quinta-feira, 29 de maio de 2014

Porta Férrea, Maio 2014

Às vezes, somos literalmente apanhados entre duas das melhores fases da vida.

Na foto, recém-casados por entre os vivas da Phartuna.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Soma e segue

Algures neste país, o meu ex-vizinho * deve estar zangado e infeliz. E assim é que está bem. (E tudo está bem quando acaba bem.)





* e outros

quinta-feira, 24 de abril de 2014

"Nós os dois andámos às voltas e voltas, até chegarmos novamente a casa."
Walt Whitman

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Futebol e vizinhança

Eu nem ligo nada a futebol. Mas hoje tinha que assinalar isto. (Acho que é a primeira vez na vida que falo sobre futebol num blog.) Tinha que assinalar esta vitória, e especificamente esta vitória sobre aquele outro clube. Há uns anos, morei numa outra casa, em que o meu vizinho do lado, um estudante de Medicina de "lá de cima", era desse outro clube. E não só era nosso rival, como era visceralmente anti-benfiquista: quando o Benfica perdia, nem que fosse com um clube estrangeiro, juntava outros vândalos iguais a ele e faziam uma festa naquele prédio que dava nojo. Mas, mutatis mutandis, a minha vida melhorou quando mudei de casa, e a minha vizinhança também mudou e melhorou (muito). Ontem à noite, não vi o jogo, mas senti muito a falta do meu vizinho de cima que deve estar de férias, pois esse sim, é um bom rapaz e assinala sempre todos os golos do Benfica, em todos os jogos, com grande estardalhaço e alegria. Deste vizinho eu gosto. (Quer dizer, não gosto dele quando leva para lá uma ou outra one-night-stand e se entusiasmam demais e perturbam o meu descanso. Aí, tenho que me chatear.) (Sim, eu sou a verdadeira empata-f***.) Conclusão: estou muito contente com o Benfica, sei involuntariamente de demasiadas coisas sobre a minha vizinhança, etc. e tal. Boa Páscoa a todos. Até um dia destes.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Desconstruir, desorganizar

É assim o trabalho do Pieter Hugo. E, por aqui, gostamos dele. [E, diga-se de passagem, quem tem um destes dois nomes é sempre alguém especial.]
A interessante entrevista com o interessante fotógrafo sul-africano aqui.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Mathew McQualquercoisa

Pode ser muito bom actor, ser altamente merecedor do prémio, pode ser um estrondo de testosterona em anúncios de perfumes, etc. Mas o discurso dele nos Óscares foi definitivamente algo muito semelhante ao de um vendedor de colchões ou de um pastor da IURD.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A galinha da minha vizinha (em versão tropical)

O nosso amigo “Tubarão”, soteropolitano dos quatro costados, é, como a própria alcunha indica, um rapaz que mete respeito (e neste momento deve andar “esquentando os tamborins” em preparação para o grande Carnaval na Bahia). Além disso, tinha digamos que... uma sensibilidade estética muito apurada, e costumava dizer de forma muito pausada: “É… Brasileira tem bunda e peito grande… Mas mulher bonita, bonita mesmo, tem é na Europa...” E, se o Tubarão dizia, quem éramos nós para contradizê-lo.

A sério, arranjem-lhe um terapeuta da fala

Há dias, a Judite de Sousa falou num acidente com três feridos. Mas é claro que disse "tdês fedidos".

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

I take it back

Afinal, enganei-me. A música mais deprimente de todos os tempos é a "Cinderela", do Carlos Paião.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Uma tour dos diabos

Sochi, afinal, está mais quente do que seria aconselhável para uns Jogos de Inverno.
E uma pessoa a pensar que no "Doze anos escravo" havia chicotadas a mais.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Tartan, baby! (2)

Ora, no seguimento do post anterior, o tartan está a ser uma das grandes tendências deste Inverno. Mas para mim não é só uma tendência, o tartan é um padrão que adoro e que desde sempre foi uma presença transversal no meu guarda-roupa, independentemente da época ou da ocasião (Tenho um bikini com padrão tartan, por exemplo. Um dia mostro. É melhor não.) Eis algumas das formas que ele tomou este ano: écharpe, mini-vestido e skinnies.

(Aqui, a legenda poderia ser: "O meu thigh gap é maior que o teu".)


("Sim, a minha mão direita está sempre pronta para segurar vela.")

(Um produto 100% lã de carneirinhos escoceses, comprado na minha Escócia.)

Tartan, baby!

Há quem vá à Escócia e volte de lá com a sensação de que os kilts são um mito. Pois eu venho provar que, na minha breve passagem por lá, surgiram tão abundantes que mereciam o registo. Cá ficam (algumas) provas de tantos e tão belos... padrões.






segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Não é assim que fazemos lá em Oz, Aussie, Down Under, ou whatever

Recentemente, num jantar, tivemos à mesa a Jennifer, a amiga de uns amigos – australiana de Melbourne, que estava em Portugal numa breve passagem.

A rapariga era super-simpática e até falava com o sotaque engraçado daquele tipo do Crocodile Dundee e tudo, mas infelizmente não estava acostumada aos códigos de conduta social latinos. Sempre que a Jennifer era apresentada a alguém fazia questão de avançar timidamente com a mão, para um cordial aperto de mão (polite and appropriate, diria eu). O problema é que nós, lusitanos expansivos e abrutalhados, ignorávamos instintivamente a teimosa mãozinha estendida, e lá lhe pregávamos todos dois beijos na cara (e éramos tantos, meu Deus).

Para a coisa ficar mais caricata, fomos todos chegando a conta-gotas, invariavelmente atrasados (à portuguesa), de modo que sempre que chegava alguém lá presenciávamos esta situação e lá invadíamos grosseiramente as fronteiras de espaço pessoal traçadas pela moça, e que ela tão a custo queria manter, coitada.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Chez Keith et Anita

Keith Richards e Anita Pallenberg, o suprasumo do cool em tempos idos. (Ela rodou os Rolling Stones quase todos, mas felizmente não teve o efeito Yoko Ono.)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Não compreendo as pessoas que

não se desmaquilham antes de ir dormir.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Cheira bem

Ontem, numa formação, eu e alguns colegas ficámos a conhecer colegas de outra região. Um deles, mais novinho, aproximou-se de mim e de uma colega minha (solteira, cinquenta e tal anos, mas que vive sem gatos, felizmente para ela) e cumprimentou-nos. O rapaz não era nenhum Brad Pitt, mas tenho de admitir que tinha um perfume fabuloso. Depois, afastou-se, deixando atrás de si um rasto de cheiro divinal num raio de 30 metros. Também deixou a minha colega balbuciante, porque seguiu-se um diálogo um bocado surreal:

- Quem é este colega? - perguntei.
- Cheira bem. - foi a resposta que obtive.
- Está bem, mas como é que se chama?
- Cheira bem. - repetia ela, hipnotizada, com um brilho nos olhitos outrora mortiços.
(E continuo sem saber quem era o homem afinal.)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A chuva é uma doença incapacitante

Eu até gosto de chuva. Bastante. Mas muitos são os que se queixam da chuva à minha volta. A chuva põe as pessoas neuróticas, deprimidas, birrentas. E já se sabe, a chuva, para os portugueses, é uma maleita nacional, é uma doença incapacitante generalizada: ninguém faz nada por causa da chuva. Eu própria tenho tido uma vida social muito menos intensa desde que começou a chover há um mês e tal, porque os meus amigos recusam-se muitas vezes a sair da toca.

Perante isto, só me lembro do que eu costumava ouvir na minha querida Escócia, onde chove para aí 300 dias por ano (e nos restantes cai neve). Costumavam-me dizer os escoceses mais ou menos assim: Se nós parássemos a nossa vida de cada vez que chove, estávamos tramados.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

São assim, os homens

Uma pessoa pede-lhe para trazer geleia real. Ele traz Gelatina Royal.