segunda-feira, 7 de maio de 2012

Sometimes we catch a glimpse of perfect happiness





Orgulho



Quando uma pessoa é muito orgulhosa, anda só meio caminho. E dois orgulhosos, já se sabe, não vão a lado nenhum.

Descer do salto



Pronto, finalmente. Felizmente, este agora já pode despedir-se da Merkel, tirar os sapatos de tacão alto e ir para casa com a Carla Bruta. A ver se ela agora se dá conta de que ele só lhe chega à cintura.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

(E vá-se lá saber porquê)




Ando fascinada com a Volvo Ocean Race, com a ajuda da nossa RTP2, que é amiguinha.

(No final deste mês passam por Portugal.)

Mal resolvidos

Como se já não bastasse a menina Adelaide a gritar a toda a hora We could have had it all e Nevermind I'll find someone like you, agora temos a Lana Del Rey a ganir I will love you till the end of time. Muito gostaria eu que estas vacas que têm assuntos mal resolvidos deixassem em paz as pessoas que têm assuntos mal resolvidos.

Romance



E eu que passei tanto tempo sem saber o que oferecer ao meu amigo V. pelos anos.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Um Grão de areia

E ainda na rubrica de coisas importantíssimas e da realeza: parece que vai haver um casamento real este ano, desta feita no Grão-Ducado do Luxemburgo. A boa notícia é que, finalmente, vamos poder apreciar dois noivos reais que não são irritantemente bonitos nem perfeitos. Pelo contrário.




Para além disso, estes felizes nubentes são a engraçada prova de que os mais pequeninos são sempre os que almejam as grandezas. Senão vejamos: as grandes monarquias europeias casam-se com raparigas da classe média trabalhadora, com ex-personal trainers, com ex-jornalistas divorciadas, com ex-empregadas de mesa, etc. etc. Já no grãozinho de areia que é este pequeno Grão-Ducado prefere-se, obviamente, a condessa nariguda à mistura com a plebe.

How to catch a prince (Lesson nr. 134)

Kate Middleton e o príncipe William, numa foto captada em 2007.


Andar atrás do namorado, pelos campos gelados fora, carregando pássaros mortos.


(Lá dizia o bom Darwin: os que vencem são aqueles que se adaptam.)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Pingo Amargo



Ainda um pouco aturdida com o que se passou neste 1º de Maio, Dia do Trabalhador, e saltando as observações óbvias em relação ao dia, à comemoração em causa, às lutas que se travam actualmente face a um contexto de crise, e à bela iniciativa de uma grande superfície, só digo uma coisa: tenho medo do povo português.





Um povo universalmente conhecido por ser tão afável, tão pacífico, de tão brandos costumes, e que depois limpa prateleiras de supermercados com uma voracidade aterrorizante e que anda à pancada nas lojas a ponto de ter que se chamar as forças de segurança, como se o mundo fosse acabar amanhã.





Olhem, Deus nos livre de um dia haver uma guerra aqui. Tenho menos medo das amarguras da guerra do que do monstro sanguinário em que o povo português se transforma quando há aquisição de bens em causa.

Tirar a pantufa e sair de casa




Eu, com o passar do tempo, cada vez gosto mais de sair de casa, para grande desgosto dos senhores do Ikea que andam sempre a enviar mensagens subliminares para as pessoas se enfiarem em casa.


Eu cá gosto de sair, ver pessoas diferentes, ter reencontros imprevistos, conhecer gente inesperadamente. E pessoalmente, destesto todas as coisas que, na modernidade, "conspiram" para que fiquemos em casa, a sedentarizarmo-nos e a estupidificarmo-nos.


Já nem falo da televisão com 56389 canais e do dvd que substituíu o cinema. Vou apenas destacar, por exemplo, aquelas maquinetas de café infernais que são uma praga em casa de todos os meus amigos (e que ainda por cima nem sequer vêm com um clone do Clooney para consolo, é só mesmo a maquineta). Agora a moda já não é ir ao café com os amigos, agora é ficar em casa (whatelse?) a tomar também o diacho do café.


Como se já não bastasse a detestável doença dos jantares em casa que começa a atacar as pessoas a partir dos trinta/quarenta anos (seja lá pela crise ou pelo comodismo ou pelo prazer sádico de ver a mulher do anfitrião cheia de stress e trabalho para cozinhar pro bono para tanta gente, e para limpar tudo, que é a parte pior).


Acho aborrecido, até porque uma pessoa já passa quase todo o dia dentro de uma casa (excepto os que trabalham ao ar livre), e agora com essa do jantarinho/cafezinho em casa é que uma pessoa se trama. Já nem se pode ver nem ser vista, que era um dos maiores prazeres de se sair. Por muito boa que seja a companhia, fica-se ali, dentro do mesmo círculo de pessoas, e nem hipótese há para o imprevisto, para conhecer sítios novos, para desfrutar de lugares agradáveis ao ar livre.



Da mesma forma, detesto as máquinas de desporto que as pessoas têm em casa (oiço muito a minha vizinha de cima a correr na passadeira que nem louca; felizmente ela só se lembra de a usar poucos meses antes do Verão). São algo que nunca poderá substituir uma arejada corrida no parque, ou até mesmo no ginásio, onde sempre se vê outras pessoas, convive-se, e a pessoa é estimulada a tirar o pijama e a arranjar-se de forma diferente.


Como não podia deixar de ser também não gosto do célebre campo semântico: trabalhar/em casa/pantufas. Há os grandes apologistas deste método, e há os grandes cépticos. Estou entre os segundos. Trabalhar em casa com portátil e net, pontualmente, dá jeito, sim. Mas por sistema, acho que daria comigo em doida. É salutar ter um horário para cumprir. Ter um dia estruturado. Ver e falar com colegas (por muito chatos que sejam). Sair-se de casa todos os dias com o estímulo de vestir adequadamente, em vez de se andar enfiado em pantufas como se todos os dias fossem domingo de manhã.


A mim ninguém me domestica. Pronto.

Está tudo bem, Enid



A maravilhosa Helena Bonham-Carter no papel da não-tão-maravilhosa-assim Enid Blyton, ou da senhora que em casa oferecia lanches aos seus pequenos leitores nos quais não deixava as filhas participar, em Enid, de James Hawes (2009).



Dos meus longínquos onze ou doze anos, recordo que sempre achei um pouco estranho aquele desprendimento com que as alunas do colégio das Quatro Torres ou de Santa Clara se despediam dos pais quando iam, de comboio, começar mais um ano lectivo. Costumava atribuir isso à habitual fleuma britânica. Mas agora está tudo explicado.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Just somebody I used to know

Bruno Aleixo



Já toda a gente conhece isto, obviamente, mas eu, que sou como o corno e sou sempre a última a saber de tudo, andei nas trevas da ignorância tanto tempo, até que o Edgar, benzódeus, me fez ver a luz.
Ainda por cima, o autor desta pequena maravilha é um produto dessa excelsa (cof cof) instituição que é a Universidade de Coimbra. Tudo em bom.
Vejo e revejo estes scketches milhentas vezes e nunca me canso de rir: o sotaque da Beiras, o ambiente muito salazarento, todo aquele tom naïf e malicioso ao mesmo tempo, enfim, isto é do melhor que se fez nos últimos tempos. Os meus preferidos são sempre os do Bruno na escola.

Panaceia para todos os males




Adoro (na medida em que me proporcionam momentos de puro gozo) aquelas pessoas que encaram o casamento e o ter filhos como a solução para todos os (seus) males.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Só ao tiro, pá






Não adoramos, nós todas, aqueles homenzinhos neuróticos que fazem muita questão de assinalar constantemente o prazo de validade dos nossos óvulos?

Anthony & Gloria




Acho piada às ironias da vida. (Enfim, acho piada quando elas não me irritam.) Sabem? Como quando queremos muito que uma coisa aconteça num dado momento, passamos por muito para a conseguir e ela não acontece. E depois, quando já arranjámos outra alternativa, ela acaba por acontecer mesmo, totalmente extemporânea, talvez até desnecessária ou dispensável.


Ou não. Em alguns casos pode ainda ter aquele sabor a bónus adicional. Como o Anthony Patch e a Gloria Gilbert, em Belos e Malditos, quando finalmente ganharam o processo legal e ficaram milionários com o dinheiro do avô Patch da Cruz. Mas aí já era um pouco tarde, já Antonhy e Gloria tinham atravessado todo o galopante processo de decadência, já os amigos os haviam abandonado, e Anthony, numa espiral crescente de loucura, desespero e alcoolismo, já havia assassinado Dorothy. A fortuna veio, ironicamente, no clímax do desespero. E assim despachou o jovem casal desgastado num navio para Itália, onde os esperava a reforma dourada. Foi um dos casos em que terá valido passar por tudo, antes do irónico remate final. Mas a que preço?

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Mini-epifania Von Fürstenberg




Tive uma pequenina epifania ontem. Pequenina, fofinha, discreta, basicazinha. Apaziguante. Mas importantíssima. Ela é: quando está mais que evidente que uma coisa não é para o momento presente, isso não quer dizer que não vá acontecer nunca. Pode não acontecer, mas também pode acontecer no futuro. Num caso ou noutro, é só saber aproveitar ao máximo o in between. E estar preparada. A Diane Von Fürstenberg que o diga.

Desgostos que trazem sucessos que trazem boas mudanças



terça-feira, 17 de abril de 2012

17 de Abril




Neste blogue assinala-se o 17 de Abril de 1969.

Vanessa Redgrave




Vanessa Redgrave como "Elizabeth I", em Anonymous, de Roland Emmerich (2011).



Palavra de honra que nunca tinha visto a "Rainha Elizabeth I de Inglaterra" ser interpretada de forma tão suave e tão doce. Esta Vanessa Redgrave é uma grande actriz, mas, infelizmente, penso que é daquelas que está sempre no mesmo registo. Já tinha reparado nisso há muitos anos atrás, quando vi "Regresso a Howards End" (foto abaixo) pela primeira vez (este sim, um excelente filme, coisa que Anonymous não me parece ser), e cada vez mais confirmo isso.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O verdadeiro blow job

(O George Harrison está desconfiado e finge admirar tão rústico instrumento. O Ringo já era um pro, e os outros dois estão a fazer playback.)


Um amigo meu trouxe um didgeridoo da Austrália. Comprou-o a uns aborígenes numa praia. Produz aquele som maravilhoso, cavo, telúrico, que parece brotar das profundezas da terra. Espectacular.


Ora, não tão espectacular e o que dá uma trabalheira danada é tentar soprar naquilo (que é enorme) para que se consiga produzir algum som aceitável. É preciso jeito para soprar, uma certa amplitude na caixa toráxica e, porque não?, olhem, resistência à ideia de se poder ficar com uma pleuresia à conta da brincadeira. (Não estou nada a exagerar, pá. Eu nunca exagero.)

Complicar o que é simples (2)





Deixei o Samsung Galaxy descansar por algum tempo (ele vai precisar de descanso, porque assim que for utilizado por mim, sabe que vai ficar com a sua integridade comprometida).

Mas admito que fico com alguma pena por ter de abdicar do formidável status e da aura de respeitabilidade que ele me conferia junto dos meus colegas de trabalho, homens jovens bem apessoados e transeuntes desconhecidos em geral. E eu a pensar que era o meu magnético encanto pessoal.



(De futuro, novas tecnologias, para mim, só como adereço de cabelo.)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Navio Escola Sagres

Ter a oportunidade de estar num navio sem recorrer ao bom do Vomidrine é fantástico. E é mais fantástico ainda quando se tem afinidades com tudo o que diz respeito a mar, barcos e universo marítimo em geral. (Pronto, e travar conhecimento com oficiais da Marinha simpáticos também não custa nada, há que dizê-lo com frontalidade.)















quinta-feira, 12 de abril de 2012

Complicar o que é simples




Ofereceram-me esta porcaria. A única observação que tenho a fazer a este respeito é que uma das poucas coisas de que me orgulhava na vida era saber realizar chamadas telefónicas desde os meus três anos de idade. E a verdade é que agora já nem isso posso dizer que sei fazer.


Something you own

Helena Bonham-Carter e Daniel Day-Lewis no excelente "A Room With a View", de James Ivory (1985)




"As for your loving me, you don't, not really. You don't. It's only as something else. As something you own. A painting, a Leonardo. I don't want to be a Leonardo. I want to be myself. (...) You can't know anyone intimately, least of all a woman."
«Lucy Honeychurch» em "A Room With a View".

quarta-feira, 11 de abril de 2012

terça-feira, 10 de abril de 2012

First time





Pasión por la hípica






[Não é que já não tivesse montado cavalgaduras], mas esta que aqui vos escreve está, finalmente, a perder o medo e começou a montar a cavalo pela primeira vez na vida.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Cecil




Quando, na vida, nos cruzamos com um Cecil Vyse, sabe-se que só há um remédio, que, por sinal, é o melhor de todos: simplesmente rir. Rir, ridicularizar e extrair da experiência a maior comicidade possível, por tanto tempo quanto o que for possível. Reduzi-lo a uma anedota. E pô-lo a milhas.

Pasión por la hípica (y por el cine)



quinta-feira, 5 de abril de 2012

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Jogo da (in)glória



[Volte à casa de partida.]

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Smart phone

Há uns dias um dos meus telemóveis desmaiou e não mais pôde ser reanimado. Naturalmente, perdi todas as mensagens recebidas e enviadas que não tinha apagado desde que o tinha. Ou seja, o meu telemóvel sabe quando chega a altura de largar o que se guardou inutilmente. A isto eu chamo um telefone esperto.

"A Adelaide? Aquela matulona?"



[Post com o alto patrocínio do "Bruno Aleixo".]

sexta-feira, 30 de março de 2012

quinta-feira, 29 de março de 2012

Eu não pedia mais nada na vida




Só queria que voltasse a haver nas estações de comboio aqueles senhores que carregavam malas, como antigamente. Recuperar este tipo de serviços e esta extinta classe profissional era uma boa forma de fomentar o emprego, podia passar a haver empresas subcontratadas que fornecessem, generalizadamente e a preços low cost, estes pequenos serviços, nas estações, aeroportos, rodoviárias. Era contribuir para o holístico fim do bem-estar social. E, sim, para poupar a minha pobre coluna.