terça-feira, 5 de novembro de 2013

Letizia Red Shoes


Gerontofilia

É o que eu digo sempre: não costuma resultar.



segunda-feira, 4 de novembro de 2013

É assim uma espécie de gozo secreto que tenho

Diverte-me e dá-me alguma pena ao mesmo tempo: assistir à adoração platónica (que mete concursos e rankings e tudo) de algumas mulheres bloggers por conhecidos bloggers do sexo masculino que têm um inegável dom da palavra erudita ou que dissertam com muito humor. Elas derretem-se sempre muito, e a partir das belas palavras deles projectam imagens muito atraentes e viris. Felizmente, na maior parte dos casos, estas mulheres ficarão salvaguardadas pela própria ignorância, que as poupa de saber que em vários teclados eloquentes dedilha muita unhaca suja, e que por trás de bonitos parágrafos, senta-se muita calcinha de bombazine com nódoas, muito ombrozinho pulverizado com caspa, muita camisolinha com a dupla borboto e buraco da traça, e demais miseriazinha masculina. Enfim, esta blogosfera: a criar ilusões desde... quê, 2002?

Summer is well and truly upon us, isn't it?

Ah, chegou a chuva, os dias cinzentos e as temperaturas rondam os 18 graus. Parece mesmo um belo dia de Verão na Escócia.



"How much did the Canal cost?" Um conteúdo informativo para o turista mais atento. (Se calhar as obras não tiveram as derrapagens financeiras de algumas das nossas obras públicas...)


Fotos do Canal Caledoniano, cuja construção foi concluída em 1822, e é uma obra de engenharia assinalável. Fica nas margens do Loch Ness, o tal do monstro Nessie (que nesse dia não apareceu, era Agosto: estava de férias).

domingo, 3 de novembro de 2013

Os Pictos

Ora desenganem-se os que pensavam, pelo título, que eu aproveitava o fim-de-semana para fazer uma pausa no tema da Escócia. O novo "Astérix e os Pictos" está aí, e eu já sou a feliz possuidora de um exemplar para leitura deste fim-de-semana. Ou não fosse ele passado também na Escócia, entre os Pictos, os povos das Highlands que pintavam a cara (como o Braveheart, uns séculos mais tarde), e que os Romanos chamavam de Pictos porque que queria dizer, literalmente, "pintados".

Não sei como está o livro depois de Uderzo e Goscinny, mas espero que Ferri e Conrad tenham sabido manter o legado. Não estou à espera de menos que isso.

Estes Pictos são loucos!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A reacção do Coronel Kurtz à comida escocesa


O pior da Escócia

Bom, o pior da Escócia é só mesmo a comida. Os escoceses são uns porreiraços e tudo e tudo e tudo, mas aquelas boas almas só comem m**** Safa-se o peixe, que ainda comem algum (salmão, sobretudo). Não me vou alongar mais, porque este assunto ainda me causa náuseas. Quando voltei a Portugal, tive de reprogramar por completo o meu sistema digestivo para a nossa comida deliciosa e saudável, pois o meu estômago estava muito traumatizado.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O melhor da Escócia

O melhor da Escócia são mesmo os escoceses: em geral, são simpatiquíssimos, amabilíssimos, bem-dispostos, simples, despretensiosos, muito dados à festa (e ao álcool) e são donos de um humor autocrítico muito divertido. Fazem lembrar os queridos dos irlandeses, mas acho que ainda melhores. Eu não encontrei absolutamente ninguém que fosse rude ou antipático. Muito diferentes dos ingleses. Muito diferentes. Mesmo.

Nas palavras sábias do Tiago Salazar: o Escocês é «um tipo de homem rústico, mas com a mesma doçura espontânea do Irlandês, o sentido de humor apurado do Galês, e livre da sobranceria do Inglês».

Green acres

Eis a minha casa de campo (bom, pelo menos nos meus sonhos, é) ali como quem vai para Inverness.

Cópia Certificada


Cópia Certificada (2010), de Abbas Kiarostami, com William Shimmel e Juliette Binoche.

Cá em casa andamos numa espécie de ciclo de Juliette Binoche. Este é um filme do iraniano Abbas Kiarostami, e eu diria que quase poderia ser um prolongamento da trilogia Before Sunrise, temos quase todos os elementos, mas com um grau muito maior de profundidade, complexidade e desencanto: um casal, um casamento em crise, duas horas a passear a pé, num país europeu, ao mesmo tempo que se esgrime diálogos, decepções, esperanças, desejos, alegrias e mágoas.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

É Ralph Lauren, com certeza

Tempo agora para a nossa rubrica de frivolidade mensal. Esta Charlene do Mónaco é uma rapariga que se tornou princesa, mas que ainda não encarnou verdadeiramente o seu papel. Apesar de simpática, é muito tímida, insegura, pouco carismática, e aparenta quase sempre um ar infeliz de quem está fora do seu elemento (o elemento dela é a água). E de facto, está. Foi transplantada das piscinas olímpicas da África do Sul, onde era atleta profissional medalhada, para um principado impregnado de glamour e tonterías à beira do Mediterrâneo, e, ainda por cima, com o peso de uma ingrata herança: ser a sucessora da insuperável Grace Kelly. Mas deixemo-nos de preâmbulos, e vamos ao que interessa. A moça é uma fraca princesa, mas lá que sabe vestir-se, isso sabe. Quero este vestido roxo. E os brincos também podem vir a mim, já agora. Kate Middleton, incha. (E aprende com quem sabe).

Só?

Confesso que acho piada às músicas do João Só. São simples e directas e transparentes, e a verdade está muitas vezes na simplicidade (e na transparência). O que já não é tão simples será explicar a desilusão que experimentei quando vi o João Só. Que tem Só 25 anos. Curiosamente, não esperava um franguinho (reconchudo). Associava aquelas músicas e aquela voz a um homem ligeiramente mais velho, alguém com alguma pinta, enfim, não esperava nenhum Tiago Bettencourt nem ninguém assim nessa onda de artista-de-esquerda-com-muito-cabelo-e-barba-e-ar-intelectual-mas-pouco-luminoso, mas imaginava-o uma coisa assim mais de trazer por casa, assim uma espécie de Miguel Araújo, vá. Mas não. Quando vi o João Só, perguntei-me: afinal é Só isto? Enfim. Era Só isto, por hoje.

Provincianos

Muitas (demasiadas) vezes, oiço pessoas de grandes cidades como Lisboa ou Porto a terem opiniões muito sarcásticas sobre a pequenez ou o provincianismo dos outros, os que moram em cidades mais pequenas ou em localidades do interior. É curioso, porque essas pessoas que se dizem muito citadinas também merecem algum comentário. Por exemplo, infelizmente tenho conhecido gente de Lisboa ou do Porto que demonstra enormíssimas resistências à simples ideia de se moverem dentro do país (e, pior ainda, fora dele), seja por motivos de trabalho, de opção de vida, ou (imagine-se) simplesmente em lazer. Como se as grandes cidades onde vivem já encerrassem tudo o que há para ver e viver, e não valesse a pena ir a mais lado nenhum. Ora, isto é o provincianismo de quem nunca se abre ao mundo, de quem vive preso na grande gaiola da sua grande cidade ou capital. E essa é a pior e a mais triste forma de provincianismo de todas.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

I'm half and half


Port Moresby: Well, terra firma.
Tunner: We're probably the first tourists they've had since the war.
Kit Moresby: Tunner, we're not tourists. We're travelers.
Tunner: Oh. What's the difference?
Port Moresby: A tourist is someone who thinks about going home the moment they arrive, Tunner.
Kit Moresby: Whereas a traveler might not come back at all.
Tunner: You mean I'm a tourist.
Kit Moresby: Yes, Tunner. And I'm half and half.

Um Chá no Deserto (1990), de Bernardo Bertolluci.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Agora eu já sei (mesmo)



Agora eu já sei

Da onda que se ergueu no mar

E das estrelas que esquecemos de contar

O amor se deixa surpreender

Enquanto a noite vem nos envolver

Onda, Vinícius de Moraes

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Levar a carta a Garcia

Há dias tivemos uma reunião com o nosso chefe máximo. E, durante uma hora, o homem dissertou longamente sobre a nossa missão e os nossos grandes objectivos e metas para o próximo ano, etc. Durante o tempo que falou, repetiu várias vezes a expressão "Levar a carta a Garcia". Várias vezes. Muitas vezes. Demasiadas vezes.

No fim da reunião, fez-se um breve silêncio, e ouviu-se alguém a sussurrar, mas infelizmente em tom audível:

- Mas quem é o Garcia?

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Tattoo (2)

Uma pequena dica para futuros viajantes: para quem, como nós, não previu assistir ao Tattoo mas depois mudou de ideias, aconselho a fazer como nós fizemos: comprar bilhetes last minute, aí umas duas horas antes do espectáculo, na loja oficial do Tattoo (ficam por 20 libras cada, enquanto que os bilhetes normais são para cima de 50 ou 60 libras cada). A loja oficial do Tattoo, fica num ponto muito central, perto de Waverley Station e da Princes Street, depois de atravessar a North Bridge.

As bailarinas do Lyceum Youth Theatre
Tenho poucas fotos porque a minha máquina fotográfica ficou sem bateria no final do dia (gastei-a toda a fotografar ovelhas e veados nas Trossachs, e sei lá mais o quê). Mas assim foi melhor: vale mais assistir com atenção e absorver totalmente o do que estar preocupado a fotografar e filmar tudo. (Depois compra-se o vídeo oficial no site.) Volto a repetir: vale a pena.

Tattoo

Eles chamam-lhe "the greatest show on earth"... Bem, talvez seja exagero. De qualquer forma, o Edinburgh Military Tattoo é um espectáculo que ninguém deve perder se estiver em Edimburgo em Agosto. É assistido diariamente por 8 mil ou 9 mil espectadores, e realiza-se todos os dias à noite (mas somente durante o mês do Festival), na entrada do Castelo de Edimburgo (a esplanade). É, isso sim, toda uma extravaganza, colorida e com muita emoção. É uma experiência diferente e passa-se duas horas muito divertidas. Fica difícil descrevê-lo, só estando lá mesmo. (Um artigo e um vídeo sobre o Tattoo 2013).


No início do espectáculo
 
Eu pensava que eram apenas actuações de bandas militares, e, entre elas, as de muitos regimentos escoceses com as inevitáveis gaitas-de-foles. Mas afinal o espectáculo também inclui actuações de grupos de música e dança de outros países. Este ano vieram da Coreia (este foi lindo), Mongólia (solene), México (giro) e Nova Zelândia (a actuação dos kiwis é muito divertida).




A maravilhosa actuação da Coreia

Também actuaram, entre outros, os inenarráveis Imps Motorcycle Display Team (miúdos entre os 5 e os 16 anos, a fazerem coreografias e piruetas impossíveis em motorizadas). O início de cada espectáculo é muito emocionante, com jogos de luz e som, e a narrativa de uma história que é contada ao longo de cerca de duas horas de espectáculo. Mas o final não é menos emocionante. Na parte final, é tocado o hino God Save the Queen, o Scottish National Anthem (o hino nacional escocês), e a conhecida canção “Auld Lang Syne” (o "hino da amizade", que toda a gente canta abraçada, e que também é típico da Noite de Fim de Ano na Escócia e um pouco por todo o mundo anglo-saxónico).



Os miúdos dos Imps Motorcycle Display
A noite não acaba sem fogo de artifício no Castelo. Nesta parte final é tudo muito comovente. Depois de todos os que actuaram nessa noite se reunirem numa grande festa em palco e tocarem ruidosamente todos juntos, dá-se um dos momentos altos da noite: as luzes no Castelo apagam-se, e ouve-se apenas o pibroch (píbroque)... ou seja, o som de uma única gaita-de foles algures na semi-escuridão, no meio de um silêncio solene. É um momento arrepiante.



terça-feira, 22 de outubro de 2013

Do Uruguai, com amor (4)

Por el camino (2010), de Charly Braun. Uma co-produção entre o Brasil e o Uruguai que estreou só agora em Portugal (com o nome de "Além da Estrada").

Ao que parece, é um road movie, entre outros do elenco surge a Naomi Campbell (sim, essa mesmo), e tem como cenário (como não poderia deixar de ser) as belas paisagens do Uruguai.

Ainda não o vi. But it's on my list.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Pois não

"Por el camino", de Charly Braun (2010).