segunda-feira, 15 de abril de 2013
Fifties
Gosto muito de toda a estética dos anos 50. Mas não é por isso que digo que este miúdo tem cara de anos 50. É que tem mesmo. Porém, na realidade tem só 7 primaveras e é capaz de um dia vir a ser rei do reino da Dinamarca. E no entanto, poderia sair directamente de um anúncio publicitário americano de 1957.
Ora vejam bem se ele não podia vender estátuas. De leões. Enfim, vender estátuas de leões esquisitas, e assim. Hum. (Coitado. Os fretes que esta gente tem de fazer, logo desde pequeninos.)
Ora vejam bem se ele não podia vender estátuas. De leões. Enfim, vender estátuas de leões esquisitas, e assim. Hum. (Coitado. Os fretes que esta gente tem de fazer, logo desde pequeninos.)
quinta-feira, 11 de abril de 2013
The ultimate precarity
São sempre interessantes, nas recentes manifestações de rua ou em reportagens na televisão, as declarações dos casais jovens que reclamam porque não têm autonomia financeira nem estabilidade para saírem de casa dos pais e viverem juntos, para se casarem, para terem filhos.
Estas pessoas têm absoluta e plena legitimidade para protestar, para se sentirem insatisfeitos, para se sentirem defraudados nas suas expectativas, nos seus projectos de vida. Em tudo o que a sociedade lhes ensinou que podiam esperar da vida adulta.
Mas, mesmo assim, se virmos de uma certa perspectiva menos dramática, estas pessoas ainda podem sentir-se relativamente afortunadas: a precariedade não os atingiu também a nível afectivo. Um casal tem-se um ao outro. E quem se tem um ao outro, pode unir forças e o céu é o limite. Já é uma excelente base, é um bom começo. Quem tem amor tem tudo, afinal. Pois não é isso, o amor, a maior fonte de força e de motivação que existe na vida?
Em situação mais desfavorável ainda estará quem sente na pele a precariedade como factor transversal a tudo. Quem, para além da insegurança profissional, nem estabilidade emocional tem. Quem é atingido pela precariedade no amor, quem sente na pele a insegurança na vida sentimental, quem vive dos recibos verdes de relações inconsistentes, rarefeitas, dúbias, sem sentido. Mas estes últimos não protestam tanto, são mais silenciosos.
Estas pessoas têm absoluta e plena legitimidade para protestar, para se sentirem insatisfeitos, para se sentirem defraudados nas suas expectativas, nos seus projectos de vida. Em tudo o que a sociedade lhes ensinou que podiam esperar da vida adulta.
Mas, mesmo assim, se virmos de uma certa perspectiva menos dramática, estas pessoas ainda podem sentir-se relativamente afortunadas: a precariedade não os atingiu também a nível afectivo. Um casal tem-se um ao outro. E quem se tem um ao outro, pode unir forças e o céu é o limite. Já é uma excelente base, é um bom começo. Quem tem amor tem tudo, afinal. Pois não é isso, o amor, a maior fonte de força e de motivação que existe na vida?
Em situação mais desfavorável ainda estará quem sente na pele a precariedade como factor transversal a tudo. Quem, para além da insegurança profissional, nem estabilidade emocional tem. Quem é atingido pela precariedade no amor, quem sente na pele a insegurança na vida sentimental, quem vive dos recibos verdes de relações inconsistentes, rarefeitas, dúbias, sem sentido. Mas estes últimos não protestam tanto, são mais silenciosos.
terça-feira, 9 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Acto reflexo
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Both sides of the story
Sobre esta engraçada guerrinha entre o Zé Diogo Quintela e o Miguel Sousa Tavares, tenho a dizer que gostei do comentário do Arrumadinho, que achei muitíssimo sensato e que veio recordar alguns factos que as pessoas tender a esquecer facilmente (ou não querem aprofundar, simplesmente), no meio das habituais ondas virais de comentários e entusiasmos que se geram nas redes sociais. E a recordar também que, na maior parte das vezes, vemos só um lado das coisas, só uma versão das histórias, só a superficialidade que nos convém. Esquecemos que somos todos humanos: é muito fácil acusar os outros. Mais difícil é sempre ter sensatez e reconhecer que temos todos telhados de vidro, etc. E tanto que isto nos acontece a todos nós, todos os dias.
terça-feira, 2 de abril de 2013
As Olimpíadas Maternas
De todas as batalhas a que este mundo já assistiu, uma das mais violentas é o desporto de alta competição entre (algumas) mães. É uma modalidade supremamente exigente. Uma espécie de citius altius fortius na grande carreira como progenitoras/educadoras. As mães competitivas entre si são a coisa mais feroz que existe. Primeiro, a comparar e esgrimir os percentis, os pesos e as capacidades motoras e cognitivas (vulgo, “gracinhas”) dos seus bebés; depois, a disputar combativamente o protagonismo, exibindo as notas escolares e proezas desportivas dos miúdos; mais tarde na vida, a projectarem-se na eventual ascensão social dos filhos, alardeando que os rebentos subiram mais alto no pódium da vida e que elas ganharam a medalha de ouro da condição materna. Fujam, fujam delas. Se puderem.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
On the road
Tenho andado com um cd de Mozart a tocar no carro. Não sei muito mais. Só sei que há flautas. E harpas também.
E.
E.
Agora.
Ando.
Muito.
Calma.
No.
Trânsito.quinta-feira, 28 de março de 2013
Mon petit paradis helvétique
Esta semana lembrei-me, com saudades, da Suíça. Se me lembrei das montanhas nevadas? Das paisagens? Do queijo Gruyère? Não. Lembrei-me de coisas realmente maravilhosas.
Tais como o transporte gratuito do aeroporto para a cidade num comboio maravilhoso (eu sei, parece ficção, mas é mesmo só premir um botãozinho numa maquineta de bilhetes, logo na zona de recolha de bagagem). Ou de como, lá, qualquer visitante se pode deslocar gratuitamente dentro das cidades, seja em autocarro, eléctrico ou barco.
Posto isto, fiquei um bom bocado com ar sonhador e um sorriso vago no rosto, a pensar que o Céu, afinal, está tão perto.
Posto isto, fiquei um bom bocado com ar sonhador e um sorriso vago no rosto, a pensar que o Céu, afinal, está tão perto.
Há quem sonhe com praias paradisíacas e mares cristalinos (e resorts com grande staff de animadores que fazem cócegas a quem dormita nas espreguiçadeiras ao sol). Eu também tenho as minhas fantasias mas é com boas infra-estruturas e redes de transportes eficientes. Enfim, pode ser que isto se resolva um dia, com décadas de psicoterapia, talvez, não sei, não garanto nada.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Todos os nomes
Estive a dar uma vista de olhos (por pura ociosidade, deu-me para isto, não houve mais nenhum motivo significativo) à lista oficial dos nomes registados em Portugal no ano passado.
E desde já tenho a dizer que fiquei algo supreendida por, hoje em dia, já ninguém pôr o meu nome às pequenas que nascem agora. Quer dizer, já estava à espera das 4939 Marias e das 2393 Matildes (que, declaro, são nomes com que não simpatizo) que para aí proliferam. Mas haver apenas umas míseras dezenas de miúdas com o meu nome (que até é um bonito nome, não é por ser meu, mas é) não deixou de me apanhar de surpresa.
Quando eu andava na escola, chegámos a ser quatro na mesma turma a partilhar este nome que me acompanhará toda a vida. Sem nunca ter sido um nome comum, era um nome muito típico daquela época. Mas, claramente, não se enquadra nesta nova vaga de nomes pseudo-ancestrais (como as Sanchas e os Martins), pseudo-aristocráticos (Leonores e Afonsos) ou com pseudo-status social (as Constanças e os Santiagos), que agora está na moda.
Vai haver várias gerações sem ninguém se chamar assim como eu. E os Tomás e as Carlotas desta vida, quando eu for velha, vão estranhar e gozar muito com o meu nome. Como nós, em pequenas, gozávamos da dona Maria Cesaltina, da Irmã Urbana, da Sr.ª Enfermeira Domitília ou da menina Diamantina (que era menina, mas já era septuagenária). Ou pode ser que gozem também com as 44 Naiaras e com os 62 Lisandros, que cá nasceram em 2012.
E desde já tenho a dizer que fiquei algo supreendida por, hoje em dia, já ninguém pôr o meu nome às pequenas que nascem agora. Quer dizer, já estava à espera das 4939 Marias e das 2393 Matildes (que, declaro, são nomes com que não simpatizo) que para aí proliferam. Mas haver apenas umas míseras dezenas de miúdas com o meu nome (que até é um bonito nome, não é por ser meu, mas é) não deixou de me apanhar de surpresa.
Quando eu andava na escola, chegámos a ser quatro na mesma turma a partilhar este nome que me acompanhará toda a vida. Sem nunca ter sido um nome comum, era um nome muito típico daquela época. Mas, claramente, não se enquadra nesta nova vaga de nomes pseudo-ancestrais (como as Sanchas e os Martins), pseudo-aristocráticos (Leonores e Afonsos) ou com pseudo-status social (as Constanças e os Santiagos), que agora está na moda.
Vai haver várias gerações sem ninguém se chamar assim como eu. E os Tomás e as Carlotas desta vida, quando eu for velha, vão estranhar e gozar muito com o meu nome. Como nós, em pequenas, gozávamos da dona Maria Cesaltina, da Irmã Urbana, da Sr.ª Enfermeira Domitília ou da menina Diamantina (que era menina, mas já era septuagenária). Ou pode ser que gozem também com as 44 Naiaras e com os 62 Lisandros, que cá nasceram em 2012.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Bife com ovo (a cavalo)
Tenho muitas saudades dela. Mas, em breve, vou voltar para ela. Só espero que, entretanto, não tenha sido transformada em hamburguer. Que não esteja feita ao bife, portanto.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Desfolhada
Diogo Infante, porque é que há pessoas que insistem em dizer que desfolham o livro?
Será que também folheiam flores?
Será que também folheiam flores?
Je ne sais quoi
quinta-feira, 21 de março de 2013
Lus Ojus
A Noiva Judia, Rembrandt, 1665, Rijksmuseum, Amesterdão
Kontami la kunseja
ki si camina in tus ojus
kuando lus avris
la manyana
kuando il sol
entra su aguda di luz
in tus suenyus.
Clarisse Níkoisdki
Da série de poemas em judeu-espanhol "Lus Ojus, Las Manus, La Boca".
("Os olhos"
Conta-me o conto
que caminha nos teus olhos
pela manhã
quando o sol
enfia a sua agulha de luz
nos teus sonhos)
Tradução livre
Saudades
quarta-feira, 20 de março de 2013
O Outono na Primavera
(Ah, e também descobri que andei uma vida inteira a confundir a Julie Christie com a Julie Andrews. Come sei stupida, Zozô.)
terça-feira, 19 de março de 2013
É a mesma pessoa mas com sexos diferentes, não é?
David Bowie fez uma parceria com a extraterrestre Tilda Swinton e parece que até já está em primeiro lugar nos tops britânicos.
É tudo muito estranho.
É tudo muito estranho.
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