terça-feira, 22 de outubro de 2013

Do Uruguai, com amor (4)

Por el camino (2010), de Charly Braun. Uma co-produção entre o Brasil e o Uruguai que estreou só agora em Portugal (com o nome de "Além da Estrada").

Ao que parece, é um road movie, entre outros do elenco surge a Naomi Campbell (sim, essa mesmo), e tem como cenário (como não poderia deixar de ser) as belas paisagens do Uruguai.

Ainda não o vi. But it's on my list.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Pois não

"Por el camino", de Charly Braun (2010).

Mais O'Sullivan, menos Claudine

No início de cada Outono reinicio sempre os meus esforços para praticar mais desporto (coisa que só lá para Janeiro é que consigo concretizar, e depois só lá para Março consigo regularizar. Em Abril estou no auge, mas chegado o mês de Junho começam as férias, desmorona o meu plano de boas intenções e em Outubro recomeça este trágico ciclo outra vez. Enfim.).
Assim, todos os Outonos, é inevitável lembrar-me da admiração que eu tinha em pequena pelas personagens da Enid Blyton, aquelas infernais miúdas inglesas do Colégio de Santa Clara, entre elas as gémeas O'Sullivan, que eram sempre todas tão activas e atléticas, e que estavam sempre prontas para uma partida do eterno lacrosse.
Com alguma pena (bom, não era assim tanta) e muita preguiça, eu revia-me muito mais na personagem lânguida e cómica da francesa Claudine, outra aluna do Colégio, que era uma caricatura (ah!, a eterna rivalidade entre os ingleses e os franceses...) das meninas coquettes, vaidosas e preguiçosas, que morria de medo de apanhar sol e ficar com sardas, e não dava uma para a caixa na ginástica.
Enfim, os tempos mudaram (muito) e, apesar de continuar a ter alguns traços de Claudine (o medo das sardas), não só faço muito mais desporto e exercício físico, como ganhei muito gosto por eles. Só preciso de passar das boas intenções para a prática. Da próxima semana não passa.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Filmes com vinho (2)


A Good Year (2006), com Russel Crowe, Abbie Cornish e Marion Cotillard, (surpreendentemente) realizado por Ridley Scott, e com a Provence como cenário de fundo. Oh la la.

Filmes com vinho



Sideways (2004), de Alexander Payne, com o insuperável Paul Giamatti e o não menos inexcedível Thomas Hayden Church, acompanhados pelos vinhos da Califórnia.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Um Braveheart em cada esquina

Nas imediações do Castelo de Edimburgo há artistas de rua para todos os gostos, e actores que trabalham como atracções de museus, etc. Há quem recrie William Wallace, o célebre herói escocês popularizado pelo filme Braveheart. E não são só as crianças que ficam fascinadas com a célebre espada, a história e as poses dramáticas do valente guerreiro :)

Ninguém se mete comigo



A entrada do Castelo de Edimburgo, que fica no alto de um vulcão extinto
 
O lema às portas do Castelo de Edimburgo é o lema da família Stuart, a antiga família real escocesa: "Nemo Me Impune Lacessit". Desiludam-se as crianças, pois (shocker!) não tem nada a ver com o peixe Nemo. É, isso sim, uma frase óptima para se estampar em t-shirts. Significa “Ninguém se mete comigo sem levar nos cornos”. (Ah ah. Não. A tradução é: Ninguém me ofende impunemente.) Têm muita classe, os Escoceses.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

América (2)

Há quantos séculos não comia eu maracujás, esse estranho e delicioso fruto, que, em inglês, é passion fruit. (O fruto da paixão, vem mesmo a calhar). Comprei-os: e estavam tão bons. São da Colômbia. Melhor ainda.

América

Bem, por exemplo, até há bem pouco tempo, nunca tinha convivido diariamente com pessoas da Argentina, do Uruguai e do Chile. E até mesmo um do Equador.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Malala

O Prémio Sakharov, atribuído pelo Parlamento Europeu, foi este ano para Malala Yousafzaï, a jovem paquistanesa que luta no seu país pelo direito das raparigas à educação, o melhor investimento que alguma vez pode ser feito.

Este Prémio foi terrivelmente bem merecido. Digo terrivelmente, porque Malala teve que levar primeiro com um tiro na cabeça, dado por um taliban no ano passado, e recuperar num hospital em Birmingham, para agora obter este reconhecimento a nível mundial.

A 12 de Julho deste ano, no dia do seu 16º sexto aniversário, discursou na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

O Mundo precisa de mulheres com a fibra de Malala.

Unos quantos piquetitos!

Se há coisa que eu gosto nos escoceses, e nos britânicos em geral, é o engraçado culto pelo lado obscuro e fantasmagórico das cidades ou dos sítios. Todos têm um fantasma de estimação. Todos os castelos têm uma parte assombrada. Por toda a cidade de Londres ou Edimburgo há tours nocturnos sobre sítios ou personagens tétricos (sempre interpretados com muito humor). O Edimburgh Dungeons e o Real Mary King’s Close são dois divertidos e imperdíveis exemplos disso.


E, para quem gosta de histórias sangrentas (e a Escócia tem-nas aos montes), o Palácio de Holyroodhouse é uma maravilha. Lá, nos apartamentos de uma das torres, deu-se uma história verídica que é especialmente famosa. Foi o assassinato de David Rizzio, o jovem secretário italiano da também famosa Rainha Mary, Queen of Scots. O pobre rapaz foi morto, em 1566, com cinquenta e tal facadas (foram só “unos quantos piquetitos!”, como diria a Frida Khalo). Ao que parece, foi o próprio marido da Rainha, Lord Darnley, que o mandou matar, cheiinho de ciúmes. Este tal Lord Darnley, vi-o num quadro, e era um rapaz bastante bem parecido. Se não fosse alcoólico e assassino, seria uma jóia de moço. (Não sei se o italiano era giro, mas, se era italiano, gosto de pensar que sim.) Foi um crime passional, portanto. E o assassinato deu-se na presença da própria Rainha. Que, na altura, estava grávida. E que, naquele fatídico momento, estava a jantar. Não deve ter sido coisa bonita de se ver à hora da refeição.

Anyway, nos dias de hoje, nesse apartamento, os responsáveis pelo Palácio encarregaram-se logo de manchar o chão de vermelho no canto onde se diz que o secretário italiano expirou, coitadinho. É para obter um efeito dramático e eventualmente impressionar os visitantes(embora não impressione muito, na realidade).

Esta e muitas outras histórias são contadas no Palácio, que está aberto todos os dias (excepto se a actual Rainha lá estiver). Tem muitas salas abertas ao público e a visita dura uma hora a uma hora e meia. Vale muito a pena, é muito bonito e interessante.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Macarons

Há dias comi pela primeira vez um macaron. Há já algum tempo que o tema macaron me intrigava, mas o aspecto plástico e artificial da coisa dissuadia-me de experimentar, apesar da curiosidade. Hoje, do alto da minha experiência de consumidora-acto-único, digo: afinal era só isto?? Os macarons, tão famosos, tão cénicos, tão cinematográficos, tão icónicos, tão Carrie Bradshaw, tão parisienses, tão nova-iorquinos, e afinal... são só isto??

Sinto-me defraudada nas minhas expectativas (que não eram altas). E acho que, face a isto, o pastel de Tentúgal devia também tornar-se uma referência gastronómica com estatuto mundial, já que é infinitamente melhor e menos armado ao pingarelho. Sinto-me como toda a gente quando vai ao Louvre e vê a Mona Lisa e diz: "Ah! Então é só isto? É pequenino!". (A tal frase que também é tenebrosa para os homens em geral, "Ah! Então é só isto? É pequenino!")

Edimburgh basics

O Scottish Tourist Board não me paga para eu fazer publicidade, mas nem é preciso porque a publicidade faço-a eu completamente sem esforço: ora aqui vamos, então.

A Escócia vale imenso por tudo o que se vê fora das grandes cidades, o que não impede que Edimburgo seja uma cidade fascinante e que mereça uma visita com (muita) calma. (Glasgow também tem o seu mérito, mas só conheci de passagem e tem um estilo completamente diferente, é uma cidade mais arrojada e muito mais industrial.)

Eis o básico dos básicos de Edimburgo: o Castelo, o Scottish National Museum, a Catedral de St. Giles, um passeio pela Royal Mile, e o Palácio de Holyroodhouse. E, claro, à noite, o espectáculo do Tattoo. E há muito, muito mais. Mas vamos por partes.




Dentro do famoso Castelo de Edimburgo, que é um complexo enorme que abriga museus, palácio, masmorras, sala das jóias da Coroa, lojas, restaurante, etc.
 

Vista de Edimburgo, do alto do Castelo

Começamos pelo Palácio de Holyroodhouse, que está magnificamente decorado e bem preservado, e é a residência oficial da Rainha. A mãe dela, a Rainha Mãe, era escocesa. O Palácio fica situado no fim da Royal Mile, no extremo oposto ao Castelo de Edimburgo, e está situado entre dois montes: Calton Hill e Arthur’s Seat. O parque e os jardins que o rodeiam são lindíssimos e muito bem cuidados. Do parque vê-se Arthur's Seat muito bem, e é inevitável uma volta pelas ruínas da Abadia de Holyrood (mesmo ao lado do palácio). Valem todos muitíssimo a visita.


Entrada do Palácio de Holyrood
 


Parque do Palácio


A Abadia

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Paizão

Outro que parece ser um paizão espectacular é o actor brasileiro Marcello Novaes (51 anos muitíssimo sarados, como eles dizem). Este é mais do estilo de jogar à bola, fazer surf (o súrrrfí, como eles dizem) e correr com os filhos pelo calçadão. E depois chega a casa, não tem nada para o jantar, e faz um "mexidão" (como eles também dizem), com tudo o que encontrar no frigorífico. Tem dois filhos adolescentes (de dois casamentos diferentes), e recentemente ambos escolheram morar com o pai em vez de com as respectivas mães. Paizão, calçadão, mexidão. E tudo isto também é bonito.

Daddy

Não sei se corresponderá à verdade, mas o Clinton, apesar de ter sido um marido péssimo, parece ser um pai bonacheirão e espectacular, e a filha acompanha-o (muito mais do que à mãe) por todo o mundo, sobretudo nos trabalhos de cariz humanitário. Bonito.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Introdução a Edimburgo


A parte antiga de Edimburgo vista da Princes Street


Parece incrível, mas à primeira vista (ou vista de fora), Edimburgo parece uma cidade lúgubre, com edifícios muito escuros e tristes. É uma sensação comum. E é pura ilusão. No Verão, o sol brilha até muitas vezes, ilumina toda a cidade, e a própria energia vibrante do local e das pessoas faz dela uma das cidades mais alegres, movimentadas e com boa energia que eu alguma vez conheci. Em Agosto, é extremamente animada e muito visitada por turistas de todo o mundo, que acorrem também ao célebre Festival de Edimburgo, que decorre nesse mês. As ruas principais enchem-se, literalmente, de gente, de visitantes, de artistas, de actores, e por todo o lado há eventos culturais de toda a espécie. Maravilhosa.


A animadíssima Royal Mile, a rua central, que liga o Castelo de Edimburgo ao Palácio de Holyroodhouse


Um caso de amor

O meu caso de amor com a Escócia é um caso sério. E nem sequer é um amor à primeira vista, porque muito antes de eu a conhecer já eu a adorava. Acho que desde que me conheço. Não sei explicar. O amor não se explica.


Pitlochry, uma cidadezinha bonita e muito pitoresca, a norte de Edimburgo. (Depois das cinco da tarde, já não há ninguém nas ruas e as lojas estão todas fechadas. Amorosa...)

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Do Uruguai, com amor (3)


Te quiero en mi paraíso
es decir que en mi país
la gente viva feliz
aunque no tenga permiso

Si te quiero
es porque sos mi amor
mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos.

Mario Benedetti, poeta uruguaio (1920-2009)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Segunda oportunidade

La vie d'une autre (A vida de uma outra mulher) (2012), de Sylvie Testud.


Um filme simples e bonito sobre as segundas oportunidades na vida. Sobre a possibilidade de repensarmos a vida que vamos construindo, aquilo que queríamos e que queremos para nós, as escolhas que vamos fazendo, aquilo em que nos vamos tornando. Sobre segundas oportunidades, que são preciosas, porque a vida nem sempre se encarrega de as trazer. Juliette Binoche está, como sempre, muito próxima da perfeição.

A coisa que ela tem na cabeça

Não sei que lhe chame, chapéu? toucado? acessório de cabelo? Só sei que quero um igual para cerimónias. Minimalista, original, futurista, elegantíssimo. Quero esta coisa que ela tem na cabeça.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O país mais romântico do mundo

(Este não é o castelo de Inverlochy dos relatos do Tiago, mas sim o castelo de Urquart, nas margens do Loch Ness, visto pela minha objectiva, pois fez parte do meu périplo pessoal pela Escócia. São dois castelos diferentes, mas as sensações são muito parecidas.)
O Tiago Salazar, que me parece um grande amante da Escócia, tal como eu, escreveu no seu "Viagens Sentimentais":


«O castelo de Inverlochy aparece entre colunas de troncos, depois de uma fiada de casinhas graciosas, silencioso como um túmulo. A brisa agita as folhas e por todo o lado o vento faz estragos e ruídos. Foi então que vi sair um fio de fumo por uma chaminé e atrás de uma janela maior do que um portão, um homem e uma mulher, sentados a uma mesa, iluminados apenas pelo tremeluzir das velas de um candelabro, olhando-se demoradamente com uma ternura cúmplice e antiga. Nessa altura, se dúvidas houvesse, sei que este é o país mais romântico do mundo.»


E eu não poderia estar mais de acordo com o Tiago.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Léxico

Quando eu era pequena, havia todo um léxico que hoje está obsoleto. Ainda se ouvia palavras como: "Folhetins", "Bigoudis", "Reclames". Não foi assim há tanto tempo.

Tarde de chuva

Ontem à tarde, era domingo, estava a chover, fazia muito vento e lá fora estava muito escuro. A conjugação de factores perfeita para ver este dvd que tinha comprado na sexta. Enquanto não vejo o Blue Jasmine.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Andámos por aqui (2)


Three Sisters - Glen Coe

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Retratos da população masculina: o caso do ciclismo e do surf

(O título é pretensioso q.b., mas as ideias são simples e claras como a água, como podem ver.) Após vários anos de observação (não participante) atenta, concluo que andar de bicicleta tornou-se, essencialmente, um desporto de homens velhos e feios. Já o surf é um desporto muito belo mas com uma crescente aura de decadência: foi tomado de assalto por iniciantes que são homens trintões, que, na adolescência, foram cromos e agora querem parecer muito cool.

Lisboa: uma das cidades mais desonestas do mundo (no país do Artur Semedo)

Deparei-me hoje com Lisboa no destaque de uma notícia curiosa do The Telegraph. Ora isto não costuma acontecer por boas razões. E, realmente, não eram boas razões. Trata-se de uma das cidades mais desonestas do mundo. E explicam: jornalistas americanos fizeram uma experiência em várias cidades do mundo com carteiras "perdidas" (propositadamente) para ver se alguém as devolvia. A Finlândia foi o país onde as carteiras foram todas devolvidas (um país escandinavo, what else is new?). Em Portugal, ou melhor, em Lisboa, só UMA foi devolvida (por um casal... holandês). A experiência envolvia outras cidades como Budapeste, Mumbai e Nova Iorque: independentemente do rigor desta experiência jornalística, isto talvez dê que pensar.

É bastante conhecida a tendência que muitos portugueses têm de encontrar coisinhas perdidas e de se apropriarem logo delas, e de se orgulharem disso. Isto explica o que aconteceu no Inverno passado quando deixei cair uma (uma só!) luva na rua (e nem sequer foi no chão de Lisboa). Passados menos de 10 minutos voltei ao local, e a luva, que era boa e em pele, tinha desaparecido. Nem sequer foi entregue num dos cafés ou restaurantes das redondezas, nada. Foi levada por algum Artur Semedo desta vida. E eu pergunto: o que é que alguém faz com uma só luva desirmanada? Pois. Lá está. Somos um país um bocadinho desonesto (e, pelos vistos, um país de manetas).


E aí está ele

O meu querido

Outono.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Autárquicas

Relativamente às autárquicas tenho apenas o seguinte comentário a fazer: as pessoas que dizem "Cambras" em vez de "Câmaras", deviam ser proibidas de votar ou de se candidatarem. Just a thought.

Do Uruguai, com amor (2)


O mundo é tão grande, e tão vasto, e tão cheio de gente. E há tanta, mas tanta gente. Nós é que caímos sempre na armadilha de pensar que não, embrenhados que estamos nos nossos dias de 24 horas (por muito intensas que sejam), circunscritos aos nossos limites geográficos quotidianos (por muito amplos que sejam), a movimentarmo-nos nos mesmos círculos sociais de família, amigos, colegas (por muito numerosos que sejam). Como alguém dizia, é tão bom experimentar realmente a vastidão do mundo. Para quebrar paradigmas. E ver que há muito mais gente. Há sempre muito, mas muito mais gente para conhecer. Felizmente.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Andámos por aqui

O sono über alles

Eu gosto de fazer uma coisa que está completamente fora de moda hoje em dia, e sobre a qual ninguém gosta de falar: eu gosto de dormir bem. Aí umas oito horas. Ou nove, vá. E gosto de me deitar cedo (o que é terrivelmente antiquado, até mesmo entre as crianças).

Porque hoje em dia, ninguém dorme. É moda. O que é fixe é ficar a consumir séries atrás de séries até às 4h da manhã e levantar às 8h para ir trabalhar, sem ganir. (Eu não faço isto, portanto, entre os meus amigos sou uma proscrita, e nunca estou a par das séries da moda, não passo longas horas da madrugada acompanhada pelo Game of Thrones ou a Modern Family ou The Walking Dead).

Bom. Adiante. Sou grande fã do sono de qualidade (e em quantidade também). E portanto sou fã de tudo o que tem a ver com esse universo do sono e dos sonhos: quartos aconchegantes, camas maravilhosas, colchões confortáveis, almofadas, lençóis, mantinhas, pantufas, roupões, tudo. E, claro, os pijamas, que são a minha perdição. Entre uma loja de roupa e uma loja de homewear, eu prefiro sempre ir a esta última. Nem que seja uma simples Oysho ou Women's Secret. Aliás, toda esta conversa para dizer que há dias entrei numa Oysho e eles têm uma colecção de Outono maravilhosa. Apetece comprar tudo (como sempre).


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Um dia a Primavera há-de chegar aqui

Parece que as coisas sossegaram na Turquia, mas é mais que certo que é um sossego temporário. Enquanto isso, por que não ler a escritora Elif Shafak.
E, já agora, assistir à entrevista que ela deu no Hardtalk da BBC.



sábado, 21 de setembro de 2013

O Verão segundo Slim Aarons (7)

Não serão as águas de Março, mas sim o sol de Roma, a fechar este Verão. (Mas é igualmente promessa de vida no coração.)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Do Uruguai, com amor

Alguém sabe alguma coisa sobre o Uruguai? Pois, eu também não sabia. Aliás, só sabia rigorosamente quatro cositas y nada más. Isto é, sabia que: faz fronteira com o Brasil, a Sul; lá fala-se castelhano; a capital é Montevideu; e, nos anos 70, uma equipa de rugby uruguaia sofreu um acidente de avião na cordilheira dos Andes, e a história verídica dos sobreviventes inspirou um filme protagonizado pelo Ethan Hawke (do filme, escusado será dizer, só me lembro do Ethan Hawke... y nada más). Ora acontece que, agora, sei muchas más cosas sobre o Uruguai. Não vêm ao caso agora, mas sei muito mais coisas.

Em trânsito


As pessoas que se conseguem manter muito elegantes e cheias de estilo em viagens longas (e há muitas) são um mistério para mim. "Em viagem" entenda-se por "em trânsito", a efectiva deslocação em aviões, comboios, barcos, etc. Eu nunca consigo ser assim. Portanto, há muito decidi que, até ao destino final, privilegio o conforto em detrimento do charme. Quando chego ao destino, o caso muda de figura. Mas, até aí, ando ao melhor estilo "Refugiada albanesa libertada após 17 anos em cativeiro". I can't help it.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O (meu) querido mês de Agosto

Isto é mais ou menos como as pessoas normais passam o mês de Agosto:
Isto é mais ou menos como eu passei o mês de Agosto:


Como num catálogo da Really Wild: Wellies, Barbour jackets, gorros de lã (de carneiro).

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Bisteca

Uns amigos meus foram a Itália neste Verão. Pergunto, muito entusiasmada, a um deles do que é que gostou mais nesse país. Ele pára, reflecte, sério, durante uns segundos, e eu, pensando que ele me vai responder alguma coisa sobre o tecto da Capela Sistina, os canais de Veneza ou o Duomo de Florença, oiço-o a responder: - O que eu mais gostei foi de um bife que comi em Roma.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O Verão segundo Slim Aarons (6)

To love is to suffer

"Natasha, to love is to suffer. To avoid suffering, one must not love. But, then one suffers from not loving. Therefore, to love is to suffer, not to love is to suffer, to suffer is to suffer. To be happy is to love, to be happy, then, is to suffer, but suffering makes one unhappy, therefore, to be unhappy one must love, or love to suffer, or suffer from too much happiness - I hope you're getting this down." Woody Allen, Love and Death (1975)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Qualidade de vida

Muito me admira as pessoas que, durante o resto do ano, refilam tanto por terem que passar horas nas filas das Finanças. Mas afinal essas mesmas pessoas passam, de bom grado, horas à espera de lugar para estacionar o carro numa qualquer praia em Agosto, seja em Porto Côvo, em Albufeira ou em Carcavelos. Ou passam, de bom grado, horas à espera de vez na loja da Nespresso (essa porcaria de moda que se inventou para prender em casa as pessoas que podiam tomar café numa esplanada). As pessoas até podiam ter qualidade de vida. Mas inconscientemente escolhem não tê-la.

Homo homini lupus

Uma pessoa que pretenda estar (minimamente) atenta à actualidade nacional e internacional, depressa cai ou numa indiferença assustadora, pela força do hábito, ou então num choque permanente, que se vai convertendo numa sensação de peso do Mundo carregado às costas. Morreu mais uma bombeira nos incêndios florestais que se repetem todos os anos. Tinha 21 anos. As contas apresentadas ao FMI afinal estavam... "mal calculadas" (hã hã). Na Síria, anda um louco a matar o seu próprio povo com armas químicas. Provavelmente Tito Plauto estará mais actual que nunca.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Italiano sobre italiano



Bianca Brandolini, casual, e em Dolce e Gabbana.
Esta senhora tem muito estilo (pudera, duplamente italiano).

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O Verão segundo Slim Aarons (5)


O (outro) Capitão Wentworth

Acho que eu era a última pessoa que ainda andava em negação sobre este assunto, mas agora está mesmo confirmado pelo próprio: é gay. Um colega meu mostrou-me a notícia com o sorrisinho malicioso de inveja com que todo o homem feio brinda este tipo de revelações acerca de homens bonitos. Snif.