais music festival



Isto era coisa para me fazer ir até Cascais. Mas não por muito tempo, que tenho muito medo de voltar de lá a falar como se tivesse tido uma trombose; enfim, como o José Carlos Pereira mas sem os implantes capilares.

Porca miseria!




Parece que aconteceu isto.

Ora, se Portugal foi considerado lixo, a Itália é adesso una porca miseria.

A Moody's que tenha cuidado e que não se aventure por Taormina nestas férias.

Cette étrange fidélité au passé




"La délicatesse", de David Foenkinos e Stéphane Foenkinos (2011)




Uma história sobre "renascimento" e redescoberta. Mete casais perfeitos, casais imperfeitos e tragédia inesperada, mete assédio sexual no trabalho e momentos cómicos, mete a complexidade dos sentimentos, da estagnação e do recolocar os motores novamente em marcha, mete a maravilha do acaso e dos riscos, mete break & mend, mete Paris e até mete pessoas suecas a falar sueco.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Pasión por la hípica



Eu monto a Natasha. (Uma frase que nunca pensei proferir, mas, de facto, assim é.)

Mas, às vezes, também monto a Zig-Zag. Ora, só o nome da bicha já diz tudo. Ela tem mesmo de deixar de se meter nos copos.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Salta à vista

Ok. Admito a minha ignorância, mas deconhecia que um oftalmologista, ao examinar-me os olhos, me poderia acusar de ter o colesterol elevado. Já não se pode ter segredos, pá.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Novas oportunidades

Andávamos nós a dizer tanto mal das Novas Oportunidades, que condensavam, em pouco tempo, uma série de anos de escolaridade, quando, afinal, este nosso amigo já era o precursor de "cursos condensados". Muito à frente.

Great expectations




Ao consultar na net as opiniões de clientes que já passaram por determinados hotéis, uma das melhores coisas é detectar as diferentes expectativas e o nível de exigência face ao serviço disponibilizado, consoante as nacionalidades.



Gosto particularmente da paciência de corno dos portugueses: "Ah e tal, roubaram-nos uma mala enquanto estávamos a fazer o check-in e ninguém se reponsabilizou; às vezes também não tínhamos água quente no chuveiro; mas o hotel é óptimo, montes de diversões para as crianças e a área da piscina é muito boa".



E, depois, dos comentários picuinhas de ingleses e alemães, por exemplo [ler com o mais afectado sotaque cockney ou qualquer outro sotaque londrino]: "Oh, everything was just fine... but this is not really a five star... the beds were too soft."

terça-feira, 3 de julho de 2012

Raio das pirralhas, são tão engraçadas, pá




Pergunta



Se a Joana Vasconcelos não fosse tão gorda as esculturas dela continuariam a ter aquelas dimensões monstruosas?

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Futebol, ironias e memória fraca



Só uma nota sobre o Campeonato Europeu de futebol deste ano: um jogo que me comoveu foi, claro, o Alemanha-Grécia. Não foi pela inevitável ironia do jogo, nem tão-pouco pela goleada. Foi pelos meus vizinhos de cima, que exultaram quando a Grécia marcou. Comovi-me, porque, pelos vistos, a solidariedade entre países pobrezinhos à mercê da troika -- e o pó que, nestes tempos de crise, temos à pujança do país da marreca Merkel -- são mais fortes do que a memória futebolística. Se não fosse, os meus vizinhos lembrar-se-iam, com certeza, do que eu não me consigo esquecer: a fatídica final em 2004.

Puericultura



O filho de uma amiga minha tem seis meses de idade e a mãe dele deixou-me sozinha com ele durante alguns minutos. Correu tudo bem, tirando aquela parte em que o garoto choramingava com fome. Mas a minha fabulosa genialidade levou-me a molhar, com sucesso, a chupeta dele num gelado de baunilha, e ele consolou-se repetidas vezes com esta operação. (É bom, para ele começar já a engrossar as estatísticas de obesidade infantil em Portugal.)
E ainda teve sorte, porque além de gelado de baunilha, havia cerveja e vinho em cima da mesa, donde, a probabilidade de, por engano, lhe molhar a chupeta noutros líquidos também não foi de excluir.
Por fim, a criancinha gostava muito de jogar a chupeta para o chão. Tantas vezes jogou quantas lhe enfiei a chupeta directamente do chão para a boca. (É bom, porque lhe reforça o sistema imunitário, e assim será forte como o Super-Homem, ou pelo menos, como os meninos ciganos. Ai, não se pode dizer ciganos, tem de se dizer, indivíduos menores, oriundos de minoria étnica cigana, assim é que é.)
Bom. Segundo consta, o miúdo ainda está vivo, pelo que estou cada vez mais orgulhosa das minhas capacidades como puericultora, que estão em franca expansão.

Pessoas-saca rolhas

Por outro lado, há pessoas que se nota que têm algum potencial de conversação, que são até capazes de ser interessantes, mas temos de estar ali com uma paciência a tentar arrancar-lhes uma palavra, a tentar sacar alguma coisa que valha a pena. São aquelas pessoas que só a saca-rolhas lá vão. Temos de andar ali à roda, à roda. É cansativo e depois torna-se chato. Eu tenho energia para mim, não tenho, nem quero ter, energia por dois.

Pessoas-benuron

Há pessoas assim. Ouvir-lhes a voz, somente, não trata, não sana, não resolve, mas dá um alívio absolutamente tremendo. São as pessoas-benuron.

First cut is the deepest

Nem um Oceano, nem um mar de tempo. Que caralho, pá.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Un autre été



Romi Schneider e Alain Delon, em Cannes, 1962.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Connections

CELINE: "I guess when you're young, you just believe there'll be many people with whom you'll connect with. Later in life, you realize it only happens a few times."

Before Sunset, de Richard Linklater (2004).

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Era um frasquinho de Felix Felicis, sff.






Nesse poço de sapiência absoluta que são os livros do Harry Potter, uma vez, o Potter fingiu dar ao amigo Ron uma poção de sorte, “Felix Felicis”. E o Ron conseguiu vencer um jogo de Quidditch imaginando que estava bafejado pela sorte, quando, afinal, venceu pelo seu mérito, apenas e só. Da mesma forma, e mais recentemente, foi revelado que a Duquesa de Cambridge usou um lacinho azul, cozido no interior do seu vestido de noiva, cumprindo a tradição do “something blue” para dar sorte no casamento. Era preciso ela usar isso? Não sei. Mas ela, pelo sim pelo não, achou que sim.
O Ron no mundo ficcional e a Kate no mundo (literalmente) real têm algo em comum: é importante acreditar em alguma coisa. Acreditar em nós é fundamental. Mas às vezes não basta. E, assim, agarramo-nos a um qualquer credo religioso, a uma superstição qualquer, a um amuleto, ou nem que seja a uma patranha que alguma pitonisa da treta nos disse. Acreditar em alguma coisa faz-nos pensar (ou ter a ilusão) de que estamos de alguma forma “protegidos”. E é, precisamente, essa atitude que faz toda a diferença.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Ganhámos o jogo de ontem

O bom médico

O bom médico é aquele que, ante a ansiedade do paciente que tem de ser examinado, não só é um profissional rigoroso e experiente, como também é aquele ser humano que sabe descontrair e ser afável, para obter uma melhor colaboração por parte do examinado. O bom profissional de saúde é, enfim, um pouco como os homens: basta tocar no assunto certo (ou na coisa certa) e faz-se clic. E, assim, é bom ouvir alguém sensível perguntar "Gosta de viajar?", e, no meio de batas brancas, cheiro a álcool, agulhas e outros instrumentos de tortura, voar por uns momentos até à brumosa Londres e debater sobre os seus encantos.

Anestesia geral



Todos sabemos que Portugal é um país um bocadinho bipolar, passamos da euforia para a depressão, e vice-versa, enquanto o diabo esfrega um olho. Agora que anda tudo anestesiado com o futebol, pelo menos não é a crise o tema principal das conversas e dos temas de abertura dos telejornais (ou quase). Mas, algures por aí, já começou a contagem decrescente para passarmos de bestiais a bestas.