quinta-feira, 19 de julho de 2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
E se de repente um desconhecido
Um quarentão engravatado aborda-me no café, dizendo que me seguiu até ali quando me viu a passar na rua. Senta-se na minha mesa sem ser convidado, apresentando-se e repetindo centenas de vezes que é advogado e (passo a citar) "uma pessoa de bem" [ah ah! ah!]. E pergunta muitas vezes: "Mas não acha isto romântico? Mas não acha isto cavalheiresco? Mas não podemos tomar um café um dia destes?" Em vez de lhe dizer que não, que achava até bastante triste, desesperado e digno de pena, e mesmo um bocado assustador, calmamente deixei-o falar, para depois, delicadamente, enxotá-lo, fazendo uma breve alusão a uma telefonemazinho para a polícia. Retirou-se. Mas não sem antes exibir orgulhosamente, como quem joga o último trunfo, o seu... cartão da Ordem dos Advogados. Que deve tomar como garante inquestionável de idoneidade. E como um salvo-conduto para pernas abertas. Só pode.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Gap year
Todos os anos, sempre que vejo notícias sobre as candidaturas e entradas para a universidade, é inevitável lembrar-me do gap year, algo que sempre foi muito comum nos países anglo-saxónicos, onde ele está, por assim dizer, "institucionalizado", como em Inglaterra ou na Austrália. E que lamentavelmente nunca existiu em Portugal. O que cá existe é uma mentalidade de horizontes pouco vastos, que preconiza a ideia de que tem que se entrar na universidade o mais depressa possível e que se deve de lá sair em tempo recorde (à la Relvas, talvez). Ideias que infelizmente são agora ainda mais reforçadas pela crise e pelas dificuldades económicas das famílias. É, de facto, uma grande pena. Acho que o gap year, se bem organizado, pode constituir uma oportunidade preciosa e irrepetível na vida, e, entre o secundário e o ensino superior, ter-se experiências valiosas como o voluntariado, viajar pelo mundo, fazer cursos no estrangeiro ou ter um primeiro contacto com o mundo do trabalho. Em suma, permite experiências de vida únicas, ganhar maturidade e responsabilidade acrescidas, e talvez até possa ajudar a reflectir e a esclarecer melhor a vocação para a área académica na qual se pretende ingressar a seguir. Penso que isto são muitas vantagens, mas há quem considere impensável um ano "perdido", e que o que é bom é ter recém-licenciados que entraram na universidade aos 17 e saem dela sem nunca terem assumido quaisquer responsabilidades, sem nunca terem viajado ou trabalhado, sem nunca terem saído de casa dos pais, sequer.
Manhãs
Eu gosto de ver filmes de manhã. Há quem diga que ver cinema sem ser à noite é como comer bacalhau com natas ao pequeno-almoço. Não concordo nada. Gosto muito de ver filmes logo pela manhã.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Cascais music festival
Porca miseria!

Parece que aconteceu isto.
Ora, se Portugal foi considerado lixo, a Itália é adesso una porca miseria.
A Moody's que tenha cuidado e que não se aventure por Taormina nestas férias.
Cette étrange fidélité au passé

"La délicatesse", de David Foenkinos e Stéphane Foenkinos (2011)Uma história sobre "renascimento" e redescoberta. Mete casais perfeitos, casais imperfeitos e tragédia inesperada, mete assédio sexual no trabalho e momentos cómicos, mete a complexidade dos sentimentos, da estagnação e do recolocar os motores novamente em marcha, mete a maravilha do acaso e dos riscos, mete break & mend, mete Paris e até mete pessoas suecas a falar sueco.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Pasión por la hípica
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Salta à vista
Ok. Admito a minha ignorância, mas deconhecia que um oftalmologista, ao examinar-me os olhos, me poderia acusar de ter o colesterol elevado. Já não se pode ter segredos, pá.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Novas oportunidades
Andávamos nós a dizer tanto mal das Novas Oportunidades, que condensavam, em pouco tempo, uma série de anos de escolaridade, quando, afinal, este nosso amigo já era o precursor de "cursos condensados". Muito à frente.
Great expectations

Ao consultar na net as opiniões de clientes que já passaram por determinados hotéis, uma das melhores coisas é detectar as diferentes expectativas e o nível de exigência face ao serviço disponibilizado, consoante as nacionalidades.
Gosto particularmente da paciência de corno dos portugueses: "Ah e tal, roubaram-nos uma mala enquanto estávamos a fazer o check-in e ninguém se reponsabilizou; às vezes também não tínhamos água quente no chuveiro; mas o hotel é óptimo, montes de diversões para as crianças e a área da piscina é muito boa".
E, depois, dos comentários picuinhas de ingleses e alemães, por exemplo [ler com o mais afectado sotaque cockney ou qualquer outro sotaque londrino]: "Oh, everything was just fine... but this is not really a five star... the beds were too soft."
terça-feira, 3 de julho de 2012
Pergunta
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Futebol, ironias e memória fraca

Só uma nota sobre o Campeonato Europeu de futebol deste ano: um jogo que me comoveu foi, claro, o Alemanha-Grécia. Não foi pela inevitável ironia do jogo, nem tão-pouco pela goleada. Foi pelos meus vizinhos de cima, que exultaram quando a Grécia marcou. Comovi-me, porque, pelos vistos, a solidariedade entre países pobrezinhos à mercê da troika -- e o pó que, nestes tempos de crise, temos à pujança do país da marreca Merkel -- são mais fortes do que a memória futebolística. Se não fosse, os meus vizinhos lembrar-se-iam, com certeza, do que eu não me consigo esquecer: a fatídica final em 2004.
Puericultura

O filho de uma amiga minha tem seis meses de idade e a mãe dele deixou-me sozinha com ele durante alguns minutos. Correu tudo bem, tirando aquela parte em que o garoto choramingava com fome. Mas a minha fabulosa genialidade levou-me a molhar, com sucesso, a chupeta dele num gelado de baunilha, e ele consolou-se repetidas vezes com esta operação. (É bom, para ele começar já a engrossar as estatísticas de obesidade infantil em Portugal.)
E ainda teve sorte, porque além de gelado de baunilha, havia cerveja e vinho em cima da mesa, donde, a probabilidade de, por engano, lhe molhar a chupeta noutros líquidos também não foi de excluir.
Por fim, a criancinha gostava muito de jogar a chupeta para o chão. Tantas vezes jogou quantas lhe enfiei a chupeta directamente do chão para a boca. (É bom, porque lhe reforça o sistema imunitário, e assim será forte como o Super-Homem, ou pelo menos, como os meninos ciganos. Ai, não se pode dizer ciganos, tem de se dizer, indivíduos menores, oriundos de minoria étnica cigana, assim é que é.)
Bom. Segundo consta, o miúdo ainda está vivo, pelo que estou cada vez mais orgulhosa das minhas capacidades como puericultora, que estão em franca expansão.
E ainda teve sorte, porque além de gelado de baunilha, havia cerveja e vinho em cima da mesa, donde, a probabilidade de, por engano, lhe molhar a chupeta noutros líquidos também não foi de excluir.
Por fim, a criancinha gostava muito de jogar a chupeta para o chão. Tantas vezes jogou quantas lhe enfiei a chupeta directamente do chão para a boca. (É bom, porque lhe reforça o sistema imunitário, e assim será forte como o Super-Homem, ou pelo menos, como os meninos ciganos. Ai, não se pode dizer ciganos, tem de se dizer, indivíduos menores, oriundos de minoria étnica cigana, assim é que é.)
Bom. Segundo consta, o miúdo ainda está vivo, pelo que estou cada vez mais orgulhosa das minhas capacidades como puericultora, que estão em franca expansão.
Pessoas-saca rolhas
Por outro lado, há pessoas que se nota que têm algum potencial de conversação, que são até capazes de ser interessantes, mas temos de estar ali com uma paciência a tentar arrancar-lhes uma palavra, a tentar sacar alguma coisa que valha a pena. São aquelas pessoas que só a saca-rolhas lá vão. Temos de andar ali à roda, à roda. É cansativo e depois torna-se chato. Eu tenho energia para mim, não tenho, nem quero ter, energia por dois.
Pessoas-benuron
Há pessoas assim. Ouvir-lhes a voz, somente, não trata, não sana, não resolve, mas dá um alívio absolutamente tremendo. São as pessoas-benuron.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Connections
CELINE: "I guess when you're young, you just believe there'll be many people with whom you'll connect with. Later in life, you realize it only happens a few times."
Before Sunset, de Richard Linklater (2004).
Before Sunset, de Richard Linklater (2004).
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Era um frasquinho de Felix Felicis, sff.


Nesse poço de sapiência absoluta que são os livros do Harry Potter, uma vez, o Potter fingiu dar ao amigo Ron uma poção de sorte, “Felix Felicis”. E o Ron conseguiu vencer um jogo de Quidditch imaginando que estava bafejado pela sorte, quando, afinal, venceu pelo seu mérito, apenas e só. Da mesma forma, e mais recentemente, foi revelado que a Duquesa de Cambridge usou um lacinho azul, cozido no interior do seu vestido de noiva, cumprindo a tradição do “something blue” para dar sorte no casamento. Era preciso ela usar isso? Não sei. Mas ela, pelo sim pelo não, achou que sim.
O Ron no mundo ficcional e a Kate no mundo (literalmente) real têm algo em comum: é importante acreditar em alguma coisa. Acreditar em nós é fundamental. Mas às vezes não basta. E, assim, agarramo-nos a um qualquer credo religioso, a uma superstição qualquer, a um amuleto, ou nem que seja a uma patranha que alguma pitonisa da treta nos disse. Acreditar em alguma coisa faz-nos pensar (ou ter a ilusão) de que estamos de alguma forma “protegidos”. E é, precisamente, essa atitude que faz toda a diferença.
O Ron no mundo ficcional e a Kate no mundo (literalmente) real têm algo em comum: é importante acreditar em alguma coisa. Acreditar em nós é fundamental. Mas às vezes não basta. E, assim, agarramo-nos a um qualquer credo religioso, a uma superstição qualquer, a um amuleto, ou nem que seja a uma patranha que alguma pitonisa da treta nos disse. Acreditar em alguma coisa faz-nos pensar (ou ter a ilusão) de que estamos de alguma forma “protegidos”. E é, precisamente, essa atitude que faz toda a diferença.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
O bom médico
Anestesia geral

Todos sabemos que Portugal é um país um bocadinho bipolar, passamos da euforia para a depressão, e vice-versa, enquanto o diabo esfrega um olho. Agora que anda tudo anestesiado com o futebol, pelo menos não é a crise o tema principal das conversas e dos temas de abertura dos telejornais (ou quase). Mas, algures por aí, já começou a contagem decrescente para passarmos de bestiais a bestas.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
E agora, para acalmar do post anterior, cantem os anjos e avancemos com Evelyn Waugh, que fica sempre bem
«Durante quase dez inertes anos depois daquela noite com Cordelia, fui conduzido por um caminho aparentemente cheio de mudanças e incidentes, mas nunca durante esse tempo, excepto por vezes na minha pintura - e isso a intervalos cada vez maiores - estive tão vivo como quando durante o tempo da minha juventude com Sebastian. Julguei que fosse a juventude, e não a vida, que estava a perder.»
E. Waugh, Reviver o Passado em Brideshead
Post dedicado

Queridíssimos leitores, por favor ignorem este post, pois ele é dirigido única e exclusivamente a um filho da puta (pardon my french) que, quando eu escrevi este post sobre a amamentação, teve o desplante de dizer que "não tinha gostado de o ler". Sua Excelência, imagine-se, tinha ficado incomodado, porque, segundo Sua Excelência, que é um homem pouco sensível e nada sensato, considera que as dificuldades, as dores, os sofrimentos relacionados com a maternidade são tudo exageros da parte de mulheres mimadas, que não devem falar nem partilhar essas coisas.
Pois aqui vai um texto muito bom, que achei que muitos desses filhos da puta que por aí andam deviam ler e ter exactamente a mesma experiência e dificuldades de ter um filho, para verem quanto custa. Um texto da Dora, via Pólo Norte que também está grávida:
"(...) desisti de amamentar - a decisão foi considerada sensata pela pediatra da minha filha e pelo meu obstetra. E por mim e pelo pai da minha filha.
Eu explico porque desisti de tentar - porque dormia uma hora de cada vez, tendo que alimentar a minha bebé de 3 em 3 horas até ela alcançar o peso com que devia ter nascido, o que aconteceu por volta dos 2 meses e meio, 3 meses. Dia e noite, de 3 em 3 horas, com o pai a ajudar imenso, mas o pai tinha que trabalhar e, como trabalhador por conta própria, não teve licença de paternidade. Eu estava de rastos, dorida, com todos os movimentos a custar horrores na minha barriga agrafada, com as mamas quase a rebentar de inflamação, com as emoções desenfreadas e com o cérebro afectado pela privação de sono.
Por isso, quando ouvia alguém - sempre muito bem intencionado - a achar que tinha que me convencer a amamentar a minha filha, essa pessoa parecia-me amplificadamente insuportável.
Eu cheguei a um ponto em que emergi desse pântano e decidi o seguinte: eu tinha tido uma bebé e passava mais tempo preocupada com não conseguir amamentar do que em usufruir desse tempo mágico, imenso, deslumbrante, pleno, maravilhoso e irrepetível que é ter um bebé. E eu escolhi arrumar a infernal bomba do leite, munir-me do melhor leite para prematuros que havia na farmácia e começar a disfrutar da minha bebé, que crescia muito bem e saudável.
Só partilho esta história íntima para mandar para o caralho aquela gente que, volta e meia, decide debater a questão da amamentação e até quando as mães devem amamentar para serem mães como deve ser - quando mesmo as mães que amamentam até tarde se recusam a emitir juízos de valor e, como muito bem disse a Adelaide de Sousa, que amamenta o filho de 2 anos e meio, cada um sabe de si e todos os filhos adoram as mães, com ou sem mamas. A Time lançou o rastilho e a Visão também pegou nele. Advirá isto do preconceito ainda muito vincado de que as mulheres, as pobres, nunca sabem tomar decisões e por isso é que há sempre estes debates sobre as mamas das mulheres e o uso que lhes devem dar.
E o que me surpreende é que se fala do assunto presumindo que todas as mães têm leite durante seis anos e só não amamentam os filhos, as grandes cabras, porque são más pessoas. Das dores, das mastites, da dificuldade em conseguir começar a dar leite, disso ninguém fala (...)"
Highly recommended

Uma comédia britânica, simples e inteligente, com excelentes actores e toda uma história que passa por Londres, pela minha adorada Escócia e pelo Iémen. Mistura subtilmente e muito levemente comédia, drama e romance, aborda questões como a ciência e a fé, o islão e a cultura ocidental, as relações entre a velha Albion e o Médio Oriente, e ainda há por ali o adorável sotaque escocês e um sheik árabe que é provavelmente um antigo Etonian. Tudo misturado com a actualidade dos projectos megalómanos de grandes riquezas árabes, e com a inevitável metáfora do salmão, que nada rio acima em direcção à vida renovada.
Posto isto, não deve ter sido à toa que o livro homónimo de Paul Torday, no qual o filme se baseou, recebeu o Bollinger Everyman Wodehouse Prize em 2007.
E como provavelmente este meu texto pseudo é altamente desmotivador, vou só resumir: vejam, eu recomendo.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
Pedro e o lobo
Pior que as pessoas que mentem aos outros, são as que não conseguem evitar mentir a si próprias. Tanto que, quando algo é finalmente verdade, nem elas mesmas acreditam. E a verdade, essa, passa-lhes ao lado.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Um hábito que só faz o monge

Hoje vamos falar de pessoas que, ao pegarem em vários papéis, têm o hábito pouco higiénico de lamberem o dedo e vá de folhear, muito contentes, para depois entregarem a outras pessoas os papéis impregnados com a saliva delas.
Acontece-me muito partilhar uma impressora com alguém e depois de eu fazer uma vã e inglória maratona para apanhar os meus papéis recém-imprimidos antes de qualquer outra pessoa, já lá chegou alguém antes de mim, e já lá está muito sorridente e muito diligentemente a lamber o dedo e a passá-lo nos papéis, prontinhos para virem para as minhas mãos com fluidos salivares alheios. Ora, é desagradável. E, não estando eu interessada em fazer nenhuma recolha de ADN desta gente, não percebo porque é que os meus documentos têm de ir sempre carimbados com o seu, enfim, selo branco pessoal.
É que, a montante de ser uma esquisitice minha, e a jusante de ser uma questão, digamos, de saúde pública, vou passar a recordar estas pessoas que era assim que os monges morriam assassinados em “O Nome da Rosa”. A ver se os assusto.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Dull, dull, dull

O Robert Pattinson veio esta semana a Portugal. Eu não gosto muito do Robert pattinson. E, felizmente, não sei como é o Robert Pattinson a representar na Saga Twilight (não tenho a mínima paciência para vampiros). Nem no Cosmopolis. Mas vi o Bel Ami (queria ver o filme porque tenho ainda menos paciência para Guy de Maupassant do que a que tenho para vampiros). E só tenho duas coisas a dizer: inexpressivo e pouco talentoso. Todo ele é um longo bocejo. Todo ele é um grande aborrecimento a representar (deve ter pedido dicas à Kirstin Stewart; e depois enamoraram-se, e felizmente, porque assim só se estraga uma casa). Very dull, como os britânicos costumam dizer. Não é ele que é britânico? Lá está.
Perder uma ou outra gotinha

Parece que por aqui, depois do calor abrasador dos últimos dias, a temperatura máxima vai descer cerca de dez graus no fim-de-semana. Humpf.
Desgraçadamente, também parece que vai haver chuviscos. A indecisão do tempo primaveril parece aquelas pessoas nos anúncios das cuecas para incontinentes: quando menos se espera, também perde uma ou outra gotinha.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Suffered & endured
terça-feira, 29 de maio de 2012
Pasión por la hípica
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Break up, break down

"It always fascinated me how people go from loving you madly to nothing at all, nothing. It hurts so much. When I feel someone is going to leave me, I have a tendency to break up first before I get to hear the whole thing. Here it is. One more, one less. Another wasted love story. I really love this one. When I think that its over, that I'll never see him again like this... well yes, I'll bump into him, we'll meet our new boyfriend and girlfriend, act as if we had never been together, then we'll slowly think of each other less and less until we forget each other completely. Almost. Always the same for me. Break up, break down. Drunk up, fool around. Meet one guy, then another, fuck around. Forget the one and only. Then after a few months of total emptiness start again to look for true love, desperately look everywhere and after two years of loneliness meet a new love and swear it is the one, until that one is gone as well. There's a moment in life where you can't recover any more from another break-up. And even if this person bugs you sixty percent of the time, well you still can't live without him. And even if he wakes you up every day by sneezing right in your face, well you love his sneezes more than anyone else's kisses."
2 Days in Paris (2007), um filme de Julie Delpy.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Crime e castigo
Quando estive em Atenas passei vários dias a fazer crudelíssimas observações sobre a fealdade dos gregos em geral.
Em troca, sempre que alguém me interpelou, foi, invariavelmente, em grego. Como se eu também fosse grega, portanto.
Bem feita.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Más traduções

Ando a ler (enlevada) Reviver o Passado em Brideshead, mas tropeço a cada instante numa tradução mazinha. Frases mal construídas, expressões idiomáticas mal traduzidas ou traduzidas literalmente, gralhas no texto, enfim, de tudo um pouco. O livro é da Editora Relógio D'Água, com uma "Tradução (Revisão)" [sic] por uma tal Ana Rabaçal. Pois eu penso que não devia ser da Relógio D'Água mas da Relógio de Vinho, porque água foi coisa que a Ana Rabaçal não bebeu quando "traduziu/reviu" o texto, só pode ter sido a beber vinho e bem bêbeda que fez o trabalho.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Cannes
Uma belíssima proposta a integrar nos programas partidários das próximas eleições autárquicas

Eu sugeria que, por todo o meu Portugal, de Vila Real de Santo António a Monção, se arrancasse a calçada portuguesa pela raíz, como uma erva daninha. E que ela fosse substituída por belíssimos pavimentos de cimento, aplanados e muito lisinhos. Vamos lá pensar nisto a sério.
(Mais uma vez, hoje caí redonda no chão em via pública. Como o povo diz, custa ao princípio, mas uma pessoa depois habitua-se.)
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Que raio
Já depois de tomar oficialmente posse do seu novo cargo, François Hollande rumou a Berlim para se encontrar com a Merkel. Não chegou logo, porque o avião foi atingido por um raio. Teve de regressar a Paris e tomar um segundo voo para chegar à capital alemã. Da ironia já não se livra; mas, será também um prenúncio?
Coisas que não compreendo

É que já nem comparo com o Pitt ou o Clooney, porque esses, pura e simplesmente, não existem em Portugal. Mas, pronto, vamos mencionar, sei lá, um João Adelino Faria, um José Eduardo Agualusa, um Rodrigo Guedes de Carvalho, homens de quarenta e tal, cinquenta anos, que são minimamente bem apessoados, vá. Agora... o Raposo? Quarenta e nove anos de... puro charme e encanto varonil!? Pronto, não digo mais nada, porque qualquer dia, para castigo, fico apanhadinha por um fabuloso octogenário desdentado e ainda vou ter de engolir estas palavras. Com ou sem dentes.
terça-feira, 15 de maio de 2012
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Mais vale ter graça que ser engraçado
Amigos Improváveis, de Olivier Nakache e Eric Toledano (2011).
Foi o pensamento que me ocorreu ao ver este filme, baseado numa história verídica, e que, além de ser imperdível, tem uma óptima banda sonora.
Por vezes, tudo o que precisamos na vida, e sejam quais forem os problemas que tenhamos, é de nos cruzarmos com alguém especial que marque a diferença, e que, por casualidade, nos conduza a outra etapa, e vice-versa. Com muito sentido de humor, de preferência.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
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