quarta-feira, 22 de agosto de 2012

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Uma espécie de roleta russa

No Verão, multiplicam-se as minhas (des)venturas com criancinhas. Imaginemos muita gente à volta de uma grande mesa, à refeição. Há uma criança de colo, que anda de colo em colo. São muitos colos. É precisamente no meu colo que a criatura decide bolçar.

Novela



No meio de toda a novela melodramática que se seguiu à confissão da Kristin Stewart, que se portou muito mal com o Pattinson, eu não tenho grande pena dele. Só tenho realmente pena das raparigas que ele venha a conhecer num futuro próximo. Um homem encornado é a pior coisa que pode haver.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sacrílegos





Mãozinhas infantis à solta, pequeninas e destruidoras, a violarem a sacralidade das minhas Vogue.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Dolphins

Sobre os Jogos Olímpicos haveria muita coisa a dizer, mas há uma verdadeiramente premente e preocupante, que me tira muitas noites de sono: agora que o Phelps anunciou que se vai retirar das competições, só espero que não lhe aconteça como ao Thorpe. Que dor, que desgosto.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Nunca mais chega Novembro (2)



Diz que vai entrar a Shirley MacLaine, e eu só quero ver como vai ser o duelo com a Maggie Smith. Do resto das personagens, bem, só espero que nos loucos anos 20 comecem a ficar um pouco menos boazinhas.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Nunca mais chega Novembro

A Keira Knightley continua a vincular-se a filmes de época.
Espero que este seja (muito) melhor que a versão de 1997, com a Sophie Marceau. Do Joe Wright não espero nada menos que isso.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Jogos



Na cerimónia de abertura do Jogos Olímpicos de Londres houve uma muito interessante e curiosa homenagem ao serviço nacional de saúde britânico. Assim de repente, não estou muito a ver isto a ter acontecido em Pequim 2008 ou a acontecer no Rio de Janeiro 2016. Primeiro mundo: 1, Economias emergentes: 0

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Bitch

Gosto muito de anunciar às minhas colegas de trabalho que vou dar um saltinho ao café em baixo para ir comprar um Magnum. Elas, que estão todas em dieta severa até Setembro, vão logo afogar as mágoas numa garrafa de chá verde.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Cunhas



Parece incrível mas este foi o primeiro Verão da minha vida em que usei sapatos com cunha. Nunca tinha usado porque sempre me pareceram um bocado pesados e pouco elegantes. (E continuo achar isso em relação a botas ou botins). Mas verifico agora que são uma excelente alternativa para enfrentar a calçada portuguesa ou caminhadas um pouco mais longas, com um estilo mais informal. Começo a ficar fã.

Todos os reencontros têm um antes e um depois





A praia da felicidade

É engraçado, costumo ir sempre a uma praia frequentada por muita gente e bastante familiar, e todos os anos, nessa praia, encontro um casal de lésbicas. É todos os anos um casalinho diferente. E eu fico muito feliz por elas, miúdas tão novas e giras, tão desempoeiradas e assumidas. E fico principalmente feliz por mim, porque gosto de alimentar a ilusão de que cada casal destes, generosamente, libertou dois homens straight e que eles andam por aí, livres e disponíveis (lá está, eu disse ilusão). Como tal, também fico muito feliz por todas as raparigas solteiras. E as casadas que não se preocupem, que também fico feliz por elas. Pois se agora estão casadas, também não devem ficar casadas para sempre, era o que mais faltava. É só felicidade.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Quatro mafarricos e um esgotamento

Encontrei por acaso uma antiga colega que não via há muito tempo. Ela apareceu-me na rua com quatro alegres e saudáveis filhas pequenas. (Já me tinha chegado aos ouvidos que ela tinha dado rédea solta à sua fertilidade, mas não imaginava que já tivesse atingido este número bíblico.)


Bem, quis o cruel destino que passasse algumas horas com a minha amiga e aqueles quatro belzebus em miniatura, que, pensando que eu era uma boneca em ponto grande, passaram a tarde a arrancarem-me cabelos com as mãozinhas engorduradas, a disputar o conteúdo da minha carteira e a partirem-me colares da Parfois e outros acessórios de valor incalculável.


Saí dali um Cristo em chagas e com a cabeça a andar à roda. Depois deste calvário vou ter de ir descansar, no mínimo, para as Maldivas. Com boa companhia. E muitos contraceptivos.

Pois. Acontece. É chato. Depois passa. Se calhar.


"Cette fille m'a marqué au fer rouge."

(Serge Gainsbourg acerca de Brigitte Bardot)

Estes gauleses são chiques

Marion Cotillard (em Christian Dior), a dar uma lição do mais puro chic francês em plena Londres, na estreia do novo filme Batman - The Dark Knight Rises.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Ao fim da tarde estou sempre mais preconceituosa



Não gosto de ver homens (homens feitos, meu Deus!) montados em Vespas, ou em qualquer mota tipo scooter. Então se forem amarelas, acho irremediavelmente execrável. Tudo o que não seja homens italianos em Vespas e, mais especificamente, em Roma, acho ridículo e pouco viril. Muito pouco viril. Uma Vespa é para garotas de 15 anos. Se querem ser homens e andar de mota, comprem uma mota a sério, uma mota de homem, não é uma Vespa.

Para ler na praia


Um livro de Bárbara Rosa e Rui Oliveira Marques

(Aviso: este livro contém informação que pode chocar públicos com consciência cívica mais apurada e não é recomendado a pessoas que costumam pagar impostos.)

Vital work



quarta-feira, 18 de julho de 2012

E se de repente um desconhecido

Um quarentão engravatado aborda-me no café, dizendo que me seguiu até ali quando me viu a passar na rua. Senta-se na minha mesa sem ser convidado, apresentando-se e repetindo centenas de vezes que é advogado e (passo a citar) "uma pessoa de bem" [ah ah! ah!]. E pergunta muitas vezes: "Mas não acha isto romântico? Mas não acha isto cavalheiresco? Mas não podemos tomar um café um dia destes?" Em vez de lhe dizer que não, que achava até bastante triste, desesperado e digno de pena, e mesmo um bocado assustador, calmamente deixei-o falar, para depois, delicadamente, enxotá-lo, fazendo uma breve alusão a uma telefonemazinho para a polícia. Retirou-se. Mas não sem antes exibir orgulhosamente, como quem joga o último trunfo, o seu... cartão da Ordem dos Advogados. Que deve tomar como garante inquestionável de idoneidade. E como um salvo-conduto para pernas abertas. Só pode.