Mea culpa, mea culpa, que ainda não foi desta que me lancei no Proust (anda-me atravessado há anos.) Menos mal, acabei por me decidir por ler o "
Shirley", da circunspecta Charlotte Brontë.
(E digo menos mal, porque, minha boa gente, há uns dias, a tentação diabólica estava na FNAC, onde vi o livro d' A Pipoca Mais Doce, "
Estilo, Disse Ela". Estava a chamar-me da prateleira com um canto da sereia irresistível. Confesso que ainda me aproximei, enfeitiçada, qual coelho inocente hipnotizado pela serpente. Mas depois alguém me chamou e quebrou-se o encanto. Fugi da FNAC a correr, e só lamento não ter encontrado um padre para me exorcizar.)
Assim sendo, fico com a Charlottezinha Brontë, que é uma autora muito asseada e tudo. A história é sobre uma fase do capitalismo inglês em que os operários não tinham trabalho, e destruíam as novas máquinas que os estavam a substituir, e o patronato era muito rico e muito inflexível. Sounds familiar...?