segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Italiano sobre italiano
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
O (outro) Capitão Wentworth
Acho que eu era a última pessoa que ainda andava em negação sobre este assunto, mas agora está mesmo confirmado pelo próprio: é gay. Um colega meu mostrou-me a notícia com o sorrisinho malicioso de inveja com que todo o homem feio brinda este tipo de revelações acerca de homens bonitos. Snif.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
A (nem sempre fácil) virtude (da amizade)
O Easy Virtue, é, provavelmente, um dos filmes mais entediantes, monótonos e desinteressantes de todos os tempos (a Jessica Biel queixa-se de ter poucas oportunidades na carreira, e realmente aqui está bem patente essa triste realidade). Se levarmos meia dúzia de amigos a vê-lo (como eu insisti em fazê-lo, eu e a minha mania dos filmes de época), podem ter a certeza de que será um bom indicador da paciência e fidelidade desses amigos. Os meus, nesse dia, foram testados até ao limite, mas superaram a prova. Aparentemente, tenho excelentes amigos. Tanto, que este filme tornou-se uma espécie de anedota familiar, que conservámos até hoje.
As voltas que a vida dá
Na vida (como na ficção) não gosto de histórias lineares, boy meets girl-get married-have kids. São muito bonitinhas, mas são emocionalmente pobrezinhas. E há quase sempre qualquer coisa de monótono e de conformista nesses percursos. Gosto de histórias intrincadas, onde há inesperados encontros e inevitáveis desencontros. Onde o correr do tempo e as múltiplas experiências temperam e redimensionam os sentimentos e as perspectivas. E onde se abre, afinal, caminhos para imprevisíveis reencontros. Histórias assim. Tipo Pip e Estella. Mas, claro, em Dickens, com um bocadinho de sofrimento e muitas reviravoltas pelo meio, as coisas acabam quase sempre bem.
Jeremy Irvine e Holliday Grainger, em "Great Expectations" (2012), de Stephen Chbosky.
Jeremy Irvine e Holliday Grainger, em "Great Expectations" (2012), de Stephen Chbosky.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Verão
Um som: o das cigarras, a meio do dia.
Um sabor: o do peixe grelhado, com muito azeite.
Uma sensação: o calor do sol na pele.
Um cheiro: o dos pinheiros (e, inevitavelmente, o do protector solar, que nos precede, como uma sombra).
Uma cor: a do mar (claro).
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Un autre été
Gainsbourg e Birkin, em Cannes.
Gosto particularmente da forma como a leveza (e alvura) dela dominam toda a imagem, o modo como centraliza, com toda a naturalidade, as atenções de todos. E gosto, claro, do olhar de velho babado do Serge. A maturidade cansada, e algo vergada, simultaneamente hipnotizada e embevecida diante da graciosidade ofuscante da juventude.
Decadência
"Night train to Lisbon" (2013), com Jeremy Irons, Beatriz Batarda, Bruno Ganz e Nicolau Breyner.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Silly post

segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Ao nosso encontro
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Anacronismos
Na minha terra, ouve-se, todos os dias, a sirene dos bombeiros à uma da tarde. Nas ruas, ouve-se falar outras línguas estrangeiras quase tanto como o português. No meio do silêncio dos domingos, ainda se ouve a melodia melancólica do amolador. E, a cada três minutos, ouve-se um avião, já muito próximo da aterragem.
terça-feira, 30 de julho de 2013
quinta-feira, 11 de julho de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
Impressão
Acaba por ser raro eu passar por lojas chinesas, mas hoje fui comprar uma coisa a uma delas.. A loja atafulhada, pouca luz, o calor intenso, uma família chinesa com várias gerações ali dentro da loja, adultos, velhos, uma criança de colo, todos riem, em alegre algaraviada, a criança é o centro das atenções. O quadro era tão banal, e contudo tão forte, que, de repente, estamos em meados dos anos 90, em plena monção, e eu estou em Macau, há muita gente (sempre muita gente), há movimento, há energia, o ambiente é estranho mas agradável e cheio de vivacidade, e eu estranhamente sinto-me bem, sinto-me em casa, há um contentamento que me invade. Deixo a loja emocionada e, interiormente, agradeço em cantonês.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Cartilha de Petra
Namorou com o James Blunt, o que, só por si, dispensa comentários (o facto de ele lhe ter enfeitado a testa é insignificante ao pé de ela ter de ouvir aquela voz esganiçada e choramingona a cantar).
Anos antes, morreu-lhe um namorado na Tailândia, na tragédia do tsunami (recado para a Rhonda Byrne: isto é prova de que o Universo anda trocado, mais valia ela ter levado o James Blunt para a Tailândia).
Já esteve noiva de um outro indivíduo, e houve alguns tropeções no caminho atribulado que leva ao altar, pois romperam poucos meses antes do casamento.
Como se não bastasse, actualmente namora com o Sean Penn. Mas, como uma desgraça nunca vem só (nisto a Rhonda Byrne parece acertar), já é a segunda vez que namora com o Sean Penn.
Bom, tudo isto apenas para dizer que a rapariga, tem atribulações, mas diz umas coisas muitíssimo simples, e as coisas simples costumam ser as mais acertadas. Diz ela, numa entrevista, que duas pessoas podem ter origens muito diferentes, mas descobrir que caminham no mesmo sentido.
Isto é ridiculamente simples, mas tremendamente acertado. Boa sorte, Petra. A sério.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
A crise política e o enjôo de movimento: paradoxos
Soube da notícia da demissão do Portas no pára-arranca de final de tarde, numa auto-estrada, sentada no banco detrás do carro. O cenário pré-notícia não era promissor para mim: pára-arranca+banco detrás = enjôos e vómitos. De modo que, já estava eu munida de saquinho de plástico do vómito, agoniadíssima (e a pensar como é que iria dizer aos meus colegas que tinham de parar o carro porque eu ia vomitar), eis senão quando ouvimos na rádio a notícia. Ora, paradoxalmente, em vez de se agravarem, passaram-me logo os enjôos. Devo esta ao Portas.
O Verão segundo Slim Aarons
De facto, ninguém captou melhor a calidez, a cor, o brilho, da estação estival do que o Slim Aarons.
Durante as próximas semanas vou colocar aqui algumas das suas fotos, porque são realmente contagiantes (até para uma adepta incondicional do Outono/Inverno, como eu).
E porque Verão sem Itália, sem Grécia e sem Mediterrâneo, não é Verão.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Sempre a aprender
Ainda acerca dos caracóis: os meus amigos são os melhores do mundo. Alguns também são adoravelmente geek. Fiquei a saber, naquela tarde, que os caracóis, além de deliciosos, são criaturas com exoesqueleto.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Eis algo que não se exporta facilmente
O humor português não é universal, nem transversal, nem coisa que se pareça. Sobretudo o do Ricardo Araújo Pereira e do Gato Fedorento.
Ontem à tarde, na Globo, o RAP estava num programa brasileiro de domingo à tarde. Em vez de achar piada, fiquei quase envergonhada. Começando pela forma de falar: o RAP teve, naturalmente, de falar mais devagar, mas mais parecia neurasténico, de tão lentificado que era o discurso. O humor, que costuma ser tão politicamente português, tão acutilante e certeiro, tão genial, ficou transformado em meia dúzia de piadas básicas e previsíveis. E, pior ainda, todo aquele ambiente descontraído dos brasileiros, contrastava impiedosamente com o fatinho e a gravata com que ele se farda. Simplesmente, não se enquadrava ali.
Compreendo que RAP, Markl, Manzarra e todos esses, tenham de se lançar em novos mercados, nomeadamente, no Brasil: é o que está toda uma nova geração a fazer. (Até porque em Portugal, qualquer dia já não espaço nenhum para o humor, que isto não está para brincadeiras.) Mas, nessa diáspora, os artistas portugueses irão, pelo caminho, perder muitas qualidades que só são verdadeiramente apreciadas cá dentro. (Imagino quando tiverem de se lançar em Angola.)
Ontem à tarde, na Globo, o RAP estava num programa brasileiro de domingo à tarde. Em vez de achar piada, fiquei quase envergonhada. Começando pela forma de falar: o RAP teve, naturalmente, de falar mais devagar, mas mais parecia neurasténico, de tão lentificado que era o discurso. O humor, que costuma ser tão politicamente português, tão acutilante e certeiro, tão genial, ficou transformado em meia dúzia de piadas básicas e previsíveis. E, pior ainda, todo aquele ambiente descontraído dos brasileiros, contrastava impiedosamente com o fatinho e a gravata com que ele se farda. Simplesmente, não se enquadrava ali.
Compreendo que RAP, Markl, Manzarra e todos esses, tenham de se lançar em novos mercados, nomeadamente, no Brasil: é o que está toda uma nova geração a fazer. (Até porque em Portugal, qualquer dia já não espaço nenhum para o humor, que isto não está para brincadeiras.) Mas, nessa diáspora, os artistas portugueses irão, pelo caminho, perder muitas qualidades que só são verdadeiramente apreciadas cá dentro. (Imagino quando tiverem de se lançar em Angola.)
Está aberta a época de Verão
Tratei da cerimónia oficial de abertura ontem à tarde. Cumpri o ritual dos caracóis. O pano de fundo tem de ser sempre à beira mar ou à beira rio. Confere.
Mesmo que, numa mesa com amigos, tenha sido eu a única a tratar vorazmente desta iguaria. E a ter de responder às mesmas perguntas pertinentes de sempre: "Mas afinal a que é que isso sabe?", "E isso é cozinhado com quê?", "Posso experimentar também? Ai, não, não tenho coragem". Uma pessoa do sul no meio de gente que não é do sul.
Mesmo que, numa mesa com amigos, tenha sido eu a única a tratar vorazmente desta iguaria. E a ter de responder às mesmas perguntas pertinentes de sempre: "Mas afinal a que é que isso sabe?", "E isso é cozinhado com quê?", "Posso experimentar também? Ai, não, não tenho coragem". Uma pessoa do sul no meio de gente que não é do sul.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Problemas de expressão
Problemas de expressão. Geram gaps fracturantes. Separam pais e filhos, velhos e novos, homens e mulheres, e, sobretudo, cabeleireiros e clientes. Encontrar um novo cabeleireiro que compreenda o nosso cabelo é um desafio monstruoso.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Desencontros
Ainda sobre aquele artigo do Matt McClain, do Washington Post, sobre a baixa natalidade em Portugal, não sei como querem que seja de outra forma: infelizmente, a natalidade nem sempre é um tema que se resume à idade reprodutiva das pessoas (ao contrário do que os médicos gostam de impingir) e nem tão pouco se limita às condições materiais (como os políticos e economistas costumam gostar de destacar).
Esquece-se, frequentemente, os "desencontros". De facto, a maior parte dos jovens que conheço, que têm relações afectivas estáveis e condições para formar uma família, têm conhecido o desemprego ou a precariedade; mas, inevitavelmente, a maior parte dos jovens que conheço que têm bons empregos, conhecem a outra precariedade, a afectiva.
Não sei se serão simples desencontros ou se é a lei da compensação em acção, mas realmente andam muitas mais coisas a conspirar para que os portugueses, mais dia menos dia, se extingam.
Esquece-se, frequentemente, os "desencontros". De facto, a maior parte dos jovens que conheço, que têm relações afectivas estáveis e condições para formar uma família, têm conhecido o desemprego ou a precariedade; mas, inevitavelmente, a maior parte dos jovens que conheço que têm bons empregos, conhecem a outra precariedade, a afectiva.
Não sei se serão simples desencontros ou se é a lei da compensação em acção, mas realmente andam muitas mais coisas a conspirar para que os portugueses, mais dia menos dia, se extingam.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Suavidade ao toque
Isto de se estar parado num semáforo, no trânsito, e o veículo da frente não dar pelo sinal verde ter caído, reveste-se de uma inesperada complexidade. Ou nos deixamos estar eternamente até que o condutor se aperceba que o sinal ficou verde, ou então apitamos. Levemente, de preferência. A buzinadela quer-se suave, "amigável", para o outro perceber que foi só uma chamada de atenção, e que não foi um apito exasperado de quem está cheio de pressa. A subtileza está no grau de suavidade com que se apita. Mas aqui é que está a questão, eu nem sempre tenho essa subtil coordenação motora, ou nem sempre estou em sintonia com a buzina do meu carro, e, pronto, ganho alguns inimigos no trânsito citadino.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
E bom fim-de-semana
Uma imagem que diz tudo, que define tudo, que encerra tudo.
É a prova que de onde menos se espera (eu, pelo menos, não esperava, sinceramente) vem a razão, a razoabilidade, a pertinência de algumas lutas sociais.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Frivolidades: o little white dress
Sou adepta do vestido branco no Verão (e fora dele também). Fico desconcertada com os little black dresses. Sei que é muito elegante e sóbrio, mas várias mulheres, todas juntas, com vestidos de cocktail pretos, dá um ar desgraçado de viúvas negras ou de carpideiras. Não faz sentido que, num país cheio de sol e de luz, com um Verão tão longo e quente, as mulheres se vistam de preto com tanta frequência. O branco é tão mais leve e realça o bronzeado. E, até para as que insistem em vestir-se como viúvas, há uma boa notícia: na Índia, todas as viúvas se vestem de branco. Não há desculpas, portanto.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Verdade
Pá, a São João é a maior. Vejam a magistralidade com que ela descreve homens intelectuais:
"Virei-me então para os eruditos, os intelectuais, os artistas, gente como o alf, que sabe penetrar nos textos, enfiar a sua citação, esfregar a coltura na nossa cara, com fetiches estranhos que envolvem encadernações brochadas e fantasias no Teatro da Cornucópia. Mas é gente com muita dioptria, camisas coçadas nos punhos, gente que se esquece da banhoca e da pasta de dentes, e em que dia é que fazem anos. E alguns são gordos e carecas. E têm caspa. Sim, mesmo os que são carecas."
Além de proporcionar umas boas risadas, isto é mesmo verdade. Eu ainda acrescentaria cortes de cabelo esquisitos, unhas sujas, roupa com nódoas e, lá está, mais caspa.
"Virei-me então para os eruditos, os intelectuais, os artistas, gente como o alf, que sabe penetrar nos textos, enfiar a sua citação, esfregar a coltura na nossa cara, com fetiches estranhos que envolvem encadernações brochadas e fantasias no Teatro da Cornucópia. Mas é gente com muita dioptria, camisas coçadas nos punhos, gente que se esquece da banhoca e da pasta de dentes, e em que dia é que fazem anos. E alguns são gordos e carecas. E têm caspa. Sim, mesmo os que são carecas."
Além de proporcionar umas boas risadas, isto é mesmo verdade. Eu ainda acrescentaria cortes de cabelo esquisitos, unhas sujas, roupa com nódoas e, lá está, mais caspa.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Macacos de imitação
Depois descobrirem (e de nos copiarem) a dieta mediterrânica, os povos "avançados" da Europa andam agora a descobrir as maravilhas da família unida como instituição base na sociedade. E têm os impagáveis Middleton como ícone da imagem idílica da close knit family, como adoram chamar-lhes.
Ainda não chegaram às alegrias da família alargada (que inclui os padrinhos, os tios-avós, os primos em sétimo grau e a família dos cunhados), os almoços familiares onde se leva cinco horas à mesa, e os tiros de caçadeira por causa de heranças ou de dois metros quadrados de terreno, mas dêem-lhes tempo.
Ainda não chegaram às alegrias da família alargada (que inclui os padrinhos, os tios-avós, os primos em sétimo grau e a família dos cunhados), os almoços familiares onde se leva cinco horas à mesa, e os tiros de caçadeira por causa de heranças ou de dois metros quadrados de terreno, mas dêem-lhes tempo.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Lobos
Ofereceste-me o livro e só agora, tantos anos depois, uma vida inteira depois (o tempo, para nós, não existe), me interesso por ele. Sempre me compreendeste melhor do que ninguém. Muito melhor do que eu mesma. O meu profundo agradecimento - do lado de cá do mar, do lado de cá do tempo, do teu lado. A tua voz é (sempre) a minha casa.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Sacrilégios
Os pastéis de Belém, para mim, não são nada de especial. Mas nada, nada mesmo. Não compreendo all the fuss acerca deles.
Controlo social
Acudiu-me ao pensamento a lembrança de dois momentos cinematográficos que me impressionaram muito. A cena da delapidação (literal) em praça pública da jovem viúva (interpretada por Irene Papas), em Zorba, o Grego (um filme sobrevalorizado), e a espécie de delapidação física e moral da personagem de Giuseppe Tornatore, Maléna, protagonizada pela Monica Bellucci (no filme homónimo que, por sua vez, foi subvalorizado).
Apesar de na história do cinema existirem cenas muito mais dramáticas, a inesperada e desmesurada violência destas duas cenas choca, até pela total impunidade dos culpados, em ambas as situações. Impunidade, porque houve legitimação social. Aliás, os dois crimes são a expressão consumada de um fortíssimo dispositivo de controlo social: a cobiça masculina e a inveja feminina, exercidas cruelmente sobre uma mulher que está "desprotegida".
Dir-me-ão que são cenas do passado. Talvez. Só sei que provêm de dois países com uma matriz cultural próxima (Itália e Grécia) e que espelham uma realidade: a vulnerabilidade da mulher jovem, bela e sozinha, que ousa ter livre arbítrio sobre o seu corpo e a sua vida pessoal.
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segunda-feira, 6 de maio de 2013
+ Platão - Prozac
Nesta terra há um muro com uma inscrição assim. Deverei ler a Alegoria da Caverna, sempre que vir que ainda me faltam muitos meses para ter férias?
*Por favor, agora não me venham dizer que nas outras cidades também há graffiti fixes destes, vá lá.
*Por favor, agora não me venham dizer que nas outras cidades também há graffiti fixes destes, vá lá.
Something blue
Na festa de um casamento, à mesa do jantar, havia uma rapariga que também se tinha casado há pouco tempo. A certa altura comentou-se o costume de as noivas levarem "something old, something new, something borrowed, something blue", para dar sorte. Mas a recém-casada, disse, com leda displicência, que não conhecia nada disso. Para choque das outras jovens convidadas, que ficaram petrificadas com essa brutal indiferença para com as sagradas tradições nupciais. Tanto, que as boas almas quiseram logo averiguar o que é que a rapariga afinal tinha usado no dia do seu casamento. Para (algum) alívio de quase todas, chegaram à conclusão que ela tinha usado tudo a preceito, mas faltara-lhe a coisa azul. E ela perguntou, a rir-se, com insuperável inocência: "Mas era mesmo preciso uma coisa azul?"
Sorri com esta cena. Há pessoas que estão tão confiantes e seguras do passo que estão a dar na vida, que não precisam de se agarrar a superstições estúpidas. E, caramba!, tenho que aprender com gente assim.
Sorri com esta cena. Há pessoas que estão tão confiantes e seguras do passo que estão a dar na vida, que não precisam de se agarrar a superstições estúpidas. E, caramba!, tenho que aprender com gente assim.
terça-feira, 30 de abril de 2013
National Geographic
Tal como num documentário sobre a vida animal (mas sem aquele simpático voz off da SIC aos domingos ao final da manhã), quando começa a época do bom tempo, eu costumo observar atentamente os comportamentos sazonais dos meus amigos do Bloco. As migrações de Verão. Eis chegada a estação do ano em que eles começam a planear as suas férias.
Todos os anos (muito antes do José Luís Peixoto ter começado a torná-lo destino turístico da moda) recomendo-lhes o idílico destino de Pyong Yang, esse belo e último reduto de paz e felicidade na Terra. Estranhamente, também todos os anos, os meus amigos daquela espécie ignoram abertamente a minha excelente sugestão, e vão-se auto-flagelar para esse nojo imperialista que é Nova Iorque, essa babilónia consumista que é Londres, ou, imagine-se, para o esgoto capitalista dos resorts caribenhos, esses pardieiros com condições infra-humanas que ferem a susceptibilidade de certas ideologias. (The horror, the horror, como dizia o Marlon Brando no Apocalypse Now.)
Mas peço-lhes sempre que tirem muitas fotos.
Todos os anos (muito antes do José Luís Peixoto ter começado a torná-lo destino turístico da moda) recomendo-lhes o idílico destino de Pyong Yang, esse belo e último reduto de paz e felicidade na Terra. Estranhamente, também todos os anos, os meus amigos daquela espécie ignoram abertamente a minha excelente sugestão, e vão-se auto-flagelar para esse nojo imperialista que é Nova Iorque, essa babilónia consumista que é Londres, ou, imagine-se, para o esgoto capitalista dos resorts caribenhos, esses pardieiros com condições infra-humanas que ferem a susceptibilidade de certas ideologias. (The horror, the horror, como dizia o Marlon Brando no Apocalypse Now.)
Mas peço-lhes sempre que tirem muitas fotos.
Saiba todo o mundo foi nenem
Saiba todo o mundo foi nenem/ Einstein, Freud e Platão também, como naquela música do Arnaldo Antunes, cantada pela Calcanhotto. Esta criança, pezinhos descalços e sujos de terra, sorriso alegre, nascida em Corfu, filha de pai grego, e fotografada sob o sol inclemente da sua Grécia natal, atravessou um século inteiro, várias guerras, um exílio, um trágico acidente de avião, e uma mudança de país, de nome e de nacionalidade. É hoje o perfeito gentleman britânico, impecável e inevitavelmente sarcástico. Que por acaso também é o marido da Rainha.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Prioridades
Na Alemanha (soube disto recentemente) o governo dá um subsídio às pessoas que têm cães. Está-se sempre a falar que os alemães já não estão com muita vontade de sustentar a dívida dos gregos (esses malandros preguiçosos, que ainda por cima gostam é de gatos a dormir indolentemente nos parapeitos das janelas). Mas, reparem, os alemães estão dispostos a contribuir com os seus impostos para que haja apoio financeiro a quem tem os bicharocos canídeos. É bonito ver um povo que sabe, claramente, estabelecer as suas prioridades. Se um dia se tem de escolher entre os gregos (ou outro povo preguiçoso qualquer) e os nossos amigos de quatro patas, para o pragmatismo teutónico não haverá qualquer margem de dúvida.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
Easy virtue sisterhood
Poder de encaixe. O que é preciso é ter poder de encaixe. Esse é o verdadeiro desafio da Humanidade em geral. E da anatomia feminina em particular.
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segunda-feira, 22 de abril de 2013
Sunday morning

Immanuel Kant, escreveu um dia (decerto na sua querida Königsberg natal, o cavalheiro parece que nunca saía de lá e as pessoas podiam acertar o relógio pelas vezes que ele passava a caminho da universidade), qualquer coisa como "Acima de mim, o céu estrelado. Em mim, a lei moral". Isto é bonito. Parece que até lhe ficou inscrito na lápide. E eu admiro muito a força estóica da moral kantiana, governada pelo seu inexorável imperativo categórico. Admiro, a sério que admiro. Ela fazia-me falta aos domingos de manhã.
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