sexta-feira, 13 de abril de 2012
Navio Escola Sagres
Ter a oportunidade de estar num navio sem recorrer ao bom do Vomidrine é fantástico. E é mais fantástico ainda quando se tem afinidades com tudo o que diz respeito a mar, barcos e universo marítimo em geral. (Pronto, e travar conhecimento com oficiais da Marinha simpáticos também não custa nada, há que dizê-lo com frontalidade.)
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Complicar o que é simples
Something you own
Helena Bonham-Carter e Daniel Day-Lewis no excelente "A Room With a View", de James Ivory (1985)"As for your loving me, you don't, not really. You don't. It's only as something else. As something you own. A painting, a Leonardo. I don't want to be a Leonardo. I want to be myself. (...) You can't know anyone intimately, least of all a woman."
«Lucy Honeychurch» em "A Room With a View".
«Lucy Honeychurch» em "A Room With a View".
quarta-feira, 11 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Pasión por la hípica
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Cecil
quinta-feira, 5 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Smart phone
Há uns dias um dos meus telemóveis desmaiou e não mais pôde ser reanimado. Naturalmente, perdi todas as mensagens recebidas e enviadas que não tinha apagado desde que o tinha. Ou seja, o meu telemóvel sabe quando chega a altura de largar o que se guardou inutilmente. A isto eu chamo um telefone esperto.
sexta-feira, 30 de março de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
Eu não pedia mais nada na vida

Só queria que voltasse a haver nas estações de comboio aqueles senhores que carregavam malas, como antigamente. Recuperar este tipo de serviços e esta extinta classe profissional era uma boa forma de fomentar o emprego, podia passar a haver empresas subcontratadas que fornecessem, generalizadamente e a preços low cost, estes pequenos serviços, nas estações, aeroportos, rodoviárias. Era contribuir para o holístico fim do bem-estar social. E, sim, para poupar a minha pobre coluna.
terça-feira, 27 de março de 2012
Ambientadores
E agora, assuntos sérios. Eu creio firmemente que a utilização de ambientadores nos carros (e a intensidade do cheiro dos mesmos) deveria ser regulamentada por dura legislação. É que não há nenhum que não seja agoniante ao ponto de tornar a circulação rodoviária letal: se uma pessoa não morrer de acidente de viação, morre, com certeza, asfixiada.
segunda-feira, 26 de março de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
Todos sabemos que a Camilla Parker-Bowles é uma arrasa-corações
Free rider
Não faço greve. Não é que não queira. É porque não posso. Mesmo. Os meus colegas também queriam fazer. E não fazem. E, lá está, teoricamente todos podemos. Mas na prática, não podemos coisa nenhuma, não adianta sermos românticos. Em dias de greve o problema do Free Rider vem sempre ao de cima.
Casa da Sorte
quarta-feira, 21 de março de 2012
Ainda o Inverno
Agora que a Primavera veio para ficar [fingers crossed], recordemos as minhas grandes aliadas dos fins-de-semana deste Inverno, que foram as botas Lula Brown da MIISTA (descobertas no blog fashionista da espanhola Mireia, que é um dos meus preferidos de sempre). Paixão à primeira vista, por serem mesmo muito altas e terem pormenores originais.
4 em 1
Acho sempre imensa graça aqueles homens que, assumidamente, procuram uma mulher que tenha o corpo da Claudia Schiffer, o cérebro do Albert Einstein, o coração da Madre Teresa de Calcutá e, já agora, se não for pedir muito, as competências domésticas da Martha Stewart.Acho graça. E tenho imensa pena deles.
terça-feira, 20 de março de 2012
A passividade portuguesa

Para quem é tomado por alguma perplexidade sociológica sobre a falta de capacidade de protesto, de indignação e de mobilização do povo português, em comparação com a de outros países na actualidade, eis um artigo interessante, do Público de 11/03/2012:
Nesta segunda-feira faz um ano que milhares de portugueses saíram à rua. E depois? Para onde foi a indignação? Uma historiadora, um sociólogo, um psicanalista e um activista arriscam respostas
Há um ano, o país levou uma bofetada. Milhares de pessoas (cerca de 300 mil, segundo a polícia; mais de 500 mil, diz a organização) saíram à rua para protestar contra a precariedade que lhes foi imposta. O apelo à mobilização correu célere no Facebook, com alguns jovens até então anónimos a conseguirem aquilo que nenhum sindicato e nenhum partido haviam conseguido. Um ano depois, para onde foi tanta indignação? "Está paralisada pelo medo e pela estupefacção", responde Joaquin Estefanía, ex-director do diário espanhol El País, para quem o medo foi transformado numa arma de controlo social (ver entrevista na página ao lado).
Dizendo-se "atónita com tanta passividade" portuguesa, a historiadora Irene Flunsel Pimentel concorda que as pessoas estão "amedrontadas, aterrorizadas e desorientadas, sobretudo porque não vêem nenhuma luz ao fundo do túnel". "As que ainda têm emprego têm medo de o perder mas também não sabem muito bem o que fazer", explica, para, no jogo das diferenças com as reacções à crise nos outros países, atirar culpas à herança deixada por Salazar. "A Espanha e a Grécia tiveram tremendas guerras civis, com milhares de mortos, e isso acaba por se inscrever no código genético das populações. Nós tivemos um ditador que viveu sempre com o apoio de uma parte da população, não se pode dizer que subsistiu apenas através da repressão. Não havia liberdade, mas havia aquela pessoa que zelava pela nossa segurança, que não nos deixava cair na miséria total e que nos habituou a pensar que os outros é que mandam em nós".
O psicanalista Coimbra de Matos também alude à sensação de que nada se pode contra o que está a acontecer para explicar o que tem mantido a indignação portuguesa no reduto doméstico. "Somos um povo passivo, sem aquilo a que os ingleses chamam empowerment, de pessoas habituadas a não ter poder nas suas mãos, e suponho que isso deva algo à ditadura. Esta, sendo relativamente suave - não era como em Espanha, que matava muito mais -, apelava à capacidade de conformação dos portugueses e usava métodos que não suscitavam uma reacção tão maciça e tão discordante". Temos assim todo um país mergulhado numa "depressão patológica, que ?? uma reacção à perda e a um sentimento de injustiça, mas que, no caso português, não comporta a revolta e até acredita que a culpa é um bocado nossa, porque vivemos acima das nossas posses".
Numa leitura diferente, o sociólogo e político Augusto Santos Silva sustenta que a indignação se domesticou porque perdeu o alvo directo. "A actuação política em Portugal tornou-se exógena. Com a celebração do pacote de ajuda financeira, a capacidade de actuação autónoma do Governo diminuiu radicalmente aos olhos da opinião pública; logo, as acções reivindicativas deixaram de ter tantas condições de atingir os seus objectivos".
Inquestionável é que se a revolta que há um ano saiu à rua não assumiu entretanto contornos de violência, não é porque as perspectivas tenham melhorado. Ao contrário. O desemprego galgou entretanto até aos 14%: 770 mil pessoas sem trabalho. Se olharmos só para os sub-25, são 30,7% os desempregados. É a terceira maior taxa da UE. O resto é o que se sabe. A perpetuação dos contratos a prazo a assumir letra de lei, os estágios sem remuneração, a instabilidade dos recibos verdes a adiar o futuro. Mas os jovens não estão mais à rasca que os outros. A manifestação de há um ano, porque mobilizadora de todas as idades, mostrou-o. Havia pensionistas de pensões congeladas, logo sem dinheiro para a conta dos medicamentos. Havia famílias sobretaxadas, nomeadamente pelo medo de deixarem de conseguir pagar a casa. Sublinhem-se, a propósito, as 670.637 famílias que chegaram ao fim de 2011 a não conseguir pagar os empréstimos aos bancos.
Ovídio foi o meu mestre (2)
segunda-feira, 19 de março de 2012
Ataque de Asma

Asma al-Assad, mulher de Bashar al-Assad, o presidente da Síria, diz que afinal, lá em casa, é ela a verdadeira ditadora. Seria bom que, se assim fosse, usasse o seu suposto poder autocrático para parar com a situação dramática em que o seu povo está há tanto tempo. Mas parece que encomendar joias em Paris é mais urgente que evitar massacres.
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